As Sete Jóias de Uaset
26 Capítulo 26: Dor
Chegando ao palácio cada um seguiu seu caminho.
Atena acompanhou Akhenaton até o quarto dele.
- Não se preocupe Atena estou bem.
- Quero o ver descansando. — abriu a porta. — venha.
Obedecendo, o príncipe entrou, sentando na cama. A deusa sentou ao seu lado.
- Agora me explique. O que Ré queria provar? Não tinha outro meio dele saber que Saga era sith?
- Pelo que entendi não, mas analisando os fatos, a adaga que meu pai utilizou pertencia a Seth. Ele a usava para curar, isso no inicio dos tempos. Ela só reagiria caso Saga fosse um sith.
- Então Ré correu risco?
- Não exatamente. Caso Saga não fosse, o que ia acontecer é que sua recuperação seria mais lenta. Meu pai já tinha certeza, quis foi fazer drama. – sorriu. – típico dele.
- Não sente nada? — perguntou a ele.
- Não... — Akhenaton tocou o rosto dela. — está com o rosto sujo de terra.
- Não é nada.
- Fiquei com medo de não vê-la mais.
- No fim tudo se resolveu.
- Se alguma coisa acontecesse a você... — Akhenaton a abraçou.
- Estamos bem. — aconchegou nos braços dele.
- Há todo momento no Amêmtis, sentia seu cosmo me amparando, me dando força para não fraquejar.
- Devemos proteger quem se ama.
- Atena...
- Eu te amo Osíris. — acariciou o rosto dele. — muito.
Ele sorriu, no instante seguinte, a beijou, com ardência. Ambos tinham consciência que com o final da guerra iriam se separar novamente. Talvez por anos, séculos... mas eram imortais, o tempo não passava de algo banal. Viveriam um para o outro eternamente.
Saga abriu a porta para Ishitar.
- Asmara nem quis ver o palácio, adorou o jardim. — disse a portadora.
- Criança.
- Eu quero que ela seja muito feliz. — sentou na cama.
- Vai ser. — ele sentou ao lado dela. — vamos cuidar bem dela.
- Vamos?
- Eu não te disse que não vou embora? Que vou ficar com você.
- Mas Saga, você é um cavaleiro, tem suas obrigações.
- Kanon ficará no meu lugar. Não vai se livrar de mim. — sorriu. — agora deita precisa descansar.
Ela apenas encostou na cabeceira.
- Vi meus pais.
- Viu?
- Ré permitiu que eles se vissem.
- E como estão?
- Bem. Meu pai vai aguardar julgamento e minha mãe está nos juncos. Quem sabe um dia eles fiquem juntos.
- Vão ficar. — aproximou.
- Saga.
- O que?
- Depois de tudo aquilo que Toth disse... — ela abaixou o rosto. — meu sangue ainda pode inflamar... posso influenciar você...
- Não importa o que aconteça, vou ficar com você.
O geminiano aproximou-se mais, tocando a face dela. Ishitar fez o mesmo. Saga buscou os lábios dela, a principio um beijo cálido, mas que foi ganhando ardência. O geminiano a puxou intensificando o contato. A portadora sentia seu corpo todo quente, como das outras vezes.
- Eu te amo... — sussurrou com voz rouca no ouvido dela.
Ela não disse nada, só o trouxe mais para si. A falta de ar os separou.
- Vou deixá-la descansar.
- Fique. — disse.
Saga deitou ao lado dela aconchegando-a nos braços.
Shaka caminhava ao lado de Isitnefert.
- Vai meditar? — perguntou a ele.
- Pensei em ficar com você.
A portadora sorriu.
- Vamos para o seu templo.
Sentaram na posição de meditação de frente para o outro.
- Não está sentindo nada?
- Não Shaka. Que bom que a luta terminou.
- Sim.
- Mas sabe o que isso significa...
- Sei... — ele abaixou o rosto. — vou embora.
- É... — Isi virou o rosto. — nem tudo acabou bem.
Shaka chegou mais perto, tocou de forma suave o rosto dela e o acariciou. Isi o olhou, ele estava de olhos abertos.
