Asa Preateada
2 Capítulo 2 - Monkey
Notas iniciais
Ano 3.458 – Planeta Aria
18 anos se passaram desde o assassinato brutal na igreja, as Familias estavam se dedicando ao máximo na criação de Monkey e Mary, tanto no desempenho físico quanto no mental, e Monkey sempre fazia missões de resgates e segurança, sem nunca sair do Deserto de Alkhaim.
Monkey, agora estava com 19 anos, e treinando com Kai, líder da Família Scorpio, na região do deserto onde ficava localizada o Palácio do Escorpião Dourado, todos os dias Kai o levava ao terraço do palácio e lá o treinava.
– Você ainda é fraco... – Kai derruba Monkey e encosta sua lança no pescoço do garoto. – Seu pai teria nojo ao ver sua fraqueza...
Monkey se levanta e tentar acertar Kai com sua espada, mas não consegue, pois Kai era mais ágil, ao ver uma brecha no ataque de Monkey, Kai o derruba novamente e o chuta na cara.
– Qual a sua situação no treinamento de hoje? – Kai levanta Monkey e se prepara para a luta novamente.
– 11 ataques, 11 falhas, 34 derrubadas e 25 finalizações contra... Ah mestre, deixa eu te acertar ao menos uma única vez... Aí você vai conhecer minha força
– Esse é seu erro, Monkey... Você confia muito na sua força, mas em uma batalha a força não é tudo, ainda lhe falta a inteligência para as estratégias...
– Não entendo nada disso aí que você falou, Mestre! – Monkey larga sua espada, e pega duas adagas no seu bolso e corre na direção de Kai. – Eu sou do tipo que usa apenas as armas pra conseguir o que quer...
– Vou te mostrar que armas não são necessárias... — Kai larga sua lança e olha para Monkey, ele desvia dos ataques do garoto e o acerta com um soco na garganta, Monkey cai no chão com dificuldade para respirar. – Entende agora? Se eu tivesse usado toda a minha força, você estaria com a garganta destruída e cuspindo sangue...
– Não... – Monkey olha para Kai, sorri e aponta para o pé dele.
Kai olha para seu pé, e vê uma pequena bomba, ele tenta chutá-la, mas ela explode destruindo o teto do palácio, assustando os conselheiros que estavam em reunião. Na queda Monkey em cima da mesa, e aproveita a fumaça de areia causada pela explosão para tentar fugir, ao chegar perto da porta ele sente seu pé ser puxado, ele olha pra trás e vê Kai no chão.
– Não mestre... Eu estava brincando...
– Brincadeira ou não... Você destruiu meu Palácio! – Kai se levanta e acerta um soco na cabeça do garoto. – Eu já te disse para não usar bombas perto ou dentro do Palácio... Agora vá concertar seu estrago! – Kai grita com ele e o empurra contra a porta. – Garoto idiota...
– Mestre idiota...
Monkey sai do Palácio e os conselheiros pedem pra Kai se sentar à mesa para uma reunião de emergência.
– Desculpem pelo que vocês acabaram de presenciar... Mas, o que houve dessa vez? – Kai se senta e pega os papéis, que estavam sujos devido a poeira. – O velhote do Leo finalmente morreu?
– Não Lorde... Ele pede uma reunião emergencial com os líderes das 12 familias... Acho que dessa vez é algo sério... – Diz o 1° Conselheiro.
– Os assassinatos aos membros das Famílias continuam... Hoje mesmo, uma garota da Família Aquarius foi encontrada morta pendurada em uma árvore de cabeça para baixo, com seus olhos retirados. – Diz o 2° Conselheiro.
– Isso é coisa do Ivan não é? – Kai assina os papéis e entrega ao 1° Conselheiro. – E o que diz a carta do velhote?
– “Caro Líder Kai, o escorpião dourado, pedimos à você que retorne ao Palácio do Leão de Fogo, para uma reunião com todos os 12 líderes, peço também que traga consigo o garoto Monkey, acho que os 18 anos que ele ficou sob sua custódia já é de servidão, ele já pode saber o que realmente está acontecendo nas Regiões... Mas não diga nada ainda... Estamos mandando o nosso melhor guerreiro para escoltá-los, pois a Serpente está se movimentando e líderes estão morrendo como baratas esmagadas, estarei lhe esperando.” Foi apenas isso, Lorde... – O Conselheiro entrega a carta para Kai, que a pega e rasga.
