As aventuras dos Martson's
4 Meu encontro nada agradável com os goblins
Notas iniciais
Eu estava surtando, primeiro você descobre a existência de um amigável gnomo, e logo depois você descobre a existência de criaturas chamadas goblins que querem te matar, ótimo. Ficamos um tempo olhando para eles que ainda estavam na entrada do bosque, e sempre que um deles tentava entrar ele simplesmente quicava no nada e voltava. Aos poucos vinha vindo mais e mais do bosque, tinha da cor laranja, verde, e até meio amarelado, todos pareciam sapos, mas com orelhas grandes e do tamanho de um cachorro.
– o seu nome – falei me direcionando para o gnomo – é Albertos
– sim – disse ele tristemente- Lucia e José chamavam-me assim, mas depois que foram embora eu fiquei sozinho por anos e anos
– agora você tem a gente – disse Alex
Mas então a casa caiu, por que nos três vimos Kimberlyn, com uma vassoura na Mao saindo do bosque, e sim ela estava fora das barreiras. Os goblins ficaram invisíveis para cercar ela.
– Kim corre – gritou Alex
– corre, corre rápido- gritei, mas ela não nos deu atenção
Mas um dos goblins arranhou a perna dela, nos não vimos ele, vimos somente o arranhão se formando em Kimberlyn e ela gritou
– corre- gritou Alex- você está cercada de criaturinhas chamadas goblins
Mas Kimberlyn era teimosa, ela não correu, só começou a dar vassouradas no ar, como se quisesse acertar algo.
– eles são baixinhos – gritou Alex – mira abaixo dos joelhos
– Dez horas – gritei
E ela entendeu e girou a vassoura num ângulo baixo que simbolizava às 10 horas no relógio, e ela acertou em algum goblins, pois o cabo da vassoura quebrou, e ficou com uma parte pontiaguda.
– use isto- disse o gnomo Albertos ao meu lado, olhei para ele e ele tinha uma pedra na Mão
Eu estiquei a Mão para jogar a pedra.
– não moleque burro – gritou Albertos- ponha no olho
Eu entendi oque ele quis dizer, a pedra tinha um buraco no meio, eu botei o buraco próximo ao meu olho, como um binóculo, e através da pedra eu conseguia ver os goblins que cercavam Kimberlyn.
– onze horas – gritei, e ela virou o cabo da vassoura num ângulo baixo e acertou um goblin.
– seis horas – gritei, e Kimberlyn acertou outro,
– meio dia – gritei, e ela mirou o cabo da vassoura na frente e ele entrou na cabeça de um goblin verde.
– corre pra Ca – gritou Alex
E ela correu com vários goblins atrás, e ao chegar ao caminho de pedras ela passou e os goblins toparam no nada e voltaram. Ela veio até nos com o cabo de vassoura na mão, sua perna tinha um arranhão não muito grande, mas sangrava.
– oque eram aquelas coisas – falou Kimberlyn num tom assustada enquanto recuperava o fôlego.
– eram goblins – explicou Alex- eles querem o livro que Kelvis achou
– já que eles querem esse livro, vamos dar a eles – falou Kimberlyn
– NÃO — gritou Albertos se transformando em diabrete
– aahhhh – gritou Kimberlyn tentando pisar em Albertos –oque é isso
– calma Kimberlyn – falei- ele não é o problema, mas eles são – falei dando a pedra para Kimberlyn, ela olhou pela pedra e sua boca abriu, ela viu os goblins e a julgar pela sua cara deveriam ser vários.
– Não vai dar livro a ninguém- gritou Albertos – sua sua minota
– Kimberlyn pega biscoitos de trigo na cozinha rápido – falei
– ta tudo bem Albertos – falei tentando tranqüilizado
– não ta tudo bem – gritou ele – vocês estragaram 86 anos de trabalho e esforço para proteger esse livro
Kimberlyn chegou com os biscoitinhos de trigo, ela me entregou e eu ofereci a Albertos
– não vão me comprar com trigo de novo- disse ele, mas mesmo assim ele não resistiu deu uma mordidinha e começou a ficar menor e aos poucos não era mais um diabrete.
