Notas iniciais
Cenas de sexo... Ah eu sei que vocês gostam.

Talia C.

Quando acordei não vi Jon nem Bianca, apenas Así que se esforçava para limpar a sala sem fazer barulho.

–Droga que horas são? — perguntei confusa. A doméstica deixou de passar um pequeno pano molhado na janela para suspirar.

–Corra, você tem meia hora para chegar ao colégio. — disse balançando a cabeça. Droga duas vezes.

Levantei-me correndo e vesti a primeira coisa que pude no closet. Não estava com cabeça para estilo naquela hora, lavei o rosto no meu banheiro e desci as escadas arrastando a minha mochila comigo. Así estava na cozinha preparando café, dispensei com a cabeça e corri para o jardim onde Carlos aguardava.

–Pronta? — perguntou ele olhando-me de cima a baixo.

–Não. — falei. — Mas vou ter que ir assim mesmo.

Entramos no carro e agradeci aos céus por ele não ser tão enxerido na minha vida. Sei que andava por ai contando tudo aos outros empregados e isso me irritava principalmente porque ele só era meu motorista e o único que tínhamos. Jonathan podia dirigir completamente sozinho, mesmo que eu desejasse a todo momento que sua doença afetasse o cérebro dele e o fizesse bater o carro e morrer. Seria menos um peso na minha vida.

Enquanto Carlos dirigia percebi que o trânsito estava controlado aquela manhã, menos mal talvez eu não chegasse atrasada. Percebi pingos escorrendo pelo vidro do passageiro, para ajudar estava chovendo e sempre que o tempo estava assim fazia me lembrar da noite do aniversário de dezoito anos de Jon.

"Eu tentava dormir, e por algum motivo não conseguia. O barulho das risadas e da música alta era insuportável, sei que meus pais queriam que eu estivesse no jardim comemorando o aniversário de Jon, eu não tinha mais estômago para aguenta-lo sorrir para todo mundo como se fosse o herói da história. Ouvi meus pais dizerem que teriam que viajar a negócios, minha mãe ainda veio se despedir e dizer para que eu trancasse a porta do quarto e esperar que na manhã seguinte Así estaria ali (Jonathan nunca se atreveu a fazer nada de grave comigo com Así por perto) assenti com a cabeça enquanto a via deixar o quarto. Pulei da cama para a porta e a tranquei, Jon devia estar bêbado e isso era ruim.

Quando meu olhar pousou na janela alguns pingos de chuva se atreviam a sujar o vidro, também relampeja e aquilo estava me dando um pouco de medo. Finalmente consegui dormir, não por muito tempo. Acordei com batidas furiosas na porta.

–Abra... — era Jon. Porque ele simplesmente não ia para sua cama?

–O que quer? — gritei de volta.

–Deixe-me entrar irmãzinha. — odiava quando ele me chamava assim. Na maioria das vezes era quando estava perturbado mentalmente.

–Não.

–Então eu vou soprar. — brincou. Alguns minutos de silêncio e então voltou a bater na porta. Encolhi-me na cama, eu só era uma garota de onze anos. Chutou a porta, chutou tanto que quebrou a maçaneta e conseguiu entrar.

A luz do corredor entrou no quarto e seus olhos me avaliaram. Um sorriso perverso brotou em seus lábios.

–Veja só... Eu devia castigá-la por não me obedecer.

–Você não manda em mim. — cuspi.

–Mando. Que pena não é, nossos pais tiveram que socorrer aquela maldita empresa numa viajem urgente. E te deixaram com a melhor das companhias... Eu. — ele se aproximou da cama. Seu tom de voz denunciava que estava bêbado.

–Sai daqui. — gritei.

–Grite o quanto quiser... Ninguém vai lhe ouvir. — retrucou sem tirar aquele sorriso pavoroso de seu rosto. Ele puxou a coberta e a jogou no chão deixando-me com frio. Eu só usava uma camiseta branca, calcinha e meias. — Você é tão gostosa.

