Notas iniciais
neste capitulo Kelvis Martson e seus amigos irão lutar bravamente para proteger as fronteiras magicas de sua casa

Eu comi como um monstro experimente ficar sem comer um dia inteiro e ainda passar esse dia todo correndo. Eram 18:00 ou seja mamãe poderia chegar a qualquer hora, Kimberlyn havia enfaixado a perna de Altamir com gaze e esparadrapo, Alex havia acordado de seu cochilo e parecia bem melhor, ele e Alicia estavam preparando mini-bombas de extrato de tomate, eu não sei bem oque Alicia ia fazer a noite, ela não havia tomado sangue de goblin, dessa forma não poderia ver os goblins, e sinceramente eu não quero que ela beba, ela é muito pequena para entrar nisto. Albertos junto com Kimberlyn estavam procurando mais flechas para ela nas velharias do quarto secreto, eu me levantei da cadeira onde estava tomando café, agora estou renovado, Altamir também havia comido, e ela também estava com muita fome, me lembrei do guia de campo, que ainda estava na minha bainha, fui até meu quarto, e o retirei de La, ele estava meio amassado devido à correria do dia. Coloquei-o entre meu colchão e a madeira da minha cama.

Encontrei Kimberlyn na sala com uma aljava cheia de flechas novas, ela estava impaciente andando de um lado a outro da sala e olhava constantemente para o relógio, acho que ela estava preocupada com a chegada de mamãe, como dizer a um adulto que nos invocamos a fúria dos goblins e agora estávamos cercados e no meio de uma batalha entre as forças do bem e do mal, sem contar que também teríamos de explicar o fato de termos armas mortais e estarmos abrigando um elfo machucado e um gnomo sabichão.

– vai ser difícil explicar tudo a mamãe – falei

Ela me olhou com um ar de preocupada.

– talvez não precisemos explicar nada – disse ela

– como assim?- perguntei

Ela então tirou do bolso de sua calça uma carteira de remédios com dois comprimidos dentro, e me amostrou

– que tal fazermos ela dormir? –disse Kimberlyn com uma expressão sapeca no rosto

–eu não sei se te chamo de louca ou de gênio- falei sorrindo

– então fazemos assim – explicou Kimberlyn- quando mamãe chegar nos disfarçamos tudo e eu preparo um suco e oferecemos a ela com o remédio de dormir dentro

– genial – falei

A idéia era boa, mas eu ainda estava fortemente preocupado, fui até a varanda, e os goblins estavam levando os corpos dos companheiros mortos, talvez para comer mais tarde ou simplesmente enterrar (duvido bastante que fossem enterrar) dei uma boa olhada neles, eram muitos, eu sei que eles não podem entrar, mas mesmo assim aquela grande quantidade me assustava bastante.

Voltei para a sala e alicia estava com a pedra da visão na mão, ela mexia num objeto de metal, uma espécie de óculos sem lente, ela encaixou a pedra no lugar das lentes, colocou no rosto, olhou para os lados e viu Albertos, ela não se assustou apenas sorriu, eu estava A cada dia mais intrigado e fascinado com a inteligência dela.

Fui à cozinha e Kimberlyn preparava um suco de goiaba, provavelmente para por mamãe para dormir. Altamir amolava sua pequena espada, e Alex tinha varias bolsas cheias de bolsinhas menores com extrato de tomate dentro.

– mamãe ta chegando- gritou alicia da sala

– rápido pessoal – falei- Altamir e Albertos vão para o quarto secreto rápido, Alex esconde esse extrato de tomate

E todos fizeram oque eu falei, Alex levou as bolsas de extrato de tomate para o quintal e Albertos guiou Altamir até o elevadorzinho e eles subiram. Corri junto com Kimberlyn para a varanda, mamãe passou com o carro pelo portão e seguiu pelo caminho de pedras, os goblins estavam cercando pouco a pouco o carro, eles iam machucar minha mãe, eu não posso deixar isso acontecer. Corri para fora das barreiras invisíveis passando entre os goblins que me viram passando e ficaram com cara de bobos, mas logo correram também atrás de mim. Cheguei ao carro e minha mãe frei ou o carro, e eu abri a porta do passageiro e entrei, um goblin tentou também entra no carro, mas ao fechar a porta bati bem na cara dele, oque deve ter causado um arranhão no carro.

