As Sete Majestosas

8 Punição e Matrimônio


O Rei Ligtar Avalennas jazia de pé em frente ao janelão circular da torre no qual a reunião seria realizada.

Seus olhos fitavam a cidade com prazer e orgulho. Ele construíra um reinado forte e nunca deixou seu povo desamparado em quase sessenta anos que estivera ali. Porém, pela primeira vez, sentia uma preocupação perante a paz que conquistara. Apesar de todo seu esforço benevolente, fundando inúmeras alianças com os países vizinhos, a Inlícia se mostrou uma ameaça, vencendo uma guerra que não só lhe tirou uma parte de seus territórios, como também a Majestosa que sempre estivera com sua família mesmo antes da Ruptura atual, e mais do que isso, lhe arrancou o filho, dono do principado e herdeiro direto ao trono.

Ainda não conseguia olhar a esposa nos olhos por conta disso. Afinal, devia ser ele no campo de batalha. Mas disseram que estava velho e fraco, que seria mais útil em Finareia. Diante de seu reflexo na vidraça límpida da janela, sua velhice era de fato constatada. Seus cabelos eram brancos sob uma coroa simples, assim como sua longa barba. Seu rosto estava cansado, com rugas e pés de galinha ao redor dos olhos inchados. E tinha uma postura pouco firme, envergada para frente para que suas costas não doessem. E ainda assim doíam. Estava mesmo fraco. Talvez estivessem certo e seria mais útil ali. Pois bem, estava na hora de ser.

Virou-se para o centro da sala quando a última pessoa faltante entrou e se colocou a mesa. Agora estavam todos presentes. A esposa, a rainha Mirillian, a filha, princesa Maya, os Lordes da Cidade, Moeda, Escritura e Ciência, o casal de Conselheiros Reais, e seu filho caçula e novo herdeiro, Lief, com sua Guardiã, a única que permaneceu em pé, a espadachim Lyanna.

— Boa tarde a todos, que Jar o saúdem — disse o rei na ponta da mesa. Ele se serviu de vinho que prontamente estava em sua frente, e passou a jarra ao próximo até que todos se serviram, menos Lief, que fora ignorado pelo Lorde da Escritura. — Espero que todos estejam à vontade. Considero aberta essa reunião real.

Todos a mesa fizeram uma breve mesura erguendo suas taças. Obviamente a bebida era testada antes pelo primeiro a beber, o que caía na responsabilidade do Lorde da Cidade. Era um momento sempre tenso, embora nada de ruim envolvendo veneno acontecesse a mais de décadas naquele reinado. Irvid solveu da bebida com a expressão séria, aguardou alguns segundos e sorriu. Em seguida, todos beberam.

A sala era iluminada pela luz solar que invadia a vidraça cristalina e por poucas velas nos candelabros presos na parede. Estavam no andar mais alto da torre ao oeste do palácio, usada rotineiramente para reuniões como aquela. Além da longa mesa central, havia apenas um pequeno móvel num dos cantos com livros de história, Escrituras e mapas. Nas paredes brancas, quadros artísticos deixavam o ambiente mais acolhedor, com o brasão de Valennas e dos Avalennas fazendo companhia a imagem de sete sóis, principal símbolo relacionado ao Rei dos Deuses, Jar. Ainda sobre a mesa, fora a jarra de vinho e taças, havia um tabloide de madeira em relevo alto para simular todo o supercontinente de Calipo e seus treze países. Um trabalho artesanal muito bonito, diga-se de passagem.

— Bem, vamos dar início com o relatório ou pensamentos de cada um, depois passaremos aos tópicos principais que selecionei junto dos conselheiros para este momento. Todos de acordo? — indagou o Rei, que apesar da idade avançada, continuava com um timbre de voz potente e invejável. Ninguém se opôs. — Pois bem, começarei a minha direita, Rainha Mirillian.

