As aventuras dos Martson's
11 Eu conheço o senhor das trevas
Notas iniciais
Altamir é doido, Foi oque eu pensei no momento em que Albertos me contou oque ele fez. Segundo Albertos ele simplesmente disse que precisava ajudar os elfos na arvore, e saiu correndo em direção a arvore, Albertos não fez nada, mas não havia oque fazer, lembrei-me de Cofuzos, irmão de Altamir. Altamir não estava em condições disso tudo, de correr, lutar. Em geral ele precisa da minha ajuda. Agora eu estava na cozinha discutindo com Kimberlyn sobre minha ida ou não ida a arvore dos elfos.
–você não vai ir – gritou Kimberlyn para mim
– você não manda em mim – respondi com raiva
–mamãe me deixou no comando, então isso significa que mando sim – disse ela
– as coisas mudaram – falei – mamãe não contava com tudo isso
Ela não me respondeu.
– Kimberlyn – falei com serenidade — Altamir corre serio risco de vida la fora
– ele que escolheu ir – respondeu ela
–você só pensa em você – gritei com raiva e sai dali
Kimberlyn não veio atrás de mim, em minha opinião era muito egoísmo da parte dela. Sai da cozinha direto para o quintal. La havia 3 goblins que cercavam a área, somente 3 pequenos goblins, eu poderia agora mesmo puxar a espada e acabar com eles, acabar com eles e correr para a arvore. Mas não seria uma boa idéia, quer saber eu não to nem ai se a idéia é boa ou ruim, é isso que vou fazer e dane-se oque acontecer comigo.
–eu sei que está pensando e não é uma boa idéia – disse Alex atrás de mim
–então também sabe que não pode me impedir – respondi
Ele caminhou até o meu lado e eu me virei para ele, usava uma camiseta branca sem manga e uma camisa verde de botões quadriculada por cima, calça social e um par de tênis, bem estilo José Laranjeira.
– não vou te impedir –disse ele – vou te ajudar
Eu olhei bem para Alex, não pude conter o sorriso. Os goblins se agitaram e começaram a pular para tentar nos atacar, mas eles quicavam com a barreira e voltavam. Puxei minha espada, quando um dos goblins pulou eu acertei ele na barriga, ele era bem pesadinho por isso o peso dele me fez cair para frente. Bolei por cima do goblin e cai na grama, ouvi uma leve melodia, e o goblin que estava do meu lado simplesmente saltou sobre o colega arranhado a cara dele, o colega dele não revidou e teve a cara retalhada e mordida. Até sair correndo para o bosque com o colega enfurecido atrás. Então Alex suspirou e limpou um pouco de suor da cara, ele tinha feito tudo aquilo, ele era genial.
– como você faz isso?- perguntei
– eu apenas sopro na gaita e penso nos goblins se atacando ou fugindo – respondeu ele
–mas isso o esgota demais – falei
Ele fez que sim com a cabeça
– vamos logo antes que Kimberlyn apareça e nos mande voltar- falei pra Alex
Ele assentiu e nos começamos a correr pro bosque. Entramos no bosque e não havia nenhum goblin, vimos ao longe a arvore dos elfos e fomos seguindo até ela, Alex parecia que queria vomitar, mas fora isso parecia normal. Devia ser meio dia, não tinha nenhum goblin na floresta, passamos por uma pequena cascata e seguimos mais adiante, até finalmente chegarmos a arvore dos elfos.
A primeira coisa que vi foi o fogo, muito fogo na parte da frente da arvore, mas em geral o fogo não atingiu a arvore, talvez houvesse algum encanto ou algo assim. Muitos corpos de goblins estavam no local onde a batalha foi travada, alguns elfos também, não havia nenhum goblin vivo no local, e muito menos elfos, um dos elfos mortos tinha o cabelo preto idêntico a Altamir, e sua estatura e tamanho era idênticos a Altamir. Corri até o corpo do elfo e o virei para ver seu rosto, tinha um corte imenso na cara feito provavelmente por garras de goblins, suspirei aliviado, pois não era Altamir, o elfo tinha o rosto mais rechonchudo e seus olhos não tinham o mesmo tom castanho dourado de Altamir, não era Altamir. Oque significa que ele ainda podia estar vivo.
– ALI – gritou Alex do meu lado
Eu segui a direção para onde Alex olhava, um galho mais afastado que todos na arvore, alguns elfos estavam la, cerca de 7 a 8 elfos,eu tinha que subir,tinha que ver se estava tudo bem. Os elfos me ajudaram e agora eu precisava ajudá-los.