- Seus olhos estão brilhantes... como naquele dia da dança.
Ela sorriu.
- Poderia dançar para mim? Como naquele dia?
Isi levantou indo até uma bancada de mármore. Pegou um sistro e voltou para frente de Shaka. Balançando-o, começou a fazer os movimentos como da outra vez. O virginiano não perdia lançe algum. A portadora sorriu, mas a alegria dera lugar a tristeza. Seria a ultima vez que Shaka a veria dançar daquele jeito. Mesmo executando os movimentos alegres, deixou uma lagrima escapar.
Shaka a observava, na primeira vez tinha duvidas a respeito de seu sentimento, mas agora... tinha certeza: amava-a. O virginiano deu um pequeno sorriso acompanhado por uma lagrima.
Miro acompanhava Hatshe.
- Ainda é de madrugada. – disse o escorpião.
- Logo vai amanhecer.
- É.
- Obrigada por me acompanhar. – disse a portadora parando na porta de seu quarto.
- Não sente nada?
- Não, é como se nem tivesse lutado.
- Fiquei com muito medo de te perder. – olhava para baixo.
Ela o abraçou.
- Está tudo bem agora.
Miro a olhou, foi aproximando até beijá-la. O escorpião foi levando-a até a porta, procurando a maçaneta a abriu. Hatshe nem se deu conta, tudo que queria era que Miro continuasse a beijá-la daquele jeito. Abandonando a boca, passou para o pescoço e o colo, fazendo-a suspirar. A carregando, Miro a colocou na cama, começando a explorar seu corpo. Ela respondia com mesmo ardor. Foi tirando o vestido dela, até deixá-la com peças intimas, em seguida tirou sua camisa e a calça.
- Hat... – sussurrou no ouvido dela.
- Não pare.
Encorajado o escorpião retirou o restante das roupas, as caricias se tornaram mais intensas. Chegando a hora, Miro a penetrou bem devagar para que não sentisse dor. Hatshe soltou um pequeno gemido, mas depois foi invadida por um enorme prazer.
O escorpião sorriu e depois de algum tempo deitou ao lado dela. Hatshe aconchegou-se nos braços permanecendo em silencio enquanto ele afagava seus cabelos. Não precisavam dizer nada.
Akya caminhava para seu quarto, vinha ao lado do capricorniano em profundo silencio.
- Que bom que tudo acabou bem. – disse Shura.
- Não está cansado?
- Não e você?
- Também não.
- Poderíamos dá uma volta pelo jardim. – sugeriu esperançoso.
Ela o olhou.
- Vamos.
Andaram lado a lado. Akya o olhou discretamente, tivera muito medo de perdê-lo. A portadora estendeu a mão tocando na dele e em seguida a segurou. Shura ficou surpreso com o gesto, mas a apertou mais forte.
O céu estava clareando indicando o amanhecer próximo. Os dois caminhavam de mãos dadas silenciosos, até que ela quebrou o silencio.
- Não queria que esse momento chegasse.
- Infelizmente chegou. – disse entendendo o comentário. – passou muito rápido.
- Como é a Grécia?
- É um país muito bonito, principalmente o santuário, mas nada se compara ao meu país natal: Espanha. É tão quente como aqui, o povo é hospitaleiro e a comida deliciosa.
- Deve ser um bom lugar para se viver. – ela parou de andar.
- Akya...
- Não vai se esquecer de mim, vai?
Shura a respondeu com um beijo apaixonado. Akya deixou-se envolver porem deixou rolar uma lagrima.
Kamus estava sentando nos sofá fitando a rosa de gelo que dera a Tite, a portadora por sua vez não parava de falar. O aquariano desviou o olhar da rosa passando a fita-la que andava de um lado para o outro.
- Eu não estou certa Kamus? – indagou virando para ele.
Ele a fitava com um semblante mais frio que o de costume.
- “Acho que falei demais.” – pensou.
Tite andou até ele calada, o aquariano a encarava com olhar glacial.
- O que foi Kamus... ? –aproximou.
Não respondeu.
- Eu sei que falo demais e você acha a minha voz irritante... é que...
