As Soul At War

28 28X01 A small life


(Elena)

Levaram-me para o quarto, colocaram as coisinhas do Daniel ao meu lado eu estava um pouco nervosa por não saber o que tinha acontecido com meu filho ou se quer para onde tinham o levado, a enfermeira entrou com uma bandeja cheia de remédios, ela disse:

–Olá senhorita Gilbert, trouxe seus remédios!

Eu coloquei o remédio na boca e engoli com pressa, eu disse á ela:

– E o meu filho, ele está bem¿

Ela sorriu lindamente e respondeu:

–Bom, ele nasceu um pouco antes do previsto, mas ele é bem grande pra 30 semanas, ele tem 1 quilo 894 gramas e 43 centímetros, provavelmente a doutora vai querer que ele fique aqui pelo menos até completar dois quilos! O que eu acho que não vai demorar muito!

Um sorriso se formou em mim ao saber que o meu pequeno ficaria bem, eu disse:

–Eu queria muito vê-lo, será que ele pode vir até aqui¿

–Bom nós o colocamos na incubadora, mas se a senhorita quiser eu posso leva-la na cadeira de rodas para ver a criança!

Eu sorri animada e disse:

–Eu gostaria muito!

–Tudo bem então!

Ela me ajudou a sentar na cadeira, saímos pelo corredor até encontrar toda a minha família sentada nos bancos, eu sorri ao vê-los e eles vieram como um enxame de abelhas até mim, me enxiam de perguntas:

–Você está bem¿

–Como o bebê está¿

A enfermeira falou com uma voz firme e autoritária sobressaindo na deles, ela disse:

–Acalmem-se, por favor, a senhorita Gilbert está indo até a incubadora ver o bebê, apenas duas pessoas podem vir com ela!

Todos começaram a se prontificar e eu disse:

–Quem vai comigo é o Damon que é o pai dele, e a Caroline que eu quero que seja a madrinha do Daniel!

Caroline sorriu como uma menininha que ganha um brinquedo novo, eles seguiram a enfermeira até uma sala com a porta de vidro, lá dentro eu podia ver várias incubadoras algumas vazias e outras com bebês dentro, ela disse há Damon e Caroline:

–Vocês, por favor, coloquem as luvas a touca e o avental, as crianças são muito frágeis!

Ela entrou comigo enquanto eles faziam o que ela pediu, ela andou comigo por dentro da sala e quando fomos chegando ao fim não pude deixar de reconhecer aqueles olhinhos são exatamente como os do pai dele, ele resmungava colocando a mãozinha na boca a enfermeira me ajudou a sentar na poltrona que estava ali, ela delicadamente o retirou de dentro da caixa de vidro e me entregou, eu mal conseguia segurar, tão pequeno e tão frágil, ele resmungava em meus braços, a enfermeira colocou na cabeça dele a pequena touca que ele havia ganhado da minha mãe a touca ficava gigante em sua cabecinha, ele se encolhia como quem estava com frio eu peguei uma manta verde clara com ursinhos por toda a extensão e coloquei em cima dele, ele suspirou aninhando o corpinho e fechou os olhos, eu vi Damon chegando e Caroline logo atrás dele, eles sorriram a me ver, Damon se aproximou e eu entreguei o bebê cuidadosamente há ele, ele segurou meio desengonçado, ele acariciava a cabeça do bebê e sorria feito um bobo, Caroline quase pulava em cima dele querendo ver o Daniel, ele começou a choramingar fazendo o Damon ficar nervoso, ele entregou o bebê para Caroline ela fazia um biquinho fofo enquanto olhava para ele, ele voltou a choramingar e logo começou a chorar estridente, a enfermeira se aproximou e pegou ele, ela me entregou-o e disse:

–Eu vou te ajudar a amamenta-lo!

Ela colocou um bico de silicone no meu seio e encaixou a pequena boquinha dele ali, ele sugava com calma e devagar. Demorou mais ou menos uns 10 minutos para mamar até que ele terminou. Caroline disse enquanto eu o levantava para arrotar:

–Eu vou lá fora pra deixar sua mãe entrar, ela quer muito ver ele!

Eu assenti e ela saiu da sala, Damon me observava e disse:

–Ele é lindo!

Eu dei um meio sorriso olhando para o pequeno rostinho do meu príncipe e respondi:

–Ele é a sua cara!

Ele sorriu convencido, e eu vi a minha mãe entrando, ela andou quase correndo até chegar em nós, ela disse:

–Me deixa ver o meu netinho!

Eu sorri e o entreguei ele há ela, dizendo:

–Olha Daniel, essa é a sua vovó Miranda!

Ela o segurou sorrindo, a pura vovó coruja ela acariciava de leve enquanto ele reclamava, ela o embalava cantarolando quando a enfermeira chegou:

–Hora de o pequeno Daniel voltar pra incubadora!

Eu respirei fundo e disse:

–Eu posso segura-lo só mais uma vez!

