Notas iniciais
Eu sei que demorei a postar de novo, desculpa mas eu tava trabalhando nesse capitulo para ficar MARAVILHOSO, só otimo não adiantava.Ahhhhh e eu apaguei a versão anterior desse porque não estava bom.
Aproveite a leitura!

Meu irmão, Andrey foi me buscar na casa de Diego.Meu irmão tinha sangue de líder, ou seja, ele tinha me falado que eu podia dormir em qualquer lugar (ate na rua), menos na casa de um menino.Mesmo esse menino ter crescido com a gente.

–Ok, ok.Eu já entendi!-Gritei com ele no carro.-Não é para eu dormir na casa do Diego, porque nessa idade os meninos estão passando por transformações e eles vão querer coisas comigo.-Fiz cara de “eca!” e olhei para ele.-Mas é o Diego, ele jamais tentaria alguma coisa comigo!

–Eu não quero saber, você tem que me obedecer, sou o irmão mais velho.-Eu ri.

–Você tem dois meses de diferencia de mim, o que significa que você não é tãããão mais velho assim.-Levantei o dedo indicador em sinal de que a discução tinha acabado.

E então chegamos ao nosso condomínio, acenamos para Melissa e fomos para casa, desci do carro meio torta mas me acertei.A casa estava vazia a essa hora, meus pais só chegavam as 19h para jantar e depois vão para o quarto dormir ou trabalhar.

Fui para meu quarto, lá encima, entrei e coloquei meu mp4 (sim, eu ainda tenho um MP4) no som e no ultimo volume.Não fazia idéia da musica que estava tocando, sabe quando você esta tão longe que você não sabe nem aonde ta?Eu estava assim, me sentei na cama e puxei o meu notebook de debaixo da cama, liguei ele e fiquei esperando o Windows carregar.

Flashback on

Olhei para Moony, ela estava completamente agitada.Eu já tinha tentado de tudo, tinha tentado brincar com ela, coloquei Luke perto dela, tentei montar ela e agora eu estava tentando deitar ela com a cabeça no meu colo.

–Meu Deus, o que você tem?Eu já não agüento mais!Quer ir a praia?Nos vamos, quer comer maçãs ate ficar obesa?Eu te do, mas por favor se acalme!-Disse quase chorando, respirei fundo e quando tentei montar de novo, ela me derrubou.

–Você esta bem?-Disse Vladmir, me levantando.Eu já tinha sentindo ele ali, só que eu não podia desviar a minha atenção.-O que esta acontecendo?-Não respondi, levantei a saia do vestido um pouco e amarrei ela, me agachei na frente de Moony e olhei sua barriga.

Só podia ser isso, coloquei a mão na sua barriga.Puxei o ar surpresa.

–Oh meu Deus, você vai ter um bebê, Moony!É por isso!-Passei a mão na barriga dela mais uma vez e me levantei.Bati palmas e pulei de felicidade, abaixei minha saia quando ouvi alguém entrando no estábulo.

Era Lorde Felipe, descobrir que meu pai pretendia me casar com ele, na verdade, meu pai nunca iria me forçar, mas eu sabia que esse casamento era necessário.Puxei o ar e fingi um sorriso, ao meu lado, Vladmir ficou tenso, os dois eram que nem água e óleo, podiam ser colocados juntos, porem jamais iriam se misturar.

–Danielle.-Diz ele se abaixando para beijar minha mão.-Posso saber o motivo de tamanha felicidade?-Olhei dele para Vladmir.-Olá jovem Vladmir.

–Olá Lorde Monak.-Disse Vladmir se curvando.

–Oh Mi lorde, o senhor não irá acreditar!Minha égua vai se tornar mamãe!-Disse olhando para Moony, Luke agora estava perto dela, cheirando sua barriga.

–Que ótimo!Meus parabéns.-Eu jamais tinha mencionado o nome de Moony ou Luke para ele.

–Ok, eu vou querer fazer o parto, por isso Vladmir você ira me fazer o maior favor de todos os tempos, você ira cuidar exclusivamente do meu casal, entendeu?-Alias, Vladmir era meu servo.-Mesmo que ainda não esteja perto, é que ela vai ficar muito agressiva e inconstante.

