As irmãs Heartfilia
7 O sol do amanhã...
Notas iniciais
OBS: próximos cap. Levy x Gajeel :3
Boa leitura! s2
Lucy pov's;
Que manhã fria, acordei de um sonho e nem parecia que eu estava na casa do Natsu, aí que lembrei que hoje iríamos ao hospital para tirar algumas fotos da nossa boa ação. Olhei pela janela, abri a cortina e vi a coisa que eu apreciava todos os dias, o céu... Ah o céu, tão lindo e misterioso; quando olho pra ele me pergunto oque tem além da vida? Aonde minha mãe está? Olhei para o piano que brilhava, e tentei imaginar minha mãe tocando, como foi no meu sonho hoje... Eu ouvi a música e segui em frente para achar aonde minha mãe estava, mas eu não a achei em parte alguma, como quando era criança pensava que poderia vê-la mais alguma vez... Era como uma memória antiga minha, mas não me recordo muito bem. Olhei para Natsu que dormia como uma criança, e a lágrima que já escorria no meu rosto seria a ultima naquele dia, disse pra mim mesma ''Bom dia mundo, bom dia mamãe e Michelle''.
– Bom dia loira mau humorada! — Incrivel, a criatura já acorda implicando comigo, e porque eu estou gostando disso?
– Porque já começou o dia me chamando desse jeito? Seu tapado! — Retruquei, como grandes amigos fazem quando estão se ''xingando'' — Estou sempre de bom humor. — Atirei um cereal nele, que lhe acertou o olho. Sentados na mesa, tomávamos nosso café, como dois bons amigos de apenas um dia.
– Lucy, incrível, sempre que você implicava comigo na escola eu sabia que você era alguém legal, mas quando soube de quem era filha não tive dúvidas. — Corei com seu comentário, quando eu pensava o mesmo. Pra ser sincera sempre soube que ia me dar bem com ele, e aí está o erro, não gosto de me aproximar das pessoas.
– Tá, chega de papo furado e vamos logo! Você mesmo disse que o horário de voluntários é das 9h as 12h.
– Você é muito amarga!
[...]
Nos corredores do hospital nós caminhávamos, até que Natsu parou na frente de uma porta e ali entramos. A visão era de qualquer um sorrir, uma menininha de cabelos longos azuis brincava com sua boneca inocentemente, o rosto dela era o mais angelical possível, podia dizer que ela era um anjo.
– Olá Wendy! Como se sente? — Natsu estendeu os braços pra garota que já vinha correndo para seu colo. — Trouxe uma amiga pra você conhecer, essa é a Lucy.
– Oi coisa fofa, quantos anos você tem? — Não me controlei ela era fofa mesmo!
– Eu tenho 8, faço 9 dia 6 de julho. — Ela fazia aniversário 7 dias antes do meu, bem interessante.
– Ah que fofa! Posso te dar um presente? A gente podia até comemorar juntas, pois o meu é dia 13 de julho.
– Olha, então está combinado, gostou Wendy? — Natsu falou eufórico, sempre empolgado demais.
– Sim, e eu também quero dar um presente a Lucy, você me ajuda a comprar Natsu-san?
– Claro! Agora vamos direto pra sorveteria, soube que certa moçinha anda comendo bem e pode comer besteiras hoje! — Natsu parecia um pai falando, e eu sorri ao pensar em como ele seria com uma filha. Mas eu não perguntei qual era a doença da Wendy antes de chegarmos, agora que gosto dela vou ter de esperar até a hora de embora, perguntar isso na frente dela não é legal.
– Eba! Te adoro Natsu-san!
E aquelas pequenas horas com a linda garotinha foram ótimas, tomamos sorvete, depois olhamos um filme e tiramos muitas fotos para o trabalho, aquela manhã foi ótima, pena que só podiámos ficar com ela até a hora do almoço, mesmo me conhecendo a tão pouco o nosso abraço de despedida foi muito longo o corpinho magro dela me abraçando me fez sentir como era bom ajudar as pessoas.
– Natsu, afinal, oque a Wendy tem? — Perguntei tomando um gole de suco, almoçávamos num restaurante perto do hospital.
– Sinceramente, não vou com a cara da mãe dela, parece que não alimentava ela direito, primeiro ela teve anemia que se transformou em leucemia, ela está praticamente curada. Mas aí que fica minha preocupação ela voltar pra casa, vai ser mais dificil pra mim ver ela.
– Nossa Natsu, então você conheçe a mãe dela?
– Claro, eu visito a Wendy desde seus 6 anos, ela lutava contra a doença a muito tempo, a mãe dela tem apenas 20 anos e é uma irresponsável, já quis coloca-la para a adoção.
– Nossa, eu queria adotar ela, ela é tão linda, mas sou nova demais pra isso né? Tenho que ter uma casa e tal?
– Claro Luce, você é outra criança! Para de viajar!
– Calma, calma só pensei alto! Ignorante.. — Rimos juntos.
– Tá chega, vamos pra casa.
E mais uma vez, estamos dentro do carro desse cara sem carteira, poxa como que ele nunca é pego?
– Natsu faz logo sua carteira! — reclamei no carro.
– Calma, faço aniversário em abril, só faltam 3 dias!
– Você vai fazer festa?
