Notas iniciais

- Rumple, quem sabe ele pode ajudar, irei até ele e o trarei aqui. Fique com Henry. –falou.

Eu estava prestes a me perguntar como ela faria isso, então lembrei: Mágica!

Fiquei esperando Regina voltar com Rumple.

- Vou ficar bem, não se preocupe. –Henry falou.

- Eu sei que vai meu amor. –o abracei.

- Que cena linda! –Rumple.

- Você pode cura-lo? –perguntei.

Ele se aproximou de Henry.

- Receio que não. Esse veneno é extremamente forte, o garoto tem pouco tempo. Sinto muito. –falou.

- Isso não é possível, tem que haver um jeito. –Regina falou em desespero.

- O que posso fazer é lhe dar mais tempo, talvez ele resista mais umas duas semanas. –falou.

- Duas semanas? –Perguntei com as lagrimas inundando os olhos.

- Bem, isso daria tempo de vocês procurarem a fada das águas, ela é ainda mais poderosa que eu. –falou.

- Não seja idiota, ela não existe, é só um mito. –Regina falou.

- Claro que existe. Eu a conheci. –uma pontada de esperança surgiu em meu coraçaão.

- Então temos que ir Regina. –falei.

- Lembre que vocês não podem usar mágica para chegar lá, ela precisa sentir que vocês fizeram esforço para chegar até ela e que merecem ganhar a ajuda dela. Ela não presenteia as pessoas assim facilmente. –Rumple falou.

- Vamos para o castelo, deixaremos Henry lá com meus pais. –falei.

- Certo, vamos. –Regina falou.

- Rumple, faça o que você pode fazer para que Henry resista e sobreviva até conseguirmos o antídoto. –eu disse.

Rumple colocou as mãos sobre Henry e ele levantou-se.

- Se sente melhor? –Rumple perguntou.

- Sim. –Henry respondeu.

Dispensei o guarda que me esperava com a carruagem e fomos para o castelo usando a mágica de Regina.

- Emma, o que ela está fazendo aqui? –Encantado perguntou.

- Henry comeu uma fruta venenosa. Eu e Regina temos que viajar atrás do antídoto. –expliquei.

- Não podemos mandar alguns guardas? Você tem mesmo que ir com ela? –Branca perguntou.

- Obrigada pela confiança. –Regina falou.

- Você não é digna da nossa confiança e sabes muito bem disso. –Encantado falou.

- Parem de brigas, o importante agora é o Henry, Regina e eu partiremos amanha cedo. –falei. – Vamos Regina, você vai dormir no meu quarto. Preciso ficar de olho em você.

Regina revirou os olhos, mas foi comigo para meu quarto.

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Já estávamos na cama prestes a dormir.

- Você acha que conseguiremos salva-lo? –perguntei.

- Tenho certeza. Henry é a única coisa boa que me restou. Eu não irei perde-lo. –os olhos dela encheram de lagrimas e os meus também.

Eu a abracei, aquele era um momento no qual precisávamos estar juntas.

Acordei e me vi abraçada com Regina, dormi sem perceber.

Levantei da cama, tomei um banho, vesti uma calça preta, uma blusa vermelha e uma jaqueta de couro preta também. Pra onde iríamos vestidos não era muito apropriados.

- Nossa, já está pronta. –fiquei admirada ao ver Regina arrumada. Estava com uma roupa muito parecida com a que eu estava, porém a blusa era azul-marinho.

- Essa é mais uma das vantagens da mágica. –sorriu pra mim.

Pegamos nossas mochilas que estavam com roupas, água, comida.

Fomos até a sala onde meus pais e Henry tomavam café.

Eu e Regina nos juntamos a eles.

- Cuidem bem do nosso garoto. –pedi.

- Cuidaremos. –Branca falou.

- Até breve Henry. –o abracei.

- Logo estaremos de volta! –Regina falou e entrou no abraço.

- Agora vamos indo, temos uma longa jornada, teremos que atravessar a floresta e temos apenas 2 semanas. –Regina falou.

- Vamos. –falei.

Pegamos algumas armas e partimos para nossa jornada.

Andamos até chegarmos na entrada da floresta negra.

- Preparada? –Regina perguntou.

- Sim! Você sabe aonde encontraremos a fadas das águas? –Perguntei.

- Sim, em um lago que fica no vale depois da floresta. –respondeu.

- E lá vamos nós. –Falei.

Entramos na floresta.

Era escura, úmida e havia cheiro de morte nela. As arvores de galhos retorcidos provocavam arrepios de medo no meu corpo inteiro.

- Cubra o nariz! –Regina ordenou.

O odor começou a ficar mais forte.

-Esse fedor, não é qualquer coisa. Se você o inala-lo terá devaneios, e a loucura a fará se matar. -explicou.

Rapidamente peguei o lenço que ela estendeu para mim e o usei para cobrir o nariz.

- Eu não entendo como em um ano de convivência Henry ama mais a você do que a mim que passei mais de 10 anos ao lado dele. –Regina disse.

- Faça por merecer o amor dele, você já fez muitas coisas erradas, isso o afastou de você, não eu, você deveria saber disso. –falei.

- Estou acostumada a ter tudo que quero na base da violência ou através da magia, mas claro, com ele isso não funciona. –disse.

- Então tente de outra maneira, aprenda a ser uma pessoa melhor, pare de tentar destruir a felicidade dos outros e em vez disso crie a sua. –tirei do cabelo algumas folhas que haviam caído sobre ele.

- Isso é um pouco difícil, pra mim, eu me esforço mais é difícil, sabe como é né, velhos hábitos. –riu.

- Ta na hora de mudar esses velhor hábitos. –a aconselhei.

- Olha só, eu recebendo conselhos de uma das pessoas que mais odeio. –Regina disse rindo.

- Vamos dar uma trégua nesse ódio, pelo menos por enquanto. –eu disse.

O silêncio pairou por aguns instantes

- Emma, quando tudo isso acabar, voltarei a te odiar ok? –falou. Tive que rir.

- Idem, Regina. –respondi.

Mal eu sabia o que o destino havia preparado para mim.