As Vizinhas - Interativa

3 Invasão a Domícilio, Negão, Peidos e Fudeu! Parte I


Notas iniciais
Oie! Demorei, eu sei ahahosajsjasioi. Então, eu posto essa fic lá no Social Spirit e tinha até me esquecido de postar aqui. '-' #me #matem Além de que desanimei de postar aqui no Nyah, mas continuarei postando normalmente. Infelizmente, a Mizune Meikai deixou de ser co-autora, aquela beiçuda. qq Primeira parte do capítulo escrita por ela, os P.O.V's de vocês foram feitos por mim (espero que gostem) Boa leitura!

Akira



— A cuca roubou os meus absorventes, gente, vocês tem que acreditar em mim! — escandalizava Annie na mesa de jantar, enquanto fumava o garfo. — E agora, como que eu vou me secar nos dias sangrentos?

As meninas já estavam gargalhando e Miyuki e Meikai se borravam todas de tanto dar risada.

— Olha, eu só sei de uma coisa: vou lá preparar colchão, com essa bunda aí, não há absorvente que enxugue a cachoeira — comentou Kotori, se levantando da mesa e fazendo todas nós rirmos mais alto, feito umas hienas com HIV (?).

Lia revirou os olhos e eu ria tanto que até saiu uma lágrima de suor do meu pé (??) Meikai já ria tanto que começou a sair suco de maçã do seu nariz e as únicas que não riam feito umas debilóides eram Kemille e Lia. Kemille porque ela estava na sala dançando reggae e falando frases como “paz e amor, brodér” e Lia porque tinha dormido com a cara enfiada no prato de sopa.

— AI MEU SANTO PADIM DA TAPIOCA, AI MEU PADIM PADICIÇO! — gritava Meikaii, se sacudindo na cadeira.

— Gente, é sério… A cuca era preta e era… era gostosa. — comentou Annie, ainda fumando o garfo que ela estava usando pra beber da sopa já que as sopas que a Miyuki faz é praticamente uma gosma batida no liquidificador com um pouco de caldo quinor (?).

Depois dessa Meikai já parecia um exu possuído, rebolando na cadeira.

Depois daquela noite retardada cheia de suco de maçã, cucas, absorventes, hipster’s e menstruação (?) eu esperava ter um dia de sossego, longe de gente chata, com um tempinho pra mim… pra ouvir música, também, claro… Mas, adivinha? É isso aí, eu não consegui nada disso.

— AUSHAUSHAUSHAUSH YUI, DEVOLVE MEU AGNALDO, CARAMBA! — escandalizava Miyuki para a pobre inocente e indefesa criança da casa, gritando da sala, mas permitindo que o prédio inteiro e, quem sabe, pessoas que estavam à seis quadras de distâncias, ouvissem tudo.

— M-mas… Miyuki-san, eu não peguei seu ursinho….

— NÃO É URSINHO, É O AGNALDO, MEU BABY, MEU FILHO. QUE SAIU DE GININHA COMO PRESENTE DOS CÉUS PRA MIM.

Kemille fez um sinal de exorcismo e jogou sal grosso por cima dos ombros e eu já ia repetir o ato.

— Miyuki, não brigue desse jeito com a Yui! — disse Meikai, pulando nas costas de Miyuki. — Agnaldo-kun está tomando banho junto com o Afonso, o Percival e o Luizinho, no SPA dos ursinhos lá no quarto da Anne-chan. Mas foi porque eu pedi.

— Meikai...? Oh, não sabia que se importava tanto com meus bebês…. É por isso que eu te amo.

A de cabelos azuis saiu de cima de Miyuki e ajudou esta a se levantar, eu e Lia observando tudo com uma cara de tacho. Meu deus, eu atirei pedra na cruz e não tô me lembrando?! Quê que eu fiz pra merecer isso, sem or! Eu não tô no meu estado normal, mano, eu tô entediada, eu quero… eu quero….

— MATAR, SOCAR, ESFAQUEAR, SANGRAR, ESTUPRAR! MUAHAHAHAHAHA (??) — gritei me jogando em cima de Kemille, sem fazer nós duas cairmos, e fazendo ela jogar mais sal grosso por cima dos ombros e pegar um crucifixo que tirou de vai saber aonde (Lê-se do tobA) e sacudir na minha cara.

— Oh, criatura iluminati, espírito do mal, saia desse caralho que não te pertence, volte para seu mundo, besta das trevas! Baila tu corpo alegria macarena… OOOH, MACARENA….

Continuei rindo feito uma potranca enquanto Miyuki e Meikai continuavam ali, conversando, parecendo umas gays. Mó viadagem.

Teríamos ficado assim a tarde toda se não fosse por Lia, que chegou na sala de estar do nada e tentou chamar nossa atenção.

— Meninas, a Annie está chamando e…

— AÍ TIPO, CHEGOU ELA ASSIM DO NADA E COMEÇOU A… — “conversava” Miyuki com Meikai.

— Ano… Gente? A Annie quer todo mundo lá na sala de jantar e…

— PAZ E AMOR, VAMOS ENCHER ESSE AMBIENTE DE ENERGIAS POSITIVAS E NOS LIVRAR DE QUALQUER MALE, IRMÃS! — berrava Kemille, sacudindo o crucifixo e jogando água benta e incenso no tapete.