– Minha mãe vai me obrigar tenho certeza, mas só vou convidar os intimos. Um jantarzinho na minha casa mesmo...
– Atá, sua mãe vai preparar tudo?
– Nunca! Minhas festas ela e a Sakura vão pra casa da vovó e é tudo liberado pra mim! Mas dessa vez vo convidar só umas 10 pessoas.. Erza, Gray, Jellal, Juvia, Gajeel, Levy e você.
– Ah, não sabia que ia me convidar.. — fiquei meio surpreza.
– Cara, já disse que tu é minha amiga! — Sorriu fofo.
[...]
Quando chegamos em casa, começamos a fazer o projeto, muita papelada e pesquisa e soube que o rosado não era tão imprestável assim... Eu já me encontrava exausta, mas faltava pouco e eu iria embora amanhã, então isso tinha que ser pra hoje!
– Terminamos! Finalmente! — Natsu deu um salto.
– Finalmente mesmo, com esse frio não consigo mais escrever nada.
– Vo buscar um chocolate quente pra você.
Enquanto eu esperava a bebida que seria trazida a mim, mais um sms do Sting preferi nem ler, sabe oque eu fiz? Tirei o chip do celular quebrei e joguei pela janela, bye bye Sting.
– Voltei! — Carregava uma caneca na mão e me entregou. — Agora apenas observe.
Sentou-se no banquinho do piano, e passou os dedos sobre ele, começando a tocar uma linda melodia, eu me perdi em pensamentos a música era linda, só voltei quando ela terminou.
– Essa música quem criou foi sua mãe, ela era um genio.
– Realmente... — Como alguém tão especial morre tão nova? Eu não entendia, isso me deixava triste.
– Ei! — Se sentou ao meu lado, na cama e levantou meu queixo para olhar em seus olhos. — Não fica assim, não queria tocar pra te deixar triste. — Tirou uma mecha do meu olho á colocando atrás da minha orelha e eu não conseguia dizer não aquilo, estávamos tão próximos.
– Natsu, eu — Já testa-testa comigo eu não conseguia nem falar, ou respirar direito naquele momento, meu coração estava acelerado e nós dois sozinhos naquele quarto num dia frio. Apenas fechei os olhos como ele estava.
– Eu não sei oque está acontecendo comigo, mas tudo em você me agrada e esse seu cheiro, e esses seus olhos... Eu não te conheço direito, mas mesmo assim é como se conhecesse. — E as palavras dele tocavam minha bochecha, nariz e .. boca. — Eu não aguento te ver triste, mesmo que eu não saiba nada sobre você. Como se eu fosse obrigado a te proteger de algo.
– Obrigado, por hoje, eu não consigo ficar brava com você mesmo que eu tente me afastar. — Bagunçei seus cabelos rosas, e ele sorriu pra mim. — Desculpa te tratar mau, um dia você saberá o porque disso tudo.
– Você é linda, demais. — Com seus olhos abertos, escuros quase no tom de verde que eu mais gosto nele, ele observava meu rosto atento, acariciando minhas bochechas. — Lucy, eu não sei me controlar mais... — Se aproximando, se aproximando, ele foi deitando por cima de mim na cama.
Senti quando seus lábios tocaram os meus pela primeira vez, muito devagar ele colocou a lingua, pedindo que eu deixasse, e eu deixei. Com a mão na minha nuca ele controlava tudo que quisesse, esquerda ou direita, e eu estava tão nas nuvens que não sentia as pernas, ou qualquer mundo que tivesse ali, era só eu e ele. Segurei suas costas para que eu não caísse, e ele seria meu pilar de agora em diante. Aquilo era tão lindo que ele me faria chorar, não era meu primeiro beijo, mas digamos que contaria como o primeiro. Quando precisamos de ar, olhamos ofegantes um para o outro e a timidez tomou conta de mim.
– E-E-E-E QUE ISSO? — Eu estava completamente vermelha, na cama de um garoto o beijando.
– Calma, tá tudo bem. — Jogou seu braço e fez sinal pra mim deitar ali. — Venha cá, deite. Eu te guardo dessa vergonha e de tudo. — Obedeci e me deitei no seu braço, e ele me abraçou tentando me acalmar. — Melhor?
– Sim. — Ele deu um beijo na minha testa e acariciou meu cabelo, e eu estava vivendo algo diferente doque vivi com o Sting, eu não tinha medo de ser agarrada ali, eu estava protegida.
– Oque você fez comigo loirinha, e tão rápido, como conseguiu?
– Nat — Colocou o dedo delicadamente na minha boca.
– Shh! Ouve? — Pegou minha mão e colocou no seu coração que estava igual o meu, pulando. — É tudo sua culpa! E eu nunca fiquei assim por mulher nenhuma.
– Nem eu. — Não quero nem lembrar das minhas experiências horriveis com o Sting.
– Eu estou com você, eu sei que se sente sozinha, eu não sei porque mas sinto que tenho que estar, promete que não vai chorar mais?
– Prometo. — Abraçei ele, e eu me sentia livre pra isso como se tivéssemos liberdade, mesmo eu sendo tímida.
Conversamos um pouco e caímos no sono... Acho que foi o melhor dia da minha vida, assim como quando conheci a Levy.
Notas finais
Não podia deixar a Wendy de lado, pois, ela é uma das minhas preferidas!
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