As aventuras dos Martson's

5 O maravilhoso mundo dos elfos


Notas iniciais
Neste capitulo Kelvis Martson junto com sua irmã e seu novo amigo gnomo iram uma especie de cidade habitada por elfos para pedir ajuda aos elfos em relação aos goblins que rondeiam sua casa em busca do livro

Nós preparávamos psicologicamente com tudo que já havia ocorrido primeiro eu encontro um Gnomo, depois minha irmã é atacada por goblins, e agora estamos cercados e um gnomo maluco quer que arrisquemos nossas vidas em busca de seres chamados de elfos. Estávamos agora nesse exato momento discutindo oque iríamos fazer, e tentando nos acalmar. Kimberlyn estava ao meu lado no sofá e Alex e Albertos no outro, e Kimberlyn havia posto Alicia para dormir, seria melhor para ela.

– então será assim – falou Albertos – Kelvis, Kimberlyn e eu iremos, Alex fica e cuida da pequena

– ótima idéia – falou Alex

–prestem atenção – disse seriamente Albertos – o caminho é curto e sorrateiro

– sorrateiro? – perguntou Kimberlyn com medo

– os elfos são amigos, vocês não devem falar olhar, encarar, cheirar, ou conversar com nenhum – disse Albertos

– então por quê estamos indo ?- perguntei

– serão minha escolta particular – disse Albertos

– seu anãozinho folgado – falou Kimberlyn

– gnomo – corrigiu Albertos

– e quanto aos goblins? – perguntou Alex

– por isso preciso de uma escolta – disse Albertos

– não parece uma boa idéia – disse Alex

– claro que não é uma boa idéia – não sei por que estamos dando ouvidos a esse bichinho doido- falou Kimberlyn

– tem uma idéia melhor então? – perguntei

Ela ficou calada...

– fazemos assim – disse Albertos – o menino Alex amostra o livro a eles, e isso chamara a atenção dos goblins por um tempo, e durante esse tempo eu,e os outros dois corremos para o bosque, alguma duvida ?

– e se eles nos virem – perguntei

– bem, nesse caso nos morremos – esclareceu Albertos

–muito convincente – falei

– são 14:30 agora – falou Alex

– a mamãe chega às 18h — disse Kimberlyn

– então não temos muito tempo – falei

– então fechou – disse Alex- vocês vão pelo fundo e eu os atraio para a frente

– a primeira arvore dos elfos fica a 1 km e meio – informou Albertos

– então vamos La – falei

– se nos morrermos eu juro que te mato Kelvis- disse Kimberlyn

– mas afinal de contas oque vamos fazer quando chegarmos La? – perguntei

– vocês não farão nada – disse Albertos – deixem que eu convença os elfos das arvores a espantar os goblins

– e se eles não forem? –perguntei

–bem nesse caso vocês, eu e todas as forças do bem terão um problema – disse Albertos

– então vamos logo — falei

Eu não estava 100 % seguro disso, mas parecia ser a única maneira de espantar uma turma de goblins que rodeavam minha casa, não completei nem um dia na vizinhança e já tenho uma legião de fãs na porta de casa, que querem me matar.

Eu, Kimberlyn e Albertos seguimos para a varanda dos fundos, enquanto Alex ia para a da frente, ele mostrava o falso livro que eu havia deixado para ele, oque atraiu todos os goblins que haviam ali para a frente, deixando o caminho dos fundos livre. Dei uma ultima olhada para Alex que gritava algo como “ei seus merdas, querem tanto o livro, então venham pegar“, respirei fundo e ajeitei o livro atrás da bainha da espada, estava seguro, não iria cair, eu realmente queria ter deixado ele a salvo em casa, mas prefiro Le valo comigo.

– então vamos La – falei

E juntos eu, Kimberlyn e o pequeno Albertos saímos das barreiras que nos protegiam do perigo.

Entramos no bosque e não vi nenhum sinal de goblins, Albertos estava no ombro de Kimberlyn e ia guiando-a na medida em que corríamos, passávamos por vários tipos de arvores, e ainda não havia nenhum sinal de perigo, se continuasse assim estaria tudo bem. Paramos numa parte da floresta que consistia em um terreno plano com arvores que pareciam coqueiros, Albertos olhava freneticamente para a frente como se visse algo, ele virou para mim com uma cara de espanto e falou somente com os lábios e eu entendi oque ele quis dizer “ se esconda “ e depois disso ele e Kimberlyn foram para trás de uma arvore grande, e eu fiquei atrás de um coqueiro.

Esperamos por algo que fosse vir pela nossa frente, mas nada aparece, eu me cansei e sai de trás do coqueiro. Não havia nada a não ser mato baixo e arvores, olhei para Albertos e Kimberlyn que estavam no mesmo lugar, Alberto acenava, sapateava e gritava sem voz para eu sair dali, mas eu não via problema. Eis que vejo, ou melhor, ouço o problema, escuto um simples barulho de galhos e folhas secas se quebrando, me abaixei por impulso e me joguei numas folhas secas, por sorte fiquei completamente coberto, tirei um pouco de folhas de forma que apenas parte do meu rosto ficasse fora, porém disfarçado.