Nem terminou a frase, Kamus a beijou.
- Je t\'aime. – sussurrou no ouvido dela.
Não precisou de tradução. Ela entendera muito bem o significado daquelas palavras. Sentou no colo dele, intensificando o beijo.
O restante dos dourados foram para o quarto de Aldebaran.
- Ainda bem que essa luta terminou. — disse o taurino deitando na cama. — esses adversários foram difíceis.
- Nem os espectros de Hades eram tão fortes. — Aioria deitou no sofá. — mas no final triunfamos.
- Com dois sitis do nosso lado, não era para menos. — brincou Dite.
- Foi uma revelação. — Dohko sentou numa cadeira.
- Jamais imaginaria que tinha raízes egípcias e sitis. — o geminiano sentou ao lado de Dohko. — se soubesse disso antes de virmos, começaria a rir.
- Pelo menos está explicado do porque de ter aprendido o golpe.
- É...
- No fim tudo acabou bem. — exclamou Aiolos. — e em breve voltaremos para casa.
- Vai ser a pior batalha.
- Por que Kanon? — indagou Deba.
- Eles vão se separar.
- Tadinhos... — murmurou Dite. — vai ser muito triste.
Nefertari ascendia incensos, MM encostado numa parede de braços cruzados a fitava.
- Sua ajuda foi imprescindível. — disse.
- Não fiz nada de mais. — não virou para ele.
- Você é muito importante para todos e comportou-se como uma verdadeira deusa. — olhava para o chão.
Ela não disse nada.
- Atena deve voltar hoje mesmo para o santuário.
- Talvez. — ascendeu mais um.
Houve um silencio. Sabiam que isso aconteceria.
- Giovanni.
- Nefertari.
Disseram ao mesmo tempo. Houve um novo silencio.
- Eu... eu...vou sentir sua falta. — disse o canceriano ainda olhando para o chão. — sei que as vezes fui bruto e ... mas quero que saiba que meus sentimentos por você são verdadeiros.
Nefertari parou o que fazia.
- Giovanni.
- Diga.
- Eu.. vou sempre te amar.
O canceriano sorriu e caminhou até ela. Parou atrás e abraçou. Tari sentindo o contato começou a chorar.
Ank e Mu estavam em um dos jardins. Ele estava sentado enquanto ela fazia uma trança em seus cabelos.
- A noite está agradável. — o ariano sentia uma brisa suave em seu rosto.
- Terminei.
- Obrigado Ank.
- De nada. — dando a volta parou na frente dele.
A portadora o fitou e como sempre fazia passou as mãos nas pintinhas dele. O ariano fechou os olhos, perdido no toque suave dela.
- Hedj.
Ele abriu os olhos. Ficaram se encarando.
- Ank feche os olhos.
- Tá.
Ela fechou.
- Pode abrir.
Quando os abriu ficou maravilhada. Estavam na torre e no horizonte via o sol tingir de amarelo o céu de Uaset.
- É lindo.
- Sim. — ele a abraçou. — muito lindo. — colocou o rosto no ombro dela.
- Poderia durar eternamente.
- Poderia...
O ariano a tomou nos braços e a beijou.
Abraçados Akhenaton e Atena olhavam o sol nascer na varanda.
- Está chegando a hora.
- Poderia ficar mais. — disse o deus. — mais um dia, uma semana, um mês, o resto da vida.
- Ton.
- Estou brincando.
- É melhor irmos agora, quanto mais permanecermos mais dolorosa será a partida.
- Quer que eu os chame?
- Eu chamo. — Atena ascendeu seu cosmo. — \"por favor me encontrem no salão do trono.\"
Saga sentiu o cosmo da deusa, pelas palavras dela já imaginava o que ia acontecer. Pensava em como diria a ela que não voltaria para o santuário. Lentamente tirou o braço de cima de Ishitar.
- Não estou dormindo. Aconteceu alguma coisa?
- Atena está chamando.
- Eu vou com você.
Isi tinha encerrado a dança, voltando a sentar na frente do virginiano.
Ele sentiu o cosmo da deusa.
- Atena está chamando.