– Kelvis oque está fazendo – falou minha mãe

– não tem tempo – falei – acelera

E com isso eu empurrei o pé dela pra baixo fazendo o carro acelerar, atropelado alguns goblins e se chocando com a parede de madeira da casa. BOOOW o carro agora havia batido fortemente com a parede, não foi uma boa idéia, mas agora estávamos dentro da barreira, a salvo.

Minha mãe me olhava com uma cara de quem ia me dar um soco, e por um minuto eu realmente achei que ela fosse me dar um soco, Kimberlyn e Alicia apareceram na varanda olhando assustadas para o carro quase enfiado na parede.

–oque droga acha que esta fazendo – gritou minha mãe- eu sei que não gosta da casa nova, e quer voltar para são Paulo

–mas nos não vamos voltar – continuou ela – nos vamos continuar morando aqui

– me desculpe – falei

Kimberlyn veio correndo com um copo numa mão, e uma jarra de suco na outra. Ela foi realmente rápida dessa vez, ela deu a volta pelo carro, e ofereceu a minha mãe um copo de suco e ela aceitou, bebeu enquanto me fitava fortemente.

Ela abriu a porta saiu do carro, caminhou e entrou na sala

– ela não vai lembrar-se de nada – disse Kimberlyn para mim através do vidro

Eu sai do carro que estava ainda no mesmo lugar, dei uma olhada nos goblins de plantão, então eu e Kimberlyn entramos de volta para casa.

Chegando La mamãe estava deita no sofá e dormia como um anjo, Albertos e Altamir olhavam um mapa velho da casa e Alex havia enchido sua mochila com bolsas cheias de extrato de tomate, o relógio marcavam 18:26.

– Albertos – chamei – oque você realmente planeja para esta noite?

Ele me olhou e respondeu

–estamos protegidos pelas fronteiras, mas ela não nos protegerá para sempre – disse ele

– e quanto aos elfos — perguntou Alex

–eles só virão ao alvorecer – respondeu Altamir – Cofuzos teme a noite

– vamos ver esses goblins – falou Albertos

Então todos se preparam, Altamir pegou sua espada de goblins, Kimberlyn colocou a aljava nas costas, Alex tinha algumas bombinhas de extrato de tomate nas mãos. Fomos todos andando até a varanda, ao nos ver os goblins gritaram e se agitaram, eles haviam formado umas espécies de barreiras com os corpos dos companheiros mortos (eu sabia que não iam enterrar).

Um dos goblins que era maior que os outros e usava roupas completas veio andando lentamente até nos, ele tinha músculos fortes e era do tamanho de Kimberlyn, era maior do que eu e que Altamir, ele usava uma espada maior do que a dos outros e ela não era fininha, era bastante afiada e grande, e seu rosto era muito feio e desfigurado, ele chegou até nos e com uma serena voz falou

– fiquem calmos eu venho em paz

– quem é você? – perguntou Kimberlyn

– meu nome é Barlak – disse ele- nos só queremos o livro, nos entreguem que deixaremos vocês viverem.

– ele está mentindo – falei

– o meu senhor Avarat disse que queria negociar- falou o goblin Barlak- vocês dão o livro e em troca ele os deixa viver e não fará mal nenhum a ninguém

– não é verdade -gritei – eu o ouvi falando que mataria todos – gritei no momento em que com muita raiva eu pulei com a espada em mãos para desferir um ataque contra ele,porém ele era rápido e forte, ele defendeu meu ataque facilmente e lançou minha espada no outro lado da varanda, me fazendo voltar as cambaleando.

– vocês escolheram morte – disse ele e voltou a sua tropa de goblins

Recolhi minha espada no chão, todos me olhavam com uma cara de “oque vamos fazer?”, mas eu realmente não sabia, não podíamos nos entregar assim, afinal somos os Martson.

– já sei – falei – Alex e Kimberlyn venham cá

Eles vieram e nos três entramos na sala, todos tinham um ar de preocupado, principalmente Kimberlyn

–precisamos do sofá – falei

– oque? – perguntou Kimberlyn

–o sofá – falei – vamos usá-lo como escudo

– ótima idéia – disse Alex

– péssima idéia – disse Kimberlyn

Mas mesmo Kimberlyn sabia que a idéia não era tão ruim, arrastamos o sofá maior, enquanto mamãe dormia no menor, levamos- o até a varanda, não era muito pesado. Os goblins olharam surpresos, porém não pareciam assustados.

