Assassinadas

4 Capitulo 4 - Amor doentio


Notas iniciais
Ai está o capitulo de hoje, a parte em itálico é um sonho de Natsu Boa leitura *-*'

03.08.2013 POV’s Gray Fullbuster

Achamos outro corpo na frente do teatro municipal, e o pior Natsu Dragneel não saiu da casa dele a não ser pra jogar o lixo fora, Laxus e Gazille acabaram abordando-o achando que ele iria despachar um corpo e graças a isso estou a caminho do escritório do major Makarov, aquele Natsu realmente tem influencia fico imaginando quanto tempo vou ficar afastado. Bati na porta, logo recebendo um grito para entrar, é essa vai ser difícil. Abri a porta, a visão que tive me deixou furioso, atrás de uma mesa esta o major e a sua frente Salaman... Quer dizer, Natsu.

– Finalmente chegou detetive, sabe como é, por ser um empresário com muita influencia não tenho todo tempo do mundo. – Natsu falou de um modo extremamente irônico, cerrei o punho pronto para dar um soco na cara do rosado.

– Sabe como é, tenho mais o que fazer do que partes burocráticas tipo pegar o Salamander. – Rebati.

– DETETIVE FULLBUSTER! ESTA QUERENDO PERDER SEU DISTINTIVO? – Makarov gritou com varias veias saltando na testa.

– Tudo bem, major quero somente discutir o incidente da noite passada e sair daqui.

– Esta certo senhor Dragneel, relate o que ocorreu na noite passada. – o major falou um pouco mais calmo.

– Eu fui jogar o lixo e saiu dois policiais apontando uma arma para mim falando que eu estava pego. Exijo uma punição para o superior deles, afinal é muito assustador ter uma arma apontada para sua cabeça apenas por jogar o lixo fora. – Ele falou com um meio sorriso.

– Como explica isso Gray?

– Era uma operação para pegar Salamander e quase conseguimos. – dirigi um olhar de desprezo a Natsu.

– Agora o senhor vai dirigir acusações a minha pessoa Gray? – Levantou uma sobrancelha de uma forma questionadora – Tem alguma prova que eu seja Salamander para vocês estarem me seguindo? Eu viro um suspeito por ter relações com uma das vitimas?

– Já chega, ele será punido senhor Dragneel fique tranquilo, e eu sei que isso não vai acontecer novamente, não é mesmo Gray? – Me olhou de uma forma acusadora não tinha o que fazer, concordei com um manejo de cabeça.

– Assim espero, já vou indo então obrigado pela atenção senhor Makarov – Apertou a mão do major e parou do meu lado sussurrando de uma forma que somente eu escutasse – Tic tac, o relógio não para.

O que esse idiota quis dizer com isso? Com certeza tem a ver com o tempo para mim conseguir pará-lo! Ele sabe como me fazer perder a paciência, falei entre dentes me segurando para não acabar com ele ali mesmo:

– Você sabe que vai perder essa Natsu!

Após Natsu sair da sala Makarov começou seu sermão que eu já tinha escutado um milhão de vezes.

– O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO GRAY? – Bateu na mesa e novamente suas veias saltaram. – Estou cansado de limpar a sua bagunça!

– Desculpe major. – Falei derrotado. – Quanto tempo de suspensão?

– Um mês, e olha que estou de bom humor. – falou massageando as têmporas.

– Não tem nada que possa fazer mais eu tenho certeza absoluta que Natsu é o assassino.

– Tem certeza mesmo? – respondi com um movimento de cabeça. – ENTÃO O QUE ESTÁ ESPERANDO? VAMOS AO TRABALHO PRA POR ELE ATRAS DAS GRADES!

– Certo! – Sorri de orelha a orelha, esse é o major como se fosse um pai para mim.

Natsu, eu irei te pegar não adianta o quanto tente me tirar do jogo, eu não vou perder!

Cheguei ao laboratório onde estavam analisando um bilhete que foi encontrado com a vitima, ainda não o li mais quase adivinhando meus pensamentos Erza chegou trazendo-o.

– Algo de interessante?

– Nada, a não ser o que está escrito no bilhete. – Ela me entregou o bilhete.

Nele estava escrito: “A primeira já foi, faltam apenas nove, tic tac o relógio não para”.

– Então era a isso que ele se referia. – falei quase em um sussurro.

– Falou alguma coisa? – Erza questionou

– Não, era nada. – Fui ate o elevador apertando o botão para descer.

– Aonde você vai? – Ela gritou

– Já passou da hora de ter uma conversinha com o senhor Dragneel. – a porta do elevador fechou.

Depois de um tempo dirigindo cheguei à casa de Natsu, como não sou um amador levei um gravador e o liguei logo após tocar a campainha, não demorou muito até ser atendido por um Natsu sorridente, ao me ver esse sorriso sumiu.

– O que você faz aqui? – Perguntou mal-humorado.

– Vim bater um papinho com você senhor Dragneel. – Falei com ironia excessiva a ultima parte.

– Pode entrar senhor detetive. – Abriu um meio sorriso irônico enquanto abria mais a porta, entrei na sala sentando-me no sofá.

– Aceita alguma coisa?

– Um café esta bom. – O vi ir para a cozinha mais antes apertou um botão num aparelhinho que começou a piscar não dei importância. Pouco tempo depois ele voltou com duas xícaras de café entregando uma para mim.

