As aventuras dos Martson's
6 O resgate do elfo Altamir
Notas iniciais
Não sabia oque era mais assustador, o fato de que eu poderia estar perdido numa floresta sombria e infestada de goblins, ou que eles estavam chamando o seu senhor das trevas.
O elfo que estava preso na gaiola começou a se mexer inquietamente, enquanto os goblins La embaixo continuavam com a gritaria, eu precisava sair dali rápido, era apenas questão de tempo até eles me notarem, e se me pegarem eles acabam pegando o livro, eu preciso sair daqui rápido.
– ÉÉÉÉÉÉÉÉ – gritaram todos os goblins
Eu observei melhor e vi que o goblin que estava antes deitado no centro da roda, agora não era mais um goblin, agora no lugar dele havia um velho. olhei melhor e sim era um humano idoso, que usava roupas brancas e uma bengala de madeira, tinha grandes barbas brancas desgrenhadas, e pouco cabelo na cabeça, porém muito na lateral da cabeça, olhei bem para o seu rosto, e vi que seus olhos eram dourados, com a pupila negra como obsidiana em seu centro, eu já havia visto aqueles olhos antes, eu os reconhecia, então me lembrei de um corvo negro hoje mais cedo, sem duvidas aquele velho era o tal Avarat.
– estamos mortos – disse o elfo Altamir de dentro da jaula
– shii – o repreendi
Observei o local na tentativa de encontrar um modo de fugir, e de preferência sem ser visto.
– já conseguiram o livro? – perguntou Avarat aos goblins
–n-não mestre – disse um dos goblin
– por que será que eu não estou surpreso — disse o velho
– mas nos vamos pegar-lo – disse outro goblin
–e oque o senhor ira fazer quando tiver o livro – perguntou outro goblin
– bem meus pequenos – disse Avarat – irei começar trazendo dor, sofrimento e morte, e depois o mundo cairá na era dos goblins e eu serei um deus
Os goblins gritaram em triunfo
– imaginem – disse Avarat- sopa de grifos, elfos com a cabeça decepada, e logo derrubaremos as barreiras que separam o nosso mundo do mundo nojento dos humanos, e mataremos todos
Mais gritos seguiram essa deixa.
Ok, agora eu realmente precisava sair dali.
– vamos elfo – falei – se segure
– oque vai fazer? – perguntou ele
Mas eu já estava cortando a corda que segurava sua gaiola da arvore com a espada, a corda soltou e a gaiola caiu, BOOW no chão, eu não havia calculado direito o barulho que aquilo ia fazer, pois todos os goblins haviam parado a festa, provavelmente ouviram o estrondo, mas por sorte Avarat não ligou e começou a comer churrasco de goblin.
Pus a espada na bainha e pulei do galho, não era muito alto, chegando La embaixo o elfo estava fora da gaiola que por si havia quebrado, bem como pensei, só não pensei que tivessem goblins vindo.
– vem corre – falei
E ele foi me seguindo, percebi que ele mancava de uma das pernas, mas não tínhamos tempo para isso, fomos saindo dali o mais rápido possível, tentamos correr mas o elfo não conseguia, então teríamos de ANDAR RAPIDINHO.
Paramos não muito longe do mini-acampamento, sentamos em baixo de uma arvore, a perna direita do elfo sangrava muito, eram buraquinhos na perna, como mordidas.
– Altamir Patientem – disse o elfo
– oi? – perguntei
– meu nome é Altamir Patientem – disse ele
– Kelvis Martson – respondi
– atrás de você – gritou ele
Eu dei um pulo pra frente e me virei ainda no ar, e dois goblins estavam nos olhando, um dos pequenos e burros e outro do estilo que usava uma espada e chapéu.
– o prisioneiro escapou – gritou o maior
E no intuito o pequeno pulou encima de mim, eu puxei minha espada e a coloquei entre mim e ele, ele pulou e a espada perfurou sua barriga, atravessando o pequeno goblin, eu puxei a de volta , aquela era a primeira vez que eu havia usado uma espada, com tudo eu não estava me sentindo tão mal, ele iria me matar se eu não me defende se.
