Assassinadas

5 Capitulo 5 - O Sacrifício


Notas iniciais
Boa leitura *-*'

POV’s Salamander

Acabei adormecendo ao lado do freezer, olhei novamente o conteúdo, minha doce Lucy adormecia eternamente ali, fechei-o saindo do cômodo o trancando. Não quero ninguém perturbando minha Lu-chan.

Comi alguma coisa só para satisfazer minhas necessidades biológicas, fui a caça no shopping da cidade, aquele detetive será punido toda vez que tenta desrespeitar nosso jogo.

Ao chegar, não tinha muito movimento por ainda ser de manhã, isso é bom, menos pessoas de testemunhas. Comecei a olhar dentro das lojas fingindo estar interessando na mercadoria mais estava apenas procurando alguma vendedora interessante, ao parar para observar uma loja de artigos esportivos avistei uma que seria perfeita, entrei na loja e fui direto perguntar a ela:

– Com licença, vocês equipamento para fazer uma escalada? – Sorri da forma mais inocente que consegui o que não é muito.

– Temos sim, me acompanhe que lhe mostrarei. – Fez sinal para segui-la ela tinha um sorriso no rosto típico de vendedoras, parou na frente de um monte de equipamentos e cordas. – Temos estes aqui.

– E qual você recomenda... – Olhei no crachá dela, lendo o seu nome. – Alexia?

– Recomendo estes aqui – apontou para o conjunto mais caro. – São muito resistentes e os melhores do mercado.

– Ótimo, eu fico com eles, mas com uma condição. – Me aproximei da mulher, exibindo um sorriso.

– E qual seria? – Ela demonstrou que tinha entendido minhas supostas intenções.

– Você me passar seu telefone.

– Claro. – Pegou um bloquinho anotou uma serie de números na primeira folha arrancou-a e me entregou. – Me liga, vou pegar um conjunto lá no estoque, é cartão ou dinheiro?

– Dinheiro. – Respondi pegando o numero dela e a carteira.

Após pagar e sair da loja com uma mala de equipamentos inúteis, joguei no porta-malas e voltei para casa. Ao chegar nem me dei o trabalho de tirar toda aquela tralha do meu carro, quem sabe um dia eu precise de cordas resistentes.

Entrei em casa pegando o telefone discando o numero de Alexia em seguida, após alguns toques elas atendeu:

– Alô quem fala?

– É Natsu o cara do equipamento para escalada.

– Ah! Oi não pensei que ligaria tão rápido!

– É que me interessei por você, será que posso te buscar hoje na sua casa para um jantar na minha?

– Mas é claro! Passe as sete em casa. – Ela falou seu endereço, anotei em um caderninho que ficava ao lado do telefone.

– Esta certo as sete em ponto estou ai, tchau.

Sentei-me no sofá, vou ficar aqui até dar a hora, não tem nada de interessante para se fazer.

POV’s Gray Fullbuster

Acabei de acordar, já é hora de almoço. Recebi um dia de folga após a vergonha que passei na reunião, acho que isso é até melhor para mim, ficar um pouco logo do laboratório e dormir bastante, quem sabe assim não cometo mais erros infantis contra Salamander.

Meu estomago roncava, peguei um lanche natural que deveria esta a pelo menos dois dias na geladeira e o comi mesmo assim, voltando para a cama novamente, hoje é meu dia de descansar e deixar o resto para minha equipe. Não que tenha muito para ser feito afinal.

POV’s Salamander

É sete horas e já estou quase na casa de Alexia onde ela já deveria estar me esperando, eu tinha trocado de roupa somente por uma questão de estética não poderia dar a impressão de relaxado ela poderia mudar de ideia e não ir mais em casa, fazendo eu perder o dia de caça.

Estacionei o carro na frente da residência descendo e tocando a campainha, ouvi um grito de “estou indo” se passaram alguns minutos até ela abrir a porta.

– Me desculpe, fiz você esperar. – Sorriu, ela estava vestida como uma quenga dos cabarés do século passado.

– Não, tudo bem. Você esta linda! – Menti na cara dura.

