Notas iniciais
AEEEEEEW Mais uma fic o/

Espero continuar com essa, diferente de Vermillion (R.I.P história)Mas acho que nem importa, porque a outra não teve muito leitores :( então eu preciso que vcs, lindinhos, LEEEIAM as fic's e mandem muitas reviews! ^-^ espero que se divirtam, kissus!

[Flórida, 20 de agosto de 2013.]

Um quarteirão inteiro estava em chamas.

Pessoas corriam desesperadas para todo o lado. Carros estavam virados, destroços caiam do céu e prédios viravam pó. Sirenes de polícia faziam um barulho ensurdecedor, mas as autoridades pouco conseguiam fazer para resgatar a população.

Um policial gritava em seu transmissor. “É impossível, as chamas estão se espalhando demais!” “Chamem a guarda nacional!” gritava um homem. Os bombeiros surgiram com um caminhão enorme, atirando água no prédio central.

−Precisamos apagar o foco no meio do prédio− berrou o chefe do batalhão –Preparar...AGORA!!

No meio dos destroços em chamas, uma garota surgiu em alta velocidade...

−Chefe, temos companhia.

O policial tirou o seu quepe e mirou a entrada da rua.

−Graças a Deus...é ela!

Victória corria em alta velocidade, a capa tremeluzia com as chamas. Sua primeira iniciativa foi remover os destroços, que cobriam a calçada e bloqueavam muitos cidadãos. Depois, ela se dirigiu ao líder do corpo de bombeiros.

−O que está acontecendo aqui!?

−Temos um foco de incêndio não identificado no Central Building, 703. Alguns dizem que foi gás, mas surgiu do nada e os moradores não sentiram nada de estranho quando aconteceu.

Vicki cerrou os cílios. –Vocês sabem que aquele prédio vai tombar se vocês não apagarem aquilo logo, não sabem?

−S-sim, mas... –O homem gaguejou, nervoso−está muito difícil, e o prédio é grande demais, não dá pra acabar com aquilo em cinco minut...

−Capitão Raymonds. –A menina suspirou. – Vidas serão perdidas se vocês não apagarem aquilo de uma vez, então, eu sugiro que usem tudo o que puderem, eu não me importo se vocês tacarem aquele caminhão de água em cima no prédio inteiro, de qualquer forma, resolvam isso.

O capitão engoliu um seco “meu deus, que medo”.

−SOCORRO, ALGUÉM ME AJUDE!

Victória e o capitão se viraram. Uma mulher de joelhos olhava para o topo do grande prédio, desesperada.

−O que aconteceu? –perguntou Raymonds.

−É a minha filha...ela... –A mulher começou a soluçar e apontou para o terraço da construção.

De fato, tinha uma menininha ali em cima. Ela pulava pelo teto como se não tivesse um incêndio rolando ali. Mas o problema é que ela tinha visto a mãe ali embaixo, e agora tentava andar até ela. Pela beirada.

−Por favor... me ajudem!!

“Tsc!” Victória olhou para o prédio e tentou imaginar como chegaria ali em cima rápido o suficiente. Por mais que tivesse alguns poderes, aquele elixir maldito não tinha dado a ela o poder de voar tempo suficiente, nem de pular tão alto. Ela então olhou as varandas de ferro intactas. “O cinto”, pensou. Era feito de plástico, e tinha várias subdivisões.

Deu um soco em uma delas, e de lá pulou uma espécie de corda com ponta de ferro. Era o jeito...

−Eu vou lá em cima. Por favor, capitão, faça os outros me darem cobertura.

−Entendido, senhorita Victória.

−Me chame de Vicki− disse, dando a língua. E então, se dirigiu ao prédio.

De longe, o jovem capitão sorriu.

O prédio deveria ter mais ou menos vinte e cinco metros de altura. A menina calculou menos de dez minutos para chegar antes que uma tragédia acontecesse. Se concentrou no prédio, girou a corda e içou, com toda a força que tinha, a ponta de ferro.

Sucesso. Agora, a hora era de escalar. O prédio já estava enegrecido pelo fogo, as paredes estavam sensíveis demais, mas era para isso que serviria a varanda. Colocou o pé na primeira grade: já estava quente antes de chegar no meio. Enrolou o pulso na corda e tentou subir o mais rápido possível...

A metade do prédio estava cada vez mais próxima. Vistas de perto, as chamas pareciam lava derretida... até que um grande pedaço de concreto em chamas despencou na direção dela.

Droga, droga, droga... Victória tinha que correr, ou acabaria morta. Os pedaços começavam a despencar do meio do prédio, um quase atingiu a cabeça. “AAAAAH!” ela corria, as botas escorregavam com o calor, mas agora estava quase lá.

−EEI, GAROTINHA!!

A heroína agora estava no último andar, bem perto do resgate.

A pequena olhou para ela, sem entender, mas não por muito tempo. Voltou seus doces olhos azuis na direção na mãe, que era amparada pelo capitão Raymonds.

−Mama...

−Amber, não!!

−Mama!

A garotinha deu um passo em direção ao vazio.

−MINHA FILHAA!!