A mulher não sorria. Ainda trajava as mesmas vestimentas roxas de quando colhia maçãs no jardim, mas em vez do chapéu na cabeça, agora tinha um belo diadema de prata com uma pedra púrpura no centro.

— Só tenho a dizer que meu convidado chegou. Assim como discutimos recentemente, tomei a liberdade de pedir pelos serviços de Arv Armstrong, o Investigador Real como é conhecido. Ele ficará nos aposentos de hospedes e iniciará seu trabalho investigativo logo mais. Então, peço que todos contribuam para tal, caso ele passe a questioná-los de algum modo.

— Muito bem. Acredito que tenha sido uma boa decisão — comentou Ligtar. — Sor Godrik deve ser encontrado.

Não houve resposta da rainha, que tomou um novo gole do vinho de sua taça, o que indicava que não havia mais nada a falar. Maya era próxima, embora tenha apenas sorrido de maneira travessa e levado a bebida próximo dos lábios.

— Não tenho nada de interessante a falar. A não ser, é claro, que peguei o Lorde da Ciência bisbilhotando as criadas lavando roupas no riacho.

— O que?! — questionou ruborizado o pequeno e frágil homem do outro lado da mesa. — Eu não… eu… era apenas uma pesquisa para meu estudo de… de…

— Argh, ignore Maya, Lorde Demarco, por favor — pediu a rainha.

A princesa, por sua vez, gargalhou se divertindo com a situação, bebendo de seu vinho finalmente. O rei não pôde deixar de sorrir. Sentiu falta dos gracejos da filha que ficaram ausentes nas primeiras semanas da morte do irmão.

— Mi Rei — iniciou Lorde Irvid Solon, o próximo na mesa. — Venho informar que os esquadrões de infantaria, arqueiros e lanceiros seguem em treinamento intensivo com vossos dez generais de maior estipe. Sendo que duas companhias de soldados estão sendo preparadas para deixar a cidade e substituir as que estão nas Areias Baixas, ao sul. Referente a Finareia, creio que tudo está em ordem.

— Perfeito, embora tenha chegado em meus ouvidos uma crescente queixa de furtos — advertiu o Rei.

— Ah, claro — desconcertou-se Irvid —, realmente a Guarda da Cidade está tendo alguns problemas com os novos moradores. Muitas famílias estão subindo a estrada, deixando seus vilarejos com receio que a Inlícia ataque suas terras antes de vir para cá. E, bem, com o crescimento populacional, alguns patifes desconhecidos estão se aproveitando para realizar esses roubos. A solução está na construção de novas moradias para essas famílias que estão chegando sem lugar para ficar, além de uma maior vigilância em pontos cruciais da cidade. Está tudo sobre controle.

— Imagino que essa situação não esteja relacionada com a tal Guilda dos Ladrões — resmungou o Lorde das Escrituras.

— Não estamos em Balcan, Mi Lorde — retrucou o outro, mencionando o país vizinho que era conhecido por sua libertinagem e principal sede daquela guilda. — Não devem se preocupar, eu garanto.

O Rei assentiu. O Lorde da Cidade, então, tomou seu gole. Em seguida seria a vez do Lorde da Moeda, Rice Henrich, responsável pela economia do reino e do país. Era um senhor extravagante, com roupas bufantes e coloridas, e pó de arroz exageradamente no rosto enrugado. Mas sabia ser fino, sentado de maneira ereta com os dedos cruzados a frente do peitoral.

— Não trago muitas novidades, apenas que como o Lorde Solon mencionou, novas casas estão sendo erguidas em um loteamento próximo ao portão norte. Naturalmente isso custou um punhado de ouro valennenses para conseguirmos a madeira de Fryereen, afinal Vossa Graça insiste em disponibilizar moraria gratuitamente aos que chegam. E também pagamos a última parcela para os ferreiros de Avin — fez um breve sinal na direção de Lyanna, indicando sua polida armadura esbranquiçada. — Fora isso, o comércio da cidade continua sobrevivendo, nossos lucros com a exportação de vidraria seguem na mesma, mas os cofres sofreram uma baixa significativa em relação ao mês passado. Enfim nossas perdas comerciais referente aos vilarejos a beira-mar, cedidos aos inlicianos, estão causando seu efeito.

