Notas iniciais
Primeiro ouçam uma música de suspense, escolham aeh e depois uma meio romântica...
Bjo, to saindo rápido e não tenho tempo de colocar link de musica
;*

~MFBC

Estou meio pensativa sobre este capítulo. Os últimos escrevi às pressas por não ter tanto tempo livre...

Vamos apressar o tempo nas histórias um pouco, mostrando o essencial...

Escrevo com pesar a história pela qual me apaixonei antes de passa-la ao computador..

E termino este comentário com um pensamento...

Por que as pessoas que mais parecem conosco, que mais nos completam aparecem quando você pensa estar tudo resolvido? Por que é tão complicado? Por que queremos as prender, tê-las conosco até quando é impossível? E depois... Por que nos arrependemos? Não era isso que queríamos?

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E assim aquele garoto se tornou meu melhor amigo.

Confidências, confiança, tardes de filmes, diversão.

Usávamos isso também para tirar ele de casa um pouco, aproveitar para ele dormir em minha casa, fugindo da frieza do pai dele.

Eu mesmo ainda não me atrevera a ir lá...

Mas uma coisa ainda me incomodava... Minha mãe...

Cada vez mais ausente, menos preocupada.

Depois de ganhar um almento, o que eu achei que deveria estar feliz, começou a ficar estranha, fria, não se arrumava mais e sua vaidade estava no fim.

Ela saía quase toda noite para a casa da nossa tia que estava doente, o que deve ser grave, já que faz um bom tempo.

(...)

- E meu pai falou que talvez eu logo terei uma nova mãe...

Eu escutava Yuuri falar, espichado no meu sofá enquanto comíamos pipoca e passava a música final do episódio de Naruto Shippuden.

- Vou colocar o próximo episódio — falei me levantando.

- Não! Tenho que ir pra casa! — ele falou rindo, jogando um travesseiro em mim — Senão ficaremos até uma da madruga vendo animes...

Ri e joguei outra nele.

- Vou com você — desliguei a TV — minha mãe não chegou. Vou aproveitar e esticar as pernas.

Saímos e eu tranquei a porta.

No caminho conversamos sobre o club — que ele está se dando super bem. Já arrecadamos mais de mil este mês — e sobre os planos pro final de semana.

- Vamos pelo fundo, não quero me deparar com seu pai — falei rindo e ele concordou.

Geralmente Yuuri entrava pela frente da casa, mas ultimamente ele anda escapando pelos fundos, saltando a janela do quarto dele — que é no segundo andar, uma mansão praticamente — nos telhados e na calha, descendo até uma árvore, daonde ele salta pra perto do muro, onde tem um portão que copiamos a chave semana passada.

De repente, ao virarmos no beco da rua de trás da mansão, deparamos com um palio preto que eu conhecia muito bem a placa.

- Não é... O carro da sua mãe? — sussurrou Yuuri, ficando curioso.

Nos aproximamos pé ante pé. O que ela estava fazendo ali? Não estava na nossa tia?

Eu, curioso, tinha que ir lá, não é mesmo? Ai como me odeio!

A cena congelara o coração e me fez ficar pálido muito rápido. Senti Yuuri agarrar meu braço com força e se assustar com o casal aos beijos.

As pombinhas românticas não se viraram, já que não viram os espiões noturnos. Yuuri estava com cara de susto e eu, com fogo nos olhos, queimando por dentro, morrendo de puro ódio.

A fera que guardava dentro de mim inrrompeu e eu dei um murro no vidro, fazendo o casal pular de susto e soltar um gritinho ao se virarem.

Com os cabelos bagunçados, tentavam disfarçar o calor de lá, mas eu gritei:

- VOCÊ DISSE QUE NINGUÉM... NINGUÉM! PEGARIA O LUGAR DO MEU PAI! VOCÊ MENTIU, ME ENGANOU, PRA SE ENCONTAR COM ELE?!

