Asa Preateada
3 Capítulo 3 - Mary
Capitulo 3 – Mary
Ano 3.458 – Planeta Aria
5 dias depois... Monkey, Kai chegam à Aurius juntamente do exército de Karolim, Monkey sai rapidamente da carruagem e fica encantado com a beleza da Capital, seus olhos brilhavam ao ver as estátuas douradas com os treze símbolos das famílias, ele se aproxima delas e fica admirado com seus detalhes.
– Isso tudo é real? – Monkey se aproxima da estátua de Leão, e depois da estátua da Serpente. – Serpente? Mestre Kai, existe uma família com um símbolo da serpente?
– Sim garoto, na verdade existia... – Kai passa a mão no cabelo ruivo de Monkey e sorri para ele. – Mas não sou eu que irei falar sobre isso pra você... Aliás, tome... – Kai entrega um pequeno saco de esmeraldas para Monkey. – Acho que deve ser o bastante pra você comprar roupas novas e uma espada nova, fique apresentável, pois a noite iremos ao Grande Palácio, tem uma pessoa que quer conhece-lo... Agora vá, conheça a cidade, está livre... Até a noite... – Kai volta para a carruagem e segue para o Grande Palá
– Livre... Dinheiro... – Monkey solta um grito de felicidade e começa a correr pelas ruas do mercado de Aurius, olhando para as barracas que vendiam armaduras, espadas, bombas e até mesmo animais para serem domesticados.
Monkey para em frente a uma barraca de animais e fica admirando um pequeno lêmure-voador que estava ali para ser vendido.
– Senhor, quanto custa o lêmure-voador? – Ele pergunta para o mercador, que não responde pois estava ocupado descarregando outros animais para jaulas que ali haviam. – Hey senhor... Senhor... – Monkey pega sua sacola e a balança, o vendedor olha para a sacola e se aproxima de Monkey.
– Em que posso ajudá-lo? – Pergunta o vendedor.
– Quanto custa o lêmure-voador?
– Custa 200 moedas de prata, já que é uma espécie rara...
– 200 moedas... – Monkey abre a sacola e vê que não tinha moedas, apenas esmeraldas. – Em esmeraldas o valor cai pra quanto?
– Cai? Negativo jovem... Aqui a prata vale mais que esmeraldas... 200 moedas de prata seria em média de 500 esmeraldas ou até mais... Quantas você tem aí?
– Não sei.... Em média de duzentas ou até menos... Poxa... Gostei tanto dele... – Monkey fecha a sacola e quando vai guardar, o mercador segura seu braço.
– Então já que você gostou dele, venderei pelo total que você tem aí... um “pequeno grande” desconto para um amante do mundo animal, está tudo bem pra você?
– Mas é lógico!! – Quando Monkey vai entregar a sacola para o vendedor, uma garota de capuz aparece e aponta uma adaga para o vendedor.
– Não faça isso com o forasteiro, que feio hein? Se aproveitando da inocência dos outros... – A garota tira seu capuz e mostra seu rosto, era uma garota bastante bela, de cabelos longos e ruivos, e com um pano preto enrolado em sua testa. – Não ligue para o que o vendedor disse... A esmeralda vale mais até mesmo que o ouro! E um lêmure-voador custa em média de 10 esmeraldas...
– Sério? Obrigada garota... – Monkey pega dez esmeraldas e entrega ao vendedor, e rapidamente pega a jaula em que estava o lêmure-voador. – Você foi muito trapaceiro, velho!
– Mary, como sempre você fica atrapalhando meus negócios! Agora saia daqui... Não tenho mais nada que chame sua atenção... Saia e não venha mais aqui, meus negócios decaíram muito desde que você chegou! – Exclama o vendedor.
– Vamos garoto, vou lhe acompanhar para que não seja enganado por mais pessoas...
Monkey e a garota saem pelo mercado, e ela o ajuda a comprar roupas novas, uma leve armadura de combate, uma espada de médio porte, sobrando algumas esmeraldas para se alimentarem.
Os dois decidem parar em uma “casa de pão” da cidade e começam a se alimentar, mas tão rápido, que parecia que não teriam outra refeição por um longo tempo.
