Notas iniciais
Vida longa e próspera! A história da Charlotte é parte de um sonho que eu tive (assim como a maioria das coisas que eu escrevo) e que resolvi desenvolver a curto prazo, não quis estender no tamanho de um possível "livro", creio eu que a melhor definição seria um "conto" ou "crônica" (I don't know), deixei ela meio de lado nos últimos meses mas pretendo terminar e até agora tem apenas 5 capítulos. Provavelmente irei finalizar no 7º ou 8º, é isto. Boa leitura, coloridos!

17 de abril

Prólogo


Chovia lá fora, parecia que uma tempestade se aproximava, tanto do lado de dentro quanto em toda a cidade. Charlotte andava de um lado para o outro, enquanto Vicenzzo permanecia sentado na cadeira, às mãos cobrindo o belo rosto. Os cabelos castanhos caíam-lhe sobre os dedos, precisavam de um corte, dizia Lady Platinni, sua mãe. Charlotte achava um charme e adorava enroscar os dedos nele e acariciá-los. Mas isso fazia muito tempo, agora quando olhava para aquele cabelo só podia dizer que o guardaria na memória das felicidades compartilhadas, pois já não ansiava mais pela maciez dele em suas mãos. Finalmente parou no centro da sala, sua mãe teria dito que logo faria um buraco no belo tapete antigo da família Platinni.
— Acabou, Vicenzzo. — disse-lhe Charlotte.
— Mas eu a amo! — replicou Vicenzzo, torturado.
— O amor que antes sentia por ti em mim não habita mais, gostaria que compreende-se, sempre me entendeu.
— Não consigo Charlotte. Não entendo.
— Amores acabam Vicenzzo. O meu acabou, o seu também pode.
— E em que mundo isto aconteceria?
— Neste, agora. Temos um mundo pela frente.
— Não posso viver sem ti, morreria se isso acontecer, morreria sim.
— Não diga tolices, Vicenzzo. Continuarei sua amiga, estarei por perto.
— De que me adianta? Jamais aguentaria vê-la nos braços de outro homem!
— Vicenzzo...
— Se você me deixar, eu me mato.
— Não faria isso.
— Faria sim, ah, se faria!
— Preciso ir.
— Charlotte.
— Não faria tal coisa, então por que hei de me importar?
— Não se importa se vivo ou se morro?
— Não me importa porque vós gostais demasiado de viver.
— Não há vida sem ti.
— Estou partindo, espero que possamo-nos ver novamente quando você recobrar as faculdades mentais e entender o que se passa agora.
E antes que desse um passo e virasse as costas, Vicenzzo sacou o revólver que sempre guardava atrás das costas, enfiou o cano na boca e atirou. Sangue espirrou em Charlotte, e tudo que ela fez foi piscar surpresa. Atordoada. Em choque. Enquanto isto o corpo de Vicenzzo desabava no chão, seus olhos azuis cristalinos pareciam jamais ter se desviado dos de duas cores de Charlotte, até mesmo quando Lorde Platinni adentrou a sala num estrondo, Lady Platinni gritou, assim como Theresa, sua filha mais nova. Charlotte não se moveu, não conseguia desviar dos olhos de Vicenzzo, nem mesmo quando Lorde Platinni a confrontou.

Notas finais
Pobre Vicenzzo, morreu de amor. (risos)