Asas Da Memoria
7 Perdas - Seja forte
Notas iniciais
Aproveitem, beijinhos
Mas no fim, eu voltei para casa, com a estranha impressão de que estava esquecendo algo.Eu acabei dormindo no caminho e Matt me acordou só quando chegamos enfrente a minha casa.Andei ate a porta com Matt do meu lado.
–Me carrega?Eu to cansada, meu corpo esta dolorido.-Matt, me pegou no colo, meus braços ficaram encima do meu troco.Eu me sentia fraca, me sentia pesada de algum modo.Bati na porta com a mão fraca para meu irmão abri-la.Mas não saio um som muito alto, então Matt deu um chute na porta.
–Já to indo!-Na hora que ele abriu a porta, olha a surpresa ai.-Você não estava no seu quarto?Quando você saiu?
–Drey, ela esta passando mal.-Passando mal era pouco, eu não sabia bem o que eu sentia, porque eu estava me sentindo fraca e dolorida, sentia espasmos no meu estomago e minha garganta estava doendo.
–E por que você trouxe ela aqui?Leva ela pro hospital!-Ai que irmãozinho lindo, Matt deu meia volta, me colocou no carro e nós fomos para o hospital.
Quando chegamos lá, eu dei o meu nome e o numero do meu RG já que estava sem a carteirinha, então logo fui atendida, uma enfermeira pegou uma cadeira de rodas para mim.O medico perguntou se eu tinha comido alguma coisa, desde quando eu estava sentindo isso e se já tinha acontecido antes, perguntou se eu tinha alguma alergia forte, ou se eu bebi ou dividi alguma coisa com alguém, se eu estava tendo relações sexuais.Bom, nada dessas perguntas ajudaram a descobrir o que eu tinha.
Matheus ficou irritado e já saiu do consultório me levando junto, entramos no elevador e eu me assustei por ver ele nervoso.
–Vou te levar num lugar melhor do que essa merda de hospital.-Disse bufando.Eu queria falar, mas não me atrevia a tanto.
O lugar em que ele falava era um apartamento na zona sul de São Paulo, um apartamento muito grande por sinal.Matt subiu comigo apoiada nele(de elevador é claro), não queria que ele me carregasse para cima e para baixo no colo.Quando a gente desceu do elevador, um carinha estava lá, seu cabelo cortado em tigelinha com uma franja jogada para o lado, o cabelo era castanho escuro.Ele usava uma calça jeans, pantufas e tinha os olhos castanhos mais bonitos que eu já tinha visto.Mas ele parecia pálido.Então eu apaguei.
Quando acordei, não abri os olhos.Pareciam que estavam grudados um no outro, eu não me sentia melhor mas fazer o que, não é?
–Isso é por você viver apagando as memórias dela!-Disse uma voz muito linda e masculina.
–E o que você queria que eu fizesse?Ainda não é hora, é melhor manter ela protegida sem as lembranças do que em perigo, não acha?-Disse Matheus.
–Mas você esta acabando com a cabeça dela, deixando espaços brancos, logo logo ela vai virar um vegetal.Não se pode fazer isso tantas vezes seguidas, e não com ela.-Deus, essa conversa estava estranha.-E por que a trouxe aqui?O que você acha que eu posso fazer?
–Eu trouxe porque aqui é seguro e depois do Theo, você é o melhor para cuidados médicos.-Foi na hora em que eu “acordei”.Soltei um gemidinho, já que minha boca e meus olhos pareciam terem sido costurados.Senti dedos sobre minhas pálpebras e as puxando, a claridade foi a primeira coisa que me acertou e logo depois o rosto do menino que estava lá, quando chegamos.
–Talvez esteja na hora de começar a cuidar dela.-Disse Matt, aparecendo no meu campo de visão.
–Eu já me senti melhor.-Minha voz saiu meio rouca, me sentei, já estava acostumada com a tontura.-Quero ir para casa, meus pais estão para chegar.
–Ele pode te ajudar a ficar melhor, Dany.-Olhei para Matt.
–Não, não pode.Alias, não conheço ele e não quero ele me tocando.-Mas aquilo não serviu para nada, a bílis que estava na minha garganta começou a subir.Fiz um sinal e um lixo apareceu na minha frente.
Vou te dizer, não foi bonito.E quando vomito é bonito?!Mas tudo bem, e isso serviu para Matt ter uma boa desculpa e o carinha me examinar.E não é que eu me senti melhor depois?!Ele fez uns negócios com aquelas ferramentas de medico, depois me deu um chá(e eu adoro chá), que me fez me sentir melhor.
–Agora fica um pouquinho aqui para vê se sua cor volta e você não coloca o chá para fora.-Disse o carinha sorrindo e virando de costas.
Flashback on
Quando eu entrei no estábulo, o procurei por todo o canto.Não ia chamar seu nome, corria o risco de alguém ouvir.Olhei para Moony e Luke, não podia deixa-lós aqui, o que eu ia fazer iam colocar eles em risco.Abri a portinha deles, como um só, eles abaixaram a cabeça a mim como uma saudação e pedido para saírem do pequeno cubículo que eles viviam.Passei a mão na cabeça dos dois e lagrimas furiosas começaram a cair dos meus olhos.
–Vocês tem que ir, para bem longe, ok?-Disse aos meus "filhos".-Mamãe ira encontrar vocês logo, então vão.-Eles me obedeceram.Sairão pela porta dos fundos em direção a floresta.Agora só faltava Vladmir, só faltava ele.
