11h da manhã – Palácio Real do reino Élfico de Finwëon

A rainha Lena caminhava em direção ao cristal de comunicação, um imenso quartzo arco-íris envolto em magia ancestral, pulsando com luz própria. Aquele artefato ligava todos os reinos vizinhos como se fosse um canal direto de comando, e havia sido implementado por Anne quando assumiu o controle das terras dos Elfos Negros. Cardia, na época, um garoto-fera acostumado a viver em um mundo sem tecnologia, achou aquilo um tanto… desnecessário — mas os séculos provariam sua utilidade.

Lena posicionou-se diante do cristal, sentindo a vibração da magia que corria por ele. O holograma de Marylin surgiu, como se o próprio ar se dobrasse para formar sua imagem. O vestido branco com detalhes cor-de-rosa irradiava poder e autoridade, e sua presença impunha respeito imediato.

— Marylin… você realmente não poderá comparecer? — perguntou Jason, a voz carregada de expectativa.

— Infelizmente… — respondeu Marylin, cada palavra carregada de peso e firmeza. — Manter os véus da realidade do destino e da magia é minha prioridade. Além disso, sinto distúrbios… anomalias surgindo onde não deveriam existir.

— Anomalias? — Jason franziu o cenho. — Algo que deva nos preocupar?

— Não de forma imediata, mas são sinais. — A voz dela era calma, quase cortante, como gelo sobre pedra viva. — Nascimentos fora do previsto, pessoas que não deveriam existir nesta linha temporal… fragmentos de uma ordem que tenta se refazer.

— Então você enviará seu filho como representante? — Lena interrompeu, surpresa e curiosa.

— Sim, mas… — Marylin manteve a voz firme. — Não é prudente revelar meus laços de sangue. Meu poder, se em mãos erradas, seria devastador, por isso para os de fora ele será considerado apenas um aprendiz e não um herdeiro direto da Árvore.

— Se for como ela, com certeza será um prodígio, e se tiver o temperamento dela, com certeza reconheceremos sem nem piscar… — Jason murmurou, consciente de que não se tratava apenas de uma criança, mas de um possível esnobe em potencial.

O holograma se desfez, deixando Jason e Lena em silêncio. Lena observou Jason com expressão preocupada:

— Ela sempre foi assim? — perguntou, misturando temor e admiração.

— Mandona? Sempre. Mas… Sob essa força, há um coração capaz de grandes coisas. — Jason respondeu, dando uma leve risada e um beijo suave na testa da esposa, enquanto saiam do local.

[...]

8h da manhã de uma Terça-feira no Palácio Real do reino Élfico de Finwëon

Na manhã seguinte depois de devorar o café da manhã, Jade voltou aos aposentos, trocou-se com rapidez e vestiu o uniforme de treino. Cada laçada, cada fivela parecia gritar: “Hoje vou mostrar que posso ser como meu pai!” — embora Marnie torcesse o nariz para a obsessão da princesa por espadas, preferindo que ela aprendesse manipulação de plantas ou arquearia, coisas elegantes e próprias de elfos.

— Pronta, princesa? — perguntou o cavaleiro designado, tentando esconder um sorriso nervoso.

— Quando quiser, não se contenha! — respondeu Jade, os punhos cerrados, os olhos brilhando de determinação.

As lâminas se encontraram com um estrondo metálico que ecoou pelo salão. Cada estocada de Jade era calculada, cada passo, uma dança elegante… para os padrões de crianças, claro. Para os mestres de guerra, parecia mais um espetáculo cômico: “Olhem só, uma princesa que acha que sabe lutar!”, pensavam. Mas Jade não se importava — cada tropeço, cada derrota, só aumentava seu fogo interior.

— Muito bom, princesa! Agora vamos chamar alguém do seu nível — anunciou o instrutor, com um sorriso contido.

— Sim, claro! — respondeu Jade, confiante.