Amber não entendeu o fato de estar caindo. De repente, não tinha onde pisar. De repente, ela só ia para baixo.

Mas uma força a empurrou no sentido inverso, e voltou ao chão junto com ela.

−Você é uma garotinha muito esperta−sorriu Vicki.

O capitão Raymonds coçou a cabeça, aliviado. A mulher se desfez em lágrimas. Amber não entendia nada.

−Cadê Mama?

Victória ajudou-a a se levantar.

Então você veio ver o meu triunfo, Victória Morgan?

−É VICKI, idiota. Na boa, eu uso essa máscara pra quê mesmo!?

Bem, todo mundo te conhece, Rugiu a voz metálica. Mas e você, lembra de mim?

Ela se virou. Diante do prédio agora havia um enorme robô metálico com olhos de laser. Tinha garras no lugar das mãos e trituradores no lugar de dentes. Mas o pior eram, espalhadas pela barriga e ombros, várias saídas de lança-chamas.

Só havia uma pessoa no mundo louca o suficiente para montar aquilo. E, de fato, a sombra de um homenzinho careca era visível dentro da cabeça do robô gigante.

−DOUTOR SIFF! SÓ PODIA SER VOCÊ PRA FAZER UMA COISA TÃO COVARDE DESSAS!

Então, você se lembra de mim!! Estão tão lisonjeado. Lamento que isso dure tão pouco, já que vou ter o prazer de te transformar em churrasquinho!

−Seu covarde... –rosnou Vicki−eu estou com uma criança aqui, no terraço.

Bem, debochou a voz, eu nunca fui muito de frango à passarinho, mas, para tudo, nós podemos tentar. IHAHAHAHAHAHAHA!!

−MONSTRO! – um jato de fogo atingiu o solo perto delas. As labaredas embaçavam a vista. A garota começou a tossir.

Acho que você não está resistindo, não é, Victória? Será que não é tão forte quanto todos pensam?

−É... mais provável...que...todos os meus inimigos idiotas...tenham se esforçado muito mais ultimamente−ela tossia e ofegava−isso...não pode ser coincidência...ou é?

Ahn...Eh... de fato, mas, não é como se eu fosse dizer pra você quem está nos liderando, nunca!!

−Então tem alguém liderando vocês−murmurou.

O quê!?!? Ahn, CLARO QUE NÃO, MENTIRA!! Como se eu jamais dissesse pra você sobre a Juliette...

−ESTÁ FALANDO SÉRIO QUE A MALDITA DA JULIETTE ESTÁ POR TRÁS DE TODO MUNDO?

PARE!! PARE DE COLOCAR PALAVRAS NA MINHA BOCA!! Você está prestes a morrer, Victória Morgan, Vicki V, chame como quiser, sua consciência deve sumir a qualquer momento, não deve nem estar me ouvindo mais, está? Victória? Victória Morgan? Responda Victória!

−VICTÓRIA DELANO MORGAN!!!

−SIFF MALDITO!! –Gritou Vicki à plenos pulmões.

De repente abriu os olhos. Todo mundo a estava encarando.

Não havia mais incêndio. Nem garotinha. Nem robô gigante. Havia uma sala de aula inteira com os olhos arregalados, e um professor de química prestes a explodir.

−Senhorita Mogan... –a cara dele estava mais vermelha que um tomate.

−Professor Siff, eu...

−Já. Para. A diretoria. Agora. –O professor tirou os óculos, a mão tremendo.

−Mas professor, acredito que no Summer nós somos primeiro mandados para a pedagog...

−PORÉM, como eu devo te mandar lá toda semana, praticamente – Ele deu um sorriso amarelo – acho que podemos pular essa etapa. PARA O DIRETOR, AGORA, MOCINHA!

A garota saiu, pisando duro.

Droga, droga! Tinha dormido, no meio da aula de química! Mas também, quem poderia a culpar? Ciências era a pior matéria do mundo. O problema era que agora ela teria que levar a notícia para os pais, e pior, com um papel assinado pelo diretor, no dia de seu aniversário tãão planejado pela mamãe. A vida é um saco.

Ela era quem sempre foi: Victória (DeLano) Morgan, 14 anos (até as 20:00hs daquele dia, quando seriam 15), moradora de Orange County, Flórida, estudante do Sunny Valley.

Era sol demais.

Quer dizer, ela também era Vicki. Esse era seu apelido de infância. Mas os poderes e tudo o mais, bem, isso fazia parte de um mundo só dela. Um mundo que ela não poderia alcançar, por mais que quisesse. Um mundo quase que ideal.

Ela não deixava esse “mundo” atrapalhar a vida dela... Quer dizer, menos em situações como essa, que estavam ficando cada vez mais frequentes. Quando se é uma garota anti-social e estuda num colégio que não facilita muito as coisas, isso acaba rolando. Mas ela era legal, sérinho.

Vicki chegou ao fim do corredor e abriu a porta da diretoria.

***

Notas finais
E aí? Gostaram? Sugestões, críticas e tudo mais são bem vindas :3 não se esqueçam das reviews! Bye-bye