As incríveis aventuras de Amy Night
22 Trilha
Amy se arruma para ir para a trilha. Ela acha estranho, pois nunca usou aquelas botas de aventureira presenteadas por sua irmã aventureira:
– Seu pé é muito pequeno, errei no tamanho. – diz Alex.– Eu percebi aqui. Você não tem umas meias aí?– Pra que, menina?– Todo mundo sabe que é pra não ficar tão folgada essa coisa no meu pé.– Deixa de ser mal agradecida! Sabe onde eu comprei essas botas?– Onde?– No Peru, sua ingrata!– Sério?? Legal.– Ingrata. *risos* A mãe não deu para ir, pois Allice estava doente, e seu pai não gosta desse tipo de coisa, então foram apenas as duas. Alex tem experiência nesse tipo de caminhada, deu todas as instruções para a irmã:– Regra número um: nunca se afaste de mim.– Lá vem a aventureira profissional.– REGRA NÚMERO DOIS: como a mamãe não está aqui e eu sou maior de idade, você precisa fazer tudo que eu mandar. – Ei, isso não é justo!– Regra número três: certifique-se de que não deixou nenhum objeto para trás.– Não vou deixar, eu sou mais responsável que você.– Regra número quatro: se estivermos em perigo, nunca tome decisões estúpidas.– Acabou?– Regra número cinco: aguente firme, porque vamos passar 2 dias caminhando.– O QUÊ? Eu nem sei se o médico me deixa fazer tanto esforço!– Claro que deixa! Eu tô com todos os seus remédios.– É... Então tá bom, né? Amy e Alex se despedem da família e vão á tão esperada trilha. Na praia, não é apenas areia e mar, pelo menos não nessa. Pode ser difícil de acreditar, mas nessa praia, as trilhas são mais conhecidas por terem plantas variadas, uma pequena floresta. Coisa que Amy não sabia. As duas começam a andar, e Amy percebe que há uma certa grama vinda da areia da praia:– Por que tem grama aqui, Alex?– Ah, sei lá... Por certo deve ter algumas plantas por aqui...– Hã?– Eu não te disse?...– O quê?– Nós estamos indo para certo lugar da praia que tem... Plantas, árvores... Você sabe.– NÃO, EU NÃO SEI. –Ah.– Droga, por que não me disse isso antes?– Você não ia querer vir.– Eu não queria de qualquer jeito mesmo! – Amy sai de perto da sua irmã, andando rápido e com raiva.– Amy, lembre-se das regras que eu te disse! Não saia de perto de mim e nem tome esse tipo de decisão!– Eu não sou mais um bebê! Vou onde eu quiser! – enquanto Amy “foge”, sua irmã tenta detê-la:– Amy... Pare.– Quem você pensa que é para mandar em mim? Já posso tomar decisões sozinha. – Alex segura o braço de Amy:– Sério, eu sei o que estou fazendo. Não vá por aí, o outro caminho é mais segur...– Não! Me solta! – Amy solta a mão da irmã com muita força, fazendo-a escorregar para perto de um enorme buraco naquela trilha que mais parecia uma caverna:– Amy!! Me ajuda!! – Amy segura sua irmã com força.– Alex!! Ai não, oque eu fiz?.. Como eu faço para te tirar daí??– É... Tem uma corda na minha mochila! – Como eu vou buscar se não posso soltar sua mão??– Eu aguento aqui. É só você fazer rápido. – Amy respira, fecha os olhos, e solta a mão de Alex. Ela rapidamente se segura numa parte do “penhasco”. Enquanto Amy corre para buscar, sua irmã caía lentamente:– Rápido!! Eu vou cair!!– Já vou, já vou, calma Alex, tô indo!! – ela acha a corda, mas quando vai salvar a irmã, ela havia caído:– AHHHHHH!! AMY! – Alex grita, deixando apenas o eco no nome da irmã.– NÃO!! ALEX! – Amy chora como criança e grita por ela. De repente, vê no lugar no qual sua irmã caiu, uma faca, depois uma mão, em seguida, a cabeça de Alex. Ela havia escalado o “penhasco” com uma faca! Incrível!– Tá vendo como você não cresceu ainda? — falou Alex.– O que.. Mas eu.. Desculpe. — ela se arrepende da sua raiva. — Eu fico com raiva sem causa as vezes.– Rebelde sem causa, hein? Haha. — Alex ri e finge que nada aconteceu, o que deixa Amy feliz e aliviada.
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