Vi Lia revirando os olhos e suspirando pesadamente. Mas não fiz nada queria ver no que ia dar.

— MERDA, DÁ PRA ME OUVIREM PELO MENOS UMA VEZ NESSA BUCETA DE VIDA, CARALHO?! — gritou, pegando um dos vasos chineses de Miyuki e tacando na parede. Respirou fundo, observava tudo com um sorriso sádico. — E agora, mocréias?! Vão me acompanhar?! ANNIE QUER TODO MUNDO NA SALA DE JANTAR E AGORA, CARAMBA!

Ninguém estava surpreso, conosco Lia é a pessoa mais agressiva do mundo. Uma hora é toda amizade coração e na outra quer arrancar nossos ovários com os dentes.

Kemille revirou os olhos e balançou a cabeça.

— Dessa maneira a raça humana nunca irá conseguir a paz eterna em seus corações… Onde está o amor…? Onde foi minha paz...? — murmurava, seguindo o caminho para a sala de jantar.

Todas nos reunimos envolta da mesa, sentadas onde costumamos sentar. Annie, como sempre na ponta da mesa onde deveria ficar a mãe, se fossemos uma família. Pelo menos uma família de verdade.

— E então, minhas irmãs, que comece a primeira confraternização da irmandade! — berrou ela, erguendo uma galinha preta e fazendo um pentagrama na mesa com o que eu esperava que fosse apenas suco de melancia, mas… nunca se sabe (?!)

Do nada, Annie jogou a galinha preta pela janela e usou uma calcinha de Akira pra limpar o suco, jogando a capa preta de macumbeiro no chão.

— Esquece tudo isso, a merda aqui é outra! — berrou, batendo as mãos na mesa e sacudindo a cabeça.

Kemille assentiu, fazendo o sinal do “paz e amor” e murmurando coisas como “Eu quero mais liberdade de expressão!” ou “Dolly Citrus é nutrientes!”-p

— Enfim, pessoal! O bagulho é que, eu descobri onde mora a testemunha de Jeová.

— Testemunha de quem?! — gritou alguém, muito provavelmente Miyuki ou Kemille.

— A testemunha de Jeová filha da puta que veio aqui tentar me levar pra seu centro de macumba me empurrando bolo de chocolate. Nann. Nada muito grande.

Franzi as sobrancelhas e apoiei meu rosto numa das mãos, fazendo um sinal pra que Annie prosseguisse. “Filha da puta” hmm… Essa merda começou a ficar interessante…

— Sim, o negócio é que… Eu tô com muita, mas muita raiva dessa testemunha de Jeová, mas é muita raiva mesmo!

— Certo, qual seu plano? — perguntou rapidamente Lia, se levantando da cadeira e erguendo o punho, fazendo uma cara de “Eu quero ver sangue!” que me fez melar a calcinha.

De xixi, seus tarados (?)

— A bagaça é o seguinte. — disse ela, puxando uma planta do que parecia ser o apartamento da… “Testemunha de Jeová”. — Vamos invadir o apartamento deles e…

— Deles?! — perguntou desesperada Yui, que parecia estar dormindo no resto da “explicação” — M-mas… São homens…? E-e… não acha que é errado, Annie-san? Desculpa ser tão intrometida, mas… ninguém ficaria feliz de ter seu apartamento invadido e…

— Sim, Yui. São homens. Eu investiguei, espionei e bisbilhotei cada parte da vida deles. Quer dizer, eu olhei pela janela. E são dez. Dez biscates.

Lia já ria descontroladamente, se debatendo na mesa. Provavelmente imaginando todas as coisas maquiavélicas que ela iria fazer com essas pobres almas perdidas.

— O meu plano é: invadir o local de noite, quando todos estão dormindo. O líder deles… — puxou, novamente, um perfil que ela mesmo deve ter montado no computador e imprimido, de uma pessoa chamada Reiji. — não permite que eles fiquem acordados depois das três horas da madrugada e…

— Quando você teve tanto tempo pra fazer essas coisas?! — perguntei, pegando o perfil das mãos de Annie.

— Dá pra parar de me interromper, desgraça?! O caso aqui é sério, merda! — soltou uma lufada de ar, massageando as têmporas. Nossa, tá parecendo mais político na TPM. Corre que lá vem menstruação corrupta! (??) — Okay, okay… Nós iremos chegar lá pela janela do andar deles, que dá direto pro corredor do quarto andar, onde eles moram. Não é muito difícil de se chegar lá, não com os materiais necessários. Por isso… Kemille! — a citada levantou a cabeça para encarar Annie e assentiu. — Preciso que você busque as ferramentas necessárias.

— Hai!

— Perfeito… — murmurou fazendo umas anotações num bloco de notas que ela arrumou no exato segundo que eu pisquei. — Agora… Que eu saiba, os seis tem sono pesado, porém… Um outro com cara de velho… Erm… Subara, Suvaco, Suruba… alguma coisa assim! Ele tem mais facilidade pra acordar, portanto… A missão de Akira é chegar antes de nós e fazer com que ele não acorde tão cedo.