– Albertos- falei – agora que você está mais calmo me diga, oque acontece se entregarmos o livro
– se vocês entregarem o livro a os goblins eles vão entre galo a Avarat- falou Albertos – e se Avarat tiver o livro, eu morro, você morre, morremos todos nos é atroz
– como assim morremos todos nos? – perguntou Kimberlyn assustada
– acho que significa que todos nos morremos – falei
– então vamos queimar o livro – disse Alex
Fomos, para a varanda de trás e os goblins iam nos seguindo pelo bosque, Kimberlyn pegou uma churrasqueira e muita gasolina, enchemos a churrasqueira de papel e botamos gasolina no papel, Alex jogou um fósforo e o fogo subiu , me preparei para jogar o livro no fogo quando um goblin que era um pouco maior que os outros e andava ereto apareceu
– não façam isso- gritou o goblin maior
Mas não o respondemos, quando um pássaro saiu do bosque, era um corvo negro, e tinha o bico rachado, ele tentava entrar, mas não conseguia, pois topava com a barreira, eu olhei melhor para o corvo e fitei seus olhos, eles eram dourados com uma pupila negra como obsidiana, não entendi por que mas um medo intenso tomou conta de mim, minhas pernas vacilaram e eu cai para trás, Albertos atrás de mim abafou um grito, eu havia lido a respeito daquilo, aquele só podia ser Avarat. Kimberlyn tomou o livro de mim e jogou ao fogo
– NÃO – gritou o Goblin maior
– Livro, livro – falavam os goblins pequenos em uníssono – livro, livro, livro
E aos poucos as chamas foram baixando até não haver mais nenhuma, e o livro estava intacto
– ótimo acho que não podemos queimá-lo – falei
O corvo foi embora e os goblins continuaram La.
– temos uma esperança — falou Albertos
–como assim – perguntei
– os elfos do bosque, eles podem ajudar- disse Albertos e foi entrando na casa
Não entendi oque ele quis dizer com isso, mas fui o seguindo, Kimberlyn e Alex também vieram, fomos à cozinha, e Albertos entrou no elevadorzinho.
– não vou entrar nisso – se queixou Kimberlyn
– Kim essa não é a melhor hora para ser difícil — falou Alex
Entrei no elevadorzinho, e Albertos apontou para cima, eu puxei as cordas e subimos, chegamos no quarto secreto e soltamos o elevador para Alex e Kimberlyn subirem, depois de um tempo Kimberlyn subiu e em seguida Alex, ali estávamos nos três no quarto secreto.
– esse lugar é mais empoeirado que o quarto da vovó – observou Kimberlyn
– Incrível — elogiou Alex
– ponha o livro no baú – disse Albertos para mim
Fui até o baú para colocar o livro La, vi que dentro do baú velho havia uma capa preta, idêntica a capa do livro, mas era só a capa sem nenhum papel dentro, então veio o meu gênio de ser, peguei sem que ninguém visse um dos livros que Albertos havia derrubado mais cedo, coloquei um livro de culinária dentro da capa vazia e botei no baú, peguei o livro verdadeiro e pus debaixo da minha camisa.
– oque vamos fazer agora? – perguntou Alex
– Avarat sabe que temos o livro, somente ficar aqui rezando não vai adiantar – disse Albertos
– oque vamos fazer então – perguntei
Albertos não me respondeu, ele somente subiu na instante e entrou no mesmo buraco que havia entrado antes para me mostrar o retrato de José Laranjeira, mas ele tomou um curso diferente, e foi por debaixo do chão até um canto isolado próximo a mesa, ouvimos um surdo “TUM” e uma escotilha se abriu revelando um fundo falso.
