As Soul At War
29 29X01 I'm in hell
(Elena)
Eu estava na minha casa nova como sempre Damon exagerado comprou uma enorme cheia de frescuras, Caroline e Bonnie estavam muito ocupadas torrando um dos cartões do Damon comprando coisas para o Daniel, tenho certeza que esse dinheiro não vai fazer falta, mas eu ainda não me acostumei com isso. Eu estava esperando os rapazes terminarem de montar os móveis do quarto do Dan, era a última peça da casa que faltava ser montada, os móveis do quarto dele era de madeira apenas acetinada lindos o berço é alto, provavelmente daqui uns seis meses eu vou ter que trocar, mas ficou tão lindo, eu estava brigando com um deles por ter colocado o papel de parede ao contrário, quando avistei Damon escorado na porta ele tinha um meio sorriso e me observava dando o meu show, os rapazes saíram assim o viram ali parado, eu andei até ele e ele abraçou minha cintura, ele disse:
–Eu adoro ver você assim toda estressada!
Eu sorri e disse fazendo dengo:
–Jura?!
–Estressada com os outros não comigo!
–Mas ultimamente senhor Damon, você vem me dando muitos motivos pra ficar estressada com você!
Ele piscou rápido e freneticamente suspirou se dando por vencido e disse:
–Eu sinto muito minha vida, já te disse que não vai se repetir!
–E eu já disse que acredito desacreditando!
Ele passou de leve a mão nos meus cabelos, aproximou os lábios dos meus quando a Nanely chegou até a porta carregando uma grande caixa azul nos braços, ela disse:
–Me desculpe interromper seu Damon, mas essa caixa chegou endereçada ao pequeno Daniel, então eu achei melhor entregar!
Eu me soltei dele e peguei a caixa dizendo:
–Obrigada Nanely você fez muito bem!
Eu coloquei a caixa em cima da parte vazia da bancada de granito, eu desamarrei o laço e estranhei por não ter nenhum cartão, eu tirei a tampa e tapei a boca pelo susto, tinha um boneco de pano muito assustador, tinha pregas nos olhos e a boca costurada e estava todo manchado de sangue ele vestia uma roupa azul e estava escrito Daniel eu respirava ofegante e as lágrimas escorriam eu estava completamente assustada, Damon tirou a caixa da minha frente, eu nem tinha percebido que ele estava ali, ele me puxou para seus braços e afagou meus cabelos dizendo:
–É só alguém querendo te assustar meu amor, não se preocupa, eu vou proteger você e o nosso bebê!
Eu funguei passando a mão pelo nariz, e disse secando ás lágrimas:
–Tudo bem, mas você não se incomoda se eu for ver o Dan no hospital agora?
Ele fez que não com a cabeça e passou o polegar pelo meu rosto, eu sorri de leve e sai do quarto, eu desci as escadas com a imagem horrível daquela... coisa, eu peguei a minha bolsa e fui correndo até a garagem, por mais que Damon me garantisse que estava tudo bem, eu não consigo acreditar meu coração de mãe me diz que há alguma coisa errada, eu sei que tem alguma coisa errada com ele, meu pressentimento me diz que eu tenho que ir pra lá agora mesmo.
(Lizzie)
Eu entrei pela janela, e logo avistei todas aquelas caixas de vidro, eu andei olhando todos aqueles nomes, Louis Stuart, Emma Lindsay, assim que avistei aquele nome meu coração saltou eu respirei descompassada, ele dormia encolhido no canto da incubadora, parecia um bichinho ali eu abri aquela tampa superior, e o tirei de lá, coloquei direto dentro da minha bolsa, ele suspirou e ficou quietinho lá dentro eu fechei o zíper e sai pela porta da sala, a enfermeira me se pôs em minha frente e disse:
–Com licença, em qual quarto a senhorita estava?
Eu fuzilei aquela loira com os olhos e disse:
–Eu só estava procurando o banheiro!