E por nos passaram cerca de 10 Goblins, um maior ia na frente guiando os outros que eram mais burros, eles só podiam está indo a um só lugar: minha casa , a minha vontade era de acabar com aquelas merdas, mesmo eu sem saber usar espada eu queria tanto, mas sei que não adiantaria, primeiro que eles são muitos e segundo que ganhei uma espada a menos de uma hora e mau sei usar.

Passaram rapidamente da mesma forma que chegaram me levantei das folhas e me limpei, Kimberlyn e Albertos saíram de trás da arvore.

– você está tentando se matar? –perguntou Albertos

– não é que eu só...

– não repita isso, os elfos não estão longe – falou Albertos

Continuamos caminhando tranquilamente, ninguém dizia uma só palavra. Não demorou muito até vermos a luz que iluminava a floresta, e a maravilhosa musica que vinha de dentro de uma arvore, eu não acreditava no que via, na verdade acreditava sim, uma arvore enorme, acho que do tamanho da minha casa só de largura. Era enorme e muito bonita, criaturas do meu tamanho passavam pra La e pra Ca, eram todas brancas como flocos de neve e tinham orelhas pontudas e cabelos perfeitamente lisos , eu os reconheci do guia de campo, eram os elfos. A arvore tinha um cheiro bom, cheiro de algo quente sendo preparado, algo que eu nunca antes havia cheirado, todos estavam em pura harmonia, haviam pequenos Ca sebes entre os galhos que eram muito resistentes, elfos entravam e saiam das casinhas nos galhos e alguns usavam tirolesas para irem de galhos a outros da arvore que por si era gigantesca, para ser honesto não sei como não vi ela da estrada, mas a arvore era tão grandiosa e luminosa que eu acho que nenhum humano comum possa vela, por isso eu não havia visto- a antes. Guardas guardavam os galhos mais baixos, a maioria deles tinham espadas que ficavam nas costas iguais a minha, e outros que ficavam no chão cultivavam frutos, vegetais e legumes da terra, sem duvidas uma civilização perfeita e bela.

– terra chamando Kelvis- disse a voz de Kimberlyn ao meu lado, ela sorria como boba, também estava maravilhada com a chamada “arvore”

– alguém me belisca, pois eu devo estar sonhando – falei brincando, eu e Kimberlyn rimos

– tudo bem tudo bem, os humanos ficam caladinhos enquanto o gnomo aqui cuida da situação

– tudo bem – eu e Kimberlyn falamos em uníssono

Albertos desceu do ombro de Kimberlyn e caminhou até os guardas, ele falou com eles algumas coisas, mas nos não pudemos ouvir, depois de um tempo, ele fez um sinal para o seguirmos.

Chegamos ao começo da arvore, Albertos entrou num buraco na madeira conosco e com mais 2 elfos, os elfos eram fortes e ágeis, mas eram bastante baixinhos, muitos tinham apenas 1: 20 Alguns passavam disso, dentro do buraco havia uma espécie de tochas, e uma escadaria de madeira pura que subia, fomos subindo e o cheiro que eu não reconhecia e agora já era o meu cheiro preferido continuava, Albertos voltou ao ombro de Kimberlyn, talvez por cansaço ou por que ele tinha o tamanho dos degraus de madeira e tinha que escalar cada um deles para subir, Albertos falou algo com os elfos e eles entraram em outro buraco e nos ficamos numa espécie de corredor, que no final tinha um buraco que dava para o bosque ( uma espécie de janela ) .

– eles vão chamar o superior deles – informou Albertos

– e oque nós vamos falar? – perguntou Kimberlyn

– vocês não sabem a língua dos elfos – disse Albertos – então não vão falar absolutamente nada

E antes que eu pudesse falar algo os 2 elfos retornaram, com outro elfo que usava um manto azulado, uma espécie de casaco, só não entendo porque, já que pelo que eu percebi no estado de Sergipe não há calor... há apenas uma amostra grátis da temperatura do inferno.

– olá senhor Cofuzos – disse Albertos

– olá pequeno gnomo, em linguagem élfica por favor – pediu o elfo superior que se chamava Cofuzos, ele tinha os cabelos maiores que a maioria dos elfos, e mais sedosos e brilhantes, eles eram loiros brilhantes, ele não era muito alto, tinha o tamanho aproximado de um elfo comum.

–quae causa inducat hic parva? – perguntou Cofuzos

– a magnus mess involving cobali – respondeu Albertos

–odio cobali ! quae subitis? –perguntou Cofuzos

– Joseph domum, cobali circumfluae libri in limitibus aggeribusque – respondeu Albertos

–hoc sit malas, malas valde – respondeu Cofuzos preocupado

Eu não agüentava mais ver aqueles malucos conversando, fiz um sinal para Kimberlyn para nos descermos, e ele fez que sim. Descemos da arvore pelas escadas, agora estávamos em frente a portaria, esperando por Albertos.

