As Súplicas De Um Vagabundo
7 Destino...
Notas iniciais
Para não perder mais tempo, posto este capítulo curtinho, mas não menos importante.
Estou estudando o dia todo, então logo compenso com outro maior.
:)
Música tema: https://www.youtube.com/watch?v=oYDDiqhhzbQ
Sabe aquele sentimento que vem para mudar tudo de uma vez?
Você planeja sua vida, acredita em um destino... Mas não é capaz de perceber que o único destino que carregamos é a morte...
Eu nunca imaginei este destino para mim...
Não estou repunando...
Não estou rejeitando...
Estou... Por incrível que pareça, acolhendo tudo de braços abertos.
Eu e Yuuri estamos juntos à três dias.
Dias que minha mãe viajou e o pai dele não saiu do escritório. Desta vez não estavam juntos, o que me aliviou.
Esta paixão fomeou minha alma, não de desejo por prazer. Lógico que também, mas sinto entre eu e meu moreninho a aura leve, brilhante.
A alma brinca com o corpo e, entre os beijos carinhosos, acabamos descobrindo algo surpreendente novo, vindo de nós dois.
Algo não revelado nunca por mais ninguém.
Juro que nem a mais bela garota que já me apaixonei não tocou tanto meu coração...
Aquilo... Eu me sinto vivo... Pela primeira vez posso dizer que todos preconceitos, pretextos, vacilos, sumiram de minha mente. Nada me incomodava.
Sempre acreditei que estas pessoas, que acabam dizendo gostar de alguém igual a si (homos) estavam delirando, eram seres errantes.
Mas agora percebo que vivi preso demais aos meus conceitos, à minha crença. Não imaginava que existissem outras linhas de pensamento, outra filosofia, outra música. Sempre acreditei que devia ser do jeito definido e só! Nunca parei e olhei nada pelos dois lados...
Não estou falando só da homossexualidade. Estou falando no geral. Parece que temos uma venda nos olhos. Algo invisível que nos prende às regras e pensamentos dos outros, à uma crença. Nada fora daquilo parece ser legal, existente. Nos cegamos em frente às tantas realidades humanas... Pobres mortais... Somos todos cegos e estupidamente retardados...
...
No outro dia cheguei mais cedo na escola e me encontrei com Yuuri. Não damos na cara nosso 'romance'. Temos certa vergonha. Se bem que dizer isto ainda é precipitado...
Ficamos conversando sobre o casamento dos nossos pais, o que eu ainda não aceito.
- Bobo. Vamos ter que morar juntos, irmão... — ele sussurrou no meu ouvido, mordiscando o lóbulo levemente e me arrepiando pacas!
- Para com isso, macaquinho!
Olhei aqueles olhos profundos e verdes. Passei a mão em seu rosto e selei aqueles lábios macios e quentes rapidamente, atrás das grandes plantas que tem no meio do pátio.
Fomos pra aula e acabei dormindo.
Quando acordei ele não estava mais lá.
Mas adivinha o por quê de eu acordar, ou melhor, me acordarem?
- Senhor Pedro, estava dormindo novamente? — perguntou rigidamente o professor, me batendo com o livro — Sugiro que vá lavar os olhos!
Levantei sonolento, esfregando os olhos enquanto a turma ria de mim.
- Líder irresposável! — falou ele bravo.
O bom deste professor é que, não só me bate, mas me manda passear.
Fui devagar até o banheiro masculino e empurrei a porta lentamente.
Faltavam uns vinte minutos para acabar a aula.
Lavei o rosto e fiquei me olhando no espelho e nem notei a figura baixa e morena do meu lado.
- Dormindo de novo, irresponsável?
Ri junto com Yuuri e me virei pra ele, escorando-me na pia enquanto ele se aproximou e me deu um selinho.
Ele mecheu no meu cabelo e eu o agarrei pela cintura e o puxei para perto de mim.
- Aqui não — riu ele, mas eu beijei aquela boquinha úmida e deliciosa.
- Fodam-se.
Mas eu também estava receoso.
Ele se afastou e eu me espreguiçei.
