Notas iniciais
Oiie pessoal ^^ tudo bem?Eu sei que não postei na quarta, é que eu não consegui e como to de ferias, estou sem noção de dia kkkkk
Espero que gostem desse pequenino bôninhos, ok?E ja sabem ne?
Mandem reviews

[Andrey]

Depois que Matt e a minha maninha saíram, eu liguei meu PS2 na TV e voltei aos meus tempos de viciado, onde minha vida era vídeo-game e skate.Joguei durante umas 3 horas, ate o momento em que meus pais chegaram.

–Andrey, meu bebê!-Disse minha mãe me dando um rápido abraço e me jogando para fora de casa para ajudar papai.

–Oi pai.-Disse com desanimo ao vê o tanto de malas.

–Tudo bem, filho.Tem bastante mais é porque eu pedi para ela dividi o peso.-Riu ele.-Cadê a princesa?

–É que, você sabe, não é?-Disse procurando uma ótima desculpa para o meu pai.Peguei umas cinco malas e sai correndo para dentro de casa.Voltei e peguei mais sem dizer uma palavra.

–Danielle?Filha?-Chamou mamãe do pé da escada.

–Ela não ta, mãe.-Disse.-Matheus foi levar ela no hospital porque ela estava passando mal.-Um arrepio desceu pela minha espinha, me virei de costas rapidamente só para vê uma sombra passando por trás da minha mãe.

–O que ela tinha?-Perguntou mamãe, agoniada.

–Eu não sei.-Disse indo um pouco para o lado, a sombra tinha sumido.-Vamos comer alguma coisa?Vamos sair e comer no Bella Dona.

–To cansado, não quero sair de casa.-Falou pai se sentando na poltrona.-Venha, Alicia, se sente aqui.Você esta branca, mulher!

–Eu não estou me sentindo bem, meu sentido de mãe esta preocupado.-Disse mamãe, ela sentou no colo do meu pai.-E nem tem como ligar para ela!

–Mãe, eu comprei um novo celular para ela.To aqui, já ta discando.-Dei meu celular para minha mãe.Depois de uns segundos, ela abaixou o celular e apertou um botão.

–Caiu na caixa postal.-Disse me entregando o celular.-Será que minha filha esta bem?

–Esta sim, se acalme.-Papai passou a mão pelo cabelo preto da mamãe e beijou sua testa.

–Parem com isso, não comecem!-Falei ficando vermelho, meus pais riram de mim.E eu voltei vê a sombra.

Foi quando o cheiro de algo queimando tomou a casa, corri ate o meu quarto, de onde vinha o cheiro, a maior parte já tinha se queimado.Fechei a porta, o quarto dos meus pais também e lá em cima, as chamas já tinham chegado a escada.

–Vamos sair da casa!-Gritei, mas a sala de estar também estava pegando fogo e não tinha como sair pela porta da frente.-Aaah merda, merda!-Meus pais ficaram ao meu lado olhando para os cômodos.Fomos para a cozinha, era o único lugar aonde não tinha fogo.-Como uma casa tão grande não tem uma merda de uma saída fora a da frente?-Uma risada tomou conta no ar, e uma mulher passou pelo fogo.Seu cabelo marrom preso, vestida com uma roupa branca.

–Essa casa foi planejada para hoje, por isso não há outras saídas.-Seu sorriso foi encantador.-Eu sinto muito por gostar de matar, e sinto mais ainda por ter que matar vocês para ter ela, minha mestra não permite falhas e vocês estavam se tornando muito importantes.-A mulher piscou e sorriu.Empurrei meus pais para trás de mim e secretamente apontei para a janela.Mas o fogo tomou ela também.-Vamos crianças, tenho que acabar com isso antes que a casa caia.-Ela riu.

Eu queria fazer algo, mas o pânico tomou cada pedaço do meu corpo e eu não sabia o que fazer, não conseguia pensar.

–Vocês vão carbonizar lentamente.-Disse a mulher, seu rosto brilhava em emoção.Uma queimação começou na minha mão direita e logo no braço inteiro.

–Você não vai ter a nossa Danielle, o instinto dela não a ira trair a ponto de deixa-lá cair nas mãos erradas.Minha filha foi entregue a mim, se fosse para vocês...-Mamãe engasgou enquanto falava.

–Cale-se.-Disse a mulher.-Vocês não tem idéia da importância dela e nem do quanto ela precisa da minha mestra.Vocês já fizeram a parte de vocês e agora, não precisamos mais de vocês.-O rosto da mulher se escureceu.-Achamos ela e agora não a perderemos de novo, o cheiro do sangue dela esta voltando aos poucos e logo logo ela ira voltar a ser quem era.

–Talvez, seja isso o que ela é agora e eu tenho certeza que vocês não a iram mudar.-Disse mamãe, com os pés juntos, os braços cruzados e o nariz empinado.Minha mãe era tão forte.-E acima de tudo isso, mesmo morta, eu irei proteger minha filha!