O outro goblin partiu para me atacar, com a espada dele, com esse não seria tão fácil, ele deveria ser tipo um espadachim, e eu mal conseguia levantar a espada. Ele veio com a espada dele que era bem menor que a minha, ele a empunhou contra minha barriga porém eu fui mais rápido e dei um pulo para o lado, ele se esqueceu completamente de Altamir, que tinha uma pedra em mãos. Dessa vez eu o contra-ataquei, na tentativa de ferir seu ombro, mas ele foi mais rápido e aparou meu golpe com sua espada, no mesmo momento que Altamir atirou uma pedra contra seu rosto, ele ficou zonzo e soltou a espada dele e nesse momento eu ataquei seu rosto, ele não se defendeu. E o goblin espadachim, pôs a mão no rosto, eu havia feito um corte que seguia de sua testa até sua bochecha esquerda, passando por debaixo do olho, o corte foi se estendendo e borbulhando uma espuma verde, da mesma cor que minha espada, lembrei do guia de campo onde dizia que aço esmeralda ( oque deveria ser minha espada ) rasga a pele dos goblins. Altamir não perdeu tempo, pegou a espada do goblin no chão e enfiou em sua garganta atravessando sua cabeça e aparecendo encima da nuca, ele puxou a espada de volta e se levantou.
– vamos rápido, sair daqui logo – disse ele
– certo – falei rapidamente, eu também queria mais do que tudo sair dali
A partir daí só queríamos sair o mais rápido daí, andamos por muito tempo talvez por horas, até que finalmente saímos da parte sombria da floresta, passamos novamente por áreas verdes, eu ia ajudando Altamir a caminhar, ele se apoiava em mim e íamos andando, lentamente, mas íamos, não demorou muito até acharmos uma estrada de chão, fomos seguindo por ela, deveriam ser de 16 a 17 horas, pois o sol estava fraco, e o anoitecer se aproximava, e minha fome só aumentava, eu não havia comida nada o dia inteiro, perdi o café da manhã, o almoço e a ultima coisa que havia comido fora um hambúrguer numa lanchonete quando estávamos chegando em salgado no dia anterior.
Não pude deixar de sorrir quando avistei uma chácara quase um sitio, numa estrada com asfalto liso, era a primeira das 10 propriedade.
– estamos perto de minha casa – falei
–você é humano – respondeu Altamir- não deveria conseguir me ver nem ouvir
– é uma longa historia – falei mostrando o guia de campo para ele
– eu ouvi lendas sobre este caderno, não sei muito sobre ele – disse o elfo – sei somente que não deveria estar aqui fora
– O livro — gritou uma voz atrás de nos
Me virei e um goblin com espada apontava para nos, e vários outros do tipo pequeno e feroz o cercavam, essa foi sem duvidas a melhor hora para pegar o livro e mostrar ao elfo.
– corre – falei para Altamir
E mesmo com a perna machucada ele se dispôs a correr, ele corria na mesma velocidade que eu, ainda assim mancando de uma das pernas, e os goblins atrás de nos vinham como um relâmpago. Passamos pelas 8 primeiras chácaras, começamos a cansar e a perna de Altamir já sangrava e os goblins não haviam se cansado e estavam a menos de 200 metros de distância.
– vá, proteja o caderno – disse Altamir – eu seguro eles por um tempo
– eu não te tirei do covil daqueles vermes pra depois você se oferecer a eles- respondi
–você me salvou, e eu tenho uma divida com você – respondeu Altamir
– então a pague não se sacrificando por mim – falei no momento em que eu o levantei pelas pernas
– oque esta fazendo? – gritou ele
– você não pode correr – falei – então eu corro por nos dois
Então levando o livro, minha espada e um elfo eu corri dali, sendo seguido pelos goblin, Altamir com tudo não era tão pesado, ele deveria pesar o mesmo que eu: 45 quilos, mas mesmo assim não era fácil carregá-lo, os goblins cada vez mais perto.