Yuuri pegou com as pontas do dedo no meu queixo e me puxou em direção ao box.
- Aqui é mais seguro — falou ele entre beijos. Safadinho!
Entramos rapidamente. Tá! Eu praticamente o joguei para trás.
Tranquei a portinha e baixei a tampa do vaso.
Começamos outra sessão de beijos, dos mais calmos aos mais cheios de fogo.
Não me controlei e peguei naquela bundinha redonda e durinha, apertando-a.
- Que bundinha durinha — falei rindo baixinho no ouvido dele, mordendo o mesmo.
Ele corou, mas não me empurrou nem nada. Do contrário! Pegou na minha com as duas mãos e me beliscou no final.
- Ai... — eu ri enquanto nos apertávamos contra a parede do box.
Ouvi o barulho da porta abrindo.
- Droga! — falei sentando no vaso e ficando de um jeito como se já estivesse ali.
Pela frestinha vi que era um calouro.
Antes que ele visse a perna do meu moreninho, puxei-o para meu colo e ele ergueu os pés, mas o pequeno baque fez o vaso puxar ar por debaixo da tampa e fazer um barulho estranho, chamando a atenção do invasor no lado de fora.
Yuuri teve uma idéia e falou no meu ouvido rindo:
- Não ria!
Ele pôs a mão por baixo da blusa, no sovaco e baixou o braço rapidamente, fazendo um som de pum muito hilário, que me segurei pra não rir.
Ele começou a fazer uns 'ai.. ui... haaaaa...' e o moleque lá fora se assustou e ia em direção da porta quando Yuuri falou:
- Não... Ufa! Não se aproxime, garoto... O negócio aqui tá feio...
E fez outra sequência de puns de sovaco, assustando mais o menino que teve nojo e começou a andar para trás.
- Tá fedendo pra porra! — Yuuri falou com uma voz gemida — Não coma a sobremesa... Está péssima e dá um revertres forte!
O menino abriu a porta gaguejando e saiu correndo.
Começei a rir alto e Yuuri também, mas ele logo me calou com um beijo.
Pus a mão no queixo dele e abracei sua cintura com a outra.
- Você é muito mal — ri.
- Não viu nada — falou ele baixinho, fazendo eu me arrepiar todo.
- Você me paga por isso — eu ri, agarrando-o mais contra mim e o beijando.
Mas se existe um menino safado, é ele!
O danado se virou de frente pra mim e se sentou mesmo no meu colo, com as pernas rodeando minha cintura, mas tocando o chão.
No mesmo momento não pude controlar minha ereção.
- Você é muito safado, cara!
Mas ele me beijava mais e arrepiava minhas costas com as unhas curtas.
- Será? — ele perguntou tentador, levantando um pouco e sentando novamente, enquanto mordia o lóbulo da minha orelha.
Ah! Se eu te pego, pirralho, tú vai sofre, seu capetinha!
- Seu safado! Se eu te pegar, tu vai ver só!
Agarrei as costas dele e o puxei ainda mais. Começei a puxar a camisa dele e quase arrebentei os botões naquela fúria eretiva.
- Não! — ele falou rápido e me olhou meio assustado, mas logo desfez o rosto estranho e se levantou — Não é hora...
Ele me deu um selinho, se apoiando em mim e colocando a mão propositalmente na minha virilha, o que foi muito tenso!!!
Fiz menção de agarrá-lo novamente, mas ele empurrou meu peito para trás e, quando pensei que ia voltar, ele abriu a porta de costas pra ela e escapou rindo.
- Te vejo no clube...
Fiquei com a maior cara de tacho, pensando que ele ia voltar, o que não aconteceu.
Depois levantei e vi que não faltava muito para o sinal bater. Deixei de lado a aula e fui para o clube, onde me escorei na mesa e adormeci novamente....
Agora me resta pensar em um bom castigo prara o meu macaquinho....
Notas finais
;D
Que tipo de castigo vcs imaginaram? hahaha comentem aeh!
Bjobjo!
Eeeeeh, Mizuke-kun! ;* Td beleza? kkk
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