As Pérolas Intocáveis de Évora - Livro I
5 Capítulo 4 - Encontros na Livraria
Notas iniciais

Meses antes...
Frederico e Pedro desceram da carruagem no centro de Évora. Era ali que se concentravam os principais comércios e atividades mais frequentados pelas elites, e a Praça do Giraldo, onde se encontrava o paço real e as famílias nobres que passavam longas estadias na urbe.
Modistas e alfaiates, sapateiros, chapeleiros, boticários, livrarias, bares, clubes de jogos e casas de chá, floristas e atividades culturais podiam ser encontradas no centro eborense.
Andaram um pouco pelas ruas conversando sobre os negócios da família e entraram na livraria para encomendarem, como de costume, os livros-registros.
Não longe dali, Emília e Liana se despediam da modista com as novas encomendas em mãos e se dirigiam ao cabriolé estacionado. Elas usavam carruagens fechadas e chapéus de abas largas para evitar especulações, conforme as recomendações do pai. Mas ao avistarem a livraria, empolgaram-se.
— O que você acha de darmos uma olhada rápida na livraria? Eu li no O Semanário que uma escritora chamada Jane Austen está fazendo o maior sucesso com seu romance — Liana sugeriu.
— Verdade! Mas não demoremos, Adelaide pode se aborrecer e nos proibir de voltarmos nas próximas compras.
Ainda com os embrulhos em mãos, as duas entraram na livraria rindo por se apressarem tanto. Logo estavam entretidas com as novidades e conversavam em voz baixa.
Os dois rapazes que encomendavam os livros-registros viram o momento em que elas entraram e tiraram seus chapéus. Habituados aos bailes, jantares e temporadas, eles se lembrariam daqueles rostos, com toda a certeza, e a julgar pela postura, roupas e comportamento, reconheceram-nas como damas de boa estirpe.
— Você já as viu antes, Fred? — perguntou Pedro sem tirar os olhos delas.
— Não. Talvez sejam de outra província e estejam em estadia por aqui — cogitou o outro.
— Pode ser. Seria indecoroso abordá-las?
— Talvez se assustem.
— Veremos. — Finalizou Pedro já indo em direção às damas e seu irmão o acompanhou.
As moças estavam bastante interessadas em um livro específico e não perceberam a aproximação dos rapazes.
— Senhoritas! — cumprimentaram com reverência, interrompendo-as.
Elas se viraram e, ao contemplarem-nas de perto, um lampejo de dúvida surgiu em Fred. Não lhes pareciam estranhas.
Uma tinha os olhos verdes e os cabelos acobreados; a outra, os olhos cor de mel e cabelos castanhos-escuros. Pedro se encantou-se de pronto pela dama de olhos de mel. Uma beleza singular. Seu rosto era ovalado e seus lábios finos, as faces rosadas com umas poucas sardinhas que completavam a delicadeza de seus traços. Ela era decididamente diferente.
Frederico ficara apreensivo pela hipótese de quem elas poderiam ser, mas não deixou de reparar na bela ruiva à sua frente. Seus olhos eram avaliadores, demonstravam curiosidade e firmeza.
Diante daquela abordagem inesperada, era fato que se assustassem, mas o interesse de Pedro e Liana foi correspondido prontamente.
— Desculpe-nos por assustá-las — disse Pedro —, nós não nos recordamos das senhoritas e pensávamos conhecer todas as belas damas da redondeza — e abriu um sorriso encantador fazendo-as corar com o elogio.
Podemos ver que apreciam a literatura — observou Frederico. — Hábito notável. Podemos ajudá-las em algo?
— Ah, somos gratas, mas não precisam se incomodar — respondeu a ruiva, sem jeito.
— Não é incômodo algum, não é mesmo Pedro? — cutucou o irmão que ainda tinha seus olhos presos na outra irmã.
— Hã?... é c-claro.
— Olha que descortesia a nossa! Eu sou Frederico e este é meu irmão Pedro Lam... — Antes completar a frase, o senhor da livraria apareceu:
— Com licença senhores, a vossa encomenda já está pronta — reportou-se aos cavalheiros.
— Obrigado, senhor Silva, dê-nos apenas um minuto, certo?
O senhor, com um sorriso nos lábios, afastou-se.
— Perdoem-nos cavalheiros, mas devemos ir — apressou-se Emília, preocupada com a hora e com a situação. Como iriam explicar tudo isso? — Não devemos demorar, não é mesmo, Liana?