Ela já estava com uma expressão desconfiada, e disse:
–Tem placas bem grandes na recepção indicando os banheiros!
Eu suspirei começando o teatro:
– É que... eu sou amante de um paciente e eu quis entrar escondida pra esposa dele não saber que eu estive aqui!
Ela ainda tinha a expressão desconfiada e disse:
–Eu sinto muito, mas não podemos permitir a entrada sem autorização!
Eu suspirei e disse:
–Qual o seu nome?
Ela respondeu séria:
–Julia.
–Por favor, Julia ele vai se separa dela, mas não quer magoar as crianças...
Ela me olhou com desprezo:
–A senhorita tem que sair daqui, agora!
Ela colocou a mão nas minhas costas perto da bolsa e a criança se mexeu, eu parei de respirar por um segundo com medo, se ela me pegasse agora eu estaria perdida, ela nem percebeu me levou até a porta e praticamente me enxotou dali, loura burra.
Eu segui até o carro preto parado do outro lado da rua, entrei colocando a bolsa no chão, Silas estava do meu lado ele me olhou malicioso e disse:
–Conseguiu?
–Mas é claro que eu consegui!
Ele sorriu macabro, eu apenas retribui, se eu não pude ser feliz com a minha garotinha aquela Elesma não vai também, depois que eu
(Elena)
Eu parei no estacionamento do hospital e não pude deixar de perceber o tanto de viaturas na frente, um coração naquele momento ficou agoniado, eu estacionei de qualquer jeito e entrei no hospital, logo na recepção vi Julia chorando, por incrível que pareça Kol estava ao lado dela, eu fiquei estremecida, assim que me viu Kol saiu correndo para perto de mim, ele parou ao meu lado enquanto Julia vinha atrás dele, ela chegou chorando mais ainda, ela disse:
–Me perdoe, eu não sabia juro que eu nem imaginei que ela fez isso!
–Cadê o meu filho?
Ela suspirou sugando ás lágrimas para dentro e disse soluçando:
– Ele foi roubado!
Senti como se o chão sumisse de baixo dos meus pés, a dor que eu senti foi como se uma faca fosse enfiada em minha barriga, o meu coração estava como se não existisse, eu respirava descompassadamente. Eu sabia, sabia que eu nunca teria felicidade, imaginava que a paz realmente nunca poderia existir pra mim, que eu nunca fiz por merecer, eu sei que nunca fui uma garota que merecia a felicidade, mas isso, isso é crueldade parece que Deus está tentando me tirando cada gota de felicidade, arrancado tudo o que eu consegui de bom na minha vida foi arrancado, puxado de minhas entranhas. Como pode alguém cometer tamanha atrocidade, retirar um filho de uma mãe, será que isso é um tipo de brincadeira de Deus, porque se for eu não vou suportar, não vou aguentar perder o meu bebê, não vou aguentar não ver mais aqueles olhinhos brilhantes ou ouvir aquele chorinho emocionante. A vida não vai ter sentido sem aquele gordinho lindo, sem o meu bebê... As lágrimas desciam incontroláveis por meu rosto, eu queria gritar cobrar de todos, xingar todos daquele hospital, gritar que foi irresponsabilidade daqueles filhos da puta, que aqueles desgraçados nem conseguem proteger uma criança, a minha vontade era de ter um surto ali mas nem falar eu consigo.
Julia me puxou para um abraço, mas eu me soltei e sai correndo até o berçário eu passei pelo corredor disparado empurrei a porta de vidro e entrei eu avistei a incubadora completamente vazia, a única coisa que eu encontrei ali foi à manta branca dele, eu tirei a manta lá de dentro com os policiais me olhando, eu coloquei ela perto do rosto sentindo o cheirinho dele que estava impregnado ali, eu fui escorregando até o chão eu coloquei a cabeça entre ás pernas e encostei a manta no meu rosto as lágrimas inundavam ela, eu chegava a soluçar.
