–Alex? –Elisa entrou na sala.

–Sim, doutora.

–Está pronto para irmos?

–Sim. Adeus, meu amor –Lhe deu um beijo na testa e sussurrou um “eu te amo”.

Eles saíram da sala e no corredor encontraram Lane Mi, a amiga chinesa de Elisa que trabalha no necrotério e estava dentro da sala antes de entrarem. Ela se desculpou, porém não entenderam o porquê.

–Não se desculpe, Lane. Eu é quem devo me desculpar com Alex –Disse Elisa.

–Nenhuma de vocês devem se desculpar –Retrucou o garoto- Vocês estavam apenas fazendo seus trabalhos. Na verdade devo até agradecer. Se não fosse você, Lane, ela poderia estar em qualquer parte deste país apodrecendo, o que não é nada bom. E se não fosse você, doutora, nunca a teria encontrado.

–Na verdade, foi minha filha. Ela estava procurando a tal princesa e deixou o seu desenho pendurado no quarto um dia antes de eu socorrer Constanza. Soube quem era pelo desenho. E foi como se o destino pairasse sobre mim, pois dias depois eu o socorri.

–Agradeço então, acima de todos, a sua filha, doutora. Diga a ela que a princesa foi resgatada. Lane, –virou para a outra- há quanto tempo ela está morta?

–Receio que há bastante tempo, porém seu corpo continua intacto devido a refrigeração. Tínhamos que mantê-lo com o aspecto menos morto possível, pois localizamos os parentes dela que são de outro país e estão vindo para cá para o reconhecimento.

–Entendo. Obrigado, Lane. Cuide bem dela. Doutora, muito obrigado.

–Quer uma carona? –Perguntou Elisa.

Ele sorriu da forma mais inocente possível, como se fosse uma criança cansada. Se virou e começou a andar, indo para onde quer que seja. Calmo, sereno, em paz.