–vem comigo –falei para Alex e nos dois fomos correndo
Corremos para a arvore e subimos as escadas, estava tudo quase normal, exceto pela falta de elfos no local, acho que em um ataque os elfos se escondem ou sobem o mais alto possível. Chegamos no galho em que os elfos estavam.
–por que arvores não tem elevador? – se perguntou Alex cansado
Não respondi, sinceramente eu também acho que deveriam ter. Na ponta do galho os 7 elfos estavam,todos estavam machucados, mas nada grave. Um deles era Cofuzos, o outro Altamir, e eu não conhecia os outro cinco, mas já havia visto eles antes por ali, todos olhavam impacientemente para o bosque, os cinco elfos que eu não conhecia, todos tinham arcos e flechas e apontavam para um ponto isolado do bosque, e eu infelizmente sabia por que, foi la que eu vi o acampamento dos goblins, foi la que eu conheci Altamir e quase morremos la também. E eu tenho certeza que aqueles goblins vieram de la. Cofuzos tinha sua espada que eu em minha opinião achava uma espada bonita, era maior que as espadas normais, ela não era verde como a minha, tinha a cor normal, mas mesmo assim era bonita, tinha escritas antigas ( ou atuais, não sei) escritas em elfo, e sua haste havia uma arvore moldada idêntica a arvore que estávamos. Altamir não tinha um só machucado, com exceção do pé que estava mordido, mas já parecia melhor, ele tinha uma espécie de machete, um machado pequeno e afiado que ele usava como espada ou sei la, me lembrava os machados do “Assassin’s Creed III” quem sabe os criadores do jogo se expiraram em elfos?
Eu e Alex andamos até eles, não era muito necessário se equilibrar pois o galho era muito grosso, da largura de um carro. Chegamos nos elfos e eles não ligaram muito para nós, eles tinha uma ocupação maior: os goblins
– que grande ajuda — disse um dos elfos que eu não conhecia com sarcasmo
– nós vamos ajudar sim- disse Alex
– vão pedir “com educação” para eles irem embora? – perguntou outro elfo com ironia
– então lutem só vocês com todos os goblins – respondi
Nossa conversa foi interrompida por um tambor, o mesmo que eu havia ouvido antes, eram goblins. Os elfos estremeceram, o terror em seus olhos era iminente, com exceção de Altamir que parecia não temer. Eu olhei para o ponto isolado do bosque, os arbustos mexeram e goblins saíram de la, não eram tantos como antes mas estavam em uma quantidade considerável. Uns 15 goblins burros e 5 menos burros, fora o general deles que é feio que dói o Barlak, e ao lado de Barlak um velhinho de barba branca e cabelo branco e grande, se não fosse pelos olhos dourados que transmitiam terror imediato as pessoas ele pareceria bastante com um papai Noel, na edição magrelo e sinistro é claro. Os cinco goblins menos burros apontavam para o galho em que estávamos, e pulavam inquietos, como se avistassem um almoço bem suculento.
– não são tantos – disse Cofuzos
– mas Avarat esta com eles – disse um elfo com medo
– Avarat é um babaca – disse Altamir num tom de raiva
Cofuzos fez um sinal com as mãos e os cinco elfos prepararam os arcos, colocaram as flechas e esticaram toda a corda, miraram nos goblins que não fizeram um mínimo esforço para se esconderem.
–Non misereor fratribus. ictus in capite omnium –disse Cofuzos, e eu não entendi
Os elfos gritaram em triunfo e atiraram as flechas, elas que voaram e acertaram os goblins burros, uns 5 deles morreram se tivessem muitos elfos talvez até matassem muitos, mas eram só cinco atirando. Eu olhei para os goblins, os menos burros haviam feito os que morreram de escudos. Eu olhei para o velho que todos temiam, não via nada demais nele, era só um velhinho com uma bengala. Ele olhou para mim e nossos olhares se encontraram, nesse momento minhas pernas fraquejaram e eu desabei no ombro de Alex que me segurou. Eu sinto muita raiva desse velho, eu não estava olhando para ele, mas mesmo assim eu de alguma forma sabia que ele estava sorrindo de mim.
Eu me cansei e decidi de uma vez arrancar a cabeça daquele lixo e provar a todos que eles tem medo de um velho gaga com olhos brilhantes.