— E-eh?! Porque eu?! E… E como eu vou fazer isso?!

— Porque você e ele são duas caveiras negra de macumba, e é fácil, prático e rápido. Drogue ele. Enfie camisinhas nos seus ouvidos. Qualquer coisa, só volte pra nós comunicar quando estiver garantido que o viado vai ficar mais dormido que minha avó depois de um sonífero pra elefantes (??)

— Se é tão fácil, use sua mente para realizar seus desejos. — murmurei, cruzando os braços.

— O que disse?! — esbravejou Annie, se debruçando na mesa para me encarar.

— Nada, nada! hihihihihi...

— Hm… foi o que pensei… — disse, se ajeitando na cadeira e puxando mais papéis de, provavelmente, debaixo da saia. — Prossigamos. Enquanto Akira droga e enfeitiça o exu beiçudo com seus poderes de caveira macumbeira… Nós, o resto, vamos estar aqui, no corredor, tentando abrir a porta. E como faremos isso...?

Anne já ia levantar a mão pra falar quando Annie interrompeu.

— ISSO MESMO, MINHAS IRMÃS! — gritou, erguendo as mãos e sacudindo a cabeça feito um guitarrista de banda Heavy Metal — Lia irá fazer isso pra nós!

— EU?! PORQUE JUSTO EU??!!

— Porque você, minha cara amiga psicodélica, é boa pra explodir coisas.

Lia franziu o cenho e coçou a barbicha imaginária.

— Quer dizer que eu vou ter que… explodir a porta?

— Nope. Tô falando de você achar alguma coisa pra abrir a porta, sem fazer barulho, ou seja, sem dinamite, sem reator nuclear.

Lia fez um muxoxo e cruzou os braços.

— Nhá… Eu queria explosão…

— CABUUUM! — gritei, erguendo os braços. — HEHEHEHEHEHE (?)

Annie revirou os olhos, como se ela estivesse fazendo algo realmente sério. Mano, só faltava um terno e um bigode que ia estar igualzinho um empresário tendo um filho. Que dia maravilhoso (??)

— Deixem-me prosseguir. — continuou, fazendo uma pausa pra beber de seu café na xícarazinha, do lado de uma papelada e de um porta lápis. Mano, eu fecho os olhos e essas cocota muda a paisagem feito mágica. Será que eu acabei pegando das ervas de Kemille sem querer? — Quando estivermos lá dentro, Akira já vai ter conseguido colocar o exu pra dormir, e o nosso objetivo é zuar o máximo possível a casa desses biscates (?)! Por isso, eu digo irmãs, que venham as latas de tinta, os confetes, as jujubas, os balões, as serpentinas, canetas coloridas, ovo cru, leite podre, papel higiênico, pizza fria, pipoca queimada (?), erm….

— Chantilly e pena de urubu! — gritou Lia, entrando no modo de combate.

— Isso mesmo! Já pegou o espírito da coisa! — esbravejou Annie. — Enfim, vamos fazer muita putaria nesse Apê. E quem vai trazer tudo isso?

— Você? — perguntei, quase caindo de sono.

— Não. Vocês. Podem ir começando a separar os utensílios numa lista organizada. Separem por cheiro, cor, sabor… e lugar onde vão comprar e depois, façam grupos entre si para arranjarem tudo. Esse é o dever de vocês.

— MAS O QUÊ?! — gritou Miyuki, se levantando da cadeira.

— Parece ser divertido! Eu fico com a parte dos ovos crus e do leite podre! — cantarolava Meikai, batendo palmas e se remexendo (?)

— Vai ser um prazer… — comentou Lia.

— Ainda acho isso errado… — murmurou Yui, deitando a cabeça na mesa.

— Tô dentro, vamos mostrar o poder da nossa irmandade. Pela paz entre os povos! — gritava Kemille, dançando um reggae satânico em cima da mesa (?)

— Acho que vai valer a pena… Quero ver a cara deles quando acordarem… — comentou Anne, com um ar de possuída pelos seres das trevas (comassim?)

— Então?! Todas de acordo!? — disse Annie, com um alto falante bem suspeito, e pulando em cima da mesa.

— SIM! — gritamos.

— Então… Que comece a vingança!

— YEAH!



Após nós termos, finalmente, comprado todos os materiais necessários para a realização do nosso plano, fomos até o apê dos Sakamaki. Quero dizer... tentamos ir discretamente. Mas com a Annie e a Kotori usando um arbusto como disfarce, a Miyuki com a cabeça enfiada dentro de uma sacola plástica e tropicando que nem a motoquinha de uma idosa e eu e o resto das meninas nos escondendo atrás de postes finos, não deu muito certo.

— Hey! Biscoitinho001, você está pronta? — sussurrou Annie, enquanto rodeávamos a casa dos vizinhos até chegarmos nos fundos onde Annie apontou para a janela do quarto de um tal de Suruba, Suvaco… E me deu uns sapatos e umas luvas com ventosas pra subir pela parede. Coloquei-os e pronto, tava subindo pela parede.

— A dona Aranha subiu pela parede, veio a chuva forte e a derrubou… — cantei, apenas para combinar com o momento.