Do meio da multidão, um jovem levantou a mão e surgiu todo pomposo, com uma armadura que brilhava como se tivesse acabado de sair de um desfile real. O elmo cobria o rosto, mas o sorriso malicioso transparecia mesmo por baixo do metal.

— Eu me ofereço! Posso tentar? — disse ele, a voz abafada, mas cheia de excesso de confiança.

— Perfeito! Novatos precisam treinar entre si. Tudo certo para você, princesa?

— Por mim, tudo bem. — Jade respondeu, estendendo a mão para cumprimentá-lo.

— Lucios. — ele disse, sem nem encostar a mão na dela, o que fez uma veia pulsar na testa de Jade.

— …Sério? — murmurou ela, os dentes rangendo.

O duelo começou, e parecia que o próprio universo tinha decidido exagerar. Espadas tilintavam, passos soavam como trovões… até que, em um movimento quase teatral, a espada de Jade voou pelos ares, fez um giro elegante, e pousou com um estrondo na cabeça de um manequim de treino que ninguém sabia que estava ali. Jade caiu sentada, boca aberta, o cabo da espada encostado na garganta, e por um instante, todo o salão ficou em silêncio.

Lucios tirou o elmo, rindo como se tivesse acabado de contar a piada mais hilária do mundo.

— Você é lenta… igual a uma lesma preguiçosa! — zombou ele, gesticulando dramaticamente como se estivesse numa peça teatral.

Jade estreitou os olhos, respirou fundo, levantou-se e, com toda a pompa que conseguiu reunir, disse:

— Pode rir agora, mas da próxima… você vai sentir minha espada como se fosse uma chuva de meteoros!

Os instrutores engoliram em seco. Ninguém sabia ao certo se devia rir, correr, ou preparar um testamento. Lucios, por sua vez, apenas sorriu — aquele tipo de sorriso que dá vontade de jogar um balde d’água fria na cara.

— ...Sério? — disse ele, soltando uma gargalhada que ecoou pelo salão. Jade sentiu uma veia pulsar na testa com tanta força que parecia prestes a abrir um portal para outra dimensão.

Os novatos se entreolharam em pânico. Ele acabou de debochar da princesa?! Em voz alta?!

Lucios, completamente indiferente, girou a espada com a destreza de quem queria exibir o próprio ego.

— Não sei se você notou, alteza, mas todo mundo está pegando leve com você. Se continuar assim, nunca vai ser uma boa espadachim.

— Isso não é verdade! — retrucou Jade, tentando manter a postura, mas a raiva fazia suas orelhas tremerem, enquanto Lucios dava língua para ela.

— Lucios... por favor, não alfinete a princesa... — pediu o professor, visivelmente prestes a ter um colapso.

Mas Lucios continuou, sem nem piscar:

— Qual é, professor! Ficamos meia hora vendo o alecrim dourado dançar com uma espada! Quando isso vai ser útil numa luta real? Se fosse um combate de verdade, ela já teria virado história! Do mesmo jeito que coloquei a lâmina na garganta dela, qualquer inimigo faria o mesmo — só que sem piedade.

O professor suspirou, já sem forças para discutir:

— Lucios Van Guard...

O nome ecoou pelo salão. O silêncio foi instantâneo. Até o vento pareceu parar pra ouvir.

— “Van Guard”...? — Jade repetiu, franzindo o cenho.

O sussurro dos novatos começou.

“Não pode ser… da família Van Guard?”

“Os lendários elfos guerreiros que lutaram na guerra contra Asmodeus?”

“Aqueles que treinaram o próprio rei Jason?”

Sim. Aqueles mesmos.

Mas é claro que Jade não sabia — talvez porque tivesse dormido na aula de história… Lucios sorriu, agora com o olhar de quem saboreava a humilhação.

— Você é mesmo uma sem cultura. E ainda se diz princesa.

Jade sentiu o sangue ferver. O chão quase vibrou com o tom de fúria contida em sua voz:

— Que moleque irritante...

E foi assim que nasceu a maior rivalidade que o campo de treino já viu.