– O que esse velhote está pensando? Me mandando um moleque me escoltar?! Ele deve estar me subestimando... E cadê esse tal guerreiro? Onde está ele que não o vejo aqui?!
– Está dando uma volta, lorde... E não é um homem... É uma mulher... Uma dos candidatos à Paladino...
– Mulher? Era só o que me faltava... Porque eu iria confiar em algo totalmente dependente de homens? Mulheres foram criadas por Kirm, o Deus do Prazer, apenas para satisfazer as necessidades dos homens e nada além disso... – Kai sorri e coloca os pés sobre a mesa. – Ela não conhece o sabor do veneno do Escorpião Dourado aqui... Podem ir velhotes, e mandem alguém trazer o pivete do Monkey aqui!
Enquanto isso Monkey caminha pelo mercado de Alkhaim, despreocupado e sem saber o que fazer. Nessa caminhada ele esbarra em uma garota de média estatura e cabelos longos e negros, vestida com uma armadura dourada e que estava parada em frente a uma barraca de armas, ele olha para os olhos dela, e vê que ela está olhando para uma espada dourada com o emblema de escorpião desenhada na lâmina.
– Bonita né? A espada... – Monkey se aproxima dela e tenta puxar algum assunto. – Pena que é cara, eu mesmo já vim aqui várias vezes pra comprar ela...
– Vou comprá-la, achei a lâmina perfeita para combates de curta e média distância... E você quem é? – Diz a garota.
– Ah é, esqueci de me apresentar... – Monkey se ajoelha, pega a mão da garota e beija. – Sou Monkey Lawnrin, 19 anos e um dos aspirantes a soldados da Familia Scorpio... E você minha deusa, como é seu belo nome?
– Levanta garoto, isso é ridículo... – A garota levanta Monkey, compra a espada dourada, e a coloca ao lado de sua outra espada. – Sou Karolim, Karolim Aurius, Capitã do 1° Esquadrão da Familia Leon, e candidata a Paladino... E essas são minhas quatro espadas... – Karolim mostra suas espadas. – Eu pretendo ter uma espada de cada região, mas é meio difícil eu conseguir comprar, já que mal consigo sair devido as responsabilidades no Reino Central...
– Você? Sério? Nossa... Estou encantado de conhecer um guerreiro da Familia Leon... Desculpe não ter reconhecido sua armadura, é que eu nunca vi ninguém que não fosse daqui do Reino... E como é nos outros reinos? E em Aurius? Como é ser comandante? Como é a prova de paladino? Nossa... Tenho tantas perguntas...
– Estou vendo... Mas eu estou de saída, vim em missão – Karolim sorri e toca no ombro de Monkey. – Quem sabe um dia nos veremos novamente, adeus garoto, a propósito, sou um ano mais nova que você! – Karolim deixa Monkey surpreso e vai embora enquanto olha para a sua nova espada, e ele também se retira para sua casa.
As horas se passam e pela madrugada um dos conselheiros bate na porta da casa de Monkey e acorda.
– Vista se traje de batalha, pegue suas armas e me siga... – Diz o Conselheiro em baixa voz.
– O que houve? Guerra? Os selvagens estão nos atacando?
– Não garoto, você foi chamado para uma missão, agradeça aos deuses que seu sonho vai ser realizado, você finalmente vai conhecer o mundo exterior... Mas agora se apresse, Kai está lhe esperando no Palácio!
Monkey rapidamente veste seu traje, pega suas armas e corre em direção ao Palácio, ao chegar lá ele vê várias carruagens com suprimentos e soldados de armaduras douradas ao lado, na Porta do Palácio ele vê Kai e Karolim conversando, ele se aproxima e Kai o recebe com um sorriso.
– Karolim... Então você é realmente uma Capitã da Familia Leon?! – Monkey se surpreende ao
– Mas é claro... Mentir ser uma capitã é um crime, e a consequência é a morte... Mas é chegada a hora Lorde Kai, já que ele chegou eu irei me retirar para junto do meu exército, com licença... – Karolim se curva perante Kai e depois se retira.
– Falta pouco pra eu me livrar de você de vez... – Kai passa a mão no cabelo de Monkey e o empurra na direção de uma das carruagens. – Vamos moleque, entra logo na carruagem, iremos para Aurius... Sua história está apenas começando a se desenvolver...
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