Cheguei a janela da criatura e a abri sem a menor dificuldade. Meio estranho, por que quem deixa a janela aberta? Enfim…



Dei uma olhada no quarto… Bem básico. Uma poltrona, um criado mudo, tapete felpudo no centro, guarda roupa e um... caixão? WTF? Esse menino é quem por acaso? Drácula? Ou ele se esqueceu de sair da pokebola? qq

Me aproximei daquele caixão rezando. Juro que leu vou me benzer depois disso. Se eu sair viva disso né. To me arrependendo de não ter virado freira, é.

— Dorme bebezinnho do coração, não tenha medo do bicho papão. — cantarolei uma musiquinha, retirando do bolso da minha calça jeans um frasco contendo um sonífero. Era bem parecido com um Boa Noite Cinderela, mas a diferença era que eu não ia estuprar ele. Bom, por enquanto HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA (?) — abre o bocão. — terminei de fazer uma rima, desenroscando a tampa e despejando o conteúdo na boca dele. Mano, eu tava rindo muito mentalmente.

— Tá muito doce, Zzzzzz... — ele murmurou, dormindo.

— Oush. — eu sussurrei, meio assustada. Vai saber que treco esse menino tem...

— Hihihi, onde está você, Pikachu? — ele se revirou no caixão, dando risinhos histéricos. Tudo bem, eu faço isso no meio da madrugada, mas o que o Pikachu tem haver? Não me diga que ele tá sonhando com zoofilia? #Credo

— Venha Pikachu, vamos dominar as pokebolas alheias (??) — continuava falando, se remexendo todo. E como eu ainda estava próxima, ele agarrou meu braço e me puxou para perto dele, me segurando com tanta força que eu me senti um hambúrguer na Somália (?). E olha que ele tava DORMINDO.

Então fui reparar com atenção a posição em que me encontrava: eu estava cheirando as axilas dele. Ele tinha colocado o braço ao redor do meu pescoço e como sou mais baixa, deu direto nas axilas dele. PORRA, AQUILO TINHA CHEIRO DE PEEEEEEESH! VOU ESFREGAR UM LIMÃO NESSA BOSTA ATÉ AS BACTÉRIAS DESINFECTAREM! NUNCA OUVIU FALAR DE DESODORANTE? NÃO NASCI PRA CHEIRAR SUVACOS!

É, seguinte, foi bom conhecer vocês. Mas vou morrer por asfixia. A gente se encontra na próxima reencarnação. Fudeu pra mim. q

Annie

— Consegui, finalmente! — Lia comemorou, empurrando a maçaneta da porta dos fundos e dando um espaço livre a nós, para pudéssemos passar.

— Bom trabalho, Biscoitinho002. — parabenizei, colocando um gorro preto na cabeça.

— Por que eu sou a 002? — ela resmungou, cruzando os braços.

— Por que eu sou a Alfa. O ômega. A luz. A líder. E é por isso que eu sou o Supremo Biscoitão (?) — me vangloriei, pegando algumas ervas do chão e jogando para o alto. Nossa, me senti uma Miss. q — Tá, agora chega de papo e vamos a ação! BORA VANDALIZAR COM ISSO AQUI, GALERA! UHUUUUUL! — gritei, erguendo os braços para cima e me esticando toda.

— VAMOS AGREGAR! — Kemille comemorou, colocando um óculos escuro e uma meia preta, com furos nos olhos, na boca e no nariz. Oxeee, qualé a necessidade disso?

— Bora logo, acho que tô me mijando aqui! — Miyuki comentou, correndo para algum corredor aleátorio, procurando um banheiro.

— É, então cambada, do lado daquele corredor ficam alguns quartos e ao lado oeste, provavelmente, devem estar os quartos de hóspedes, fiquei sabendo que uns tal de Mocame estão por aqui. Vamos nos separar e tocar o terror nessa merda! — falei, caminhando em direção aos quartos, deixando as meninas para trás.

Mano. Eu tinha que trazer uma lanterna, sério! Aquele corredor tava um breu, nem a luz da lua conseguia iluminar aquilo. Poxa, a lua me traiu (?). #bolada

— Merda! — exclamei, assim que senti que havia batido meu joelho em alguma coisa. Era uma porta de madeira bem sofisticada, com alguns detalhes folheados a ouro adornando seus contornos. Ui, vou roubar. q

Como a porta estava meio entreaberta, dei um leve empurrão e pronto, eu estava em um quarto. Tinha dois sofás vermelhos listrados um ao lado do outro com um puff na frente, um tapete com alguns detalhes, dois criados mudos, um abajur posicionado ao lado da porta e… Man, ele tinha uma câmara de tortura? Me caguei. q

Por coincidência ou não, aquele era justamente o quarto da Testemunha de Jeová. Aquele quarto era a cara dele e tinha cheiro de repolho, e além disso, ele estava lá, deitado na cama, todo esparramado, com a cabeça de um lado e o resto do corpo em outro lado, parecia uma jamanta (?).