Ouviu-se um suspiro da rainha, mas ninguém teve nada a comentar. Rice tomou seu vinho.

— Receio que também tenho pouco a adicionar — comentou Lorde Hugo, das Escrituras. — A não ser, é claro, lembrar a família de Vossa Graça que o evento da Primavera Santa se aproxima. Seria importante ter vossas presenças no templo do Primor Santo Eugildes.

Dessa vez quem suspirou fora Maya. Ligtar sorriu e assentiu para o lorde, que bebericou um pequeno gole da bebida alcoólica e depois pediu perdão a Jar.

— Bem, minhas pesquisas seguem… sem dar resultados concretos — disse o jovem Lorde Demarco de repente. Como sempre parecia nervoso em falar em público. — Mas acredito que… estou próximo de descobrir… bem, um jeito de… não sei… explodir as coisas com mais… mais…

— Eficácia? — completou um.

— Segurança? — completou outro.

— Bem, sim…

— Desde que não perca tempo olhando as criadas fará progresso — sussurrou Maya.

— Está bem — cortou Ligtar antes que a esposa se irritasse com a filha de novo. — Meu querido filho, Lief. Tem algo a acrescentar?

O garoto estava achando tudo muito chato, e se desmanchando na cadeira como um ovo que se quebrara no chão, quando foi pego de surpresa pela pergunta do pai. Logo se arrumou e sorriu por ser lembrado, mas depois se acanhou com a atenção que todos lhe deram. Balançou a cabeça em negativo.

— Sendo assim, vamos seguir para as questões da reunião — anunciou o Rei. — Serão duas, então suponho que seremos breves. Conselheiro Morris e Penny estão com a palavra.

O casal de conselheiros era tão velho quanto Ligtar, e apesar de serem nobres, não possuíam terras além do reino, sendo moradores desde sempre de Finareia. Embora o que realmente contasse para o cargo fosse suas experiências com a Corte e alto grau de conhecimento nas seis artes. Morris se curvou para frente, com fumaça subindo vagarosamente de seu cachimbo à boca. Já não tinha mais cabelos, mas os olhos continuavam faiscantes.

— O primeiro assunto que vamos discutir é sobre o Primor Cavaleiro, Sor Gilles. Depois de pensarmos bem sobre seu valor como cavaleiro juramentado da coroa durante tantos anos, decidimos que talvez tenhamos sido muito rígidos ao destituir o mesmo de seu cargo.

— Pelo amor de Deus — a rainha se levantou. — Não foram vocês que fizeram isso. Foi eu! Cabe somente a mim decidir tal questão.

Ligtar levou os dedos na têmpora, provavelmente já esperando aquela reação da mulher. Lyanna ouviu-se respirar mais ansiosa. Ela adorava Sor Gilles, seu primeiro grande professor de fato na arte da espada, e também apreciava seu caráter e fidelidade ao reino de Valennas, ficando muito triste quando Mirillian ordenou que ele fosse expulso de seus serviços e títulos, o culpando pela morte de Oriel. Obviamente o luto e ódio da rainha acabou atropelando sua razão naquele momento, mas o cavaleiro prontamente acatou à decisão com honra.

— Entendemos isso, Mi Rainha — respondeu Morris com calma. — Porém entendemos também que isso afeta a Coroa num todo, sendo assim o Círculo Real tem direito a participar de tal decisão por meio de voto.

A mulher fuzilou o Rei com os olhos, mas ele nada disse. Na verdade, os Conselheiros Reais eram os únicos que podiam se sobrepor às decisões do próprio Ligtar, o deixando de mãos atadas, embora concordasse silenciosamente que o reino perdia muito com a falta de Sor Gilles em suas fileiras militares.