— S-sim, vamos é claro, a carruagem nos aguarda — respondeu Liana, querendo mais tempo com o rapaz de expressivos olhos azuis.
— Esperem! Podemos acompanhá-las? Vejo que estão com embrulhos. Só queremos ajudá-las, nada mais.
— Está bem! — aceitou Liana de imediato e Emília a olhou, espantada. Apesar de ter gostado de falar com os jovens, era muito arriscado interagir com eles. Seu pai as castigaria por isso.
Mas não teve outro jeito. Eles a acompanharam até a carruagem, conversando sobre livros e outras amenidades. Um casal adiante e o outro logo em seguida.
— Por que nunca nos encontramos em bailes, concertos ou temporadas? — perguntou Pedro à Liana. Mas antes que ela pudesse responder, seu irmão o chamou, querendo mostrar-lhe alguma coisa. Pedro acompanhou o olhar de Frederico e se deparou com o brasão da família adversária estampado no veículo. Aquilo foi como um golpe em seu coração. Elas eram D’alboquerque’s. As filhas de seu pior rival.
— Acaso são duas das irmãs D’alboquerque? — perguntou Pedro, como se quisesse que aquilo não fosse verdade.
— Creio que já tem sua resposta, senhor — respondeu Liana. — Sabemos que nosso sobrenome causa espanto.
— Por favor, não nos julguem mal, senhoritas, é que... — Pedro estava resistente, afinal, elas também não os conheciam.
— Somos filhos de Maurice Lamartine — concluiu Frederico.
As duas levaram a mão à boca como se eles as tivessem desrespeitado.
— Com licença, cavalheiros, mas temos que partir — disse a ruiva, alarmada.
Apressadamente, entraram na carruagem e partiram, deixando os irmãos absortos acerca do que sucedera.
A caminho de casa, as duas mantiveram-seabsortas em seus pensamentos, até que Emília quebrou o silêncio:
— Não acredito no que que se passou…
— Também não sei o que pensar. — Liana meneou a cabeça.
A verdade é que elas se sentiram cativadas pelos irmãos, mas como lidariam com isso seria outra história. A preocupação de serem vistos juntas, contudo, aturdia-as. Seu pai era categórico em relação àquela família. Fora um grande azar encontrá-los.
Ao chegarem à fazenda, informaram a Adelaide sobre as encomendas, mas nada sobre o acontecimento com os tais irmãos. Adelaide preocupava-se demasiado em quebrar as regras do pai. Mais pelo bem das irmãs do que por qualquer outra razão.
Liana e Emília foram para seu aposento. Sem dúvida, ansiavam por conversar sobre tal experiência que as havia comovido.
Apesar de morarem em uma grande casa, Liana e Emília dividiam o mesmo quarto por questão de escolha e afinidade. Todas as irmãs se gostavam muito e eram unidas, no entanto, as duas sempre foram mais íntimas. Assim como, Celeste e Cecília dividiam o mesmo quarto e, Beatrice e Joana. Adelaide, contudo, dormia sozinha, e preferia, pelas ocasiões em que precisava chorar por causa da solidão e das dores no coração devido à saudade da mãe.
Sentadas cada qual em suas camas, as duas continuavam pensativas. Nunca haviam tido contato com cavalheiros, a não ser os empregados do pai. Diogo Avelar, o pupilo do Barão, era um jovem bonito mas que nunca despertara nas moças algo que pudesse ser considerado como interesse ou possibilidade amorosa. Com os irmãos Lamartine, porém, a sensação era nova.
— Liana, me diz sem rodeios, o que você achou de tudo o que aconteceu?
Liana corou e hesitou.
— Não precisa responder. — Emília riu com astúcia.
Liana jogou um travesseiro na irmã e falou:
— Você não está em condições de me censurar, cara irmã, pelo modo como ficou olhando para o outro irmão. — As duas riram.
— Eles foram muito gentis e isso me faz pensar se realmente eles são os carrascos que papai sempre diz — refletiu Emília.
— Sim, eles foram perfeitos cavalheiros. E são muito belos! — Liana completou suspirando e riram mais ainda. — Pena que são Lamartine...
Nesta hora a porta se abriu e Joana com seu ar impetuoso, indagou:
— Esse nome não é proibido nesta casa?
As duas olharam assustadas para a irmã, emudecidas.
— Podem ir abrindo a boca, pois percebi algo estranho desde a hora em que chegaram e já ouvi metade da conversa — fechou a porta sentando-se na poltrona do quarto, despreocupadamente.
Dona de uma personalidade singular, elas sabiam que a irmã não cederia sem respostas.
