Um medico foi chamado para analisar o corpo e depois leva-lo para uma autópsia.

O quarto do casal Connelly tinha sido isolado para que as evidencias não se perdessem. O copo da Sra. Connelly estava de barriga para cima na cama, com o cobertor puxado até a cintura (o Sr. Connelly havia puxado quando desconfiou que alguma coisa estava errada).
Tinha um corte na garganta.

Depois de examinar o medico disse:

- Foi morta por envenenamento. O corte na garganta foi feito aproximadamente uma hora depois da morte.

- Mais alguma coisa que ache importante ressaltar? — perguntou Matthew.

- Não há sinais de luta. — acrescentou o doutor — Deve ter sido envenenada pouco antes de ir dormir e nem sequer percebeu. Foi feito para parecer morte por causas naturais mas como o Sr. já afirmou que se trata de um assassinato e o corte na garganta prova isso... Não tenho mais nada a acrescentar. Levarei o corpo para uma autópsia e ligo se descobrir alguma coisa.

O Sr. Connelly acompanhou o medico até a porta e, enquanto isso, Reilly investigava o quarto da vitima.

A Abelha era um profissional e não deixaria evidencias tão claras, mas foi no banheiro que achou sua primeira pista. Reparou que a escova de dentes da Sra. Connelly havia sido deixada sobre a pia, enquanto a do Sr. Connelly estava presa a um suporte na parede.

Apanhou a escova e esfregou as cerdas sobre um plastico que trazia no bolso do sobre-tudo e observou enquanto alguns farelos brancos caiam. Eram tão poucos que, só com eles, não seria possível dizer qual o veneno, mas já era um começo.

Saiu da suite e encontrou Amy ao lado da porta do quarto onde dormira. Só não mandou que voltasse para dentro porque já eram "amigos" e ela era uma mulher, devia estar muito abalada com os acontecimentos.

- Amy! — chamou.

- Josh... Ou sei la qual é o seu nome... — disse virando-se para ele. dava para perceber que tinha ficado abalada com a noticia de que ele era um detetive.

- Matthew... — disse à ela — pode me chamar de Matthew.

- Tanto faz — foi o que ganhou como resposta.

- Olha, você pode confiar em mim aqui dentro. De tudo que conversamos as únicas mentiras que te contei foram meu nome e o fato de eu ser rico e dono de uma fazenda.

- Por que...? — disse com uma voz que indicava que iria começar a chorar. — Por que isso tinha que acontecer justo hoje?

Como suspeitava, ela começou a chorar, o abraçou e abafou soluços em seu terno alugado. Ele retribuiu o abraço para conforta-la.