- Deve ser para falar sobre sua partida.
- É...
- Eu vou com você.
Hatshe dormia profundamente nos braços do escorpião, ele acariciava seu rosto, quando sentiu o cosmo da deusa.
- Hat. Hat.
- Hum...
- Atena está me chamando.
- Por quê?
- Não sei. Vamos?
- Sim.
Akya e Shura estavam sentados quando ele escutou o chamado.
- O que? — indagou Akya.
- Atena está nos chamando.
- Imagino o motivo. — abaixou o rosto.
- Não deve ser sobre isso. — disse, mas sem total convicção. — vamos.
Kamus e Tite conversavam. Pelo dizeres da deusa, Kamus deduziu que fosse sobre a partida.
- Atena está chamando, vamos.
- Será que aconteceu alguma coisa?
Ele não respondeu.
MM continuava abraçado a Nefertari. Os dois sentiram o chamado.
- Chegou a hora. — disse a portadora.
- É o que parece. Vem comigo?
- Sim.
Ank e Mu admiravam o amanhecer, sentindo o chamado deu um longo suspiro.
- O que foi hedj?
- Atena está nos chamando.
- Então vamos ver o que é. — disse nem imaginando o motivo.
Mu apenas concordou. Sentindo o cosmo da deusa os outros dourados dirigiam para a sala.
Minutos mais tarde todos estavam perante os dois.
- Quero agradecer a vocês e a Atena a ajuda imprescindível nessa batalha. — disse Akhenaton. — sem suas ajudas, não teríamos ganhado.
- O que vai acontecer agora? — indagou Afrodite.
- Com o fim de Seth, não há motivos para o povo de Uaset e Menefer ficarem separados. Depois de milênios seremos um só povo. Estou construído novas moradas para as pessoas que querem morar em Uaset e dando condições de vida para as que querem permanecer em Menefer. De todo jeito seremos uma só nação. É claro que as relações no inicio ainda serão de desconfiança, mas tenho fé que tudo vai se resolver.
- Que bom que tudo deu certo.
- Rapazes, com Uaset em paz acho que podemos voltar para o santuário.
Houve apenas trocas de olhares. Ank apertou forte a mão de Mu.
- Mas a Ishitar ainda não está boa para abrir o portão. — disse Hatshe.
- Como está seu cosmo? — indagou Akhenaton a ela.
- Ele... — sentiu o olhares de todas, sabia que tinha cosmo suficiente para abrir o portão, mas nem ela queria que Saga fosse embora. — eu ainda...
Akhenaton notou a hesitação dela, também queria que Atena não fosse embora, mas como ela mesma disse, se ficassem mais tempo a separação seria mais dolorosa.
- Não está na sua totalidade, mas o que tem consegue abrir. — disse o príncipe.
- Vamos embora em uma hora. — disse a deusa. — arrumem suas coisas. (n/a: eu não lembro deles trazendo bagagem...)
Kamus soltou das mãos de Tite e saiu. Mask fez o mesmo, seguido de Shura e Shaka. Logo os outros os acompanharam. Na sala só restaram as portadoras.
- Temia que esse dia chegasse. — disse Akya.
- Não podemos fazer nada. — disse Tari. — eles são guardiões de Atena. O lugar deles é ao lado dela, como o nosso é ao lado de Osíris.
Quarto vermelho e azul
MM num canto arrumava suas coisas. Não dissera uma palavra desde que saíra da sala do trono. Mu guardava suas coisas tranquilamente, mas silencioso. Afrodite e Deba trocaram olhares.
- Mask.
- O que é? — disse mal humorado.
- Quer ajuda?
- Não preciso de sua ajuda.
O pisciano suspirou. Elevando um pouco o cosmo, criou rosas. Na esquerda brancas, na direita vermelhas.
- Tome. — estendeu a MM as vermelhas.
- O que eu vou fazer com essas rosas? Quer que eu enfie...
- É para dar a Nefertari. — disse seco.
MM o olhou surpreso e arrependeu-se.
- Desculpe Dite, eu não queria...
- Tudo bem. Entendo seu estado.
- Obrigado. — disse pegando as rosas. — vermelhas?
