- Quanto tempo levaremos para chegarmos ao vale onde fica o lago que a fada mora? –perguntei.

- Uns 6 dias. 5 se não houverem nenhum imprevisto. –respondeu.

- Isso faz termos que nos apressar o Maximo possível não é? Teremos pouco tempo para irmos e voltáramos. –falei.

- Não necessariamente. Para voltarmos podemos usar mágica. –Regina respondeu.

Continuamos andando. Minhas pernas começavam a doer, meu estomago roncava e o sono me dominava, mas eu não podia cansar assim logo no primeiro dia, tentei afastar aquilo da minha mente e continuar andando.

- Regina, espere, preciso beber água. –falei.

Tirei a garrafa d’água de dentro da bolsa e bebi um pouco.

- Me dê um pouco também. –Pediu Regina e dei para ela.

Caminhamos até a noite chegar.

- Vamos parar um pouco, precisamos comer e descansar. –ela disse.

Pegamos os cobertores e sentamos em cima deles no chão.

- Estou com medo. E não é normal pra mim sentir isso. –falei.

- Eu também estou. Mal acredito que estou admitindo isso. –riu e colocou o cabelo pra trás da orelha.

Acendi uma fogueira e Regina pegou algumas frutas e um pedaço de carne parar comermos.

- Meus poderes não funcionam aqui. Me sinto vulnerável, é a mesma sensação de fraqueza que senti... –não conseguiu terminar.

- Quando o perdeu. –completei.

- Sim. –disse.

- Também já perdi alguém importante pra mim, e eu sei que não é fácil. A gente passar a desconfiar de todos, e evita o amor só...

- pra não se magoar outra vez.

- Quem diria que temos coisas em comum hein. –falei e ela riu.

Ela estava próxima de mim, olhou fixamente nos meus olhos e paramos de rir.

Minha respiração acelerou, e senti meu coração indo a mil. Senti um forte desejo de beija-la, mas me detive.

Viramos o rosto constrangidas devido aquele acontecimento. Tinha rolado um clima entre nós? Como assim? Minha nossa, sentimos vontade de nos beijar. Seria possível isso?

Eu percebi no jeito dela que ela também queria me beijar, um impulso pelo calor do momento? Eu esperava que sim. Se odiar Regina era problemático, me senti atraída por ela era ainda mais.

A noite estava fria, fazendo-me arrepiar.

- Você dorme um pouco primeiro e eu vigio, depois trocamos. –Regina falou. – É arriscado demais as duas dormirem.

- Tudo bem.

Deitei e logo peguei no sono, estava muito cansada.

- Emma. –Regina sussurrou.

- Sim. –respondi.

-Vigie para eu dormir um pouco. –pediu.

Fiquei sentada e ela deitou-se. Assim como eu pegou no sono rapidamente.

Observei o quanto ela era linda, os cabelos negros contrastavam na pele branca. Os lábios volumosos, o corpo com curvas perfeitas. Acidentalmente me peguei imaginando-me beijando-a, tocando a pele que parecia ser tão macia.

Afastei as fantasias sexuais com Regina da cabeça e continuei a vigiar, caso algo que pudesse nos ameaçar aparecesse.

Ouvi um movimento, olhei de um lado e para o outro, porém nada vi.

Peguei uma espada e fiquei em posição de defesa.

Novamente escutei o som de alguém pisando em folhas secas.

Surgiu então uma mulher branca, alta, dos cabelos ruivos e olhos azuis piscina. Vestia um longo vestido branco.

Era encantadora.

“Venha comigo Emma, fique comigo, eu sou muito solitária, quero uma amiga”! – Uma voz angelical falava em minha mente.

Soltei a espada e comecei a caminhar lentamente em direção a ela.

Eu não entendia o porque, mas simplesmente parecia que eu não dominava meu corpo, não conseguia ir para longe

Ela cantava uma musica que eu não entendia, mas a melodia era perfeita.

“ Você ficará comigo Emma? ” a voz perguntou em minha mente.

Ainda mais fissurada que antes assenti que sim com a cabeça. Estava bem próxima a ela quando uma mão me segurou e colocou algo nos meus ouvidos que me impediam de escutar a musica que a mulher cantava. Vi que eu estava prestes a enfiar uma adaga no meu coração.

Com os ouvidos tapados e sem ouvi a voz “angelical” pude então ver a verdadeira forma daquela mulher que me hipnotizara. Completamente diferente, usava um grande manto preto com um capuz que pouco permitia-me ver seu rosto, mas consegui ver a pele enrugada, as mãos tão magras que quase era possível ver o rosto.

Ao perceber que eu não mais a ouvia nem a seguia a mulher foi embora. Virei para ver quem havia me salvado.

- Mais cuidado senhorita Swan. –Regina.

- No fim em vez de eu cuidar de você, você que cuidou de mim. –ri.

- Devia ter lhe alertado sobre as mortes, não é a toa o terrível fedor deste lugar. –falou.

- Como assim “mortes”? –perguntei. –E por que ela simplesmente foi embora.

- Existem vários tipos de mortes. Aquela era um suicida, ou seja ela não poderia lhe matar, teria que induzi-la a se matar. Era isso que ela fazia, hipnotizou você com a canção e estava prestes a conseguir o objetivo dela. –me explicou.

- Uau. –foi tudo que consegui falar.

O dia já estava começando a chegar, mesmo dentro da escura floresta era capaz de perceber isso. Regina me entregou uma fruta para comer e ela também comeu uma.

- Então, vamos prosseguir na nossa jornada, entraremos ainda hoje pela área dos ogros, isso não será nada fácil. –Regina disse.

- Eles são terrivelmente perigosos. Já conheci um e acredite, não tenho o mínimo interesse de revê-lo. –falei.

- Imagino. –Regina riu. –Caminharemos pelas terras deles, precisamos ter muita cautela para nenhum deles sentir nossa presença.

- Da ultima vez que passei por lá fiz a idiotice de chamar a atenção de um, não se repetirá. –falei.

- Espero que não, ou há uma grande chance de não sairmos mais daqui. –falou.

Ri e abaixei a cabeça.

— Regina, antes que eu esqueça, obrigada por me salvar. –falei.

- Não vá se acostumando com isso. –riu e eu também ri.

- Idiota. –falei e ela riu ainda mais.

- Não foi nada, somos um time agora certo? –Sorriu pra mim e segurou minha mão. Sorri de volta pra ela e falei:

- Certo!