Notas iniciais
Vocês não tem noção do tantode vezes que reescrevi esse capitulo! Foram três vezes! Eu finalmente terminava, lia, bufava e falava "Nah, isso ficou uma droga!" E começava do zero... Então me desculpem pelo atraso, mas eu queria que ficasse perfeito.

–Ludwig – Feliciano pronunciou bem próximo dos lábios do outro– Me deixe ir ao banheiro, rapidinho... – O italiano deu um selinho rápido e o alemão o soltou.

Feliciano se levantou com graça da cama, ainda rebolando sutilmente até a porta do quarto, e depois saiu dando um tchauzinho.

O cômodo ficou em silencio, e a única coisa que Ludwig conseguia ouvir era o barulho do relógio e do chuveiro sendo ligado a distância. De forma alguma isso lhe causou tristeza, não, a solidão daquele momento não o afetava, ele simplesmente estava feliz de mais para deixar que isso o abalasse. Suas memórias estavam mais nítidas do que nunca, e pela primeira vez em anos Ludwig se sentia verdadeiramente completo.

Ainda avaliando suas lembranças recém recuperadas, Ludwig se espreguiçou calmamente e estendeu-se na cama completamente relaxado. Pela primeira vez naquela madrugada Ludwig conseguiu pensar em Gilbert e Roderich. Ambos provavelmente dormindo no sofá da sala. O que será que pensariam quando acordassem e não o vissem?

“Gilbert vai surtar”

Imaginou sozinho, que mesmo que incidentemente, Gilbert por vezes agia como se o irmão tivesse quatro anos de idade, entrando em profundo desespero sempre que o perdia de vista. Ainda estava claro como água a expressão de puro terror que o albino fizera quando seu querido irmãozinho dissera que se mudaria para a Itália.

Mas agora ele entendia seu passado, o desespero tinha algum fundamento, mas não deixava de ser exagerado.

“Ele vai ter que entender, só dessa vez...”

Os pensamentos do alemão foram subitamente interrompidos pela aparição repentina de Feliciano na porta. Ele sorria enquanto apoiava uma das mãos no batente de madeira e a outra caindo relaxada pela extensão do corpo. Seu cabelo permanecia com as pontas ainda molhadas e exalava um cheiro suave de algas, provavelmente vindo do shampoo...

Ludwig imediatamente se arrumou e sentou-se ereto

–Não não, pode ficar a vontade – Feliciano disse se aproximando lentamente, o alemão não disse nada, mas também não relaxou.

Feliciano se sentou na cama e ficou encarando o outro enquanto este olhava fixamente para frente. O nervosismo era aparente, e sua face ficara um tanto mais corada com a aproximação de Feliciano.

“Agora não tem volta”

O italiano percebeu que o outro parecia extremamente desconfortável, e então com alguma destreza, virou o rosto dele com as pontas dos dedos e o beijou ternamente ao mesmo tempo em que o abraçava.

–Não tenha medo Ludwig – Feliciano murmurou depois do beijo – É como sexo com garotas.

O alemão permaneceu mudo e desviou o olhar, um tanto encabulado.

–Mas eu... nunca... – Confessou enrubescendo.

–Oh! – Feliciano exclamou um tanto perplexo, porém ao mesmo tempo que achava aquilo incomum e muito fofo da parte dele.

–Bom, então eu vou te ensinar...

O italiano sentou-se no colo do alemão e o beijou enlaçando os braços em volta do pescoço deste. Ludwig aos poucos foi colocando os braços em volta da cintura do italiano, ainda um tanto incerto do que fazer.

Os volumes nos shorts haviam abaixado um pouco por causa da espera e do banho, mas agora voltavam a se erguer e ficaram evidentes.

Tá, como todo homem, Ludwig já havia visto alguns filmes pornográficos, mas alem de serem filmes héteros, eles nunca tinham muito romantismo, era apenas foda, foda, foda.

Ele não sabia se isso se aplicava na vida real...

Feliciano interrompeu o beijo e começou a passar a mão pelas laterais do tórax definido do outro, Ludwig não perdeu tempo e beijou levemente o pescoço de Feliciano provocando um arrepio.

–Ahh... Isso, continue Ludwid – Disse o outro acariciando os cabelos loiros enquanto o alemão dava pequenos beijos e alguns chupões no pescoço alheio.

Enquanto uma das mãos do italiano acariciava o cabelo, a outra descia o tórax até chegar no membro de Ludwig que já estava novamente semi-desperto. Feliciano não o tocou, mas ficou brincando com o elástico do short descendo um pouco, e depois subindo novamente, como que para provoca-lo.