— Olá, Ayato... — falei, me aproximando dele que do jeito que dormia, até parecia um anjo. — espero que você esteja tendo bons sonhos! YAHSJNDKXIJDJNDNEHE (?) — comentei, retirando da bolsinha os materiais necessários para o começo da minha obra de arte. Peguei óleo e passei pelo corpo dele, joguei bastante farinha de trigo e penas de urubu. Para finalizar, quebrei dois ovos podres naquela cabeleira ruiva, peguei dois rolos de papel higiênico e coloquei como sendo chifres. Ayato estava linda, parecia o demônio em pessoa. q

— Bora vandalizar com o quarto desse viadinho arrombado. — disse para mim mesma, com os olhos brilhando. AI MEU DEUS, ESTOU ORGULHOSA DE MIM MESMA! QUEM DIRIA QUE O PLANO "SALSICHA E BATATA" FICARIA TÃO GENIAL? PFFFFFFFFFFF, sou a gênia da cambada. Sou conhecida como a famosa Linguiça de Mel (?????).

Quinzes minutos haviam se passado aquele quarto estava uma verdadeira zona. Novamente, me orgulho das minhas habilidades destrutivas. Estava tudo revirado e bagunçado: os sofás estavam rasgados, espumando chantilly, cuecas e roupas estavam encobertos de ovo podre e espalhados pelo chão, o tapete tava transbordando de sangue de galinha preta, o abajur pegava fogo e dei até um jeito de colocar papel higiênico no teto misturado com borra de café velho. É sou foda. Q

— Ai! — praguejei, ao sentir que o dedinho do meu pé havia batido com força na quina da cama do Ayato — Merda! — xinguei num tom de voz que julguei ser baixo, mas alto o suficiente para uma certa pessoa acordar.

— Mas que caralhos alemães é esse? (???) — escutei uma voz indagar irritada.

Vish. Fudeu. q

Lia

Mano, eu devo ter me drogado ou fumado cola. Onde eu estava com a cabeça para concordar com mais um plano maquiavélico da Annie? Da última vez que concordei em ajudá-la, tive que assaltar um vendedor de Paçoca e correr de traficantes de frango frito (WTF?). Então, como vocês puderam notar, sempre há uma pessoa que se ferra nesses planos. E, geralmente, essa pessoa sou eu.

Suspirei novamente, encarando o ar e ele me encarando de volta (?). Pronto, eu tava perdida naquele apartamento e tô começando a achar que tem algum espírito maligno atrás de mim. E isso fica CLARAMENTE confirmado quando ouço passos, risadas vindas de nenhum lugar e tinha alguma coisa lambendo meu cotovelo.

— SAAAAAAI CAPEEEEEEEEETA, VOLTA PRO QUINTO DOZINFEERNO! — berrei a plenos pulmões, correndo mais rápido que um jamaicano nas Olimpíadas. Dobrei alguns corredores, e entrei no primeiro cômodo que eu vi. Só espero que ninguém tenha ouvido a minha gritaria, se não, fufu para nós. q

Adentrei e fechei a porta atrás de mim, respirando aliviada. Gente, tinha um espírito do capeta lá fora querendo me estuprar, né. Eu estava num quarto muito sonho de consumo. Tinha de tudo lá, até uma baleia encalhada no teto, mas tudo bem (???).

Tinha um loirinho muito TOP dormindo na cama de casal. Ele tinha uma cara de… Linguiça muito linda (??). Ui, lave-se que hoje eu vou lhe usar, loirinho HEHEHEHEHE.

Voltando: como eu não estava com vontade de voltar para os corredores, optei por ficar ali mesmo e comecei a mexer no que tinha de bom lá. Videogames, televisão, filmes, animes, mangás, livros, salgadinhos e refrigerante. Tem tanta coisa boa que acho que vou morar aqui e morrer virgem. q

Puxei algumas almofadas e as amontoei numa altura confortável para que eu pudesse jogar tranquilamente. Reuni várias latas de refrigerante e salgadinhos ao meu redor e pronto, me espreguicei.

Alguns minutos depois, escutei alguns grunhidos. Me levantei num pulo, e com o cu na mão, reparei que o som vinha da cama e o menino tava se estrubulichando todo, agarrando aos travesseiros. Coitado, devia tá tendo um pesadelo. Dei alguns passos rápidos até estar bem próxima dele, mas, escorreguei numa embalagem de salgadinhos e, por reflexo, coloquei uma mão na cabeceira da cama, para me apoiar.

E ele estava dormindo de bruços. Resultado: eu estava de cara com a bunda dele. E o pior? Ele peidou.

Na minha cara.

Na minha cara.

POOOOOOOOOOOOOOORRA! ESSE MENINO JANTOU O QUÊ?

E eu não podia me mexer, pois caso contrário, iria encostar meu rosto na bunda dele e não podia me erguer por que meu joelho tava doendo para caramba.

Ele continuou peidando. E só pude ficar lá, cheirando aquela merda. Esse loirinho pode ser bem top e bonito, mas a bunda dele cheira a Amendoim Podre (?).

Senhor, permita que eu não morra por intoxicação respiratória. Amém.

Yui

— Tuts, tuts, quero ver. Tuts, tuts, quero ver. Tuts, tuts, quero ver. Tuts, tuts, quero ver. Hoje eu fico com a outra, pensando em você — cantei, para espantar os pepeô. Igual diz o ditado “Quem canta, os males espanta.” Só espero que funcione, não quero morrer antes da hora.