(Damon)
Passei em casa e acabei pegando no sono, meu pai tinham saído com as meninas elas iriam fazer uma festa surpresa pra quando Daniel chegasse. Acordei com meu celular tocando. Cocei os olhos e atendi, sem ver o numero no visor.
– Alô. – disse com a voz um pouco rouca.
– Oi papai do ano. – uma voz que eu reconhecia soou do outro lado. Demorei um pouco pra identificar, mas depois meu cérebro mandou informações.
– Lizzie… — rosnei.
– Estava com saudade de ouvir sua voz.
– Não precisa me ligar, minha voz vai ser a última que você vai ouvir antes de morrer. – disse com um tom debochado.
– E o seu filho é meu. – não entendi. – Ele é tão lindo... Dá até dó.
– Dó de que? – não estava entendendo.
– Ele é tão lindo. Isso me faz lembrar quantas vezes eu sonhei em como seria nosso filho… Lembra quando passávamos horas sonhando com ele? – ela não esqueceria isso nunca? – Depois de ter você ao meu lado pra sempre ter um filho com você era o que mais sonhava.
– Acha que tenho tempo para ficar te ouvindo?
– Sei que não, mas deveria. Daniel é o nome dele né? – fiz uma pausa e não respondi. – Não pensava que ele era tão lindo, ele é sua cara. – do jeito que ela falava parecia ter visto a Daniel.
– Fica longe do meu filho e da minha mulher. – disse entre dentes.
– Woo! – ela gargalhou. — Elena sofreu muito na hora do parto? Porque na hora em que visitei ela não estava lá, parecia estar muito bem. Pena que é uma péssima mãe, como pode deixar seu filho sozinho?
– Lizzie eu vou te matar!
– Será que ainda terá força? Acho que sua mulher vai ficar destruída.
– Do que você está falando? – vesti o tênis e peguei a chave do carro saindo correndo, precisava saber como Daniel estava.
– Ele estava lindo dormindo naquele berço. Tão pequenininho, me emocionei ao pegá-lo. Tão bonzinho, nem chorou ao vir ao meu colo, àquela roupinha tudo tão meigo. Senti medo em pegá-lo, mas ele é tão bonzinho, ficou numa boa e saímos daquele hospital nojento numa boa. Não fomos notadas.
– Do que você está falando? Onde está o Daniel? – gritei estava dirigindo em alta velocidade para o hospital.
– É impressão minha ou está dirigindo falando ao telefone? – ela debochou.
– Lizzie, espero que não tenha feito nada com o meu filho.
– Damon nem doeu, mas quando você não estiver dirigindo ligo pra te contar o fim trágico. – o telefone desligou e fiquei escutando tu, tu, tu. Desci correndo do carro assim que parei em frente ao hospital, ela poderia estar blefando, mas também poderia estar falando a verdade. Tanto faz. Peguei um elevador e quando cheguei ao andar onde Daniel estava havia uma movimentação diferente. A enfermeira já me conhecia.
– Preciso ver o Daniel. – a enfermeira estava assustada e quando me viu ficou pior.
–D-Da-Damon. – ela não conseguia falar.
– Fala logo caralho! – disse irritado.
–O Daniel… Seu filho… — não a deixei termina sai entrando e fui direto pro berçário. Havia policias dentro do quarto uma muvuca que só, não estava entendendo porra nenhuma.
– Que porra é essa aqui? – perguntei chamando a atenção.
– Quem é você? – um dos tiras perguntou e eu ri da cara dele, odeio policiais.
– Ele é o pai do neném. – uma das médicas tomou a frente.
– O que, que tá acontecendo aqui? Cadê aElena. – notei que ela não estava no quarto. – Eo Daniel? – o que houve?
– Me acompanhe, por favor.
– Me acompanhe é o caralho. Eu quero saber onde está minha mulher e meu filho. – ela respirou, pensou e disse.
– Daniel sumiu. – ela disse de forma rápida e demorei um pouco pra entender.