Desde aquele dia, Lucios e Jade tornaram-se inimigos naturais, rivais de carteirinha, duelistas do destino!

Ele vencia 99,9% das vezes… e, nos outros 0,1%, Jade vencia apenas porque Lucios não aparecia.

Mas um dia — oh, um dia ...

[...]

8h da manhã de uma Quarta-feira no Palácio Real do reino Élfico de Finwëon

Naquela manhã, Jade já estava na sala de treino, espada em punho e olhar de guerra. O sol atravessava as janelas, iluminando o brilho determinado em seus olhos. Hoje, ela jurou a si mesma, faria Lucios Van Guard engolir o orgulho — e talvez uns dentes.

Mune, ao lado, observava com um leve sorriso.

— Está pronta pra mais um massacre ou quer que eu providencie o curativo antes?

— Hoje, Mune, eu juro que esfrego a cara daquele elfo no chão! — respondeu Jade, batendo o pé com fúria e confiança.

A porta rangeu. E, como se o universo conspirasse para irritá-la, Lucios entrou. O mesmo ar presunçoso, o mesmo sorriso que dava vontade de quebrar um espelho — ou a cara dele.

— Ora, princesa, veja só... chegou cedo hoje. — Ele cruzou os braços, o tom carregado de provocação. — Pronta para mais uma derrota?

— Oh, talvez hoje seja o dia em que você vai perder uns dentes para a minha espada! — retrucou Jade, girando o sabre entre os dedos.

Lucios arqueou uma sobrancelha. — Que audácia… ah, senhorita Mune! — disse, interrompendo-se bruscamente e caminhando até a jovem com uma reverência exagerada. — Mil perdões por não cumprimentá-la primeiro. Dedicarei minha vitória de hoje à vossa graça.

Jade ficou boquiaberta.

“ELE ME IGNOROU COMPLETAMENTE?!” — o pensamento gritou dentro dela, quase ecoando na sala.

— Obrigada, mas estarei torcendo avidamente para sua alteza te dar umas boas bolachas. — Mune respondeu com ironia, arrancando um sorrisinho satisfeito de Jade.

— Oras, que crueldade... — Lucios colocou a mão no peito, fingindo dor. — Faz meu coração partir-se em mil pedaços.

— EI, EU ESTOU AQUI, SEU ELFO DE MEIA TIJELA! — Jade gritou, já erguendo a espada.

Lucios olhou por cima do ombro e lançou aquele maldito sorriso de canto.

— Oh, princesa lesma... Nem percebi você por um segundo. Sua insignificância é... Tocante.

Foi o bastante.

Jade atacou com um golpe rápido — a lâmina cortou o ar com um assobio — mas Lucios desviou com a elegância irritante de sempre, rindo baixo.

Antes de sair, ainda piscou para as duas, como se quisesse garantir que o sangue delas ferveria pelo resto do dia.

— Qual é o problema dele?! — Jade bufou, o rosto em brasa. — Parece que adora me provocar!

Mune cruzou os braços.

— Adora, sim. E pelo visto, você também adora cair na provocação dele.

Jade soltou um som indecifrável entre um rosnado e um grunhido.

Desde que Mune começara a frequentar os treinos, Lucios passara a ignorá-la deliberadamente só para irritá-la, tentando conquistar sua amiga.

Era um jogo... Doentio.

E o pior de tudo? Por mais que o odiasse, Jade não conseguia negar: havia algo satisfatório em imaginar o momento glorioso em que finalmente o colocaria de joelhos.

— Certo! Crianças, vamos começar com os treinos.

— Sim, senhor! — Disseram os aprendizes.

— Estou indo nessa, observe bem, Mune!

— E nem vou piscar, vossa alteza. — Falou Mune assim que a princesa se afastou, enquanto pensava “Se ela levar uma surra de novo, o que eu vou inventar dessa vez pra consolar o ego dela?”