Merda. Tô com fome. E eu nem trouxe um biscoitinho para lanchar. Então vou ter que procurar a cozinha, espero que esse povo não seja pobre.

Curvei alguns corredores, e parecia que eu sempre voltava ao inicio. Esses corredores são tão idênticos, parece que quanto mais eu avanço, fico mais perdida, me sinto num labirinto.

— Que bosta! — resmunguei para mim mesma, enquanto caminhava por mais um corredor aleatório. — Onde fica a porcaria da cozinha? Tô parindo um filho de tanta fome! — continuei reclamando.

Fiquei tão entretida conversando comigo mesma que não notei que a sequência de corredores já havia terminado e eu estava em outro cômodo da casa. Na cozinha, para ser mais específica.

— Nossa, finalmente. Você é muito difícil de achar, hein, cozinha. — falei para a parede, ligando os interruptores, enquanto tateava as prateleiras em busca de algo comestível. Fiquei contente em descobrir algumas embalagens de biscoitos recheados e abri cinco pacotes de vez. Mastiguei e engoli todos os biscoitos em oito minutos, aproximadamente.

Pronto, agora que eu estou com a barriga cheia, acho que posso prosseguir com o plano.

— BLÉÉÉÉÉÉ — chuto algo ao atravessar a cozinha e ouço o gemido de dor de um bode. Oi? O que um bode tá fazendo aqui?

— Essa casa é estranha… — comento, meio atordoada. Me afastei um pouco do bode e observei que ele se escondia debaixo da mesa de mármore retangular. E percebi que tinha um ruivo dormindo em cima da mesma, só de cueca. Eu pegava legal. q

E minha nossa! Que bunda sexy esse menino tem. Toda branca e redonda, dá vontade de apertar. Bom, foi isso mesmo que eu fiz, tenho essa mania meio impulsiva de apertar bundas. E a dele é durinha, branca, redonda. #inveja

— UAAAAAATEFI. — o ruivo deu um berro, dando um pulo de susto — UATI IZ VOCÊ? — ele indagou, apontando um dedo para o meu rosto. — NÃO ME DIGA QUE VOCÊ É UM NEGÃO PIROCUDO DA ÁFRICA QUE VEIO ME ENRABAR? — ele continuava galando histericamente.

— SIM! DEIXA EU TE ENRABAR E VOCÊ GANHA UMA BALINHA DE HORTELÃ DIRETO DA PROMOÇÃO DA NESCAFÉ! HEHEHEHE (??) — falei a primeira coisa que me veio a mente, enquanto ria nervosamente.

— NINGUÉM IRÁ TIRAR A VIRGINDADE DO MEU CÚ! (what?) — o ruivo bradou, saltando da mesa e indo em direção a uma gaveta, de onde tirou uma frigideira. — E AÍ? VAI VIM PRA BRIGA? PODE CAIR DENTRO, TU NÃO AGUENTA NEM DOIS MINUTOS NA FRIGIDEIRADA COMIGO!

— SEBO NAS CANELAS, GOODBYE PEOPLE! — gritei, me preparando para dar meia volta e corri mais rápido que um pum saí do orifício anal de um obeso tetudo (?).

— VOLTA AQUI NEGÃOOOO! — ele exclamava, enquanto vinha atrás de mim.

— BLÉÉÉÉÉ — o bode grunhia sem motivo aparentemente, vindo de trás dele.

Então, se eu conseguir fugir desse ruivo lesado e do bode traidor, a gente se encontra por aí em algum hospital, por que vou ficar tetraplégica, certeza.

Meikai

— Vamos Meikai… Isso não é tão difícil assim, você já viu suas amigas fazerem várias coisas ilegais e retardadas… — repeti para mim mesma consecutivas vezes, respirando fundo. Eu estou com medo de sermos pegas e levadas a delegacia por invasão a domicilio. (SIM, MINHA GENTE! EU ESTOU COM MEDO DE SERMOS PRESAS! ALGUÉM ARRANQUE MEU ÚTERO, POR FAVOOOR!) (what?)

— Relaxa, Meikai! — Kotori sorriu para mim — É normal fazermos isso! Sabe, você tem quer um pouco de diversão também. Com o tempo, você se acostuma com isso.

— Eu ainda tenho a impressão de que isso vai dar errado… Kotori? — indaguei, percebendo que ela havia sumido em alguma curva.

Pronto, agora estou sozinha. O que resta é seguir em frente, já que não posso voltar atrás, também não lembro o caminho mesmo.

— Na minha fazenda tem um boi, tem um boi… Esse boi se chama Barnabé, Barnabé… Sabe ele está apaixonado… Pela minha linda vaca Salomé! Salomé! UHUUUUUUUUL! — ergui os braços na última frase. Adoro essa musiquinha do Patati Patatá, me faz sentir mais criança. Na verdade, adoro cantarolar, é meio que um hábito.

Já estava cantarolando uma quinta música e rodopiando animadamente quando notei algo brilhando no chão. Eram gotas de vários líquidos, alternando as cores entre roxo e vermelho, com uma textura viscosa, parecia ser utilizado para jardinagem... Só não sei o por que.

