As aventuras dos Martson's

13 Nós destruímos uma van


Notas iniciais
nesse capítulo de "As aventuras dos Martson's" Kelvis Martson junto com sua irmã Kimberlyn e seu amigo Altamir vão ir até a cidade de Salgado em busca de Grandhir um amigo de José Laranjeira, e no caminho terão de enfrentar vários goblins sedentos por sangue.

Kimberlyn havia preparado uma mochila, com: duas garrafas d’água de 1 litro, um quilo de sal, uma lanterninha e 25,00R$ em dinheiro. Pretendíamos pegar um ônibus para salgado, eu estava em duvida sobre uma coisa, será que as pessoas veriam Altamir? Porque tipo ele é um elfo, e as pessoas não beberam sangue de goblin, dessa forma não podem velo mas ele ficaria tipo invisível? É uma coisa que vou descobrir em breve, mas por precaução Kimberlyn levava também uma touca para ele, caso precisasse cobrir as orelhas de elfo. Em minha bainha/mochila eu levava minha espada, celular e o endereço do tal cara. Estávamos agora nós despedindo de Alex e Alicia.

Kimberlyn se despediu de Alicia com um abraço e Alex apertou minha mão

– até nunca mais Kelvis – disse ele

– não fala assim que é estranho – falei e comecei a rir, nesse momento eu e Alex caímos na gargalhada

– são 14:12 –disse Kimberlyn – mamãe chega as 18:00, precisamos ser rápidos

– certo vamos logo – falei

Fomos todos até a varanda com exceção de Albertos, sinceramente eu não sei onde ele estava. Aestas parecia ter realmente gostado da gente, em especial de Alex, eu pensei que ele já tivesse voado embora mas ele estava só na varanda cochilando. Pra falar a verdade eu não me incomodo nem um pouco com Aestas ali, ele já salvou minha vida, fora que os goblins tem medo dele e por isso não tinha quase nenhum nos vigiando. Altamir estava bem melhor, parecia nem estar preocupado com os elfos na arvore, mas eu sei que ele deve estar.

– vamos logo para voltarmos logo – disse Kimberlyn e eu e Altamir concordamos

Seguimos em fila única pelo caminho de pedras, Altamir ia à frente seguidos por eu e Kimberlyn, chegamos até o portão que estava aberto com o cadeado no chão, Kimberlyn colocou o cadeado no portão, mas não trancou. Continuamos andando pela rua e fomos passando pelas outras casas/chácaras, quando passávamos pela terceira eu olhei bem para ela, era uma casa parecida com a nossa, parecia menor e tinha muitas arvores em seu redor, também um pequeno lago a esquerda da casa e muito mato, mais ainda que a nossa. Seguimos reto e finalmente chegamos à estrada de chão onde estava a placa onde se lia “você está deixando as moendas” de um lado, e: “ bem vindo as moendas” do outro. Moendas é tipo um bairro onde eu moro, um bairro com apenas uma rua, 10 casas e só uma é habitada. No meio da estrada de chão há uns 100 metros vinha vindo um carro, não bem um carro era uma van onde se lia “Salgado” e vinha em vindo, ou seja teria que passar por nós.

– acho que em vez de ônibus aqui usam vans – falou Kimberlyn

– deve ser – falei

– oque é ônibus e van? – perguntou Altamir

Kimberlyn entregou a toca para Altamir e ele colocou na cabeça literalmente toda, ficou parecendo àqueles assaltantes de banco, passou um tempo e ele colocou do jeito normal. A van ia chegando mais próxima e Kimberlyn estendeu a mão dando sinal para que ela parasse. A van parou e um velho dirigia, era barbudo com um boné mais sujo que o chão em que pisávamos.

– atrás deles – gritou uma voz atrás de nós.

Me virei e vários goblins do tipo burro vinham correndo com um mentor do tipo menos burro atrás, era o mesmo em que eu havia pregado uma peça no dia anterior.

– vamos rápido — falei

Kimberlyn se apressou e entrou na van e Altamir seguiu ela, o velho pareceu nem reparar em nossas armas mortais, o velho pegou um litro de “pedra 90” e deu duas goladas na maior calma possível, e os goblins ainda vinham a todo vapor, entrei e fechei a porta da van.

