As Rosas Do Conde
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Eu estava em um jantar familiar, era de fato importante, ou deveria ser, principalmente para mim por ser a atração principal do evento " noivado renegado por mim " Eu tentava não deixar estampado na face a insatisfação e incapacidade de permanecer no recinto.
– Você poderia pelo menos por um ar risonho no rosto. — mamãe me sussurrou a ordem.
– Sim mamãe. — disse sorrindo vagamente e andando até a janela.
– Gosta de ar livre? — Lorde Comptton impôs-se ao meu lado.
– Aprecio. — permaneci admirando a paisagem florestal e noturna.
– Então satisfaria você uma casa para o norte? — uma tentativa frustrada de me agradar, eu pensara que no fundo ele era consciente de meus sentimentos vazios por ele.
– Seria formidável.
– Posso fazer-lhe uma pergunta?
–Claro. — eu não o olhava nos olhos.
– Porque quando dialogamos você sempre me da respostas curtas e nem em encara face a face?
Eu olhei bem para os seus olhos verde escuro, como não dar-lhe sinceridade? E de repente eu estava disposta a contar a verdade. Abrir a boca e dizer-lhe que não o amava, talvez nunca pudesse amar, pois estava com o amor a mercê de outro, estava pronta a dizer-lhe tudo quando o garçom surgiu em nossa frente.
– Com licença, aceitam um vinho? — desconcentrei-me dos vagarosos pensamentos reveladores.
– Só se for francês. — Lorde Comptton ironizou, porém, ninguém riu.
– Mas é claro. — o Lorde aceitou a oferta. — E a senhorita?
– Não, agradecida.
O garçom então se retirou.
– Não bebes minha bela Marieta? — ele indagou, atribuindo o adjetivo possessivo a meu nome.
– O vinho é a tentação e a perdição do homem, não ei de bebe-lo esta noite. — queria me manter lúcida para não berrar-lhe a verdade. -
– Quem acredita nessas palavras não ousou desfrutar ou conhecer a sua beleza.
– Vês? Mal deste o primeiro gole e já falaste tal blasfêmia.
– Blasfêmia? — ele riu. — Talvez chame de blasfêmia por não ver o que vejo.
– Já vi, e não fiquei muito impressionada. — eu precisava me invalidar para diminuir o interesse dele por mim.
– Desculpe-me mas receio que discordo de vos nesta questão.
Já não sabia mais o que dizer, porém por sorte nosso diálogo fora interrompido mais uma vez, e desta por Dona Carmelita, tia do jovem Lorde Comptton, e esposa do delegado Affonso. Era a primeira vez que nos cruzávamos pessoalmente.
– Marieta e Comptton queridos, vocês são a ideia plena do casal perfeito. — tentei sorrir simpaticamente. — Oh Marieta, o Lorde foi sincero quando descreveu-me sua beleza.
– Creio que Lorde Compton tenha exagerado um pouco, mas agradeço.
– Não achei exagero algum. — estava difícil manchar minha imagem ao Lorde. — Enfim, vim desejar-lhes boa sorte. Olha que as palavras da esposa do delegado se profetizam.
Sorri para ela. — Muito obrigada.
Dona Carmelita deveria ter lá seus 30 anos, mas isso só fortalecia a sua aparência bonita e madura, com toda a certeza excessivamente bonita.
Ass: Marieta F.
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