–pedras – gritou Barlak o general dos goblins

E uns goblins do tipo menos burro atrás dos burros lançaram pedras, não eram pedras pequenas, eram tijolos e pedras de grande porte, cerca de 15 goblins arremessaram pedras contra a varanda. Eu me joguei atrás do sofá e Kimberlyn fez o mesmo, Alex entrou na sala correndo e Alicia usou um jarro de porcelana como escudo, as pedras chicotearam na varanda, quebrando vidros, jarros, enfeites, mas felizmente não acertou nenhum de nos.

Olhei para trás e percebi que eu poderia ter me livrado da bronca por bater o carro, mas não me livraria da bronca por os vidros da varanda terem sido quebrados a pedradas. Kimberlyn levantou e começou a disparar flechas contra os goblins, ela parecia bastante determinada, pois não estava errando nenhuma, Alex voltou correndo com bolsas de extrato de tomate na Mão, ele arremessava contra os goblins que queimavam ao tocar com a pele. Aquela pareci ser a melhor hora para contra-atacar.

Peguei algumas pedras no chão da varanda e disparei contra alguns goblins, errei quase todas, só acertei a cara de um goblin que ficou um tanto zonzo, Alex fazia uma verdadeira festa com as mini-bombas de extrato de tomates, e Alicia o ajudava pegando mais bolsas assim que acabava as deles, Altamir matava os goblins sempre que eles chegavam perto da barreira, eu já estava cansado de não fazer nada, puxei minha espada e corri para o lado de Altamir, ele me olhou e assentiu, e juntos nos pulamos para fora das barreiras.

Altamir lutava como um demônio, ele girava, perfurava e até decepava cabeça de alguns goblins, um goblin passou correndo ao meu lado em direção a Altamir, coloquei o pé e ele caiu, nesse momento enfiei a espada contra sua barriga e o goblin não se levantou mais, então comecei, mesmo sendo péssimo em espadas eu conseguia cortar alguns letal mente, e esmagar alguns crânios, enquanto Altamir dava um verdadeiro show com os goblins, mas depois de matar uma dúzia de goblins as coisas pioraram, talvez os goblins estivessem cansados de morrer e chamaram os menos burros, cerca de 4 goblins vieram ao nosso encontro, os pequeninos abriram caminho e não nos atacaram daí em diante, os quatro eram maiores e usavam espadas idênticas a de Altamir, dois vieram contra mim e dois a Altamir, eu não iria amarelar e fugir para as barreiras, eu precisava vencê-los para ser temido entre os goblins.

O primeiro desferiu um golpe contra mim, mas eu por sorte consegui defender com a espada, e logo em seguida desferi um golpe contra sua perna, ele não defendeu e o corte fora bastante profundo, ele soltou a espada e pôs a mão na perna , tentei atacar o segundo mas ele defendeu -se e nossas espadas chicotearam, nesse momento eu senti uma coisa quente sobre corpo, olhei para meus braços e estavam cobertos de uma coisa vermelha e pegajosa, eu cheirei e sim era extrato de tomate, Alex deveria ter me acertado, então entendi oque ele quis fazer me acertando com tomate.

O segundo goblin tentou me empurrar, mas no momento em que suas mãos tocaram minha pele, ele gritou e soltou sua espada, suas mãos estavam queimando e eu podia ver seus ossos e tendões da mão, aquela era a minha chance, enfiei a espada com toda minha força em seu crânio, ela entrou em sua cabeça descendo pelo pescoço e ficando presa em seu corpo, eu tentei puxar a espada de volta, mas ela estava realmente presa.

– Kelvis cuidado – gritou Alicia da varanda

Eu não entendi do que ela estava falando, eu já havia matado um goblin. Foi ai que senti a dor, olhei para meu ombro e tinha muito sangue saindo dele, e era meu o sangue, pulei para a frente e o goblin que eu havia ferido a perna estava de pé com a espada na mão, e me olhava com uma cara de “ eu vou te matar “ nesse momento eu não sabia oque fazer, olhei para Altamir e ele estava bastante ocupado lutando com um goblin restante, Alex e Alicia não podiam ajudar pois queimavam goblins pequenos, e Kimberlyn não acertaria daquela distância.