– eu vou fazer aquilo que vocês tem medo – falei para os elfos
–que? – perguntou Alex
Corri para a tirolesa mais próxima e não pensei duas vezes, desci como um raio. A decida foi rápida num segundo eu já estava no chão, ao me ver os goblins correram todos em minha direção, eu não fugi deles, puxei minha espada e apontei para eles. Eles me cercaram sem problema e esperavam um tipo de comando para atacar, o mestre Avarat deles abriu a mão e eles pararam de rosnar loucamente. Eu estava me mantendo fixo em Avarat, não em seus olhos eu focava em seu peito, se eu olhasse seu rosto iria desabar no chão.
– você é muito corajoso ou muito burro – disse o velho Avarat
– e você é muito bosta – falei para ele
Ele riu, e sua risada com tudo não me deu medo, era uma risada amigável, mas ele não devia ser tão amigável
– então é você o jovem humano que está me dando todo esse trabalho – disse Avarat
Eu não respondi nada
– sabe rapaz – disse ele – você não é o primeiro humano tolo o suficiente para me enfrentar
– Kelvis corre – gritou Alex de cima do galho, mas eu não lhe dei ouvidos
– me entregue o livro – disse Avarat – e eu pouparei você e sua família
– está mentindo – gritei – eu ouvi você dizer que vai matar todos
– então vou começar por você criança irritante – gritou ele e a medida que gritou sua voz mudou de um tom humano para algo que eu não sei descrever, uma voz assombrosa como o ressoar de um trovão
– vem monstro – falei
Minha visão embaçou e ele foi tipo que mudando de forma, e num piscar de olhos ele não era mais o velhinho magricela, agora ele era gigantesco com quase três metros, e muito mas muito forte, sua pele tinha um tom marrom de madeira, e seu rosto era horrível. Ele tinha chifres gigantescos e fortes de um material que eu não sabia identificar, seus olhos eram idênticos e seu nariz fumegava, ele agora era um ogro, e ia me matar.
Rezar não ia adiantar agora, devia ser o meu fim, que droga de fim. Eu não tinha como escapar, ou ele me esmagava ou os goblins me cortavam em pedaçinhos.
Avarat passou sua gigantesca mão de ogro pela minha cintura e me levantou, ele apertava com força o meu espinhaço que parecia que ia quebrar, a dor era persistente e minhas costelas estalavam, os goblins gritavam e zombavam da minha cara, eu ainda estava com minha espada nas mãos e precisava usar-la.
Avarat me levantou até estar na altura de seu rosto, eu não o olhei em seus olhos, seria pior ainda para minha situação.
– entregue o livro – disse ele com a voz rouca que fazia minha coluna tremer, ou será que ela tremia porque ele me apertava? Sinceramente eu não sei
Com um rápido movimento eu arranhei a cara dele com a espada, não foi um arranhão profundo, quer dizer era para ser profundo mas sua pele era como a de um crocodilo. Ele me soltou e eu cai no chão, minha coluna doía e eu mal conseguia ficar de pé. Avarat com a mão no rosto se mexeu inquietamente e me chutou na barriga, o chute não deveria nem ter sido forte pra ele, mas para mim já era o suficiente para vomitar oque eu havia comido mais cedo. A dor foi intensa e eu fiquei sem ar por uns 30 segundos, me deitei no chão e soltei a espada, eu não ia me entregar assim de bandeja, eu ainda posso lutar.
Me virei aos poucos para cima e gritei:
– Alex, chame o grifo
Ele fez que sim com a cabeça, a partir daí não vi mais nada por que outro chute acertou minhas costas e eu bolei para frente.
Mesmo com dor eu peguei a espada, mal tinha forças para levantar-la, ou para levantar meu corpo, me virei de lado e vários goblins estavam mortos com flechadas, os elfos estavam finalmente agindo. Avarat olhou para mim e poderia ter me matado ali e agora, sem nenhum problema, sem fazer nenhum esforço, mas ele apenas sorriu e se virou. Minha visão embaçou um pouco e logo o grande ogro que havia me chutado agora era um corvo negro que voou para a parte negra do bosque. Os goblins correram para a floresta liderados por Barlak. Eu não sou muito esperto, mas até eu sei que não era uma retirada, eles poderiam facilmente matar eu e os outros agora sem esforço, mas eles preferiram sair, ou seja, algo grande estar por vim.
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