–Eu poderia comprar um servo para você, quer dizer para cuidar dos seus cavalos.-Olhei para Felipe.

–Muito obrigada, mas só confio em Vladmir.Meus cavalos são como filhos para mim, e o mais perto que eu tenho de responsabilidade.-Olhei de volta para Vladmir, ele segurava a risada e eu tive que abaixar a cabeça para esconder que eu também queria rir.

–De qualquer maneira, eu só passei aqui para te ver.Já estou partindo.-Ele acenou para Vladmir, novamente beijou minha mão e saiu.

Eu e Vladmir caímos no riso depois de termos ouvido a carruagem partir, a cara do Felipe, foi como se eu dissesse que queria trabalhar para os meus servos e comer capim.

–“Senhorita Danielle, eu poderia comprar um servo para ficar de olho em você, você quer um?E ele ainda pode cuidar dos cavalos.”-Imitou Vladmir.

–Me desculpe, Lorde Felipe.Eu tenho independência, e não quero me casar com você.-Rimos mais um pouco.

–Ele já pediu?-Virei de costas para ele, para olhar para o fundo do estábulo.Senti a respiração dele na minha nuca, já que meu cabelo estava amarrado e eu era um pouco menor que ele.-Danielle, ele já pediu ao seu pai a sua mão?-De repente o corpete parecia apertado demais, minha respiração fraca demais e minha cabeça girava.-A verdade, eu quero a verdade.

–Ele ainda não pediu, mas em preve pedira e eu precisarei aceitar.-Vladmir me virou e me empurrou na parede, sem muita força.Sua mão segurou meu pescoço, levantando-o, nossos corpos colados.-Pelo meu pai, Vladmir.

–Ele jamais te forçaria a isso!-Sussurrou indignado.

–Nós três sabemos disso, porem papai precisa disso, precisa de patrocínio, só não sei o motivo.

Flashback off

Puxei o ar com força, minha cabeça pulsava.Era porque eu tinha caído no chão, levantei e sentei na cama.O que era aquilo que eu tinha acabado de ver?Como a dor de cabeça estava enorme, fechei o notebook e o coloquei de volta embaixo da cama, desci e procurei um remédio, quando eu estava perto de achar (eu senti isso na minha cabeça), alguém tocou a campanhia.

–Andrey, abre a porta!-Gritei, mas só recebi silencio como resposta.-Mas que merda.-A namoradinha dele deve ter ligado, e ele saiu correndo.Não me entenda mal, eu queria ter um namorado assim, ou pelo menos, um namorado.Mas eu sinto ciúmes do meu irmão, é normal certo?Ate compreensível.Cheguei na porta e abri.

–Oi, tudo bem?Eu posso usar seu telefone, eu me perdi.-Olhei para a menina sorridente que estava na minha frente, ela era morena com cabelos cacheados escuros, olhos castanhos e usava calça jeans,blusa e Nike.

–Claro, entra ai.-Deixei a porta aberta para ela entrar e fui pegar o telefone.-Você vai ligar para celular?-Disse voltando para a entrada da casa.A menina acenava que sim, mas como eu não tinha celular, ela ia ter que ligar do fixo mesmo.Por incrível que pareça, eu deixei a menina no hall e fui procurar meu remédio.

Depois de um tempinho, eu achei um, fiz uma dança ridícula da vitoria e tomei ele.Voltei para o hall e olhei para a menina, que acabava de falar ao telefone, ela era menor do que eu.Lógico, eu não crescia e depois tive um surto, agora olha meu tamanho.Ela desligou e me entregou o telefone.

–Eu vou precisar ficar aqui um tempo, já estão vindo me buscar.

–Tudo bem, vamos para a sala?Então como você se perdeu?-Perguntei enquanto íamos pelo corredor ate a sala.

–Eu vim visitar uma amiga minha aqui e acabei me perdendo.-Olhei para trás,para ela e depois me virei para a frente.

–Entendi, mas como você se perdeu?Aqui é um condomínio, você precisa falar o numero da casa e o nome da pessoa.-Nos sentamos.