–O Daniel o que? – precisava que ela repetisse pra ver se era isso mesmo.
– Ele sumiu, desapareceu, sem nenhuma explicação. Elena chegou e ela não estava mais no quarto.
– Não… Não, onde está a Elena? Que brincadeira idiota é essa?
– Tivemos que dopa-la.
– Vocês só podem estar loucos… Se virem! Quero meu filho, seus merdas incompetentes! – meu celular começou a tocar.
– Lizzie filha da puta o que fez como Daniel? – disse rápido.
– Uau. – ela gargalhou. – Então já está sabendo? Como está se sentindo em perder algo que ama?
– Lizzie, é só um bebê.
– E isso importa? Você o ama certo?
– Isso é covardia.
– Por quê? Só porque mexi com os seus sentimentos? Porque quem está sentindo a dor agora é você? Só por isso é covardia.
– Não faz isso… Não o machuque.
– Dói né. – ela riu. – Dói saber que perdeu algo que ama, dói saber que tiraram isso de você sem te dar oportunidades… Isso não é nem metade do que sinto. Sabe essa dor que está dilacerando teu coração? Não é nem metade do quanto o meu está quebrado.
– O que você quer? O que quer para devolvê-lo? Deixe-o em paz, seu problema não é comigo? Resolve comigo.
– Poupe-me Damon. – ela gritou. – Lembra tudo o que já fez comigo. Lembra tudo o que já fiz por você? Não há nesse mundo pessoa que te ame mais que eu, mas pra você isso é pouco, colocou fácil outra em meu lugar. Você e todos acham que não tenho sentimentos, acham que não sou nada. Eu tenho que me fuder e vocês serem felizes, desde quando o mundo foi feito só para vocês? Você me jurou… Você jurou que sempre seria eu, que você sempre me amaria, mas me trocou assim que conheceu a Elena. Ela te deu um filho. Entende o quanto isso dói? Entende que a vida que ela está vivendo é minha? Que ela está vivendo o meu sonho, eu que deveria ter um filho seu. Não! Você não entende porque esses sentimentos pertencem à Lizzie e isso não importa pra ninguém.
– Quer que eu fique com você? Se isso for preciso para que devolva o Daniel eu faço.
– Não te quero por pena… Não quero por dó. Não mereço isso. Você não é mais capaz de me amar.
–Você está descontrolada.
– Não! Eu estou dando o troco. Estou acabando com sua vida do mesmo jeito que acabou com minha vida.
– Lizzie, não desconte no Daniel o ódio que tem por mim.
– Agora é tarde. – ela sussurrou. – Não adianta mais. – ela chorava. – Eu acabei com tudo, eu sou um monstro.
– Lizzie o que você fez? – gritei nervoso.
– Eu só... Eu só fiz o Daniel dormir pra sempre.
– Lizzie cadê meu filho?
– Se foi…
– Você não pode fazer isso. Você não pode brincar assim com as vidas das pessoas. Você não pode ter feito isso com um bebê.
– Adeus Damon. – ela desligou o telefone. Comecei a quebrar tudo em minha frente, ela não podia ter feito isso, ela não podia ter me afetado daquela forma.
– Senhor calma. – dois policias me seguraram.
– Ela matou meu filho. – gritei desesperado.
– Vamos encontrar seu filho, calma.
– Não cara. – estava chorando. – Ela matou meu filho, ela acabou com minha vida
[…]
Minha vida tinha virado um inferno. Elena estava em depressão profunda e eu tinha que segurar a barra, pois era tudo o que ela tinha. Minha vida foi realmente destruída, nunca pensei em viver essa desgraça. Mas a cada dia que me mantinha vivo neste pesadelo, me sentia um vencedor. Procurar a Lizzie era como uma agulha em palheiro nunca sabia por onde começar e nem tinha hora pra terminar, procurava por todo lugar tinha sede de encontra-la, mas ela havia sumido no mapa.
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