– Obrigada, vamos logo antes que meu irmão chegue, ele é detetive e iria te encher de perguntas. – Fechou a porta rapidamente andando até meu carro.

Quando já estávamos a caminho do nosso destino perguntei:

– Você disse que seu irmão é detetive. Como ele se chama?

– Laxus, trabalha com o detetive Fullbuster por quê? – Falou meio desconfiada.

– Nada, é que já encontrei com ele quando uma amiga minha foi encontrada morta, aquele maníaco a matou. – Falei com falso pesar.

– É, Laxus fala que é quase impossível pega-lo e que era para eu tomar cuidado.

– Sabe por quê? – indaguei fingindo não estar muito interessado na resposta.

– É por causa de eu ser o perfil do assassino ou coisa assim, mais vamos parar com isso e concentrarmos em nós dois. – Passou a mão na minha perna, ela realmente é uma vadia.

Tive que prolongar a conversa até chegarmos em casa, ofereci um bebida, o que ela aceitou de prontidão, vadia e alcoólatra, será que ela pode ser mais desprezível? Coloquei a droga na bebida dela, e Alexia a bebeu quase por completo desmaiando logo em seguida. Fiz o de sempre, a peguei no colo a levando até o porão onde ela foi algemada.

Nem a esperei acordar, ela era tão desprezível que merecia acordar com a dor, comecei a esfaqueá-la a despertando, os gritos começaram e finalmente tive um pouco de prazer com aquele som feito pelas cordas vocais da vadia. Pena que o ser humano tem apenas alguns litros de sangue, isso diminui e muito o tempo da diversão, logo peguei a gasolina, espalhei-a e ateei fogo, impressionante como ao ser queimada as pessoas renovam suas forças, seu resquício de vida. Ao cessar os gritos e após o fogo, a coloquei em um saco e formando um novo bilhete para o detetive.

Sai de casa com o carro, e a joguei a apenas alguns quarteirões de distancia do meu ponto de partida, na frente de uma farmácia fechada, assim que acabei de despachá-la fiz o caminho de volta adentrando minha casa novamente. Sentei-me no sofá com a empolgação característica desses momentos, fico imaginando como vai ser a reação de Gray... Fúria por eu ter pegado uma parente de seus subordinados? Tristeza pelo seu companheiro Laxus? Ou Arrependimento de não ter a avisado que eu poderia ser o assassino? Minhas mãos suavam, quero ver a nova jogada do detetive o que será que ele irá aprontar dessa vez? Sorri olhando para o nada. Você me fará uma visita novamente detetive?

POV’s Gray Fullbuster

Recebi uma ligação informando que tinha sido achado um novo corpo e que era para eu ir direto par ao laboratório. Foi exatamente isso que fiz. Ao chegar vi Laxus chorando enquanto Mirajane e Erza tentavam consolá-lo. Vi Gazille um pouco afastado mais igualmente abalado me aproximei dele sem tirar os olhos de Laxus.

– O que aconteceu? – Perguntei baixinho para Gazille.

– Salamander matou a irmã de Laxus. – suspirou.

– Isso é serio? A Alexia? Ai meu Deus. – Levei uma das mãos a cabeça.

– E ele deixou esse bilhetinho para você. – Me entendeu um envelope de evidencia lacrado, dentro dele o bilhete “Duas, detetive essa foi uma punição por tentar apressar as coisas, tic tac o relógio não para”.

Alexia tinha morrido por minha culpa? Se eu não tivesse ido até a casa dele ela poderia estar viva! Como carregarei o peso de saber que matei a irmã de um subordinado meu?

Me virei indo até o elevador.

– Aonde pensa que vai? – Gazile falou. – Você deve um pedido de desculpas a ele!

–Eu vou acabar com tudo isso!

– E como pretende? Um gravador de novo? – a ironia clara em sua voz.

– Não, vou fazer a coisa certa, minha vida pela das outras oito vitimas. – E o elevador fechou.

Não vou deixar você matar mais ninguém Salamander, se é eu quem você quer será eu quem você terá!