Os jovens se aproximaram, então, como sempre começaram treinando contra seu professor, até que naquele dia o professor ordenasse um treino em duplas, o que deviam fazer? Simples, pegar um papel dentro de uma urna com o nome de seu duo pelo resto da aula.

Os nomes mais cotados eram o de Lucios, todos torciam para caírem com ele, enquanto outros temiam que o destino brincasse e ele e a princesa tornassem uma equipe, imagina o caos que seria?

— Tirei o meu! — Disse um Elfo desconhecido, não importa, é figurante.

— Eu também! — Esse também não importa, é mais figurante ainda.

— Quem você tirou? — Perguntou o Elfo de franjinha para Lucios.

— Tá de brincadeira com a minha cara... — Disse Jade em um grito.

— Jade Finwëon... — Lucios disse calmamente olhando para Jade.

— Isso só pode tá adulterado! — Disse Jade.

— Improvável, ela sempre une os elfos de forma que...

O elfo de franjinha tentou explicar, mas logo foi calado por um olhar sangrento de Jade, que foi ser consolado pelos Elfos figurante um e dois.

— Qual foi? Não é culpa do Constantino que você está destinada a mim.

— Como é que é?! — Jade disse boquiaberta, no fundo Mune ria entre dentes enquanto via a tempestade se formar.

— Todos observam, você é obcecada por mim. — Lucios se gabou.

— Obcecada em arrancar seus dentes, talvez... — murmurou Mune, cruzando os braços de longe, ainda segurando a risada.

O professor pigarreou, ignorando a guerra prestes a explodir.

— Muito bem, duplas formadas! Hoje, vocês irão até a floresta e deverão retornar com um dos totens sagrados. No caminho, enfrentarão alguns slimes. Criaturas inofensivas, mas… pegajosas. No máximo, vão deixá-los cobertos de gosma colorida.

Lucios se esticou, relaxado.

— Uh, vou adorar usar a princesa como escudo de gosma.

Jade o fuzilou com o olhar.

— Ou talvez eu use você como escudo, já pensou nessa ideia, elfo de meia tijela?

— Veremos… princesa lesma. — retrucou ele, sarcástico.

O professor suspirou, resignado.

— Que os deuses tenham piedade da floresta...

E assim, entre provocações e ameaças, Lucios, Jade e Mune partiram rumo à floresta.

[...]

A floresta estava úmida e cheia de neblina, o tipo de lugar onde até o vento parecia cochichar ameaças.

Constantino caminhava com passos cautelosos, segurando a espada com ambas as mãos — como quem segura uma frigideira numa casa mal-assombrada.

Ele havia se perdido de sua dupla.

“Ótimo. Maravilhoso. É o meu fim,” pensava, tentando convencer o próprio coração a não sair pela boca.

A franja prateada caía sobre seus olhos, as bochechas coradas denunciavam o pânico, e aquelas sardas… ah, as sardas davam a ele um ar tão angelical que qualquer um juraria que se tratava de uma fada perdida — e não de um elfo em treinamento militar.

Constantino era de uma família de artesãos, acostumado a entalhar colares, não a empunhar espadas. Quando foi convocado para o treinamento obrigatório, chorou tanto que as lágrimas poderiam ter alimentado um pequeno rio.

Pobre Constantino.

O mundo não é gentil com corações sensíveis — principalmente quando eles são obrigados a enfrentar monstros gosmentos na floresta.

As orelhas pontudas do elfo se mexeram de leve.

Um estalo. Um farfalhar distante.

O sangue gelou.

— Q-q-quem está aí?... — balbuciou, a voz trêmula como um galho ao vento.

Nada respondeu. Só o eco.

Ele começou a andar mais rápido, depois a trotar… e, quando o barulho pareceu se aproximar, correu como se tivesse acabado de ver o próprio espírito ancestral acenando para ele do além.

Se alguém o visse naquele momento, juraria que era uma donzela em fuga, não um cavaleiro em missão.