Engoli em seco e continuei seguindo em frente, ignorando aquilo. Porém a medida que eu caminhava, mais líquidos apareciam, numa quantidade bem maior e com múltiplas cores.

Com os dedos cruzados e rezando para os Powers Rangers me salvarem com o Megazord (?), dei de cara com uma porta. Fiquei parada por alguns instantes, ponderando se a abria ou não. Por fim, a curiosidade venceu e girei a maçaneta lentamente, me deparando com escadas que deviam levar a um andar subterrâneo. Bati palmas fracas, bem animada com essa possibilidade e desci apressada, ansiosa para saber o que iria encontrar.

Fiquei um pouco surpresa em ver um laboratório. Haviam pesticidas organizadas em prateleiras com etiquetas indicando seus nomes, microscópios estavam em uma bancada com algumas pétalas de flores, livros e anotações feitas à mão se espalhavam por uma pequena mesinha de madeira e, por fim, havia uma mini-estufa com flores. O mais importante de tudo era: tinha um tio, do tamanho de um guarda-roupa e com os cabelos acastanhados amarrados de uma forma engraçada, dormia ao lado de um buquê de flores e com várias dessas espalhadas a sua volta. Supus que fosse o dono do lugar.

Andei pé ante pé, para evitar acordá-lo e fui até a estufa. Inspire o aroma doce das flores e sorri largamente. Adoro flores.

Enfim, como eu já estava metida nesse plano e não tinha nada a perder, recolhi algumas flores para formar um buquê escultural. Cantarolei alguma música aleatória, enquanto montava o arranjo e, que por sinal, estava ficando bem bonito. Mas, como sou uma pessoa simplesmente azarada, consegui quebrar um vaso de barro.

— Hm?! — ouvi o dono da estufa resmungar sonolento. — Quem está aí? — juro que meu coração deu um pulo. Joguei o arranjo em algum canto e me escondi no vão abaixo das plantas. — Anh… Deve ser o Garibalda de novo. — falou, antes de voltar a dormir. Dei um suspiro aliviada.

Depois desse pequeno deslize, acho melhor sair daqui o quanto antes. Se algo acontecer novamente, ele com certeza irá vir investigar o causador do barulho e muito provavelmente irá me achar. E eu não quero de jeito nenhum ir a uma delegacia. Sou muito jovem para deixar minha beleza atrás de grades. Mas não posso sair daqui sem ter ao menos uma lembrancinha do meu ato de rebeldia. Hmm, vamos ver… Anotações? Não. Pesticidas? Também não. Flores? Sim! Dá pra fazer um buquê de recordação (oi?).

Peguei algumas flores e coloquei em um saquinho plástico. Saí da estufa calmamente e quando cheguei as escadas, corri dando pulos de alegria.

MEU DEUS! EU ROUBEI FLORES! NUNCA ME SENTI TÃO REBELDE HEHEHHEHEHE! ISSO É BEM MELHOR DO QUE BEBER TODDYNHO ANTES DE 4:20 (???) #Rebeldia #A #Gente #Vê #Por #Aqui

Kemille

Manolo, eu adoro as ideias malucas da Annie! Sabe, pelo menos eu não me ferro e ainda ganho sucrilho de presente! HAHAHAHAHA.

— Umo bugai fei di tal, umo bugai fei di tal, umo bugai fei di tal, umo bugai fei di tal. AI MEU SANTO JEOVÁ! — exclamei, sentindo um cheiro maravilhoso de Garnier Formol. — De onde vem esse cheiro, oh, criaturas? — e quase como se fosse uma resposta a minha pergunta, uma porta se abriu. Qualquer pessoa normal iria ficar com medo, mas eu não sou normal. #fato

Adentrei a cômodo e fiquei decepcionada em ver que aquilo era um quarto. Bosta! Por que as criaturas iluminati não me mostram alguma coisa mais interessante? Sabe, tipo um banheiro ou um vestiário masculino.

GENTE, MAS QUE MERDA DE QUARTO ERA AQUILO?

Tinha pizza espalhada no chão, pedaços de miojo, cuecas sujas debaixo da cama (queima isso, Sem Or.), páginas de livros, refrigerante, um exército de formigas. E na cama, tinha um garoto de cabelos negros, roncando que nem um macaco com asma (?). E pelo odor que vinha ATÉ a porta, ele tem um bafo de crocodilo danado. (oi?)

— Enfim, que seja! — disse mentalmente — Você já enfrentou coisas bem piores, Kemille! Já lutou contra mendingos psicóticos, exorcizou camelos falantes e já fugiu de traficantes de frango frito, isso não pode ser o pior. — de fato, aquilo não era mesmo o pior. Tirei uma tesoura e uma sacola plástica da minha capa (pffff, não me digam que vocês não levam esses materiais com vocês? Seus posers.) e andei com cuidado para não pisar nas pizzas, chegando até o tiozinho, que sugava metade da galáxia de tanto que roncava (?).

— Macumba xa lá lá, xa la lá. — cantei um rito, enquanto cortei uma mecha de cabelo castanha do sujeito. — Minha oferenda de hoje tá garantida! Tomara que os iluminati gostem de formol! — sorri satisfeita, enquanto me virava pra vazar dali. Claro que eu ia embora, mas uma mão agarrou meu pulso.