– oque você acha que eles estão discutindo? — perguntei

– algo sobre goblins, perigo essas coisas que estão me enlouquecendo – respondeu ela

– não agüento mais ficar aqui esperando por aquele gigante – falei, Kimberlyn riu

– oque você pretende fazer? – perguntou ela – sair “explorando o bosque “ ?

– Kimberlyn você é genial – falei – eu volto em 10 minutos

– você está brincando? – perguntou ela

– não – respondi e sai correndo dali, Kimberlyn gritou por meu nome, mas se conheço bem ela, a mesma não viria atrás de mim, é mais provável que ela conte tudo a Albertos e diga que estou louco.

Eu só queria respirar um ar livre, não havia nenhum motivo aparente para se sair numa selva repleta de seres que querem te matar e te roubar, mas enfim eu quero ver um pouco do bosque, testar minha nova forma de ver o mundo, quero ver como José laranjeira viu, quero ver fadas, serenas. Enfim eu quero conhecer o maravilhoso novo mundo.

Primeiramente eu corri bastante, até chegar numa área mais afastada da floresta, eu não havia encontrado nenhuma criatura mágica, e nem queria mais encontrar, a parte sombria da floresta que eu estava era um pouco afastada, era mais escura pois as arvores eram mais altas, dessa forma a luz do sol não passava muito das folhas. Eu tinha sempre uma sensação de estar sendo observado, nesse momento eu sentia medo, mas eu ainda queria ver uma fada ou morcego gigante, estava tudo no guia de campo, eu o trouxe para isso, para estudar e dar continuação por onde José laranjeira parou.

Caminhei sem rumo pela floresta por uns minutos, que pareceram horas, eu já estava preocupado em encontrar o caminho de volta, mas devo me preocupar com isso depois, agora eu só queria achar uma fada e de preferência viva.

Cheguei numa parte da floresta que era como se fosse noite, era escura e tenebrosa, a essa altura eu já estava bastante assustado, e o susto maior mesmo veio ao ouvir a primeira gargalhada.

– HAHAHA – uma gargalhada soou de algum lugar próximo.

– a próxima é aqui – disse uma voz rouca e grossa

Segui o som das vozes e vi uma pequena luz atrás de uma rocha, parecia fogo, subi na rocha até a metade, olhei no outro lado e vi dezenas de goblins, mas não eram simples goblins, eram diferentes, esses eram maiores e tinham espadas, alguns usavam chapéus e outros assavam carne numa fogueira. Tinham cerca de 15 a 20 goblins ali, eu percebi que um deles vinha pegar madeira, talvez para acender mais a fogueira, o problema é que ele vinha totalmente em minha direção, eu não sabia oque fazer, de cima da arvore eu passei para um grosso galho de arvore e me esgueirei até seu tronco, o goblin passou direto pela pedra e foi realmente pegar gravetos pelo chão.

Encima da arvore eu vi o mini-acampamento deles, não era muito grande, tinha uma grande fogueira n centro onde assavam carnes (que eu desconfiava que fossem de outros goblins) e bebiam um liquido loucamente, uma espécie de bebida, eles bebiam em folhas grandes, usando- as como copos.

Me esgueirei mais pelo tronco para ter uma melhor visão dos goblins, eu precisava sair dali, e rápido, eu tinha tudo para me dar mal, e o pior é que com minha idiotice eu fui trazer o guia comigo, exatamente oque eles querem o guia, topei em minhas costas, e minha espada estava La, e o guia logo abaixo dela na bainha que servia tanto para espada como para levar bugigangas, eu poderia tentar a sorte com eles, mas até para mim isso parece burrice. Eu tinha mais uma esperança, podia tentar escalar o tronco todo até a copa da arvore, e de La procuraria a arvore dos elfos, não sei se é bem uma boa idéia, eu provavelmente iria cair.

Passei para outro galho só pra ter certeza que não iam me ver, quando me batei de costas com alguma coisa solida, que foi para trás e voltou me virei e havia atrás de mim uma gaiola, não uma gaiola comum, e sim uma gaiola de madeira tamanho família, grande o suficiente para alguém do meu tamanho ou maior, não pude conter o susto ao perceber que havia algo dentro da gaiola.

– é agora que eu morro? – perguntou uma voz de dentro da gaiola, a voz tinha um sotaque estranho, me lembrava bastante a voz de Cofuzos.

–quem está ai? – perguntei sussurrando

– meu nome é Altamir- disse a voz

– você é um elfo — falei

–sim – respondeu o elfo- é agora que eu morro?

–você não vai morrer – falei

– e você quem é? – perguntou o elfo Altamir

–meu nome é Kelvis Martson – respondi

– você é humano – disse ele

– fica quietinho ai que vou te soltar – falei

Então os goblins resolveram dar à louca, e todos se levantaram e começaram a gritar, não um grito normal, uma espécie de grito de guerra.

– Avarat, Avarat, Avarat – gritavam todos, enquanto um deles estava deitado no centro do mini-acampamento, e todos o rodeavam e gritavam em triunfo.