— A morte do Príncipe Oriel não podia ser evitada — continuou o conselheiro em seu argumento. — O Duelo Escarlate seguia os Códigos Absolutos, desse modo ninguém poderia intervir. Infelizmente, o Rei Vald possuía uma Majestosa que desconhecíamos.

— E está aí a culpa de Sor Gilles — indicou a rainha, sua expressão se tornando ameaçadora. Falar do príncipe estava sendo evitado por aqueles dois meses, pois ainda era uma ferida mal cicatrizada para ela. — Como Primor Cavaleiro e juramentado da Coroa, Sor Gilles devia ter previsto que o inimigo tinha um plano! Uma arma secreta como essa!

— Entenda, se passaram seis meses de batalhas sem que o Rei da Inlícia demonstrasse que poderia ter essa arma. Por que ele arriscou tanto tempo? Nossa bandeira vermelha estava hasteada desde a primeira semana — disparou em contra-argumento.

— Não quero saber por quais motivos Vald Hales esperou tanto tempo! Talvez tivesse conseguido a Majestosa só depois de seis meses. Eu só sei que ele enganou toda nossa rede militar de estratégia e reconhecimento. Sem falar que até o momento não descobrimos o país que o ajudou a substituir suas linhas após cada batalha perdida! Isso é uma vergonha. Se eu pudesse destronava cada um de vocês que não viram o óbvio! Fomos cegos ao pensar que Inlícia guerreava apenas por território! Com poucos soldados?! Uma insanidade. Não, eles queriam era a maldita Majestosa de meu filho nem que o matassem por isso.

Um silêncio abrupto recaiu sobre a mesa. A rainha se sentou trêmula de raiva, sabendo que apesar de seu exagero em ralação a Sor Gilles, tinha certa razão pela falha que o reino cometera na guerra, e que seu precioso Oriel pagou o preço. Precisava culpar alguém.

— Se querem votar, que votem. Mas em vez de estarmos olhando pro futuro e para questões mais importantes para o reino e sua segurança, estamos aqui discutindo sobre decisões outrora tomadas.

Morris se levantou.

— Quem for a favor do retorno de Sor Gilles, por favor levante a mão.

Simplesmente ninguém ergueu, não depois do discurso da rainha, preocupados em ir contra seu desejo. Nem mesmo Ligtar insistiu na ideia. Morris voltou a se sentar, decepcionado. A senhora ao seu lado, a conselheira Penny fechou os olhos com desdém. De semblante pouco a vontade, bebeu um longo gole de vinho antes de ser sua vez a falar.

— O próximo e último assunto se diz respeito a Princesa Maya — comentou a conselheira. — O irmão do Rei, Lorde Trossard, nos enviou uma carta pela manhã direto de Enderghar. O Príncipe Darin Fritz aceitou nossa proposta de aliança.

— Isso quer dizer… — Maya parecia em choque.

— Sim, minha filha — confirmou o Rei com um brando sorriso. — Em breve vamos receber a comitiva real de Enderghar. Darin virá pedir sua mão pessoalmente.

— Finalmente uma notícia que tenha a ver com nosso futuro — indicou Mirillian. — Essa união trará uma Majestosa para nosso reino novamente.

— Sim! Desse modo, a Inlícia pensará melhor em declarar uma nova guerra — disse Lorde Irvid triunfante.

— Não seja ingênuo — retrucou a mulher. — Isso apenas vai assanhar ainda mais o desgraçado do Vald. Mais uma Majestosa que ela possa conquistar? Não me surpreenderia que em algumas semanas os inlicianos tentem algo nas Areias Baixas. Se vencerem lá, chegarão aqui em seguida. Mas com a Lâmina de Fogo do nosso lado, e outros reinos com nossas tropas, estaremos mais fortes e vingaremos meu filho.

— Mas não pense, minha amada esposa, que fiz isso pensando em novos conflitos com a Inlícia — disse Ligtar com avidez. — Precisamos, sim, reforçar nosso reino. Não só pela Majestosa que eles possuem, mas Darin é um bom homem, assim como seu pai, o Rei Zinko Fritz. A resposta para a paz está nas alianças com nossos iguais, não na guerra onde o sangue é derramado tão banalmente.

