As Surpresas Do Amor!
1 O fruto venenoso!
Tudo parece estar bem, todos de voltar ao lar, Regina parece mais uma vez tentar voltar-se para o bem. Meu nome é Emma e eu sou filha da Branca de Neve. Loucura né? Sim, eu sei disso.
Observo Henry brincando com o avô no jardim, aprendo a usar melhor espadas com ele, nunca o vi feliz daquele jeito. Acabo sorrindo involuntariamente, a felicidade dele é a minha felicidade.
- Por que está sorrindo? –Henry se aproxima de mim e pergunta.
- Por estarmos aqui, por você está feliz, enfim. –respondi.
- Você está feliz? –perguntou.
- Não sou fã numero um desses vestidos chiques e enormes, mas estou feliz apesar disso. –falei e ele riu.
- Quero visitar minha mãe Regina. –Henry abaixou a cabeça. –Ela deve estar muito sozinha.
Ele é um bom garoto, mas não gostava nem um pouco da ideia de eles muito próximos.
- Tudo bem. Quando você quer ir? –falei meio derrotada, sabia que não tinha como negar isso dele.
-Hoje mesmo, agora se possível. –falou. –Ela não esta morando tão longe.
- Vou mandar preparar a carruagem. Aí que saudade dos carros, tá na hora de fabricarem por aqui.
Falei com um dos guardas que preparasse uma carruagem para levar a mim e a Henry na casa de Regina e então fui falar com Branca (ainda não consigo chama-la de mãe e estamos no reino encantado, Mary Marget ficou em Storybrook)
-Vou levar Henry para ver Regina. –falei.
- Tu do bem, mas tenha cuidado com ela. Precauções nunca são demais quando o assunto é Regina. –disse docemente.
- Não se preocupe, tomarei cuidado. –dei um meio sorriso.
O guarda me notificou que já estava tudo pronto, estavam apenas a esperar que eu decidisse partir.
O caminho até a casa de Regina pareceu mais longo do que realmente era
- Obrigado por me levar. –Sorriu pra mim.
Não respondi nada, somente sorri.
Cada vez que o levava para vê-la o medo de que ele não quisesse mais voltar comigo crescia dentro de mim.
Enfim chegamos à casa da minha rival.
Henry bateu na porta do casarão, torcendo para que ela estivesse próximo a porta, ou algum empregado.
A porta se abriu.
- Henry! –disse emocionada e abraçou o menino.
- Estava com saudades mãe. –meu coração se partia sempre que ele a chamava de mãe.
- Ah, você também veio. –virou-se pra mim e falou em um tom que demonstrou o quanto ela não gostava da minha presença.
- Tambem estou feliz em te ver Regina. –falei sarcástica.
Ela sorriu irônica pra mim e fez sinal com as mãos pra que entrássemos.
- Então o quê os trás aqui? –perguntou.
- Henry queria vê-la. –respondi.
Os olhos dela se encheram de lagrimas. Momentos raros como aquele eram o que me faziam acreditar que ela ainda tinha um coração.
Ela o abraçou e me senti uma certa nostalgia ao ver aquela cena.
- Incomodada senhorita Swan? –perguntou para me provocar.
- Não dona ex rainha malvada. –falei e ela apenas revirou os olhos.
- Henry meu amor, você pode ir dar uma volta no jardim, Emma e eu vamos conversar um minutinho. –sorriu pra ele.
Ele assentiu que sim com a cabeça e saiu da sala.
- o que quer falar comigo Regina? –perguntei seria.
- Quero mais tempo com Henry. É injusto comigo ficar tanto tempo longe dele. Eu que troquei as fraldas dele, eu o ajudei a dar os primeiros passos, eu o vi arrancar o primeiro dente. Ele é importante pra mim também, posso ter um milhão de defeitos, mas também o amo. –as palavras me deixaram um pouco desconcertada.
Tentei pensar em algum bom argumento conta aquilo, mas não consegui.
- Está bem. Deixarei você vê-lo mais vezes. –eu disse e ela sorriu vitoriosa.
- Otimo. –falou.
- Mas cuidado com o que você faz com ele, eu a caçaria até o inferno se o levasse de mim. –falei ameaçadoramente.
- Você sobreviveu sem ele tanto tempo, acho que conseguiria ficar novamente sem ele na sua vida. –as palavras dela foram como uma bofetada, tentei me aproximar dela para bate-la, mas com um simples movimento da mão direita ela me jogou conta a parede e me encurralou.
- Você não pode mais tira-lo de mim. –falei.
- Eu não vou, porém em troca peço a mesma consideração da sua parte. Não o afaste de mim. – a proximidade que havia entre nós naquele momento me fez estremecer de uma maneira prazerosa, o que me assustou.
- Não irei. Eu prometo. –falei e ela enfim me soltou.
- Vamos ao jardim ver como está nosso menino. –a segui até o jardim.
Quando chegamos nos deparamos com um Henry se contorcendo no chão.
- HENRY! –gritamos ao mesmo tempo e corremos em direção a ele.
- O que aconteceu com você? –Regina perguntou. Senti meus olhos enxerem de lagrimas, embaçando minha visão.
- Meu estomago e minha cabeça estão doendo. –fez um grande esforço para pronunciar as palavras.
- Mas por que? Começou a dor do nada? –sentei-me no gramado e coloquei a cabeça dele no meu colo. Regina do outro lado segurava a mão dele.
- Depois que comi aquela fruta amarela estranha comecei a me sentir tonto, então fiquei enjoado e a dor começou. –falou fraco.
- Que fruta amarela Henry? –Regina gaguejou as palavras.
- Aquela ali mamãe. –fez esforço para levantar o dedo para apontar a fruta.
Regina virou-se para olhar e depois olhou a Henry e então a mim.
As lagrimas escorreram silenciosas pelo rosto dela.
- Aquilo é uma espécie rara no nosso reino. É uma fruta venenosa, vai mata-lo. –Regina falou.
As lagrimas escorreram ainda mais pelo meu rosto.
Eu havia acabado de recuperar Hemry, havia feito de tudo para salva-lo de todos os maus que o ameaçaram, será que eu o perderia assim? Meu coração não conseguia aceitar.
— E você não tem cura pra isso? –quase gritei.
— Não... –sussurrou.
- Meu Deus! O que faremos Regina?
Fale com o autor