— Ouviu o quê, exatamente, Joana? — Liana quis saber.
— Sobre belos cavalheiros gentis e que são da família Alcântara Lamartine. — sussurrou o sobrenome da família rival — E então? — levantou uma das sobrancelhas.
— Bem, primeiramente, vamos deixar bem claro que não aconteceu nada demais — se defendeu Liana —, mas enquanto estávamos na livraria, dois cavalheiros nos abordaram e começaram a conversar conosco e, em seguida, se ofereceram para nos acompanhar até a carruagem. Tudo isso ocorreu muito rápido, não é mesmo, Emília?
— Sim, mas eles se chocaram ao saber quem somos — completou a outra.
— Evidentemente. E então saíram correndo? — zombou.
— Claro que não, Joana! Eles são muito educados para isso! Na verdade, fomos nós quem nos apressamos para sair.
— Mas imploramos a você, Joana, que não conte nada a Adelaide. Ela nos proibirá de voltarmos à cidade em outras oportunidades — pediu, Liana.
Joana se levantou da poltrona e andou pelo quarto parecendo pensar, batendo o dedo indicador no rosto, e disse por fim:
— Qual o julgamento de vocês em relação a esses cavalheiros?
— Como assim? — Emília quis entender.
— Tenho que ponderar que tivemos pouco contato com homens nessa vida, apenas Diogo ou até mesmo Gaspar, o capataz. E mesmo tendo certos atrativos, vocês nunca olharam para eles com interesses românticos, olharam?
— Cruzes! Claro que não, Joana! Como podes dizer uma coisa dessas? — escandalizou-se Liana.
— Oras, por que são homens e belos! — simplificou. — Mas enfim, o que eu quero dizer é: vocês ficaram encantadas com os cavalheiros, certo?
As duas hesitaram, mas Emília não tinha porque mentir para a irmã:
— Eu nunca vi cavalheiros tão lindos e gentis na minha vida. Confesso que isso me deixou encantada sim.
— Faço minhas, as palavras dela — confessou Liana, acanhada.
Joana olhou como se estivesse avaliando-as.
— E se vocês tivessem a chance de reencontrá-los, para os conhecerem melhor, iriam ao encontro mesmo sabendo quem são? Sejam sinceras! — Joana inquiriu mais uma vez, apontando o dedo para elas.
— É... talvez... — Liana respondeu sem firmeza.
— Sinceras! — repetiu Joana.
— Sim — responderam juntas.
— Ótimo. Temos um problema aqui.
~~*~~
Na mansão da família Lamartine, Pedro, em seu quarto, pensava na dama de olhos amendoados. Aqueles traços, aquela inocência! Ele soube, no instante em que a viu, que era diferente. Podia ser a mulher certa pra ele, mas no momento em que descobriu sua origem, também era a mulher errada. O destino era por vezes implacável.
Levantou-se e apressou-se para o quarto do irmão, tirando-o de suas divagações.
— Fred, vamos conversar — disse o gêmeo sentando-se na beira da cama.
— Se for sobre as senhoritas D’alboquerque, sabe que não deves insistir nisso.
— Eu sei irmão, mas não consigo parar de pensar em tudo isso.
— E não acredito que voltaremos a vê-las. Você viu a reação delas quando falamos o nosso sobrenome? Parecia que tinham ouvido palavrão.
— Eu estive pensando...
— Hum, isso é mau.
— … e se mandássemos um recado a elas para nos encontrarmos novamente na livraria? — sugeriu Pedro.
— Estás louco! Esqueceu de quem elas são filhas? Não seja inconsequente irmão, não vale a pena.
— Vai me dizer que não ficou encantado com a outra irmã?
— Não diria encantado... mas elas são bem bonitas, agradáveis.
— Cogitei que podíamos pedir a um lacaio para vigiar a saída da fazenda D’alboquerque e quando a carruagem sair ele vem nos avisar — sugeriu Pedro ainda pensando nas possibilidades.
— Quantos anos você tem? Quinze? — O irmão largou o livro na cama e levantou agitado. — Pense. Se elas comentaram com alguém, pode ser que tenham sido proibidas de voltarem à cidade, e além do mais, a carruagem pode transportar outras pessoas, e não necessariamente as duas. Afinal, elas são sete, irmão!
— Sim, eu sei, mas seria um risco que correríamos. Você não quer ver sua bela senhorita? Então, eu quero ver a minha — disse Pedro, decidido.