– dirige – gritei pra ele

Ele olhou para mim com um ar de bêbado e disse:

– vai pra salgado é?

–BOW – um goblin se chocou com a porta da van.

– rápido vai – falei para ele

Ele não estava entendendo nada da situação e girou a chave da van e o motor bufou e a van andou para frente. Finalmente estávamos em movimento, bem lentos mas estávamos indo, Kimberlyn e Altamir estavam acomodados nos bancos e eu quebrava a cabeça com o motorista para ele ir mais rápido.

Derrepente o vidro de trás explodiu em milhões de pedaços e um goblin entrou na van arranhando os bancos de trás e babando tudo. Altamir foi rápido e puxou seu machadinho e atacou a cabeça do goblin com força e o machado entrou e ele puxou novamente, o goblin caiu morto no banco, mas outro tomou seu lugar.

– oque diabos está acontecendo ai atrás? – perguntou o motorista indignado

– senhor não pergunta só acelera – falei

Altamir acertou o goblin, e novamente outro tomou seu lugar, senti uns passos no teto levemente, devia ter um encima do teto. O motorista acelerou aos poucos e parecia que ia nós mandar descer a qualquer momento. Escutei o som de arranhões vindos do teto, sim tinha um goblin la, não pensei duas vezes, puxei minha espada e a enfiei no teto acima de mim com toda força possível. A espada atravessou o teto da van como se ele fosse feito de papelão, acertou o goblin e o seu sangue verde escorreu pela lamina.

Outro goblin estava pendurado na porta da van ao meu lado, forçando a entrada pelo vidro da janela, ataquei com a espada que se chocou com a janela e com o goblin, o vidro da janela da porta explodiu e os pedaços voaram para todo lado, o goblin sofreu um corte profundo na barriga e caiu da van em movimento. Olhei para trás e Kimberlyn acertava os goblins que botavam a cabeça na janela dos fundos com uma flecha que ela segurava na mão e usava como faca, e Altamir decepava o Maximo de goblins que conseguia, eles tinham arrancado o banco de trás e feito em pedaços, sinceramente eu não sei se foi Kimberlyn e Altamir ou os goblins, talvez os dois.

O motorista olhou para trás e conteve o grito, ele parecia estar bem bêbado e assustado.

– senhor escute – falei – precisa acreditar em mim, essa van está infestada de criaturas chamadas goblins, e elas vão nos matar senão nos defendermos.

– você é louco – disse ele

Nesse momento um goblin teve a brilhante idéia de pular em frente a van em movimento, e ele se chocou com o vidro dianteiro e bolou para o lado, deixando um rastro de sangue verde no vidro, bem na frente do motorista bêbado.

– oque está acontecendo? – gritou ele

– eu falei – respondi- são seres que querem nos matar, se o senhor não parar eles nos matam

O velho olhou para mim quase como se realmente acreditasse.

– POOOK –um som foi ouvido da parte traseira esquerda da van

– o pneu estourou – gritou o velho para mim

– o senhor não pode parar continue – falei

E ele realmente não diminuiu. Então o teto da van começou a ser rasgado como se fosse papel por garras afiadas, e vários goblins pularam para dentro, um deles caiu na mira certa de minha espada e eu cortei suas pernas, outro avançou contra Kimberlyn e ela enfiou a flecha na testa do goblin. Um terceiro goblin tentou me morder, eu coloquei a minha espada entre eu e ele, e ele mordeu a lamina de minha espada, mordeu com tanta força que seus dentes quebraram quanto se chocaram com a lamina esverdeada, que logo foi queimando o interior de sua boca, eu empurrei a espada que entrou na boca do goblin e saiu na parte traseira da cabeça. Tinha muito sangue nos bancos, chão e lataria do veiculo, devíamos estar chegando em salgado.

Altamir arremessou um goblin pela janela lateral direita, quebrando o vidro e mandando o goblin para bem longe. Kimberlyn gostou da idéia e empurrou um goblin com os pés que caiu no lado de fora e quicou com a estrada. Tentei acertar a cabeça de outro goblin com minha espada, mas errei e acertei o chão da van, a espada entrou e cortou o chão da van, uma fumaça branca escapou do buraco e a van foi perdendo força.

