Notas iniciais
Little Kat's, aqui está mais um capítulo para vocês. Desculpem-me pela demora, é porque eu estava escrevendo minha outra história (da qual estou muito inspirada para fazer) e tinha dúvidas sobre o que fazer nesta história aqui. Agora que estou de férias (uhuuuu), vou tentar focar um pouco mais nessa. Se estiverem gostando comente, favorite e recomende. Estou aberta para sugestões. Agradeço desde já.

—Ghale, espera! — gritei. Ele estava quase virando no outro corredor.

Ele parou para me esperar.

—Algum problema? — ele perguntou quando me aproximei.

—Sim...quer dizer, não mas...eu achei que você quisesse falar comigo. — respondi.

Ele deu um sorriso.

—Você é muito esperta. Venha, quero lhe mostrar uma coisa.

Segui Ghale por mais de cinco corredores e duas escadas. Nunca imaginei que o Covil 17 fosse tão grande assim.

—Você ainda não me disse o seu nome. — disse Ghale enquanto passávamos por mais um corredor.

—Bom, o meu nome verdadeiro eu não sei, mas a Sra. Mason e o presidente me deram o nome de Emilly. — respondi. — Então, resumindo, meu nome é Emilly.

—Gostei do nome. — disse ele. — Tifanny e Jake sabem dar ótimos nomes. Uma vez eu juro que vi os dois se agarrando em um dos corredores há alguns meses atrás.

Eu ri e Ghale se juntou a mim.

—Não havia pensado que a Sra. Mason e o presidente pudesse ter um relacionamento. — falei.

—Na verdade, eles terminaram há mais ou menos um mês atrás com um apontando uma arma para a cabeça do outro. — disse Ghale.

—Acho que eles não eram muito felizes. Estou certa? — perguntei.

—Certíssima.

Paramos em frente à uma porta de metal super protegida com uma câmera de vigilância e uma espécie de calculadora no lado direito da porta.

—Precisa de tanta segurança assim? — perguntei impressionada.

—Quando eu vim visitar o Covil 17 pela segunda vez há alguns atrás, um maníaco tentou me matar dentro do meu próprio quarto enquanto eu dormia. — respondeu ele.

Ele digitou alguma coisa na calculadora rapidamente, o que fez a porta de metal se abrir.

—Damas primeiro. — disse Ghale, indicando para eu entrar no quarto. Quando entrei no quarto fiquei mais impressionada ainda.

O quarto dele era incrível. As paredes haviam um tom de azul púrpura, o chão era de carpete branco e no teto havia uma mistura de duas cores; laranja e roxo.

—Pode se sentar ali. — disse ele, indicando um sofá branco num canto da sala. Sentei-me no sofá e continuei a observar o quarto.

No quarto havia uma cama com um lençol azul marinho com estrelas brancas. Tinha um armário e uma mesa estranha ao lado da porta para o banheiro.

—O que é aquilo? — perguntei, observando a mesa direito. Havia tubos com líquidos de várias cores em cima dela.

—É a minha mesa de ciências. — respondeu Ghale. — Digamos que eu sou pouco...intelectual às vezes. — ele se sentou ao meu lado.

Ficamos em silêncio por um tempo.

—Seu quarto é maneiro. — falei quebrando o silêncio.

—Obrigado. Meu irmão disse que eu podia decorá-lo como eu quisesse então... — ele fez uma pausa. — Se eu pudesse mudar novamente, eu mudaria.

—Por que você me trouxe aqui? — perguntei.

—Porque... — ele suspirou. — eu vi alguma coisa em você. Alguma coisa estranha.

—Tipo o quê?

—Uma auréola. — respondeu Ghale.

—O que é uma auréola? — perguntei.

—Esqueci que você perdeu sua memória. Uma auréola é um tipo de anel dourado brilhante acima da cabeça, mas é invisível. Só algumas pessoa veem. Algumas histórias antigas, antes da Terrível Guerra, dizem que alguns anjos tinham auréolas.

—Então, eu acho que você acabou de me chamar de anjo. — falei. Ghale riu.

—Pode-se dizer que sim. — disse ele. Olhei para ele e ele para mim. Ele estavam se aproximando aos poucos de mim. Ele estava quase me beijando.

—Não... — pressionei a minha mão contra o peito dele para ele se afastar. — Eu não te conheço. Você pode estar muito bem tentando me matar. — me levantei e ele também.

—Me desculpe. Eu não... — suas bochechas estavam vermelhas.

Ficamos em silêncio por um tempo.

—Eu vou embora. — falei, por fim.

Ghale não disse nada. Apenas andou até a calculadora do lado da porta, digitou alguma coisa e a porta se abriu.

Sai sem dizer nada.

Demorou um pouco para eu conseguir achar o caminho de volta para o meu quarto. Quando cheguei, tomei banho e fui dormir, mesmo sem sono.

Fiquei olhando para o teto até sentir sono. Como não consegui, sentei-me na cama com as mãos em meu rosto.

Quando as tirei e abri os olhos, não estava mais no meu quarto.

Eu estava sentada em uma cadeira rosa. Ao meu redor a paisagem era a mais linda que eu já tinha visto. A grama era verde e macia, o céu azul e as árvores tinham folhas tão verdes que refletiam a luz do sol de algum modo.

À minha frente, uma menina com cabelos escuros de, mais ou menos, oito anos brincava sozinha com três bonecas de vertido rosa. As três bonecas eram iguais; ambas tinham cabelos loiros, pele clara e olhos azuis.

—Lutessa! Está na hora! — gritou uma voz ao longe.

A menina ergueu a cabeça. Seus olhos eram azuis.

—Já vou mamãe! — gritou ela em resposta. Ela recolheu as bonecas e as colocou em uma caixa amarela com corações rosas embaixo de uma árvore.

Ela saiu correndo e entrou dentro de uma casa muito bonita pintada de azul. Me levantei da cadeira e a segui.