– Esqueci de me apresentar... – Monkey larga o pão e o suco na mesa e estende a mão. – Sou Monkey Lawnrin... Guerreiro espadachim e bomber da Scorpio, vim do Grande Deserto de Alkhaim... E eu serei um grande líder de uma “Família Sagrada” algum dia... E você?
– Bem... Eu sei tudo sobre você... Sou Mary Lawnrin, sendo mais específica, sou sua irmã... – Mary sorri e aperta a mão de Monkey, que fica sem reação após . – Sou médica e espadachim da Áries, Kai chegou no Palácio e me pediu para vir atrás de você... E através das características que ele me deu eu consegui te achar...
– Não acredito que ela é minha irmã... – Pensa ele. – Eu tava começando a gostar da minha irmã... Se bem que eu já estava estranhando uma garota ruiva e linda, aliás, sou lindo também....
– Ei... Por que não retira seu mascote da jaula? Ele merece comer também!
– Tinha esquecido disso... – Quando Monkey abre a jaula, o lêmure-voador salta em direção aos pães que estavam na mesa. – Nossa, devia estar com fome mesmo, ele precisa de um nome não é? Vou te chamar de Zuu, por causa dos seus olhos azuis... – O lêmure olha para ele e depois volta a comer os pães. – Parece que ele gostou... Mas então... Mana... O que está fazendo na capital? E por que não entrou em contato comigo nesses últimos anos? E por que eu nunca ouvi falar de você?
– Calma garoto, sei que tem muitas dúvidas, mas acredite, eu tenho bem mais dúvidas quanto você, eu também fiquei chocada quando descobri que tinha um irmão, alguém que eu poderia chamar de família... Eu fiquei sabendo ontem, vindo para cá! Eu quis te ver o mais rápido possível, meu desejo de ter um irmão virou realidade...
– Eu também... – Monkey olha para fora da “Casa do Pão” e percebe que estava começando a anoitecer. – Mana, sei que temos muitas coisas pra conversar, mas se chamaram nós dois para irmos ao Grande Palácio, é porque devem ter algo para nos falar, ou pelo menos devem ter algo que possa tirar nossas dúvidas! E já tá anoitecendo, acho que devemos ir pra lá... – Monkey pega sua mochila do chão e estende o braço para Zuu. – Vem garoto, vamos andando... – Zuu sobe no braço de Monkey, depois volta para cima da mesa, pega um dos pães e retorna para o ombro de Monkey.
– Vamos, já está ficando tarde mesmo... – Mary envolve seu corpo com um manto rasgado, coloca seu capuz e os dois saem em direção ao Grande Palácio.
Alguns minutos depois, eles chegam ao Grande Palácio de Aurius, no Salão Principal haviam cinco cadeiras, todas em circulo, e em três estavam Kai, o líder da Scorpio; Rachel, líder da Áries, uma mulher morena de cabelos longos e negros; e Leo, Líder da Leon e das 13 Famílias, um homem idoso de barba e cabelos brancos.
– Estávamos esperando por vocês, Lawnrin’s... – Leon aponta para as cadeiras vazias, e os dois se sentam e ficam bastante nervosos com aquela situação. – Não se preocupem, vocês não fizeram nada de errado...
– Mary e Monkey, como eu acho que vocês já devem ter se conhecidos vocês são irmãos... E provavelmente devem estar com a dúvida do motivo pelo qual cresceram separados, do motivo pelo qual nunca ouviram falar um do outro, do porquê de chamarmos vocês, do porquê de nunca ouvirem falar de seus próprios pais... Mas acho que o dia chegou... E todas suas dúvidas serem explicadas... – Diz Rachel. – Mas primeiro devemos perguntar a vocês, uma única coisa... Podem nos responder uma única coisa? – Rachel olha para os dois, e eles balançam a cabeça em sinal de sim. – Se vocês soubessem que seus passados é sombrio e tortuoso, vocês iriam querer saber dele mesmo assim?
– Mas é lógico! Necessitamos saber da história... Da nossa história! – Mary exclama.
– Então é chegada a hora de vocês ouvirem sobre o que está por vir... – Leon toca o ombro de Rachel e olha para os garotos. – Sobre o desastre que está para vir...
– Que desastre? – Monkey pergunta.
– O despertar da serpente e do dragão....
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