Eu não vou correr, não vou amarelar, olhei bem para o goblin, e ele era do meu tamanho, andei um pouco para trás e ele veio me seguindo a passos pequenos com a espada na mão. Dei mais uns passos e tropecei em algo, olhei e era um galho de madeira, não era muito grande nem pontiagudo, para falar a verdade era um pedaço do cabo de vassoura que Kimberlyn havia usado para acertar a cabeça de um goblin hoje mais cedo, eu o peguei, tinha cerca de 40 centímetros e não tinha ponta, o goblin correu em minha direção com a espada em mãos, eu pulei para o lado e no momento em que ele atacou com a espada eu coloquei o pedaço de cabo de vassoura na frente, e a espada do goblin ficou presa nele. Soltei a madeira e dei um chute no goblin, um chute bem no lugar onde eu havia dado uma espadada antes, isso deve ter causado muita dor pois ele gritou, e ficou quase de joelhos, dei outro chute nele e esse acertou a lateral direita da cabeça próximo a orelha, ele caiu mas estava já para se levantar.

– peguem ele – gritou a voz de Barlak atrás de mim, e ao me virar vi que uma dúzia de goblins pequenos e burros vinham correndo em minha direção

Eu não tive outra opção senão correr, eu corri como uma lebre em direção a varanda, passei pelo corpo do goblin que eu havia vencido antes e puxei a espada, ela ainda estava encravada em seu corpo e por isso ele veio junto comigo, eu pude ver Altamir ao meu lado cravando sua espada de goblin na barriga do seu inimigo e correu de volta para a varanda, eu cheguei logo atrás dele, o corpo do goblin que eu estava arrastando bateu na barreira e voltou, dessa forma minha espada se soltou dele e veio junto comigo. Com toda a adrenalina eu quiquei com a parede e bati a cabeça, mas eu não ligava, pelo menos estava vivo, olhei para meu ombro que ainda sangrava, mas não doía, pois meu sangue estava quente.

Todos olharam para mim e para o meu ombro, Kimberlyn estava com a boca aberta.

– Kelvis o seu ombro – disse Alicia

– não é nada – falei

– você precisa de cuidados-disse Alex

– descanse amigo –disse Altamir – nos cuidamos das coisas por enquanto

– venha comigo Kelvis – disse Kimberlyn – vamos ver esse ombro

Olhei bem para todos, Alicia que usava um óculos com pedra da visão e sorria enquanto seus cabelos loiros eram levados pelo vento , Alex que segurava mini-bombas de extrato de tomate, Altamir que soava confiante apesar de estar desarmado, até Albertos parecia ter pena de mim. Me levantei e fui com Kimberlyn, entramos na sala e mamãe dormia como um anjo, passamos pela cozinha e subimos as escadas até o quarto de Kimberlyn, entramos e ela tirou gaze e esparadrapo duma gaveta, e depois tirou um pouco de mertiolate e uma garrafa d’água de outra gaveta.

– isso pode arder um pouco – disse ela e derramou água em meu ferimento, um pouco nada ardeu pra caramba.

Kimberlyn limpou o sangue do meu ombro e olhou

– o corte não é profundo – disse ela – e mais um arranhão, você tem sorte daquele goblin ser burro

– muita sorte – falei

Ela passou mertiolate, nem doeu ou ardeu, na verdade não fez nada, logo depois Kimberlyn enfaixou meu ombro com gaze, passando- a pelas minhas axilas e fazendo um curativo, e prendendo- o com gaze

– pronto – disse ela

– obrigado – falei

– toma mais cuidado na próxima – disse ela rindo

– eu não esperava me meter em uma mini guerra – falei rindo

Fui me levantando e Kimberlyn me repreendeu

– ei, ei, ei – falou ela

– oque foi?- perguntei

– aonde pensa que vai? – perguntou ela

– não espera que eu fique aqui deitado enquanto vocês se divertem – resmunguei

–você precisa de repouso – disse ela – tire um cochilo estará bem melhor quando acordar

Depois disso ela saiu e eu fiquei em sua cama, por sorte o quarto dela tinha uma suíte. Tomei um banho, eu não podia ir dormir sujo de “terra, sangue de goblin, extrato de tomate, sangue de humano, suor” fiquei bastante aliviado depois do banho. vesti roupas novas no meu quarto que consistiam em uma calça e uma camisa verde sem mangas, e voltei ao quarto de Kimberlyn já que La a cama era bem mais confortável, me deitei, ajeitei o travesseiro, depois disso eu dormi.

Sonhei com goblins e elfos jogando cartas, sem duvidas o sonho mais louco da minha vida.