Ela franziu os lábios, mas suspirou se dando por vencida, ela me entregou Daniel já sem o cobertor que eu o enrolara, eu o aninhei em meus braços e beijei de leve o seu pé magrelo, eu o levantei olhando direto para seu rostinho eu admirei o quanto o formato de seu rosto e suas bochechas são parecidas com as minhas, eu disse olhando em seus olhos tão azuis quanto uma pedra lápis-lazúli:

– Eu te amo filho, a mamãe vai te proteger de tudo que ameaçar te fazer mal, você é a minha vida, eu vivo por você! Eu prometo que eu vou estar sempre ao seu lado meu querido, Eu amo você Daniel!

Eu olhei pro lado e a minha mãe secava ás lágrimas e suspirava, Damon me olhava com um olhar brilhante. Eu abracei sem força e devolvi para os braços da bela enfermeira loira, ela sorriu segurando-o e depois colocou de volta na incubadora, ele choramingou um pouco, mas logo voltou a pegar no sono.

(três dias depois)

Eu estava deitada na minha cama esperando a minha enfermeira voltar, quando Kol entrou no quarto todo alegre, ele sorriu amigável e disse:

–Elena, aposto que estava morrendo de saudades de mim!

Eu sorri e respondi:

–Sim Mikaelson eu estava com muita saudade!

Ele sorriu e me abraçou, ele sentou no sofá. Eu vi a enfermeira entrando e disse:

–Bom dia Julia, não era a Emma que vinha pela manhã¿

–Bom dia Elena, ela estava resfriada hoje e não pode vir, mas eu vou ficar aqui e ajudar você, você quer tomar banho antes de ir ver o Daniel¿

–Sim, eu adoraria!

Ela franziu os lábios e disse:

–Hoje você vai tomar banho sozinha, você vai ser liberada amanhã então tem que começar a ficar sozinha!- Eu assenti concordando- Mas eu vou ficar aqui do outro lado o tempo todo, qualquer coisa que você precisar eu vou ficar aqui!

Eu sorri contente, por mim eu já teria ido embora deste hospital há mais ou menos uns dois dias, mas como segundo a doutora Fell eu perdi bastante sangue quando o Daniel nasceu e tive que ficar mais uns dias nesse lugar, o que foi bom por que o Daniel já está quase atingindo o peso ideal está com 1 quilo 915 gramas, o que deixa toda a mãe feliz.

(Autora)

Elena acabará de entrar e a jovem enfermeira sentou-se em uma cadeira ao lado da porta do banheiro, ela vestia um vestido branco um pouco acima dos joelhos, acompanhado de um belo par de escarpas da mesma cor, e seu cabelo louro acobreado estava preso em um longo rabo de cavalo.

Kol a observava sem pudor algum, ele encarava diretamente as pernas da garota, ela distraída olhando para o relógio nem percebeu os olhares calorosos do Mikaelson mais novo, por um instante ela olhou para ele e seus olhares se cruzaram deixando a moça rubra de vergonha e ele com um sorriso sacana.

Ela respirou desconfortável puxando o vestido mais para baixo com a intensão de esconder as pernas, ele deu uma risadinha e disse:

–Então, qual o seu nome¿

Ela olhou para ele com certo fogo no olhar, umedeceu os lábios sem se dar conta do quão bonita era, ela respondeu:

–Meu nome é Julia!

Ele pensava como pode ser tão bonita e ao mesmo tempo ter tanta pureza, Kol Mikaelson jamais se apaixonaria em hipótese alguma sentiria o poder do amor sobre si, ele sempre fora o garoto mal que nunca se amarraria há garota alguma sem importar o quão bonita ou especial ela fosse. Já Julia, completamente desiludida do amor, como ela mesma diz, o amor foi feito somente para os livros, pois na vida real ele é duro, complicado e alguém sempre sai ferido no fim da história.

Ele quase beijava seus lábios com um breve olhar, com medo que a conversa acabasse por ali a garota fez questão de perguntar:

– E o seu¿

Kol estava completamente fixado nos lábios da garota enquanto ela falava, nem prestando atenção no que a pobre menina dizia ele gesticulou um ‘o que¿’, ela riu meiga e repetiu a pergunta:

–O seu nome¿ Eu perguntei qual era o seu nome!

Ele sorriu deixando de fora sua bela arcada dentária digna de revista, dentes brancos e completamente alinhados, ele a respondeu:

–Eu sou Kol Mikaelson, é um prazer conhecer você Julia!

Ela retribuiu com um meio sorriso e murmurou um ‘obrigada!’ ele balançou a cabeça em troca, a garota retirou o celular cinza do bolso do vestido e o observou sem nem mesmo tocar á tela, ele continuou a olhar para ela, até que perguntou:

–Você não é muito jovem para estar trabalhando de enfermeira¿

Ela desviou os olhos do aparelho e soltou uma risada abafada, disse:

–Eu estou fazendo estágio para a faculdade, mas não sou tão nova assim eu tenho 23 anos!