- Combina mais com vocês. E essas são para Ank. — entregou ao ariano.
- Obrigado Afrodite.
Branco e bege
Saga andava de um lado para o outro, do nada saiu batendo a porta.
- Não está na sua casa! — gritou Kanon.
- Deixe-o. — disse Shaka.
Kanon olhou para Shaka e depois para a porta.
- Ele não aceita. — disse o geminiano sentando na cama.
- Mas tem que aceitar. Não temos escolha. — o virginiano nem o olhou.
- É... — deitou na cama.
Verde e branco
Shura guardava suas coisas silencioso. Aioria e Aiolos olharam entre si.
- Não fique assim Shura. — disse Aiolos. — quem sabe vocês voltem a se encontrar.
- Difícil.
- Não perca a esperança! — encorajou Aioria.
- É...
- Não fazemos milagres? — o sagitariano tocou no ombro dele. — então.
- Talvez tenha razão. — deu um meio sorriso. — quem sabe um dia.
Azul e branco
O quarto estava uma geladeira, Kamus estava com o rosto ainda mais frio. Dohko batia os dentes, mas o escorpião parecia não se importar, causando estranheza no libriano.
- Está frio aqui. — disse Dohko olhando para Miro para ver se ele manifestava.
- É. — respondeu seco.
- É triste, mas sabiam que isso iria acontecer. — disse entendo o motivo de tanta frieza dos dois.
- Posso ter a mulher que quiser, na hora que quiser, mas não posso ter a Hatshe. — disse com voz de raiva. — a única que despertou algo em mim.
- Não temos escolha. — Kamus se manifestou. — é aceitar.
- Pelo jeito que está falando até parece que a Tite já faz parte do seu passado. Já deixou de amá-la?
Ele não respondeu.
- Voltar a ser o sozinho, não parece incomodá-lo, não é? Está achando bom.
- Miro está sendo infantil. — disse Dohko.
- Kamus nunca se importou com ninguém, não ia ser agora. Para ele tanto faz.
- Para Miro. — disse o próprio olhando para a mala, o quarto ficava mais frio.
- É a verdade. Gosta de se isolar na sua redoma de gelo.
- Você não sabe de nada Miro.
- Sei sim. Pouco importa se estamos em Uaset ou no santuário. Pouco importa a Tite.
- Cale-se! — gritou virando, disparando uma rajada de gelo.
Miro bateu contra a parede congelando ate os ombros.
- Não sabe nada dos meus sentimentos. — parou em frente a ele. — acha que se pudesse não levaria a Tite comigo? Acha que não abandonaria a vida de cavaleiro para ficar com ela? — derramou uma lagrima. — não é só você que esta sofrendo Miro de escorpião.
Ele o olhou surpreso.
- Desculpe... não queria ter dito aquilo.
Kamus o soltou.
- Arrume suas coisas.
Num jardim do palácio, Saga tentava encontrar uma solução para ficar. Estava perdido em seus pensamentos que não notou a aproximação de alguém.
- Encare os fatos Saga de gêmeos.
Olhando para o lado viu Ishitar.
- Pensei que estaria arrumando suas coisas. — disse sentando ao lado dele.
- Vou ficar. — voltou a fitar o horizonte.
- Não pode ficar. Não é um homem livre.
Ele a olhou.
- É um cavaleiro de Atena e como tal deve permanecer ao lado dela. Assim como eu devo permanecer ao lado de Osíris.
- Do jeito que está falando até parece que não me quer. — virou o rosto.
- Não é isso. Não pense que não queria que ficasse aqui comigo, mas sei que isso não será possível. Antes de mais nada somos guerreiros e como tais devemos permanecer nas nossas obrigações. Não vai ser fácil voltar à rotina, a saudade será incontrolável, mas depois... — Saga a olhou. — ficaremos serenos. Você não vai deixar de me amar e nem vou deixar de amá-lo, nós nos teremos para sempre. — ela o olhou sorrindo. — você estará aqui. — apontou para seu coração — e eu estarei aí. — apontou para o dele.
Saga a abraçou.
