As Rosas Do Conde
1 Capítulo 1
Notas iniciais
E não me importara quanto luxo iria me rodear se eu aceitasse casar-me com o Lorde Compton. Embora ele fosse jovem, bonito e educado como um anjo, ele havia nascido com somente um defeito: Não ser o Conde Monffour, o homem cujo eu era perdidamente apaixonada.
Talvez ele fosse um tanto mais velho, na verdade nunca havia lhe perguntado sua idade, pouco me importava, pois não conseguia me concentrar em nada, quando aquele par de olhos azuis invadia meu campo de vista.
Com toda certeza era errado uma mulher comprometida e à beira do casamento, estar envolvida com um homem como ele, principalmente como dele, misterioso e desprovido de um bom meio familiar. Isso pouco afetava a minha moral, eu estava disposta a enfrentar as consequências de um grande amor.
Ass: Marieta F.
Hoje encontrei-me com ele novamente, ás escuras no meio da noite, bem na capela externa do convento. A irmâ Doroteia tem desconfiado das minhas saídas noturnas para rezar, pois nunca tive esse costume. Rezava junto com as outras freiras o que era nos imposto, mas nada a mais que isso.
Ontem a irmã propos-me sua companhia, hoje tive que sair pela sacada para não ser acompanhada, sabe-se lá Deus o que ela fará na semana que vem. No fundo, eu sabia que ela apenas queria me proteger, porém, a irmã Doroteia não podera me proteger do amor, exclusivamente deste amor pelo Conde Monffour.
Ele era o único que me faria quebrar meu voto de castidade, afinal já me havia feito quebrar muitas regras de minha ética. Talvez levasse esse romance por algum tempo, talvez não, o importante mesmo era mante-lo em segredo.
Ass: Freira Angelina.
No tempo em que vivemos a reputação é um bem inexorável, deve ser mantido os escrúpulos e a ética, principalmente mulheres com o nome a zelar, como no meu caso, a esposa do delegado. Mulheres que quebram a pureza antes do casamento ou perdem a decência, ganham o desprezo e exílio da sociedade;
E é por essas razões que o meu romance com o Conde Monffour deveria ser mantido em segredo no canto mais escarço de minha alma. Nem chego a imaginar o que me aconteceria se exposto o meu pequeno caso.
Não sei o que ele havia feito ou dito, para ganhar meu coração de tal maneira, mas ele o tinha. Seja como fosse, isso devia se manter longe dos ouvidos de meu marido, o delegado Affonso, capaz de matar qualquer um a sangue frio.
Ass: Dona Carmelita
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