Jonathan C.

Eu assistia TV quando Talia e Bianca entraram pela sala aos beijos. Ao me verem as duas sumiram pelo corredor. Aposto que foram transar, vadia pensei que depois de nossa noite Bianca voltaria. Pelo visto ela prefere minha irmã.
Mais uma vez jantei sozinho, era tão natural que já estava acostumado. A empresa ia bem, já que resolvi passar a presidência para Eduardo e voltar a ser um simples advogado. Eu não aguentava mais as cansativas reuniões e principalmente Bárbara.
Só conseguia pensar em Bianca, a ruiva passou uma semana sem vir dormir com minha irmã. Não por causa de Talia, e sim por mim. Ela não queria me ver, ou reencontrar.
Minha irmã desceu as escadas sorrindo e sozinha. Franzi a testa.
–O que tem para jantar? — perguntou curiosa.
–Arroz e... Frango. — falei apontando para meu prato.
–Eu e Bianca não vamos comer isso. — disse desprezando.
–Desculpa ai, eu não vou pedir pizza e que eu saiba eu bloqueei seu cartão de crédito. — sorri satisfeito. Ela me fuzilou com o olhar, mas em seguida fez uma expressão doce.
–Por favor irmãozinho... — implorou.
–Eu não vou pedir. Acha que eu sou o quê? — abri os braços. — Seu empregado?
–É meu irmão. — ela se aproximou de mim na bancada. — As vezes você tem que cuidar de mim não é?
–Eu nunca disse isso.
–Disse sim! — ela sorriu debochada. — Eu estava bêbada, não surda.
–Então deve se lembrar que me beijou na sala. — joguei a verdade para si. — Se lembra?
–Você gostou. — cuspiu. — E retribuiu.
–Eu estava louco.
–Vai ou não pedir as pizzas? — resmungou impaciente. Revirei os olhos e peguei meu celular para ligar para a pizzaria mais perto. Ela ficou me fitando enquanto eu discava. — Você é sexy.
–Desde quando você está tendo esses ataques de loucura? — perguntei e em seguida o atendente da pizzaria atendeu.
–Alô? Pizzaria Bellucci.
–Eu quero uma pizza de calabresa...
–Presunto e queijo. — sussurrou Talia. — Meio a meio.
–Meio a meio, e presunto e queijo. — falei odiando-a por ficar me olhando de um jeito estranho. Acho que a maconha estava afetando o cérebro dela.
–Ok. Endereço? — perguntou.
Depois de dar o endereço e explicar que o condomínio era muito protegido e sempre pedíamos pizza ali, tinha até o motoboy certo para entregar. Ele assentiu e desligou. Talia continuava me olhando.
–Que foi?
–Obrigado. — ela colou rapidamente seus lábios aos meus e correu para fora da cozinha. O que estava acontecendo com ela?
Quando a pizza chegou deixei a caixa na bancada. Eu parecia um homem velho com duas filhas para alimentar, a diferença era que eu transava com uma e a outra estava me atacando com beijos recentemente. Sem incesto, não somos religiosos para isso.
–Meninas! — chamei sorrindo. Eu era tão cretino. — A pizza.
Passos desesperados pela escada. As duas apareceram apenas de minúsculos shorts jeans e biquíni... Ah não aquilo era um top. Perae eu estava vendo direito.
–Nossa que bom... — disse Bianca enquanto comia uma fatia. — Eu tinha que emagrecer.
–Amor você ta ótima. — disse Talia. Então as duas percebem que também estou na cozinha pegando uma fatia da pizza para mim. — O que ainda faz aqui?
–Eu também tenho fome. — falei. — Tudo bem. Eu peço a pizza, eu pago, eu tenho o trabalho de avisar vocês ainda. E não mereço comer?
–Você merece... O inferno Jon. — disse Talia rindo. Bianca a acompanhou.
–Vocês estão contra mim é isso? — perguntei.
–Não, obrigado pela pizza, mas a sua presença é indesejada.
Peguei minha fatia de calabresa e sai da cozinha. Comi sozinho na sala novamente. O que estava acontecendo, com as mulheres ultimamente? Primeiro Bárbara, me dispensa e durante toda a semana me trata como Sr.Greyson... Antes era apenas Jon. Bianca vadia, me deixa louco por transar com ela de novo e minha irmã está tendo ataques de adolescente safadinha pelo irmão mais velho.
Depois que ouvi os barulhos, risadas e cochichos cessarem, percebi que as duas foram dormir. Deixei meu celular para despertar as três da manhã, se Bianca aceitasse meu pedido de segunda vez estaria na cozinha nesse horário.
Subi as escadas sem querer fazer barulho. Nem precisei, Bianca me esperava no fim dos degraus.
–Ela dormiu. — disse cruzando os braços. Ainda usava aquela roupa de piranha.
–E? — perguntei me fazendo de inocente.
–Não estou a fim de esperar, chegar a madrugada para a gente... — ela tentou falar. — Você sabe.
–Entra no quarto e vê mesmo se a Tay ta dormindo. — falei. — Acho que as drogas que ela ta usando tão afetando seu cérebro.
–Drogas?
–Cala a boca e faz o que estou te mandando. Depois vai pro meu quarto. — ela ficou brava, contudo obedeceu.
Quando cheguei ao meu quarto ele estava impecável como sempre. Odiava desorganização, e as janelas de vidro. Fechei as cortinas e Bianca entrou.
–Ela ta realmente dormindo. — confirmou. Tive que sorrir.
–Então...
Ela olhou ao redor, jamais tinha entrado no meu quarto.
–Nossa é... Organizado. — comentou. — Bem organizado.
–Eu faço Así limpá-lo todo dia. — confessei.
–Coitada.
–Vai ou não tirar sua roupa de vadia? — ela olhou para si mesma e franziu a testa.
–Eu não estou com uma roupa de vadia.
Comecei a tirar a minha camisa, joguei a mesma no chão. Ela se aproximou, e fitou-me no olhar. Deslizou seus delicados dedos por meu abdômen, subindo por meu tórax e agarrou minha nuca. Ficou na ponta dos pés para poder beijar-me. E como gostei de retribuir, apertei sua bunda com força, elevando-a. Ela enrolou suas pernas por minha cintura, encaixando seu quadril com o meu.
Era tão leve que nem percebi que estava no meu colo, beijando-me ferozmente. Suas mãos seguravam fortemente minha nuca contra a sua, seus lábios eram gostosos para ser sugados.
–Pensei que não me queria mais. — sussurrei quando ela deixou minha boca para recuperar fôlego.
–Eu não queria. Mais ai... Percebi que desde a noite que ficamos pela primeira vez eu tinha ficado cretina igual você.
–Eu não sou cretino.
–É sim.
–Eu vou te mostrar então como sou cretino. — girei com ela nos braços e caminhei até a cama. Deitei-a com cuidado para não pesar muito por cima de seu corpo. — Você quer?

Notas finais
Façam barulho para o próximo capitulo.