— O QUE CÊ PENSA QUE FEZ COM MEU CABELO DE DIVA? — Ai. Meu. Santo. Curupira. Esse cara é enorme! É HOJE QUE EU VOU FICAR DESVIRGINDADA ASHYAISYAYIHEWIWHYWIE (?)

— Eu tava dando um novo corte, cherry. Sabe, tipo channel! Se você não gostou, é só pedir pra um açougueiro rapar com máquina zero, tu vai ficar lindão! — sorri amarelo.

— TU ME PAGA, MUIÉR! — ele berrou, me lançando um olhar que rompeu meu hímen. (WTF?)

OH, ANJO MIGUEL, DESÇA DO CÉU E VENHAS ME SALVAR!

Anne

Minhas amigas são muito doidas. POR QUÊ EU NÃO NASCI COMO UMA LESMA? POR QUEEEE? OH MUNDO CRUEL! NA PRÓXIMA REENCARNAÇÃO, IREI NASCER COMO UM FUNGO (?). Tá, parei com o drama.

Enquanto eu estava rastejando pelo chão (precaução é tudo, gente) evitando ser vista por alguém, senti minha cabeça bater em algo.

— Ai! — praguejei mentalmente o maldito objeto que estava na minha frente e comecei a soca-lo. Se fosse um objeto inteligente, teria saído da minha frente mas como não é, merece ser chutado. E isso resultou em um pé todo dolorido, eu mereço.

Só depois que resolvi tatear o objeto, constei que era um pequeno armário. Retirei meu celular do bolso da jaqueta que eu vestia e iluminei o vidro, para ter uma visão do conteúdo lá dentro. O armário guardava uma coleção de facas de prata.

Engoli em seco, sentindo uma pequena pontada de medo invadindo meu corpo, mas de qualquer forma, peguei uma das facas para dar uma olhada. A prata reluzia assassinamente mediante a luz melancólica do visor do meu celular. Ela estava impecavelmente polida e não havia um vestígio de qualquer mancha ou sujeira visíveis.

— Ela é linda... Você não acha? — sussurrou uma voz no meu ouvido.

Me arrepiei por inteiro, por causa do susto e segurei um berro entalado na garganta.

— QUEM É VOCÊ? — berrei, por fim, assim que senti meu pescoço sendo lambido. Pô, vamos maneirar na putaria aí, tio. Q

— Aargh! — ele gemeu de dor e percebi que sem querer, a faca o havia acertado bem na barriga.

— Ai meus santos! Você tá bem? —indaguei preocupada.

— Sim… Eu estou ótimo! Vamos, me corte mais! — ele pediu, enquanto se contorcia no chão, rindo. Tô achando que coloquei muita força, só pode.

— Eu tô é vazando daqui! — retruquei, enquanto ia corredor a fora. — A gente se vê no seu enterro! (??)

AI MEU DEUS. O MENINO VAI MORRER! E EU VOU SER INDICIADA POR HOMICÍDIO E A ALMA DELE IRÁ ME ARRASTAR PRO INFERNO! MERDA!



Kotori

Eu me sinto culpada por ter deixado a Sakura só. Mas me entendam, quando curvamos aquele corredor, eu vi um loiro muito sedução deitado no sofá, apenas de camisa. E eu não posso deixar essa oportunidade passar.

Fui até o sofá meio ofegante. O rosto dele parecia ter sido esculpido pelos deuses. Os cabelos loiros caiam sobre a face, dando um ar despojado e a boca dele estava fechada, parecia um anjo dormindo.

Bom, olhar não arranca pedaço, certo? Talvez tocar não mate ninguém HEHEHEHEHE’. Já estava aproximando minha mão daquele abdômen magnífico quando senti meu pulso sendo puxado bruscamente por uma mão calorosa.

— Lady Gaga? É você? — ele murmurou sonolento. — Canta uma música para mim?

— Stop, Calling! Stop, Calling! Vamos dormir, lalalala — cantarolei destrambelhadamente, rezando para que ele não acordasse novamente. Mas como eu sou o azar em pessoa, ele abriu os olhos bruscamente e deu um pulo do sofá, como se fosse um cão farejador achando maconha (??).

— Mas que diabos é você? — ele indagou, passando a mão pelos cabelos e pegando uma havaiana de pau debaixo do sofá.

Nossa gente! Foi só uma musiquinha e um quase aperto de abdômen! Pra que tanto dilúvio em copo d’água? (??)

Continua...

Notas finais
Não tem FB Sakamaki. Por que? Por que, bom, esse cap. ia ficar muito grande (ainda tá faltando POVs aqui) e só a Anne levou o celular, logo ia ficar meio ilógico. '-' Ei, cada uma de vocês pode comentar o seu par? Acabei perdendo o par de todo mundo :c (mas para algumas consegui decorar) Bye! E ESTÁ FALTANDO O POV DA MINA DO KANATO HAEHHAEHAHEHHAHEHAHE! MUUITA MACUMBA IRÁ ROLAR! SANGUE, DEMÔNIOS, CAPIROTO. QQQ