– opa – falei

– boa só faltava essa – disse Kimberlyn com ironia

O goblin pulou contra mim e eu acertei um soco na boca dele, oque não foi la uma boa idéia, meu punho acertou os dentes dele, oque fez um corte em minha mão direita, mas em compensação o goblin caiu para trás, e logo em seguida enfiei a espada em sua barriga.

Eu já podia ver a placa de “bem vindo a salgado” ao longe, e aos poucos a van foi parando até estar praticamente parada na estrada, não tinha nenhum goblin vivo na van, mas também quase não tinha van. Todos os vidros estavam quebrados com exceção do da frente, esse estava apenas manchado, os bancos eram apenas pedaços de banco espalhados por toda parte, o teto estava praticamente aberto e o chão tinha um buraco que saia fumaça, fora todo o sangue de goblin espalhado por todo veiculo.

O motorista tinha as duas mãos na cabeça e parecia chorar, Kimberlyn passou por mim e tentou abrir a porta, quando ela tentou fazer isso a porta não só abriu como também caiu para fora e ficou no chão, Kimberlyn desceu e Altamir foi logo atrás dela, Kimberlyn jogou uma nota de 20 reais para o motorista e eu desci da van.

– isso não é certo – falei

–não temos culpa – disse Kimberlyn – agora vamos rápido, antes que venham mais

Então eu, Kimberlyn e Altamir corremos em direção a cidade de salgado. A entrada para a rua principal não era nada demais, uns carros buzinando pra la e para cá, e também era dia de feira e no centro da pequena cidade de interior estava uma verdadeira muvuca, eu não conseguia pensar no pobre velho da van, eu ainda acho que teve uma pitada de culpa nossa naquilo tudo, mas pelo menos ninguém se machucou serio.

– vamos passar por dentro a feira e virar na rua do gogó gelado- disse Kimberlyn enquanto se localizava pelo Google maps no celular

– não seria melhor irmos pela rua principal? – perguntei

– não – respondeu ela – a rua principal fica o hospital da cidade, e é la que mamãe trabalha, não podemos correr o risco dela ver a gente

– e também podemos comer um pastelzinho na feira – falei sorrindo

– oque é pastel? – perguntou Altamir

Kimberlyn hesitou um pouco mas sorriu por fim

– ta nós merecemos uns pasteis

Depois disso nós entramos na feira e demos a volta na rua principal, a feira era animada e grande, tinha exposições de capoeira, carnes,frutas,legumes e qualquer coisa que você possa imaginar de interior, paramos numa banca de pasteis que ficava no meio da feira, Kimberlyn ainda tinha 5 reais, pagou 3 pasteis e 2 caldos de cana, Altamir amou o pastel e caldo de cana, comia e saboreava bastante. Depois disso seguimos reto pela rua do banco principal e dobramos a esquina na rua do gogó gelado e descemos reto até virarmos a esquerda na Avenida Josias de carvalho, era uma rua imensa de com arvores em quase todas as casas.

– é essa a rua? – perguntou Altamir

– sim – falei

– qual o numero da casa mesmo? – perguntou Kimberlyn

Olhei o endereço mais uma vez e guardei no bolso.

– numero 428, tratar com Grandhir

– eu fico me perguntando quem será esse Grandhir – disse Altamir

– provavelmente um velho louco – disse Kimberlyn rindo

– eu e Altamir vamos por esse lado – falei apontando para o lado da sombra – e você...

– nem pensar – me interrompeu Kimberlyn – eu vou pelo lado da sombra

– tudo bem – falei

Depois disso fomos andando normalmente, Kimberlyn pelo lado esquerdo da sombra, procurando a casa de numero 428, e eu e Altamir pelo lado direito procurando-a também, Altamir falava sobre o quão havia gostado de comer pastel e destruir uma van.

– peguem a garota – gritou uma voz rouca,

Eu já imaginava oque era: goblins. Me virei e estava certo, 5 goblins do tipo menos burro estavam atrás de Kimberlyn, eles não deveriam ter visto eu e Altamir, oque era bom. Kimberlyn começou a correr pela calçada e eles seguiram em disparada atrás dela, eles usavam roupinhas pequenas e tinha espadas finas nas mãos.