Pulei da cama e corri para fora dali. Ele estava fora de si, só podia. A casa toda estava escura e percebi que a festa tinha acabado a pouco tempo, pois o chão estava imundo. Não tive tempo de destrancar a porta de sala pois Jon me agarrou no corredor que ligava esse cômodo a cozinha. A chuva estava piorando e relâmpagos trovejavam.

–Aonde pensa que vai? — perguntou apertando meus braços juntos ao meu corpo. Eu estava presa, sem conseguir me mover. As pernas de nada adiantariam. — Fugir?

–Você está louco. — gritei tentando me soltar, qualquer esforço era em vão. Ele era mais forte.

–Não... Estou lúcido completamente lúcido. — o bafo de álcool sai de sua boca e me deixava enojada. Ele agarrou meu queixo com seus dedos e o apertou me machucando. — Você vai fazer exatamente o que eu mandar vadia.

Me prensou contra a parede do corredor ficando de frente comigo. Seus olhos azuis estavam completamente escuros, eu estava com medo. Ele nunca tinha agido assim, nem quando me batia ou xingava. Senti ele se aproximar e tentar me beijar... Arregalei os olhos sentindo sua boca contra a minha e tentei o empurrar, em vão mais uma vez. Seu corpo me pressionava contra a parede e eu não tinha como fugir.

–Jon... — implorei sentindo as lágrimas por meu rosto. — Pare...

Ele me puxou pelo tecido da camiseta e acabei caindo no chão. Tentei me levantar, mas seu peso surgiu contra as minhas costas, ele puxou meu cabelo colando seus lábios em meu ouvido. Eu não sabia se chorava, ou se simplesmente gemia de horror.

–Você tem bunda... — senti suas mãos apertarem a carne de minha nadégas. — Talvez também tenha peitos...

–Jon... — sussurrei apavorada. Ele também apertou meus seios fortemente.

–Ah irmãzinha, não chore. Vai doer só um pouquinho. — seus dedos começaram arrastando minha calcinha para baixo. Tentei me soltar e fugir, contudo ele prendeu minhas pernas. Quando retirou minha calcinha tive a chance de fugir, arrastei-me pelo chão e tentei levantar, ele foi mais rápido correndo e me jogando contra o tapete da sala. — O que foi... Não esta gostando?

–Sai... De... Cima... De... Mim... — gaguejei aflita. Percebi que estava nas mãos dele, não havia como fugir e muito menos alguém para me ajudar.

–Não... — ouvi o ruído do zíper de sua calça. Não. Me apavorei para sair debaixo dele, esperneando e gritando. Jon tapou minha boca com uma de suas mãos, com a outra ele moveu seu pênis para dentro de mim pressionando seu quadril com força.

–Não... — tentei gritar, sua mão me sufocava. A dor era imensa, as minhas lágrimas molhavam seus dedos, mas ele não se importou estava mais ocupado fodendo a irmã dele.

–Eu falei que ia doer só um pouquinho... — sussurrou. Eu sabia que estava sorrindo, era só isso que Jon sabia fazer."

Sequei as lágrimas de meu rosto quando o carro parou na frente do colégio. Desci, e joguei minha mochila nas costas. Tive que correr um pouco até entrar de fato na escola, os alunos ainda estavam pelos corredores e pude ver Catita.

Ela correu pulando até mim, animada com algo que eu desconhecia.

–Oi. — disse sorrindo. Eu não tinha vontade de sorrir. Não depois de pensar no passado.

–Oi. — respondi sem expressão alguma. — Precisamos conversar.

–Sobre?

–Nunca mais eu vou ficar com você. — falei séria. — E se voltar a falar com minha namorada daquele jeito, eu te dou uma surra garota.

Passei por ela querendo chegar o mais rápido possível a minha sala.

Notas finais
O.o Podem arregaçar as mangas e comentar porque só aparecerem quando eu peço, nossa gente eu gosto de responder comentários e eles me deixam felizes. Aliás sei que tem gente por ai shippando JonaBi e outros TayJon ( parece ta bom kkkk) ... Hashtag no casal que vocês querem...