E, de fato, entre os aprendizes, ele era conhecido por esse contraste encantador — motivo de risadinhas e piadas bobas…

Mas, justiça seja feita: Lucios Van Guard sempre o defendia.

Por algum motivo que ninguém entendia, o herdeiro mais arrogante da academia tinha um fraco por proteger o pequeno elfo assustado.

— Eu só preciso achar esse maldito totem antes que eu veja alguma coisa assustadora... — murmurou, fungando.

E então, ele sentiu.

Um arrepio subindo pela espinha, o ar ficando espesso, o chão tremendo levemente atrás dele.

Virou-se lentamente, com o rosto pálido, os olhos arregalados...

E lá estava.

Uma slime. Gigantesca. Tremulante. Cheirando a frutas e desespero.

Constantino arregalou os olhos, ergueu a espada (por meio segundo) e declarou sua sentença:

— Me ferrei, amigos e amigas...

No instante seguinte, a criatura simplesmente o engoliu.

Nada de morte, nada de heroísmo — apenas o pobre elfo preso dentro de uma gosma translúcida, flutuando como um morango em gelatina.

E assim, o bravo Constantino descobriu o verdadeiro significado da palavra “infortúnio”.

Não era mortal, claro.

Mas definitivamente, nada digno de ser contado nos salões élficos.

[...]

— Achou alguma coisa?! — gritou Jade, já impaciente, enquanto chutava uma pedra que teve a audácia de estar em seu caminho.

Lucios, a poucos metros de distância, girou nos calcanhares com cara de tédio e respondeu, seco:

— Só frustração e o mesmo cenário de sempre. Árvores, folhas e o seu mau humor.

Jade bufou, erguendo as mãos ao céu.

— Não acredito, estamos perdidos!

— E tudo isso é culpa de quem, hein? — provocou Lucios, cruzando os braços com um sorrisinho insuportável.

— Ah, não vem jogar a culpa em mim! Você que disse “vamos por aqui, princesa, eu tenho um ótimo senso de direção”! Seu ótimo senso me trouxe pra um labirinto de mato!

— Os dois, silêncio... — interveio Mune, com a calma de quem já estava acostumada a ser babá dos dois. Suas orelhas se moveram ligeiramente, captando um som distante.

Ela franziu o cenho.

— Espera... ouviram isso?

Jade e Lucios se entreolharam.

— O quê? — disseram em uníssono.

— Parece... um grito. — Mune respondeu, virando-se para o leste. — Uma voz fina... desesperada... meio... fofinha até.

Lucios arqueou a sobrancelha.

— “Fofinha”?

— Sim, tipo “meu Deus, vou morrer”, mas de forma adorável! — respondeu Mune com um tom tão sério que Jade quase gargalhou.

— Alguém caiu em uma armadilha? — perguntou Lucios.

Mune deu de ombros.

— Impossível. Nenhum de nós é tão fraco a ponto de—

Jade não terminou. Porque, no mesmo instante, Lucios, Mune e ela se entreolharam.

Aquele tipo de olhar que dizia tudo sem uma palavra sequer.

“Ninguém de nós é tão fraco…”

O silêncio foi interrompido por um novo grito vindo da floresta:

— AAAAA SOCORROOO EU TÔ SENDO DIGERIDOOO!!!

Mune suspirou.

— Constantino. — repetiram Jade e Lucios em perfeita sincronia, já correndo na direção do som.

Enquanto corriam, Lucios gritou: — “Nenhum de nós é tão fraco”, né?

zombou Lucios, enquanto desviava de um galho.

— Cala a boca e corre logo, Van Guard, antes que a slime faça dele um aperitivo!

Mune enquanto olhava os dois correndo em sua frente, até sentiu por um momento que eles pareciam estar se entendendo. Santo Constantino, se ele saísse vivo, seria um bom motivo para testar o trabalho de equipe daqueles dois animais.

— Por aqui! — Disse Mune, passando por eles e indo na frente os guiando até onde provavelmente Constantino estaria.