As aventuras de Fisher
2 Primeiro capítulo desse lixo!
Notas iniciais
Certo! Esse é o primeiro capítulo e estou realmente excitado, você não?
─ Não seria melhor usar “exaltado” ou “empolgado” no lugar de “excitado”? ─ Viegrum perguntou.
Mas como assim, qual a diferença?
─ É que “excitado” é meio esquisito. “Olhem pessoal, estou excitado por contar a história de um dinossauro” ─ Viegrum mexia as mãos enquanto falava.
Oras, mas...
─ Você conta histórias mas não sabe usar as palavras? Que tipo de bardo você é?
Eu sei usar as palavras!
─ E fala que está excitado contando uma história, bem que me disseram que você não tinha namorada!
Epa, epa, é claro que eu tenho... Uma namorada.
─ Desde quando? Você foi chutado por aquela garota em menos de cinco horas de namoro.
E daí? Ela tem o direito de querer me chutar quando quiser.
─ E a Letícia, sua “musa inspiradora”? Quando vai parar de escrever poemas para uma “mulher imaginária” e ter um vida social? E nem venha falar da Dri.
– Podemos... Só... Focar na história? — Anabete interrompeu.
Pois bem. Fisher era um garotinho que realmente se parece com uma garotinha! Ele possui 1,50 de altura, cabelos rosas e um rosto bem fofinho. Para começar nossa história...
─ ... um homem de barba branca bate na porta de Fisher e o chama para uma aventura. ─ Viegrum interrompe.
Pensei que o narrador aqui fosse eu!
─ E vai negar a oportunidade de se basear nos grandes deuses da literatura?
Isso se chama “plágio”, e não, muito obrigado. Continuando, Fisher está em um grande campo florido.
Fisher olha atentamente para as flores e sente seus aromas. Ele não sabe que as flores não são para comer, mas as come ainda assim. Ele não sabe que o cheiro é para se cheirar, mas ele come o cheiro também. Quer saber um detalhe legal sobre as flores, Fisher? Elas fazem fotossíntese e podem criar seu próprio alimento. Elas comem a luz dos cristais lá de cima, sim, sim... Pera, não, você não pode fazer isso. Você tem boca, elas não. Enfim, continuemos.
Fisher caminhou por alguns minutos e se deparou com uma cidade feita de pessoas com faixas na cabeça.
Fisher, parece que nesta cidade, todos querem se tornar um poderoso lutador de karatê. Você não sabe lutar karatê. Ora, não me aponte o dedo, é claro que sei conduzir a narrativa, é lá que você encontrará seu primeiro aliado! Pera... Um pato? Como assim você quer ser amigo de um pato? Tá, eu vejo o que posso fazer. Continuando.
Fisher segue em direção à vila de pessoas que lutam karatê. No caminho, se depara com um homem barbudo cortando árvores com as mãos. Fisher caminha até ele.
─ Olá, garotinha! ─ o homem falou com um sorriso. ─ Eu sou um lutador de karatê como todos nessa cidade. Gostaria de participar da sua primeira quest... Digo, do torneio de karatê da cidade?
Fisher afirma que sim. Mas, Fisher, lembre-se que você não luta karatê. Mas do que adianta falar, ele nem está ligando. O homem entrega para Fisher um panfleto com os horários e locais das lutas, mas Fisher come, pois não sabe ler.
─ Hoho, que espirituoso! Eu tenho certeza de que você poderá encontrar alguém que te guie na cidade, hoho! ─ E o homem volta a cortar as árvores com a mão.
Fisher segue em direção da cidade. A rua principal está deserta, e uma sombra aparece em uma encruzilhada. Uma sombra com um... Bico. Bico de pato.
O pato se aproxima de Fisher e o saúda com um aceno de mão.
─ Olá, Fisher! Estou aqui porque serei seu companheiro nessa viagem e... AI! Por que você me bateu, Sieg?
Você não está dentro do personagem. Que tipo de falta de profissionalismo é esse?
─ Não me culpe! Quando você em chamou de última hora, eu estava atuando em “História do Pato Viciado em Vídeos de Gatinhos”. Eu nem mesmo decorei o script dessa história!
A culpa não é minha se os planos mudaram de última hora. Eu preparei um personagem foda que grita “ORAORAORAORA” para acompanhar o Fisher, mas ele quis um pato, então demiti o outro e trouxe você. Faça o que te cochichei naquela hora.
─ Tá... ─ O pato coloca a mão na espada e faz uma cara séria. ─ Fisher, o semi-dinossauro... Que ironia do destino te encontrar aqui. De alguma forma, fui jogado nesse mundo sem saber o que fazer, então criarei um propósito... E esse propósito é lutar com voc...
Voc...? Então? Não vai terminar de falar?
Fisher não ligava para o discurso e comeu a fala do pato.
Pela cara que ele fez, estava realmente apetitosa.
Ok, pato, pode improvisar... Mais.
─ Certo. FISHER, MEU OBJETIVO AQUI É TE DERROTAR E, ASSIM, VOCÊ SE TORNARÁ MEU SERVO! ─ o pato aponta o dedo para o semi-dinossauro.
Uma luta devastadora está prestes a começar.
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