O pai de Yuuri me encarou, mas estava com medo... Uma ovelha em frente a um lobo. Toda autoridade que ele já teve perto de mim, todo medo que me fez e o tapa, sumiram de suas lembranças e ele pareceu ser um verme perto de milhões de águias famintas...

- VOCÊ... — tentei falar, mas não consegui.

- Pedro... — tentou falar minha mãe, mas eu a interrompi enquanto eles tentavam sair do carro.

- PEDRO NADA! NÃO ME VENHA COM DESCULPAS! VAI "VISITAR A TIA", NÃO É? — me virei furioso para o pai do moreno que estava de boca aberta diante de tal cena — VOCÊ! TENTOU OCUPAR O LUGAR DO MEU PAI! NUNCA, NUNCA IREI TE PERDOAR! ARDA NO INFERNO!!!

Saí sem falar mais nada pra ninguém.

- Droga! — ouvi minha mãe começar a dizer e ouvi as portas do carro fecharem.

Corri desesperado pelas ruas até minha casa.

Entrei no mesmo momento que o palio cantou pneus na rua.

Corri até meu quarto e o tranquei com chave, chutando a porta e quebrando meu abajur com força no chão.

- Filho... — ouvi minha mãe atrás da porta tentando falar.

- SAI DAQUI! O PAPAI TE ODIARIA AGORA! ASSIM COMO EU TE ODEIO!

Taquei uma porcelana na porta com tudo, quebrando-a.

- Pedro, por favor... — suplicava minha mãe entre lágrimas e soluços, mas eu gritei, derrubando meus livros.

- SAIA DAQUI! SAI DAQUI! SAI DAQUI! SAI daqui... sai daqui... sai...

Minha voz foi afinando e sumindo em meio aos milhares de monstros que me inrrompiam enquanto eu chorava com vontade de matar aquele homem desgraçado...

O lugar... Do meu pai...

Ouvi os passos rápidos da minha mãe escada abaixo.

Começei a socar a porta até a força ir acabando e eu cair de joelhos, colando a testa na porta e chorando por muito tempo.

Vi a foto do meu pai e me arrastei para alcançá-la. Abracei-o e chorei ainda mais, agarrado nele...

Por que teve que partir, pai?

E agora que eu precisei de você...

Cadê você, pai?

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Acordei com batidas secas na porta.

Olhei em volta. Eu tinha dormido na porta, agarrado ao meu pai...

Meu pesadelo era real...

Abri uma fresta da porta. Havia um café e minha mãe partia. Eu ouvi o palio cantar pneus novamente e me enojei, fechando a porta.

Deitei. Não iria à aula naquele dia...

Minhas costas doíam demais... Não estava bem...

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- Hey! Acorda...

Abri meus olhos e me deparei com um moreno do meu lado.

Pulei de susto.

- O que tá fazendo aqui, menino?

- Vim te ver. Você não foi pra aula...

- Como entrou? — perguntei curioso.

- Janela — ele riu — Já faz um tempo que estou aqui te olhando, mas o tempo passa, dorminhoco!

- Macaquinho — brinquei enquanto me sentava.

Ele abriu a mochila e tirou de lá dois lanches e um refrigerante.

- Pra que isso?

- Almoço — ele riu — Você tem que se alimentar.

Eu ri.

- Tá parecendo a minha mã-

Mas me lembrei da minha 'mãe' e me calei.

- Eles... Meu pai — ele tentou falar, mas eu soltei uma lágrima raivosa — Pediu sua mãe em casamento.. — ele falou de uma vez e eu agarrei as minhas mãos na calça para não quebrar mais nada — Depois eles virão conversar com a gente... — ele disse desanimado.

Começei a segurar o choro e soluçar ao lembrar do meu pai...

Ele passou a mão pelo meu ombro e me abraçou. Eu não respondi ao abraço. Esperei ele se afastar.

Yuuri pegou no meu queixo e ergueu meu rosto, para que eu o olhasse.