Ele franziu o cenho em dúvida e respondeu:

–Caramba, achei que você tinha no máximo uns 20 anos!

Ela riu pendendo a cabeça para trás e disse:

–Muito obrigada! E você tem quantos anos¿

Ele puxou o canto direito em um sorriso e disse:

–Eu tenho 25!

Ela se limitou a apenas dar um sorrisinho, assim ficaram em silêncio por alguns instantes, até Elena sair do banheiro vestindo uma calça preta de moletom e uma camiseta bege, seu cabelo enrolado na toalha, Julia se levantou e disse:

– Bom, hoje eu vou trazer o Daniel até aqui, vamos começar a retira-lo da incubadora por espaços de tempo maiores até quarenta minutos, assim ele vai acostumando, eu vou busca-lo enquanto você termina de se arrumar!

Elena deu um sorriso que ia de uma orelha há outra a moça disparou pela porta com o rabo de cavalo balançando de um lado para o outro.

Elena e Kol conversaram sobre Damon e Daniel até que a enfermeira voltou com o pequeno bebê vestido com um macacão azul marinho e enrolado com uma manta branca com as iniciais DGS bordadas em azul num tom envelhecido, ela sorria olhando para o bebê em seus braços ela entregou o bebê aos braços da mãe que aguardava ansiosa por receber a criança, assim que entregou o bebê a enfermeira disparou porta á fora. Quando estava na metade do corredor ela ouviu uma voz masculina a chamando:

–Julia!

A loira se virou e encarou o Mikaelson que quase corria para alcança-la ele sorriu um tanto ofegante quando chegou ao lado dela, ele disse:

–Você poderia me passar o seu telefone¿

A loira sorriu deixando o moreno encantado com tamanha a beleza a garota detinha, ela disse:

–Claro, 785-555-0179!

Ela deu um leve beijo em sua bochecha direita e seguiu o seu caminho pelo grande corredor do hospital.

(Lizzie)

Eu estava em minha mesa enquanto Anna conversava com a enfermeira que nós contratamos, eu mal podia aguentar a ansiedade, eu terminava de colocar as coisas na caixa de presente quando Silas entrou, ele me olhava com cautela e disse:

–Olá minha rainha, tudo bem¿

Eu sorri falsamente, eu mal conseguia respirar no mesmo ambiente que o nojento do Silas, mas nesse momento a única pessoa que pode me ajudar a realizar o meu plano é ele, Silas é a solução do meu problema. Eu respondi:

–Eu estou ótima, como vão os preparativos¿

Ele apenas assentiu com a cabeça, ele se aproximou um pouco falando perto do meu ouvido fazendo-me sentir repulsa:

–Eu vou cuidar de tudo, nosso plano vai sair perfeito!

Eu apenas puxei o corpo para o mais longe o possível dele, Anna entrou na sala com um sorriso assustador e disse:

–Ele vai sair amanhã, acho que lá pela quatro da tarde!

Eu sorri me sentindo confiante, desta vez ninguém vai fazer com que ele não seja meu, se eu não posso ninguém vai ter.

(Damon)

A enfermeira me guiava até a incubadora, como se eu já não soubesse a porra do caminho de cor e salteado eu cheguei à porta de vidro e vesti toda aquela pateada.

Entrei e logo vi os olhos brilhantes do meu moleque, não posso mentir, mal vejo a hora dele crescer e virar a casa nova de cabeça pra baixo, eu o retirei da caixa, ele fazia um barulhinho engraçado com o nariz uma espécie de ronquinho ou ronrono, eu alisei com a mão seu cabelo preto, ele abriu e fechou de leve a boca como se gostasse do carinho, eu segurei a sua mão, ela soltava uma espécie de pele, que segundo a enfermeira era completamente normal, ele parecia de brinquedo de tão pequeno. Se eu colocar as minhas mãos uma ao lado da outra é exatamente o tamanho de Daniel, ele suspirou com força, relaxou o corpo e foi fechando os olhos aos poucos.

Ele dormia como um anjo em meus braços, eu dei um breve beijo em sua testa e o coloquei novamente na caixa, assim que ele se acomodou ele segurou meu dedo indicador e o colocou próximo ao seu peito, senti uma onda de paternalismo que quase me fez chorar. Um pouco disso é a culpa em saber que ele quase morreu por minha causa, saber que ele ser tão pequeno também é culpa minha se eu não fosse esse maloqueiro irresponsável ele ainda teria um tempo protegido na barriga da mãe dele.

Notas finais
Oi meus amores, então eu passei pra dizer pra vocês que estamos na super. reta final da fanfic, acho que no máximo mais dois capítulos :) Bom, e eu queria saber o que vocês acham de uma segunda temporada? Vão acompanhar? Espero as respostas viu!! PS: O meu computador está com problema, e todos os pontos de interrogação ficam virados, desculpe Beijos