Ludwig se deixou levar pela brincadeira e fez o mesmo, colocando ambas as mãos no short de Feliciano. Mas ao contrario do que esperava Feliciano, o alemão ele não ficou brincando com o elástico e simplesmente o puxou tudo para baixo, ou melhor, tentou, pois como o italiano estava sentado, ele teve de se levantar para retirar a bermuda.

Aproveitando a deixa, Ludwig também se levantou e jogou a sua bermuda e a dele em um canto qualquer. Assim que se deu conta de que estavam ambos nus, o acanhamento voltou a atingi-lo como uma bomba. Contudo, antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, Feliciano se aproximou e voltou a beijar seu pescoço o conduzindo novamente para a cama.

–Vamos voltar... Está ficando frio – Disse ele bem próximo da orelha do alemão, fazendo um arrepio passar por todo o seu corpo.

Ele não precisou pensar muito, pois logo eles estavam no meio dos cobertores, Ludwig por cima e entre as pernas do italiano.

Agora naquela posição, o alemão podia observar Feliciano por inteiro. A brancura da pele, o brilho do cabelo, o peito liso, as curvas bastante masculinas, mas ainda sim um tanto delicadas...

“Ah... Como era bonito...”

Ele ficou encarando Feliciano por algum tempo, como se não quisesse apenas observar o corpo, mas também o fundo da alma. Uma súbita felicidade tomou conta de si, um calor inexplicável que desejava que durasse para sempre.

Mesmo com toda aquela atenção, Feliciano não ficou constrangido, muito pelo contrário, ficou igualmente feliz, pois ele via que o cristalino dos olhos de Ludwig não transmitia apenas o azul do canal, mas sim uma enorme felicidade e ternura.

Sem pensar muito Feliciano novamente o abraçou. Ah... Como ele estava grato por tudo aquilo...

Aproveitando-se da posição, o italiano se esticou um pouco e pegou um pequeno pacote de camisinha na comoda ao lado, Ludwig ficou surpreso pelo outro manter aquele tipo de material tão a mão.

Mas de qualquer forma, assim era melhor.

Tomando o pequeno embrulho nas mãos, Ludwig colocou a camisinha no seu membro ereto e se posicionou na frente da entrada, ainda um tanto incerto se devia continuar.

–Pode faze-lo – Disse Feliciano que voltara a se deitar — Não vai me machucar.

Era uma mentira, os dois bem o sabiam, mas nenhum deles ousou admitir.

Assim Ludwig começou a penetra-lo muito lentamente, e com o máximo de zelo para não machuca-lo. Sua expressão se contorcera em uma careta de concentração que para os outros, poderia parecer um tanto assustadora, mas para o italiano, era extremamente fofa.

“Ele é tão fofo”

Assim que chegou ao fim, o alemão encarou o outro esperando que Feliciano se acostuma-se e começasse a se mover. E isso aconteceu mais rápido que o previsto, pois depois de uma profunda olhada olho-no-olho, Feliciano sentiu coragem e apoiando os braços nos ombros de Ludwig rebolou um pouco os quadris.

Recebida a permissão, o alemão ainda com medo de machucar o outro estocou lentamente observando as reações, Feliciano gemeu um pouco, e encarando como um sinal positivo, Ludwig iniciou os movimentos.

Aos poucos a dor inicial foi dando espaço para uma onda de prazer que atingia vigorosamente todo o corpo do pequeno italiano. Ele entrelaçara os braços novamente em volta do pescoço os mantendo mais unidos, e para a completa perdição de Ludwig, que ouvia os gemidos baixinhos do outro ao pé do ouvido.

Então, em um movimento mais ousado com a cabeça, Ludwig sem querer tocou com o nariz um determinado ahoge no cabelo do italiano, coisa que o fez arquear e gemer um pouco mais alto.

Um tanto assustado, Ludwig parou de se mover e encarou Feliciano preocupado, pensando que o tivesse machucado.

–Feli, você está bem? – Perguntou com legítima preocupação

–Estou... É que essa é a minha zona erótica...- Praticamente gemeu um tanto acanhado enquanto ele próprio tocava aquele fio de cabelo tão especial.

Ludwig sorriu um tanto pervertido.

–Ohh... Então essa é a sua zona... – Disse pegando e puxando levemente o fio, arrancando um gemidinho contido do outro – Você que que eu continue a mexer nela?

O italiano balançou a cabeça pela primeira vez naquela madrugada legitimamente corado. O outro se limitou a sorrir e a beijar ternamente a sua testa antes de continuar com os movimentos.