Altamir olhou para mim e eu fiz que sim com a cabeça, puxei minha espada e ele retirou o machado da cintura, fomos atravessando a rua, não havia um único carro, e por sorte nem um pé de pessoa na rua.

– EI – gritei – porque não mechem com alguém do seu tamanho

Os goblins se viraram e viram eu e Altamir, dois continuaram atrás de Kimberlyn e três se entregaram contra nós.

– quem matar mais rápido faz mais pontos – falei para Altamir

– eu não vou deixar você ganhar – respondeu ele

Altamir correu a minha frente e um goblin com uma boina francesa se dirigiu a ele, e eu fiquei a observar os métodos de luta do elfo Altamir. Ele girou o machado e tirou uma barra de ferro de 30cm do cinto da onde também guardava o machado, ele esperou o goblin atacar primeiro e quando o goblin atacou ele pôs a barra de ferro entre ele e o goblin, a barra de ferro aparou o ataque do goblin e com o machado ele acertou o braço do goblin, não decepou o braço do goblin mas foi profundo e forte o suficiente para atingir o osso e fazer o goblin soltar a espada. Depois disso eu não sei, pois um goblin com espada e chapéu de cowboy veio em minha direção, me adiantei e direcionei a espada sobre sua cabeça, ele aparou o golpe e eu puxei a espada, ele foi rápido e desceu a espada tentando acertar minhas pernas, pulei para o lado e esperei ele vir. Bem no combate corpo a corpo só existe uma regra: não há regras, ele atacou minha lateral esquerda e eu coloquei minha espada entre nós, quando as espadas se chocaram eu soltei a espada e pulei em direção a ele e o empurrei com força, ele caiu e eu peguei minha espada rápido, me virei e ele já ia se levantando, acertei a espada contra sua cabeça sem dó, e o goblin caiu em vida no chão. Me levantei rapidamente e Altamir já havia derrotado o primeiro goblin abrindo sua barriga, e agora tentava ferir o segundo, caminhei sorrateiramente, por trás do goblin, e perfurei suas costas com minha espada, o goblin parou de lutar com Altamir e soltou a espada no chão, Altamir acertou o rosto do goblin com o machado e o sangue voou bem longe, e o goblin caiu para frente.

– esse ponto conta para mim — disse Altamir rindo

Só então me lembrei de Kimberlyn

– Kimberlyn – falei

E começamos a correr na direção em que ela correu, encontramo-la mais a frente cercada por dois goblins, ela estava com uma flecha numa mão, e um punhado de sal na outra, quando o primeiro goblin se aproximou ela jogou sal na cara dele, foi apenas questão de tempo e o goblin gritou com a mão no rosto. Corremos por trás do goblin, Altamir chegou primeiro que eu e acertou com o machado no ombro direito do goblin, e logo em seguida o esquerdo. Já o goblin cego era meu, resolvi imitar um pouco daqueles filmes asiáticos de kung fu, cheguei perto dele e chutei sua barriga com força, ele caiu de lado gemendo de dor. Me abaixei em seu ouvido e falei:

– isso é pelos elfos da arvore

E com minha espada esverdeada eu decepei o goblin cego, enquanto isso Kimberlyn e Altamir já haviam feito picadinho do outro coitado. Altamir olhou para o lado e Kimberlyn abafou um grito, eu me virei também e vários goblins, e sapos gigantescos vinham em nossa direção, sem exagero nada menos que 30 no total, vinham de todos os lados da avenida. Não sei como ninguém via eles, alias não tinha ninguém passando.

– e agora? – perguntou Kimberlyn

– parece um fim trágico –falei

E eles foram nos cercando e cada vez mais perto, quando eles estavam realmente perto e iam nós matar aconteceu uma coisa que eu não esperava que acontecesse.

Atrás de nós os portões da garagem de uma casa se abriram, e varias flechas voaram em direção aos monstros, olhei para o numero da casa e era 428. Mesmo com as flechas os goblins e sapos eram insaciáveis, quando uma voz suave e alta falou.

– entrem , confiem em mim

Nós três nos viramos e uma figura nos esperava dentro da garagem, la estava escuro e eu não podia ver bem como era.

– entrem rápido – disse a silhueta de uma pessoa – eu sou Grandhir

E então nos entramos e os portões se fecharam atrás de nós.