–Aham, mas eu tava dormindo no carro, meus pais me largaram aqui dentro e foram embora.-Soltei um “hum”.-Desculpe, mas o que houve com a sua cabeça?

–Ah!Isso?-Coloquei a mão enfrente, sem toca-ló.-Eu fui para uma festa e em alguma parte da noite, eu devo ter caído ou sei lá.

–Hum.

A gente ficou conversando muito tempo, falamos sobre filmes, sobre cidades, sonhos e esportes.Falamos sobre acreditar em reencarnação e essas coisas, apesar de eu ser fascinada com isso, não acreditava.

–Mas e então, você tem namorado ou algum menino que você gosta?-Olhei subitamente para ela.

–Não, não.

–Ah, uma menina tão linda como você!Os meninos devem cair matando.-Disse ela sorrindo e piscando, soltei uma risadinha.

–Não, eu estou bem assim, sinceramente.Alias, eu não estou gostando de ninguém, nem ninguém de mim.-Ela fez um som de negação.

–Pelo que eu saiba, tem muitas pessoas de olho em você.-Ela olhou para o relógio.-Muito bem, eu tenho que ir.Muito obrigada mesmo!


Depois que a menina foi embora que eu notei que não tinha perguntado o nome dela e que eu ainda estava com as roupas do Diego.Mas quando eu ia tirar as roupas, alguém ligou, soltei uma palavra não muito bonita.Eu já tinha ate separado minha roupa, peguei o telefone e no visor estava escrito o nome da pessoinha.

–Oi Soph, já disse como te amo?-Ela suspirou do outro lado.

–O que eu interrompi?-Disse ela já rindo.

–Eu ia tirar as roupas do...meu guarda-roupa e arrumar, mas antes ia tomar um banho.

–Aham, e quando você vai devolver as roupas dele?-Sua risada foi mais alta agora, puxei o ar.

–Desde quando vocês se falam tanto?-Disse com raiva.

–Ok, ok.Só venha aqui em casa ok?-Suspirei.-Por favor, você sabe que a gente precisa conversar.

–To indo, mas vou trocar de roupa antes.-Desliguei.

Pegue uma calça jeans rasgada preta, uma camiseta azul regata com um rasgo nos seios e uma Summer boot preta.Amarrei o cabelo num rabo-de-cavalo alto, sai de casa deixando para trás somente um bilhete.A casa da Soph não era tão longe, uns três quarteirões e uma ladeira.

Quando eu estava subindo a ladeira, uma chuva forte começou e o pior, o pior era que eu estava sem celular.A chuva me encharcou antes que eu pudesse dizer “Não”, fui para debaixo de uma árvore.Depois de uns 5 minutos, eu notei que não estava fazendo a menor diferença, sai de debaixo da arvore.Mas, antes que eu pudesse dar mais um passo, alguém se trombou comigo.

Eu consegui me equilibrar e pegar um braço, mas ele já tinha ido ao chão.Não me agüentei e comecei a rir, me sentei no chão e levantei a cabeça.Meu estomago doía demais.

–Desculpa, moça.Você está bem?-Disse o rapaz ainda sentado no chão, quando ele olha pra mim, seus olhos se arregalam.

–To bem e você?-Passei a mão nas mechas que caiam na frente do meu rosto as empurrando para trás.Me levantei e puxei o cara comigo, ele era alto, muito alto.-Desculpa, sua calça...Ta suja.Sinto muito!

–Não tem problema, me desculpe.-E saio andando.


O resto do caminho eu passei correndo e empurrando as mechas fora da minha visão, raios e trovões apareciam em seqüência.Quando eu bati na porta da casa de Soph, a chuva parou.

–Mas que merda.-Disse, ao mesmo tempo que Soph abria a porta para mim.

–Nossa, você tomou um belo de um banho.Entra ai e vai para o banheiro.-Fiz o que ela mandou.-Bom, vamos te secar com o secador.-Disse rindo.

Notas finais
Ai ai,tem poucos leitores!Gente por favor,vamos indicar!
Beijinhos
P.S.:Arrumado (07/12)