Os gemidos e arfadas de Feliciano e Ludwig enchiam o quarto. Graças á nova descoberta, Ludwig achara cada vez mais fofas as expressões que Feliciano fazia na cama, e tinha vontade de estocar cada vez mais rápido e forte, pronto para saciar o seu prazer e o do outro.

Não demorou muito para que Feliciano apresentasse os primeiro indícios que gozaria. Sua respiração foi ficando cada vez mais entrecortada, e os gemidos mais frequentes e agudos. Com mais algumas poucas estocadas, ele se desfez manchando o próprio abdômen e o de Ludwig.

Este também não demorou muito para atingir o ápice, e com mais dois ou três movimentos, Ludwig também gozou.

O alemão saiu de dentro do italiano e logo depois de tirar a camisinha e joga-la fora, se deitou ao lado deste completamente cansado. Ambos respiravam pesadamente, devido a exaustão, mas Feliciano foi o primeiro a se mover, e com alguma agilidade, enroscou uma perna na perna de Ludwig e se aproximou dele:

–Gostou? Foi bom pra você? – Perguntou quase cantarolando

–Foi a coisa mais incrível da minha vida – Disse Ludwig olhando um ponto fixo no teto

Feliciano não conseguiu se conter e começou a rir loucamente, o que fez o alemão o encara-lo por alguns minutos.

–O que? O que foi? – Questionou preocupado

–Você está falando igual ao seu irmão.

E ambos riram do ridículo da situação.

XXX

Depois de mais um banho, o casal finalmente se deitou para dormir, e por ser sábado, Feliciano não precisava a aparecer no café, o que era até bom pois dormira pouco na outra noite.

Por motivos pouco sacros, é claro.

Mas mesmo assim, o relógio mal batia sete horas e o jovem italiano foi acordado por um barulho realmente irritante vindo da sala, o telefone.

Ainda sonolento e torcendo para que Ludwig não acordasse, Feliciano desceu a escada ainda sem roupa, e esfregando os olhos atendeu o aparelho inoportuno

–Alo? – Disse com voz arrastada

–Alo, Feli? Mas que droga você estava fazendo a essa hora? Eu estou tentando te ligar faz séculos.

Os olhos do italiano se arregalaram, só havia uma pessoa que conseguia ligar para sua com tanto mau humor em um sábado de manhã. Droga! Como pode se esquecer?

–Lovi? – Perguntou preocupado – Onde você está?

–Como assim onde eu estou? Estou saindo de Roma idiota! A onde mais eu estaria?

–Não! – Respondeu Feliciano em pânico. Se ele aparessese, o italiano teria que mandar explicar o que Ludwig estava fazendo na sua casa, visto que de tão alagadas, as ruas estavam intransitáveis. – Não venha para Veneza!

–An? Por que não?

"Droga" Pensava Feliciano "Mantenha calma, mentir não adianta... Ele sabe quando você mente... Pensa.. O que vc vai fazer?"

E então veio uma ideia. Um meia verdade não é uma mentira, certo?

–Está tudo alagado aqui, Lovi! — Disse Feliciano no telefone um tanto nervoso — Quase não dá pra andar!

–O que? – Lovino parecia incrédulo, era a primeira vez em anos que Feliciano lhe dizia para não ir visita-lo em Veneza – Fratello, você bateu a cabeça e retardou de vez? Alagado ou não eu vou pra aí!

–Mas... Mas... – Ele estava ficando sem desculpas – Você vai ter que ficar andando de barco o tempo todo... Ah.. Vai ficar enjoado...

–Feliciano! Eu não tenho enjoo de bar... – Lovino parou abruptamente a frase com uma ideia horrivel passando pela cabeça. Se Veneza estava alagada, então os barqueiros estariam por toda a parte. E se Antonio descobrisse sobre Feliciano? E se descobrisse seu endereço? E se viesse atras dele?

“Ah não! Eu não vou dar motivo pra aquele maldito stalker!”

–Ah... Fratello? Tá ouvindo ainda maldito?

–Tô...

–Eu... ah...Não vou mais... – Lovino disse nervoso.

Feliciano ouvia pequeno tambores batendo dentro de si, mas ao mesmo tempo, sentia um pouquinho de culpa por enganar seu irmão...

–Bom, fica pro próximo, sim? Quando a água abaixar...

–Certo... Eu te ligo depois então.

–ok, Ve~~ Até mais~~

E o telefone foi desligado, Feliciano suspirou aliviado... Agora tinha todo o resto do final de semana para passar com Ludwig.

Notas finais
Finalmente o fim! Mas não para mim meus caros, ainda tenho que responder os reviews... Ou vocês acham que eu esqueci? Apesar da minha escola já ter voltado das férias, vou tentar manter o ritmo de postagem... Fui o/