A rainha, por sua vez, revirou os olhos.

— Ó, meu amado esposo — respondeu com sarcasmo —, e por que você suponha que o grande Rei Fritz se alia a um reino que acabara de sair derrotado de uma guerra? Compaixão? Não, aquele pobre velhaco está de olho em nossos soldados para o proteger de suas rixas com Rhufanor. Não é segredo que ele teme que seu país seja o próximo da lista dos rhufanoros a ser invadido, depois da destruição de Lope. Todos os caminhos nos levam para a guerra.

A rainha mencionara Lope, o extinto décimo quarto país de Calipo, derrotado numa guerra sem precedentes por Rhufanor há quase duas décadas.

O Rei pareceu ser atingido com força por aquelas palavras, se mantendo ressentido e calado.

— Ninguém se importa com o que eu tenha a dizer?! — explodiu Maya, levantando-se com a cadeira deslizando às suas costas.

— Pensei que estivesse a disposição da Coroa para isso, filha — apontou Ligtar surpreso. — Meu irmão está em missão em Enderghar justamente para conseguir tal feito. Nós concordamos nisso.

— Eu sei, eu só… queria ter algo a dizer.

— Sem dúvida o reino de Enderghar é a melhor escolha para esse tipo de aliança, Mi Princesa — indicou o Lorde da Moeda. — Além de serem nossos vizinhos mais próximos ao Norte, possuem grande economia devido a venda de seus cereais e cerveja.

— Era isso ou se casar com um Pé de Gelo da Trílicia — disse Lief sem ao menos notar. Todos o fitaram. — Quero dizer… se a intenção era termos uma Majestosa conosco novamente, só sobrou dois reinos do qual os homens estavam livres para se casar. Enderghar ou a gelada Trílica ao norte-oeste.

— De fato, jovem Príncipe — concordou a conselheira Penny. — Além de Enderghar, Trílicia era a opção que tínhamos para conseguirmos uma Majestosa, uma vez que os outros reinos portadores de tais espadas, Avin e Rhufanor não estavam disponíveis para esse tipo de união matrimonial. Mas como já mencionado, a intenção principal do reino é a paz mútua entre o reinos, e não qualquer tipo de vingança apressada a um inimigo em questão.

Mais uma vez Mirillian se mostrou contra aquela visão pacifista, porém não houve mais objeções.

Lyanna achou graça com o repentino conhecimento de Lief do assunto. Sua obcecante busca sobre as espadas havia lhe dado muitas informações, como quais países as tinham. Maya suspirou um pouco mais conformada com aquela decisão, servindo-se do vinho até encher a taça e bebendo tudo de uma só vez.

— O que foi? — perguntou quando os olhos de todos caíram em si com espanto. — Raios, assim será.

— Vamos nos preparar para receber os convidados reais nos próximos dias. Creio que isso finaliza nossa reunião — disse Ligtar, se levantando com dificuldade. Como ninguém teve mais nada a falar, ele assentiu. — Estão dispensados. Nos vemos no jantar.

Lyanna não pôde dizer com certeza, mas pensou ter visto uma lágrima escorrer dos olhos da princesa. Por fim, todos se levantaram, inclusive Lief, por isso ela se prontificou a acompanhá-lo para sua segurança.

A reunião havia terminado.

Notas finais
Respondendo os comentários: Ursula: obrigado aos elogios! Minha escrita é simples, mas que bom que gosta. Em relação a usar muito Mi antes dos títulos nobres e reais, digamos que tenho que continuar usando, uma vez este é o modo cultural de respeito predominante daquele mundo. Por outro, preciso mesmo reduzir a repetição de algumas palavras. Acabo usando letra maiúscula nos títulos para seguir um padrão, nas concordo que acaba sendo exagerado às vezes. Tentei amenizar nesse cap.