- Esteja certa que sempre estará em meu coração.
Uma hora depois estavam na porta do palacio.
- Saga, não vai embora. — Asmara o abraçou.
- Tenho que ir. — abaixou para ficar da altura dela. — cuide-se.
- Tá.
- Cuida da Ishitar, qualquer coisa que ela fizer depois me conta.
- Pode deixar.
Seguiram para o portão.
- Atena muito obrigado por tudo.
- Foi um prazer Ton.
Ele a abraçou.
- Sentirei sua falta. — disse ao ouvido dela.
- Também.
Ank segurava as lágrimas, mas a visão do portão do céu atrás de Mu a fez desmoronar.
- Ank...
- Não quero que vá...Mú... — ela o abraçou e chorou mais ainda.
- Jamais se esqueça que eu amo você — disse no ouvido dela.
- Eu também.
Akya estava parada na frente de Shura. Os dois não diziam nada.
- Mais uma vez perco uma pessoa... e ela está viva.
- Não me perdeu. — o espanhol colocou as mãos no ombro dela. — estarei sempre com você.
- Vai estar na Grécia. — ela deu lhe as costas.
Calmamente Shura a abraçou juntando seu rosto ao dela.
- Meu corpo sim, mas meus pensamentos estarão com você. Seus pais, seu irmão, eu... sempre estaremos com você.
Akya derramou um lágrima.
- Lembre-se sempre de mim. — murmurou.
- Sim.
Hatshe chorava nos braços de Miro.
- Vou me comportar. — sorriu.
- Não brinque, conheço seu gênio.
- Conhece a ponto de saber que a só você em minha vida?
- Miro...
- Lutei tanto por você acha que vou pisar na bola?
- Acho.
- Não confia mesmo em mim. — fechou a cara mas logo abriu um sorriso.
- Não esqueça que te amo.
Kamus fitava Tite com um semblante sério e frio.
- O que foi? — indagou Tite com um sorriso.
- Odeio despedidas.
- Mas são necessárias.
- Tite eu...
- Sei que me ama. — respondeu. Sabia que Kamus era tímido para essas coisas.
Pela primeira vez o aquariano sorriu.
- Queria poder ver esse sorriso para sempre. — apesar de sorrir Tite deixou uma lágrima escapar.
Isi segurava as mãos de Shaka.
- Não vá meditar muito.
- E não vá a todas as festas.
Sem que ele esperasse Isi o beijou, normalmente ficaria com vergonha, contudo não se importou, ao contrário a beijou com volúpia surpreendendo a todos. Tari olhava os dois, queria ser impulsiva como Isi, mas seu jeito não era assim.
- Gosto de você assim. — MM a abraçou. — minha santinha.
- Então não se importa...
MM a calou com um beijo.
Ishitar com os braços cruzados fitava o portão.
- Acho que está na hora. — Saga disse sabendo que demonstrações de afeto na frente dos outros não era o forte dela.
- Saga. — chamou continuando a fitar o portão.
- Sim.
- Vou sentir sua falta.
- Eu também. — Saga a puxou e a beijou.
Ishitar não recusou.
- Eu te amo. — sussurrou o geminiano no ouvido dela.
- Também amo você Saga.
O portão do céu se abriu, aos poucos um a um foram passando. Os sete cavaleiros de Atena pararam lado a lado e olhavam suas portadoras.
- Adeus...
O portão se fechou. Do lado da Terra MM estava parado em frente a ele. Os outros seguiam, mas ao ver o amigo, também pararam.
- Existe alguma chance desse portão ser aberto novamente? — indagou sem tirar os olhos do mesmo.
- Quem sabe. — Afrodite aproximou tocando o ombro do amigo. — quem sabe.
- É... quem sabe... — MM limpou uma lagrima.
Afrodite e os outros o olharam espantados, MM não era homem de chorar.
- O que foi?! — exclamou. — nunca viram homem chorar? Vamos embora, tenho que tirar as cabeças da minha casa.
- Por quê? — indagou Aldebaran sem entender.
- Nefertari não vai gostar da decoração.
Sorriram, ainda havia esperança.
Fale com o autor