–Danielle não é nada sua!-Gritou a mulher.-Danielle nem se quer que foi ela que fugiu do orfanato com apenas 5 anos de idade e veio parar aqui sozinha.-É, eu tinha me esquecido que ela não era minha irmã de sangue, depois de tanto tempo, isso não teve a menor importância.-Ela chegou aqui com um buraco na cabeça e perdeu as memórias, vocês a enganaram!

–Não, não enganamos.Só nunca foi necessário contar, Danielle em nenhum momento pediu a verdade, talvez seja porque já não tem as suas lembranças.Mas se me lembro bem, antes de a gente leva-lá ao hospital, ela, com apenas 5 anos, pediu que a gente não contasse a ela sobre isso e que fossemos a família dela.-Lagrimas brilhantes caiam dos olhos da minha mãe.-Ela parecia tão madura naquele momento, eu fiquei impressionada e é por isso que ela é minha filha!-Gritou mamãe de volta, mas logo ela pegou fogo e morreu, diante dos nossos olhos, sem nem gritar ou dizer qualquer coisa.

–Uma já foi, mas não era para ter sido assim.Porem, ela me tirou a paciência.-Disse a mulher.-Não me façam ser malvada, meninos.-Sua mão se levantou e abaixou, fazendo um caminho no ar que nem um maestro.Papai arfou.

–Para com isso, para agora!-Danielle, cadê você?Você saberia o que fazer agora.Papai sorriu para mim e correu ate a mulher, a levando ao chão.

–Eu não irei ter piedade de você como tive com sua mulher.-O fogo começou lentamente em mim.Dos meus pés e mãos indo ao centro do meu corpo, gritei com a dor, ela passava e no outro instante se tornava mais forte.A mulher riu durante o tempo todo, mas logo ficou seria.E então minha visão se embaçou.


Na hora que acordei, vi minha irmã correndo em direção a nossa casa.No momento que ela ia entrar na casa, Matt segurou os braços dela.Graças a Deus.Mas quem disse que ela desistiu?Não, Danielle era insistente demais.Ela gritou e conseguiu se soltar, e entrou em casa.

–Danielle!-Gritei preocupado.Mas ela não me escutou e eu fui atrás dela.Na hora que eu entrei, ela estava tentando inutilmente colocar os nossos corpos em suas costas.Eu não pude acreditar.Quando tentei ir ate ela, uma mão me segurou.

–Minha menina, tão forte!Ainda bem que você não estava aqui, você acabaria se machucando mais que qualquer um de nós.-Mamãe sorriu.-Danielle.Danielle.-Chamou minha mãe serenamente.-Vem, querida.Nós estamos aqui.-Danielle veio como uma criança ate a mamãe.Bem no momento que uma pilastra de madeira caiu atrás dela.Mamãe continuou.-Isso, meu bebê.Venha.-Danielle chegou perto o suficiente, mamãe pegou sua mão com firmeza e a puxou.Comecei a andar na frente deles.

–Vamos, filha.Você tem que sair daqui, rápido.-Disse papai, pegando sua outra mão.

–Corram, rápido.-Disse.E a gente começou a correr.Olhei para trás, na verdade, olhei para minha irmã, ela parecia cansada, confusa e talvez ate mesmo perdida.Sorri para encoraja-lá e (acho) que inconscientemente ela sorriu de volta.Então conseguimos tirar ela da casa.

–Agora você fica com os seus amigos, ta?Minha pequena Danielle.-Disse papai, soltando a mão dela.

–Ei, maninha?Se cuida, ok?Se sabe que eu te amo, eu só reprimia isso.-Ri, eu precisava aliviar o momento.Mamãe pegou o rosto dela entre as mãos e a olhou nos olhos.Ela fazia isso com a gente quando era criança, antes de começar a usar as lentes cinzas.

–Seja forte, seja forte como você sempre foi, ta bom?Por mim.E sorria, o tempo todo para eu poder ser forte, me entendeu?Você me entendeu, Danielle?-Danielle balançou a cabeça.

Então uma memória veio a minha cabeça, a primeira vez que fomos ao parque de diversão, tínhamos 5 anos e Danny estava com medo dos brinquedos.Nossos pais riram e a forçaram a entrar no brinquedo.Ela segurou o choro, subiu no brinquedo e mesmo tendo medo, toda hora que a câmera se virava para ela, ela forçava um sorriso que parecia ser real.

No ano passado, no aniversario de 15 anos da Danielle, eu tive que falar no microfone.Eu lembro de ter olhado para ela naquele momento, parecia tão pequena e frágil.Então te disse:

–Quero viver ate um pouquinho mais que você, assim poderei protege-lá de todos e tudo, assim como dos nossos pais.-Ri.-Você é minha pequena irmãzinha e no momento, a única coisa que eu posso te oferecer é segurança e consolo, o consolo para quando você não me ouvir e fizer merda.-Ela sorriu e sacudiu a cabeça.-Mas o importante, maninha, é que eu te amo e vou te defender ate sabe-se lá quando.


Notas finais
E ai?Estava bom?Vocês gostaram?Espero que sim, mas para eu ter certeza, mande seus comentarios e sugestões, ok?!
Beijinhos e boas festas!
Revisado(19/12)