Notas iniciais
Gente, sério, desculpa por ter atrasado esses 3 dias, eu realmente não sabia o que escrever. É pior que um bloqueio criativo! Além de tudo, estou atolada de coisas, então, talvez o próximo capítulo, não saia sexta como de costume. Esse ficou pequeno em relação ao anterior, mas eu não queria deixar de postar. Boa leitura!

– Meu encontro foi uma merda — lamentou Alice, tinha ficado chateada mesmo não achando Felipe alguém que valesse a pena.

– Relaxa. Eu lembro que você não estava muito interessada. Aliás, você se livrou de um horrível problema.

– Por quê?

– Aquelas orelhas eram para escutar alguma coisa ou ele estava se preparando para decolar? — perguntou Mateus. Percebeu que a amiga estava um pouco chateada com o ocorrido, resolveu amenizar a situação. Obtendo sucesso, já que a morena gargalhou alto.

– Nada melhor do que falar da aparência certo, amor? — perguntou Sarah rindo do namorado.

– Sempre.

Depois de um tempo só, onde pode refletir e analisar com cuidado toda a situação que aconteceu com o namorado, Sarah estava melhor.

Na noite anterior, começou a se questionar em relação à fidelidade do namorado, ela sabia que ele não tinha culpa, mas também não havia feito nada que fosse de efeito no momento. No entanto, ele a amava, coisa que deixou bem clara nas trinta e sete mensagens que o menino a havia mandado e assim que a garota chegou à escola. Então, a ruiva percebeu que suas dúvidas eram supérfluas. Mateus preocupava- se com ela e com sua opinião, isso bastava. Ela já começara a se sentir mais segura novamente.

Os três caminhavam vagarosamente dentre o pátio da escola. Estavam aparentemente preocupados. Alice saiu do encontro da noite anterior aborrecida, não esperava aquela cena egocêntrica de Felipe.

Quando chegou em casa, conseguiu reparar que a mãe sabia que estava frustrada, mas ela não questionou a morena. O que a surpreendeu e a deixou alegre. Naquela noite queria apenas descansar e espairecer dos problemas com a mãe, com o antigo paquera e com o relacionamento dos amigos.

– Vai fazer o trabalho hoje? — perguntou Sarah dirigindo- se a Alice.

– Vou. Só preciso marcar um horário na biblioteca.

O trio seguia em direção a sala. Avistaram um tumulto a porta, isso os fizeram pensar que pudesse ser outro recado. Os três se apressaram.

– O que está acontecendo aqui? Vocês deveriam esperar o professor em sala — repreendeu Priscila, professora de Arte, que percebeu a confusão e resolveu se adiantar em chegar à sala.

– É um daqueles outros recados, professora — informou Isabella, prima de Alice.

– Não importa. A aula não será aqui. Para a oficina. Vamos!

– Eu acho melhor você dá uma olhada no recado — sussurrou Isa a Alice sabendo que poderia ter alguma coisa relacionada à prima.

– Por quê?

– Vá lá — respondeu a prima seguindo a professora e o restante da turma.

Assim que a loira terminou, os três entraram na sala e rapidamente olharam para o quadro negro.

“Você poderia, talvez, escutar as pessoas ao seu redor. Na maioria das vezes, elas estão certas, não você"

A morena demorou alguns minutos para relacionar a frase ao acontecimento da noite passada. Mateus e Sarah olharam interrogativamente para Alice tentando confirmar se a mensagem era, realmente, designada à ela. A menina apenas ignorou e marchou para a oficina.

...

– Bom dia, Jaque!

– Bom dia!

– Eu queria marcar um horário para vir no contra turno. À tarde — explicou Alice apoiando- se no balcão da biblioteca e esperando a moça consultar a agenda.

– Que horário você prefere? — perguntou Jacqueline.

– Eu acho melhor às 15h.

...

– Blá blá blá. Chega. Não quero mais ouvir — gritou Lucy, estava perturbada com a quantidade de reclamações que Guilherme havia mencionado.

– Você é péssima para formar casais.

– Sério? Você só reparou agora ou de fato é burro o bastante para ter percebido tão tarde? — ironizou a loira olhando de forma tediosa para o moreno, que no momento estava sentado no banco perto do portão de entrada da escola observando o restante dos alunos.

– Chega, o.k.

– Não fui eu que comecei com o assunto — rendeu Lucy endireitando- se de maneira confortável no assento, olhando distante.

– Você viu o novo recado? — perguntou o moreno esperando conseguir dispersar o incômodo que havia se instalado.

– Vi. E não gostei.

– Por quê?

– Por que não, oras.

– Você reparou na reação da Alice? — perguntou Guilherme.

– Não. Eu não costumo observar as obsessões dos meus amigos.

– Eu não sou obcecado por ela — bufou Guilherme se irritando com o comentário.

– Não né, por que, afinal, qualquer um pede para a melhor amiga acabar com o encontro da menina que "gosta".

– Eu estava desesperado.

– Desesperado? Com o quê? O próprio ego?

– Eu não sei como aguento esse seu mal- humor diário — arquejou Guilherme se levantando e indo em direção ao pátio.

Desde a noite passada, a loira ficara irritada consigo mesma. Era idiota falhar em um plano tão bobo. Isso a fez se sentir incapaz de executar ações tão inúteis.

...

– Jacque, eu preciso marcar um horário para vir fazer um trabalho. Hoje.

– Bom dia também, Guilherme.

– Desculpa — pediu o moreno sorrindo — O recreio já vai acabar e eu briguei com a Lucy. Estou irritado.

– Vocês sempre brigam.

– Pois é. Então, Que horas posso vir?

– Você pode vir próximo às 14h30min. Mesmo que biblioteca seja grande, não é aconselhável enchê- la de adolescentes.

– É, eu sei — comentou o moreno rindo lembrava das inúmeras vezes que foi "convidado a se retirar da biblioteca" com seus amigos — O.k então, devo vir 15h.

Notas finais
Espero que tenha compensado, embora eu ache que não. Até o próximo! BJsss