– oh não –gritei – eu deixei o livro cair perto da quarta propriedade
Os goblins pararam, se olharam e voltaram correndo, passaram por seu mentor que gritou
– não seus idiotas, é só um truque – gritou o goblin maior
Mas eles eram burros demais, e continuaram correndo, e aquela era minha chance, reuni todas as minhas forças, já estava próximo de casa, corri não muito rápido, mas corri.
Cheguei quase morto de cansaço no portão, coloquei Altamir no chão e descemos o morrinho pelo caminho de pedras, ai que eu me lembrei dos goblins de plantão cercando a casa.
Os goblins ainda estavam La, eu vi na varanda, Alex e Kimberlyn, Alex atirava bolsas de plástico com algo vermelho dentro, que quando se chocava com a pele dos goblins queimava insanamente, e Kimberlyn parecia estrear seu arco e flechas, ela não era 100% boa, mas acertava os pequenos, mas também errava.
– se abaixe – falei
– há humanos ali – disse Altamir apontando para Alex e Kimberlyn
– não se preocupe – falei – são amigos
Nós abaixamos e fomos andando pelo mato que ficava entre o portão e a grama da varanda, caminhamos cada vez mais, até estamos na zona de batalha, entre meus irmãos e os goblins.
– é o seguinte – falei para Altamir- vamos passar correndo o mais rápido possível, se chegarmos até a varanda da casa estamos salvos
– é suicídio — ele me respondeu
– nos vamos conseguir – respondi com alegria
Segurei forte no pulso de Altamir e nos corremos com espadas em mãos, em direção a varanda da minha casa, um goblin passou correndo do meu lado e eu desci a espada na cabeça dele, afundando- a em sua cabeça e puxei rapidamente, Altamir também entrou na festa e perfurou a testa de um goblin que pulou em direção, Alex nos viu chegando e arremessou tomate em alguns goblins a nossa frente que começaram a gritar de dor a medida que o extrato de tomate queimava suas peles, dei uma espadada na cabeça de outro goblin e finalmente passamos pela barreira. Na verdade somente eu passei, por que Altamir topou com a barreira e quicou de volta, agora temos um problema.
– protejam o elfo – gritei para Alex e Kimberlyn
Eles assentiram e Kimberlyn ficou ao lado dele, mas dentro da barreira, disparando flechas em todos os goblins que se aproximavam, Alex soprou sua gaita e alguns goblins atacaram os próprios companheiros loucamente.
– onde está Albertos – perguntei a Alex
–eu não sei – respondeu Alex – talvez no quarto secreto
– ótimo – resmunguei
Entrei em casa na velocidade de um vulto, procurei Albertos, nada dele na sala, nem na cozinha, no relógio da cozinha marcavam 17:22 horas, em 38 minutos mamãe chegava, então eu vi o pequeno gnomo no meu quarto, impaciente, entrei La.
– Albertos rápido temos um problema – falei
–sim – respondeu ele – temos vários
– ta e como eu faço para deixar um ser mágico entrar? – perguntei
– do que esta falando? –perguntou Albertos
Contei a ele toda a historia desde que sai da arvore dos elfos, incluindo o acampamento, Avarat e Altamir, só não contei a parte do livro.
– você precisa ir ao ponto mais alto da casa e dizer “ eu (seu nome)dou permissão para a entrada de (nome do elfo )
– obrigado Albertos – agradeci – e alias onde é o ponto mais alto?
– você é burro ou oque? – falou ele
Eu entendi oque ele quis dizer, o ponto mais alto, é claro a laje, nossa casa era engraçada uma parte dela era telhado, uma grande parte, e uma pequena parte tinha uma laje. Corri para a varanda e cheguei a tempo de ver Kimberlyn disparando uma flecha que atravessou a cabeça de um goblin e acertou outro.