– E então Natsu, porque não admite ser o Salamander e impede uma longa e chata espera, nós dois sabemos que você irá perder. – bebi um pouco de café, observando ele atentamente.

– Porque você tem tanta convicção que eu sou seu assassino? – Levantou novamente a sobrancelha esse hábito já esta me irritando.

– Vamos Natsu eu sei que é você.

– Se você insiste sim eu sou Salamander. – Isso! Consegui! Ele não é tão inteligente quanto parece, não cogitou que eu poderia estão gravando, sorri.

– Você deve saber que está tudo acabado para você. Mas me diga, por quê?

– Não perdi não Gray, alias eu nunca perco. Mas já que insiste, sei que posso confiar em você. Eu gosto de vê-las gritarem eu sinto um prazer inimaginável com isso. Você deveria tentar um dia desses. – Falou como se fosse a coisa mais normal do mundo.

– Claro! Porque não? Sair matando moças queimadas por ai deve ser ótimo! – Falei com ironia gesticulando.

– Você fala isso até sentir o cheiro de carne queimada é maravilhoso, alias não tem morte melhor para elas do que serem consumidas pelo fogo divino.

– Fogo divino? E desde quando você é Deus? – Elevei o tom da minha voz.

– Calma ai detetive, não estou falando que sou Deus mais o fogo é uma coisa divina, consome tudo sem deixar nada alem de cinzas.

– Você é a merda de um maníaco doente! – Gritei indo até a porta saindo por ela indo ao carro.

– Detetive! Uma ultima coisa! – Natsu gritou da porta. – Tic tac o relógio não para.

– Não adianta mais Salamander você perdeu! – Tirei o gravador do bolso erguendo o suficiente para ele ver, o que ele fez foi sorrir. – Eu gravei tudo!

– Vamos ver quem perdeu. – Após dizer isso fechou a porta, ele está confiante demais para alguém que esta prestes a ser condenado a morte, mais ele é um assassino em série na cabeça dele falta uns vinte parafusos.

Entrei no carro e fui direto para a delegacia convoquei uma reunião com todo o departamento policial inclusive o major. Quando todos chegaram eu comecei:

– Eu consegui o impossível! Consegui a confissão de Natsu Dragneel admitindo ser Salamander. – Todos ficaram surpresos eu peguei o gravador apertando o botão de play.

A única coisa que saiu foi um som de chiado. Não acredito! Por isso ele estava tão calmo! Aquele aparelho que ele ligou não deixou que meu gravador memorizasse a nossa conversa.

– Aquele maldito! – Joguei o gravador contra a parede e sai da sala totalmente frustrado e raivoso.

Cheguei no meu escritório jogando tudo que eu encontrava pela frente na parede, não acredito que fui tão ingênuo! Como pude pensar que ele cairia nessa assim tão fácil e me daria a própria cabeça numa bandeja! Como posso ser detetive chefe se não posso prever nem isso! Sentei-me na mesa apoiando as mãos nas minhas pernas.

– Calma Gray nós vamos pega-los! – Mirajane falou da porta, junto com o resto da equipe.

– Nós estamos tão frustrados como você não perca a cabeça! – Gazille gritou comigo.

– Vocês tem razão eu fui um idiota, desculpem-me. – Suspirei.

Isso ainda não acabou Natsu, na próxima eu vou te pegar e não serei tolo de cair em uma dessa novamente.

POV’s Salamander

Estou rindo sem parar desde que o detetive foi embora, ele realmente achou que ele conseguiria me pegar assim? Ai ai como ele é ingênuo. Agora só pela audácia demonstrada pelo detetive vou fazer mais uma presa antes do tempo para puni-lo e o ensinar que ele não pode apressar o nosso jogo.

Mais irá ficar para amanhã, estou cansado demais para fazer qualquer coisa hoje, subi até o quarto deitando-me para dormir.

“Natsu estava em sua antiga casa onde morava com seu grande amor Lucy, ele era um expectador de suas memórias revividas em um sonho. O lugar não era grande, mais era aonde ele mais gostava de ficar, Lucy estava preparando alguns lanches para eles fazerem um piquenique ao terminar colocou tudo em uma cesta dando um beijo em seu amado de cabelos rosados, eles foram para um lindo campo e ali fizeram o piquenique que foi recheado de declarações de amor e risadas. Ao fim voltaram para casa, Natsu estava na sala enquanto Lucy estava no quarto.

O que atendia pelo sobrenome Dragneel sentiu um cheiro de queimado vindo do quarto e foi olhar. O quarto estava sendo consumido pelo fogo e Lucy estava gritando desesperada, sem escapatória. Natsu só podia assistir a esta cena se repedir e gritava junto dela.

– Lucy! Lucy!

Ate que quando o rosto dela não passava de nada alem de carne queimada sem forma, ela sorriu e falou:

– Eu te amo Natsu.”

– Lucy! – acordei gritando, todo suado.

As lagrimas já escorriam em abundancia por meu rosto, levei as mãos ao rosto.

– Lucy, volta pra mim Lucy! Não sou nada sem você, por favor, Lucy volta eu te amo! Lucy!

Fui até a sala vazia ao lado do meu quarto onde só tinha um freezer abri-o e la estava um corpo todo queimado, com pouca carne restando. Toquei o crânio.

– Lucy você era tão linda. – Sorri derramando lágrimas sobre aqueles restos mortais da minha amada.