Sai do estábulo e fui para a pequena casinha dos servos.Saia fumaça pela chaminé e pelas frestas da porta dava para ver uma iluminação dançante de uma vela.Não bati na porta, entrei e encontrei dois homens seguram Vladmir no chão.Aquilo foi a gota, sem que eles pudesse ver, apareci atrás deles e quebrei seus pescoços com as minhas mãos.E usando meus poderes queimei os corpos.Fora meu pai, Vladmir era o único que sabia o que eu era.
–Você esta bem?-Disse, levantando ele.
–Estou, obrigado.-Suas mãos pegaram meu rosto.-Por que você esta aqui?E chorando?
–Já soltei Luke e Moony, agora é você.Tem que ir, Vladmir.Vou mata-ló, não posso me acorrentar com ele.Tem algo na aura dele que me deixa com frio, com medo.-Os dedos de Vladmir secaram minhas lagrimas.
–Eu tenho que ir para onde?-Sussurrou, seus lábios a 5cm dos meus.
–Tem que ir para a casa da sua mãe, no Vale.Eu poderei te achar lá.-Disse olhando nos seus olhos.Ai, como amava ele.O amava desde a primeira vez que o vi, a 20 anos atrás, quando era apenas um bebe e eu já procurava uma vida para usurpar.Lembro de como minha mente se balançou quando eu cheguei perto da casa.
–Só veio aqui para isso?-Perguntou sabendo muito bem que não era só para isso, puxei seu corpo para encontrar o meu.Se fosse para me entregar para alguém, seria para ele, meu Vladmir, o beijo foi violento, meus lábios tiveram que se curar umas três vezes pelas mordidas dele.Logo meu vestido foi rasgado e sua camisa estava fora de jogo.
Seus braços fortes abraçaram minha cintura me levantando fazendo com que sentasse em seu colo com cada perna dos lados de seu quadril.Uma de suas mãos subiu pelas minhas costas e soltou meu cabelo.Então suas mãos foram para meus ombros, tiram o resto do vestido rasgado.E essa era nossa despedida, chorei durante todo o tempo, enquanto nossos corpos fluíam um no outro.
Flashback Off
Essa era envolvente, essa ilusão foi sentida na minha pele.Arrepios subiram pela minha coluna, me fazendo estremecer.Matheus e o carinha se entreolharam e olharam para mim.
–O que foi?-Perguntaram.Só balancei a cabeça em negação.
–Posso ir para casa?-Perguntei.
–Claro, vou acompanhar vocês ate lá.-Sem querer, por impulso, virei com um olhar suspeito para ele.
–Oliver é meu irmão, pode confiar nele.-Olhei para os dois.
–Não são não, não tem nada em comum.-Disse.Eles riram juntos.
–É o que você sempre diz.-Sussurrou Oliver.-Mesmo você.
O caminho ate em casa eu fui deitada no banco de trás, com a cabeça no colo de Matt, seus dedos fazendo carinho na minha nuca.Eu bocejava cada vez mais, mas não ia me entregar ao sono.
–Você gosta mesmo de brigas.-Falou Matheus.
–Por que você diz isso?-Olhei nos seus olhos.
–Ta brigando ate contra o sono.-Riu.
–Não é verdade, eu só não posso dormir agora senão não durmo a noite.-Levantei a cabeça para dizer oi para Vinicius que era o porteiro da tarde.
Me sentei, então olhei para o céu, tinha fumaça vindo de algum canto do condomínio.Então entramos na minha rua e era minha casa que estava pegando fogo, gritei abrindo a porta do carro, na hora que Oliver freou, eu desci correndo em direção a minha casa.Tudo aconteceu muito lendo, parecia que minhas pernas não corriam.Quando cheguei enfrente a minha casa, que eu fui correr para entrar, mãos seguram meus braços, me puxando.Gritei mais, meu cabelo entrando no meu campo de visão.
Não, não, não, não.Meu irmão, minha mãe, meu pai, meu lar.Arrumei forças e me soltei dos braços correndo para dentro da casa, nada, nenhum barulho a não ser os estalos do fogo, corri aonde era a cozinha de onde vinha o maior cheiro de carne queimada.Três corpos, totalmente carbonizados, meu corpo começou a tremer violentamente.Peguei o primeiro corpo, tentando joga-lo sobre minhas costas, estava tão quente.Mais não adiantava, eu não tinha forças.
–Danielle.Danielle.–Olhei para trás ao ouvir a voz da minha mãe.-Vem, querida.Nós estamos aqui.-Comecei a andar ate ela, bem quando um pedaço do teto caiu atrás de mim.-Isso, meu bebê.Venha.-Disse minha linda mãe segurando minha mão e me puxando.Senti outra mão segurando a minha esquerda.
–Vamos, filha.Você tem que sair daqui, rápido.-E começamos a correr.Meu irmão apareceu na minha frente e olhou para trás, para mim e sorriu.Chegamos lá fora e vi Oliver e Matheus.-Agora você fica com os seus amigos, ta?Minha pequena Danielle.
–Ei, maninha?Se cuida, ok?Se sabe que eu te amo, eu só reprimia isso.-Andrey riu.As mãos da minha mãe pegou meu rosto e puxou para ela.
–Seja forte, seja forte como você sempre foi, ta bom?Por mim.E sorria, o tempo todo para eu poder ser forte, me entendeu?-Minha mãe olhou nos meus olhos, aqueles olhos cinzas que nem os meus, lindos.-Você me entendeu, Danielle?-Eu assenti e eles desapareceram.
Ser forte, não é, mamãe?
Notas finais
Valeu e mandem suas reviews
Beijinhos
Revisado(12/12)
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