– belo tiro – elogiei
Passei correndo, peguei uma cadeira e coloquei ao lado da coluna, subi na cadeira, acima da cadeira havia o telhado, vamos torcer para ele não cair, dei um impulso para cima e pulei, me segurei com força em algumas telhas e por sorte elas não caíram com bastante dificuldade eu subi no telhado, da varanda e observei a pequena batalha travada entre meus irmãos e uma turma de goblins, eles vinham de todos os cantos, para cada 1 que morria apareciam mais 3, com tudo só haviam goblins do tipo que eu mesmo considerava do tipo burro, eles eram menores porém tinha dentes maiores, e corriam de quatro como animais. O outro tipo é o tipo menos burro, eles andam eretos, como uma pessoa normal, alguns usam roupinhas e usam armas, como espadas e tal.
Altamir estava em pé com a pequena espada que havíamos pego do goblin na floresta em mãos, enquanto Kimberlyn já quase sem flechas não permitia que os goblins chegassem perto dele, as bolsas de extrato de tomate de Alex haviam acabado e ele usava agora sua gaita, ele não sabia muito bem oque fazer com ela, ele só soprava e observava alguns efeitos colaterais causados nos goblins, mas com isso ele ficava muito esgotado. Eu não tinha muito tempo, em breve minha Irmã ficaria sem flechas, e meu irmão desmaiaria de exausto, e com isso o meu novo amigo elfo seria cruelmente abatido.
Do telhado da varanda eu passei para o telhado da sala, andei cautelosamente pelo telhado, um passo em falso e eu poderia cair, e a queda não seria das mais agradáveis, continuei andando pelo telhado, passei para o telhado da cozinha e depois para o dos quartos, num minuto achei que iria despencar, mas por sorte retomei o equilíbrio, ate que finalmente eu cheguei a laje. Pisar nela foi um alivio, haviam alguns vasos de barro La com terra dentro, talvez para plantas, uma antena de televisão e uma caixa d’água.
Subi na caixa d’água, parecia ser o ponto mais alto da casa, de La eu podia ver grande parte do bosque, inclusive a arvore dos elfos, conseguia ver a estrada de chão, e as outras propriedades. Também conseguia ver uma parte da floresta afastada na qual as arvores eram altas, altas o suficiente para a luz do sol não passar, e eu sabia que ali naquele ponto da floresta existia um acampamento maligno de goblins onde invocavam um ser tenebroso chamado Avarat. Mas enfim vamos logo com isso.
–eu Kelvis Martson concedo a permissão de entrada para o elfo Altamir Patientem-
Nada aconteceu, eu não sabia se havia dado certo, voltei para a varanda da mesma forma que havia vindo, cautelosamente, com medo de despencar e com um medo maior ainda de não ter dado certo a idéia de dar permissão para a entrada de uma criatura mágica nas fronteiras da casa. Cheguei ao telhado da varanda e dei um pulo na grama, Altamir estava no mesmo local Kimberlyn tinha mais 8 flechas e Alex estava deitado no chão tirando um cochilo, provavelmente de tanto usar um tipo de magia de sua gaita mágica ele apagou.
Corri até Altamir e Kimberlyn, puxei Altamir para dentro das barreiras e dessa vez ele passou e entrou para a segurança. E uns goblins acharam que também iam passar e pularam, mas quicaram com a barreira e voltaram. Albertos apareceu próximo a porta, ele estava com uma cara de preocupado, todos nos entramos, exceto Alex que estava cochilando, nos o arrastamos para a sala.
– os elfos vão ajudar – disse Albertos
Eu e Kimberlyn demos um toque de mãos
– mas eles só vão ajudar pela manhã — completou Albertos
– oque? Mas por quê? – perguntei
– Cofuzos não ira arriscar a vida de nenhum elfo à noite – disse Albertos
–Cofuzos é um idiota – disse Altamir
Então todos olharam para ele, e conseqüentemente para sua perna machucada
– meu deus elfo – disse Kimberlyn
– meu nome é Altamir – disse ele – Altamir Patientem
– Kimberlyn Martson – disse Kimberlyn
– muito bem – disse Albertos — se preparem porque vamos passar a noite lutando
Fale com o autor