- Não fica assim... Agora seremos irmãos... — ele tentou dar uma risadinha sem graça.

Tentei rir, mas não consegui. Dei um meio sorriso forçado e baixei os olhos.

Abraçei-o e deixei as lágrimas caírem. Ele derrubou uma única... Isso que ele que era o chorão...

Abraçei-o com mais força ainda. descarregando o mar de lágrimas que não conseguia soltar à muito tempo.

- Não fica assim não, Pedro...

O cheiro do perfume dele invadia-me as narinas.

- Isso tudo é uma desgraça! EU ME ODEIO!

Levantei, empurrando-o e peguei meus mangás da prateleira e começei a rasgá-los com raiva, mas Yuuri correu e agarrou meus braços, me impedindo.

- NÃO! OS MANGÁS NÃO! POR FAVOR! NÃO! SE CONTROLE!!!

Eu não consegui me controlar. Tentei me livrar dos braços fortes dele, mas era difícil.

- ME SOLTA! — gritei entre lágrimas.

Em segundos agarrei os braços dele com minhas mãos fortemente, mas ele mostrou mais força ainda e me empurrou com força contra a parede, fazendo eu bater as costas com força e gritar, mas meu grito foi abafado.

Abri meus olhos, no começo assustado, mas fechei-os, tentando controlar as lágrimas enquanto ele me dava um selinho úmido e forte, pegando meu lábio enquanto lágrimas caíam de seus olhos e molhavam a face lisa e perfeita.

Tentei me controlar e não continuar chorando, o que funcionou. Ele soltou minhas mãos e eu, sem entender, apenas aceitei o beijo. Abracei-o e passei as mãos pelos cabelos sedosos e perfumados do moreno que já havia crescido mais e estava praticamente da minha altura.

Ele levou as mãos ao meu rosto e segurou-o enquanto eu beijava aquela boca macia com gosto de hortelã e sentia nossas línguas quentes se mecherem num ritmo frenético, explorando a nova boca...

Nos separamos por um tempo e ele secou minhas lágrimas, com a testa colada na minha.

- Eu... Não quero te ver chorar... Pedro...

Demorei um pouco para mostrar vida e, depois sorri sem entender o porque e disse lentamente fechando os olhos...

- Eu... Acho que...Gosto muito de você...

Ele sorriu e me deu mais um selinho. Eu não abria meus olhos.

- Gosta?

Perguntou enquanto mordiscou meu lábio e me deu um beijinho rápido...

- Eu... Te amo...

Ele não esperou. Me beijou doce e suave, mas eu, sem entender minha reação, sentindo-me diferente, sem um peso, vivo, abraçei-o durante o beijo e o virei rapidamente, virando-o contra a parede e prensando-o, beijando-o mais e mais rápido.

Dei uma mordiscada em sua orelha e ele se arrepiou. Continuamos o beijo... Que eu nunca pensei... Que teria com alguém.

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- Pedro...

- Hun? — perguntei ao moreno deitado em meu peito, na cama.

NADA ACONTECEU! PELAMORDEDEUS, SUAS MENTES POLUIDAS!!!

- Você... Tem certeza disso?

Olhei aqueles olhinhos de cão pidão e beijei a testa dele.

- Sim, Yurri. Eu... Te amo.

Ele veio por cima de mim e me deu outro beijo calmo e suave.

Ele deitou ali do meu lado e assim permanecemos, abraçados, até adormecermos e acordarmos tarde da noite.

Ele me deu um beijinho de despedida e, como um macaquinho, saltou a janela e me abandonou mais uma vez na noite fria.

Isso que só revelamos tudo hoje...

Sorri ao vê-lo pular o muro e correr pelas ruas até a casa dele.

Deitei e abraçei meu travesseiro que acolheu o meu moreninho.

Inspirei o perfume dele e ali adormeci novamente.

Notas finais
COMENTEM! O que acharam, se foi precipitado.
Bjos ;*