– venham aqui – chamou Albertos
E nós fomos não era bem um fundo falso, era só um buraco. E dentro dele havia um pano negro, e não conseguíamos ver oque havia embaixo, Albertos puxou o pano e eu não vi nada alem dum pote de vidro com um liquido verde dentro, Albertos pôs o pote fora do buraco e vi que eram algumas gotinhas de algo verde.
– beba – ofereceu Albertos
– oque é isto – perguntei
– sangue de Goblin – esclareceu Albertos
Eu peguei o pote, e lembrei-me do que José laranjeira havia escrito que 3 gotas de Sangue de goblin te fariam ver o mundo que não se pode ser visto. Entreguei a pedra da visão para Kimberlyn e destampei o pote, o cheiro era horrível, como um sovaco que não era lavado há semanas, o gosto devia ser pior. Sem pensar duas vezes eu fechei os olhos e tomei o liquido verde.
Automaticamente eu cai no chão, o gosto não era de longe como o de axilas fedorentas, era muito pior, algo quente e azedo, que queima a medida que você engole, minha visão foi escurecendo até não poder ver mais nada.
– Kelvis? Ta tudo bem? – alguém perguntou, mas eu estava tão ruim que mal pude reconhecer a voz
E simplesmente do nada minha visão e minhas forças voltaram ao normal, eu vi todos da mesma forma, me levantei e nada havia mudado... Foi ai que eu me enganei , quando me virei e olhei ao redor, os potes de vidro espalhados pelo quarto agora não estavam mais tão vazios, dentro deles havia criaturas, alguns haviam fadinhas de muitas cores e tamanhos, e em outros seres brancos, todos sem vida e todos em potes de vidro com água, simplesmente incrível, olhei para o buraco no chão e onde antes não havia nada agora havia: uma espécie de espada totalmente verde, e quando digo verde eu digo que é quase da cor de uma folha de arvore, um arco e uma aljava com flechas, e um negocio, eu não sabia bem oque era, era tipo um apagador de quadros, mas com furos e totalmente de metal.
– Kelvis está tudo bem? – perguntou Kimberlyn
–sim claro — respondi
Albertos ofereceu sangue de goblin a Kimberlyn e a Alex, eles beberam e tiveram a mesma reação que eu, primeiro traição das próprias pernas, depois ficaram cegos e tontos, Kimberlyn se levantou primeiro e Alex depois de uns segundos, a julgar pela cara deles eles estavam vendo o mesmo que eu.
– esse é o dom da visão – falou Albertos e todos nos o fitamos – agora escutem, vocês quiseram entrar no mundo mágico, então entraram e agora precisam de algo para se defender
– legal – falei
– para Kimberlyn Martson – falou Albertos, e ele apontou para o arco
Kimberlyn pegou o arco e a aljava, ela esticou o cordão e colocou a aljava nas costas.
– O arco de Lucia Laranjeira – falou Albertos – criado pelos elfos do bosque feito exclusivamente para José laranjeira, que o presenteou para a filha, o cordão nunca se partirá, use o com sabedoria
– para Alexander Martson – chamou Albertos, ele apontou para o objeto que eu não sei identificar
Alex pegou o objeto examinou e falou
– que legal uma gaita
– A harmônica ou hamônica, gaita de beiços, instrumento musical usado por José laranjeira, cante a melodia dos elfos e terá ajuda do alem – explicou Albertos
– Para o teimoso Kelvis Martson- me chamou Albertos
Fui até ele.
– a espada bastarda – disse Albertos – criada por mim e por José, feita para o filho de José laranjeira, um filho que ele jamais chegou a ter. Tem a lamina composta de aço esmeralda.
Eu peguei a espada que vinha dentro de uma bainha, eu tentei coloca La na cintura mas não se encaixava.
– é uma bainha dos elfos – disse Albertos – ela é colocado da parte abaixo das axilas esquerdas até acima do ombro direito.
Eu fiz oque ele disse e a bainha ficou perfeita, de modo que a haste ficasse entra o meu ombro direito e a minha cabeça e quando fosse necessário bastava puxa La, perfeito.
Fale com o autor