As Tears Go By
1 Álcool,Cigarro e Sedução
Notas iniciais
Esta é a minha primeira fic no Nyah, estou com medo e gostaria que dessem a opinião de vocês. Criticas construtivas são muito bem vindas,mas sem baixaria ok?
beijo ;*
O silêncio pairava sobre minha mente. Também sobre meu coração. Sem me importar com o barulho daquele bar em que me encontrava, sem nem mesmo triscar no capo de uísque a minha frente. Uma música tocava no fundo, não me importava com o que era. Sex Pistols, eu acho. A respiração era o único sinal de que estava viva por ali, a confusão me consumia enquanto olhava o vazio, passando o dedo ao redor da borda do copo, ainda cheio, intocado sobre a mesa. É um terrível clichê. A sensação de ser traída traz vários outros sentimentos que nunca pensei em sentir antes. Era o sentimento de falha, de erro. Era certo que não amava meu namorado, mas ser traída foi a pior covardia que ele pode fazer, mas foda-se era só esquecer que um dia ele existiu em minha vida.
Tateei minha bolsa em busca de dinheiro, estalei os dedos para o garçom mais próximo e indiquei os cigarros em uma minúscula prateleira. Foi então que me lembrei que não tinha isqueiro, já que nunca havia fumado na vida.
- Tem um isqueiro? – Resmunguei para o rapaz a minha frente, ele meneou com a cabeça negativamente.
Suspirei entediada e empurrei o cigarro para o lado. Olhei para o lado e então pude notar um rapaz sentado me olhando curiosamente. Nada de homens agora, homens agora nunca mais. Continuei me enganando com aquele mantra e ignorando o rapaz que estava em uma distância pequena de mim. Quando virei o rosto novamente, ele estava no banco a o meu lado. Seus cabelos eram longos, loiros e todos bagunçados, de um jeito bem charmoso. Era tão alto e magro, vestia-se como o Sid Vicious.
- Precisando? – Ele estendeu o isqueiro.
Peguei o maço de cigarros e tirei dois, coloquei um em minha boca e mostrei o outro para ele. Ele inclinou-se um pouco para mim e coloquei o cigarro na boca dele. Ascendeu o cigarro. Para minha vergonha, comecei a tossir um pouco com a fumaça, arrancando algumas risadas dele.
- Fuma desde quando?
- Desde agora. – Murmurei, sem graça. – Pode rir.
- Não se preocupe. – Ele sorriu um sorriso belíssimo que me fez esquecer o meu pequeno mantra. – Como se chama?
- Lhe digo assim que me disser o seu.
- Tudo bem. – Estendeu os braços como se tivesse rendido. – Duff, Michael na verdade, mas prefiro ser chamado assim.
- Lilian, mas prefiro ser chamada de Lilly. – encolhi os ombros soprando a fumaça. – Bom, o que o trouxe aqui? Não me diga que foi a vontade de ajudar uma recém fumante.
- Bom, na verdade foi a recém fumante que me trouxe aqui. – Duff enrolou uma mexa do meu cabelo na ponta de seu dedo. – Está sozinha? – Sussurrou em meu ouvido, sutilmente.
-Não, eu estou com você. – Concentrei-me no copo de uísque a minha frente e goleei todo de uma vez.
- Bom saber disso.
Nicotina e Álcool. Talvez um pouco de sedução. Era uma mistura perigosa que me levou a deixar que aquele estranho tocasse seus lábios nos meus, de inicio leve, mas depois com mais força.
- Acho melhor encerrar a noite por aqui. – Separei-me dele, me organizando para ir embora, ele fez o mesmo se levantando comigo e pagando a conta.
- Acabou de começar, amor. – Ele sorriu e me seguiu durante a rua escura até chegarmos a minha casa.
A primeira parte da minha linha de erros começou naquela noite. Alguém com juízo suficiente para ser chamada de sã teria se trancado se em casa, talvez nem mesmo deixado que aquele beijo acontecesse. Uma pessoa ajuizada jamais teria convidado esse estranho a entre em sua casa, bebido mais duas garrafas de Jack Daniel’s, aceitado cocaína o suficiente para não se lembrar de quando chegou à cama, tão pouco transado com um completo desconhecido. Mas bom,eu nunca tive muito juízo mesmo.
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