O irmão meneou a cabeça pensando naquela impulsividade. Uma característica peculiar em Pedro que contribuía para sua inquietação, pois não abandonaria essa história com tanta facilidade.
Passaram-se os dias e não encontraram as moças novamente. Por causa da impaciência de Pedro, Fred o ajudou a colocar o plano em prática. Era melhor tê-lo por perto do que aprontando por aí.
Primeiro, sondaram o senhor Silva da livraria sobre as irmãs e assim souberam que elas apareciam ocasionalmente, e, por vezes, com a irmã mais velha ou a dama de companhia da família.
Pedro escreveu uma carta e pediu ao senhor Silva para entregá-la em mãos, caso Liana voltasse. Como o senhor compreendera a situação, e era de confiança, resolveu ajudar, mas considerou aconselhar os jovens rapazes:
— Senhores, permitam-me aconselhá-los, pois entendo o que se passa aqui e não posso deixar de dizer que a situação é perigosa. Tomem cuidado! Por mais que as jovens sejam gentis, o pai não tem o mesmo caráter e não pensará duas vezes antes de castigá-las severamente e enfrentar os senhores. Não desejo que uma tragédia aconteça.
Os irmãos Lamartine consideravam muito o Sr. Silva e aceitaram o conselho de bom grado. No entanto, nem mesmo tais palavras fizeram com que Pedro atenuasse o desejo de rever a dama.
Liana e Emília voltaram à cidade três semanas após o primeiro encontro e, em seus corações, torciam para reencontrá-los, ainda que soubessem o quão impróprio seria.
Entraram na livraria, tiraram seus chapéus e olharam ao redor. O Sr. Silva as recebeu com um sorriso acolhedor e perguntou:
— As damas vieram ver as novidades?
— Ah sim… claro. — disse Liana, ligeiramente desapontada. Afinal, teriam que ver algo para não levantar suspeitas de suas reais intenções.
— Bem, se as senhoritas me permitem, tenho algumas sugestões. Por aqui, por favor. — disse dando passagem às moças. Elas seguiram para a mesa do senhor e ele lhe entregou um livro da romancista Jane Austen, por nome “Emma”.
— Tenho certeza de que as senhoritas vão apreciar essa obra recente desta autora. Sugiro que deem a devida atenção — recomendou o Sr. Silva, afavelmente.
As duas irmãs se encaminharam para uma poltrona conforme a sugestão do livreiro, sabendo que, no fundo, nem o melhor romance as interessaria naquele momento. Ao folhearem o tal livro, se depararam com um bilhete entre as folhas, endereçado "Às senhoritas D’alboquerque”.
Elas se entreolharam e olharam alarmadas para o senhor que estava atendendo outro cliente. Abriram a carta e leram:
“Minhas caras senhoritas D’alboquerque,
Perdoe-nos a ousadia ao escrevê-las, principalmente depois do conhecimento de que pertencemos a famílias rivais. Entretanto, acredito que podemos deixar essa agrura de lado para nos conhecermos melhor, com o devido respeito, obviamente. Não podemos deixar de mencionar o nosso encantamento e o anseio por revê-las. Caso, compartilhem do mesmo sentimento, deixe-nos um bilhete neste mesmo livro e entregue ao Sr. Silva, com uma data marcada para voltarmos a nos encontrar na livraria. Aguardamos, ansiosos, pela resposta,
P. e F. Lamartine
Emília e Liana sentiram os olhos marejarem de emoção e, com o rosto ainda corado, pediram uma folha e uma pena.. Então deixaram a resposta.
Duas semanas após esse episódio, voltaram à livraria. O senhor Silva, como mediador dessa perigosa amizade – e até mesmo cortejo –, sugeriu que usassem uma sala reservada do local para conversarem longe de olhares indiscretos. Ao acompanharem o senhor até a sala, os gêmeos já as esperavam, e apesar do contentamento, o desconforto pairava. Pedro tentou uma conversa:
— Pedimos às senhoritas que não considerem a nossa carta uma falta de respeito, mas um elogio. E se nos permitem dizer, ficamos sobremaneira contentes por aceitar nosso convite.
— Ah, não, senhores... não consideramos — Liana olhou para a irmã, desconfiada. — Foi muito bom revê-los — completou, corando imediatamente.
Pedro sorriu para ela e, ao que parecia, não se deram conta da dimensão que aqueles sentimentos tomariam. Encantamento passageiro? Fascinação pelo perigo? Quem saberia? Não queriam pensar nas consequências disso. Apenas viver o momento.
— Trouxe-lhe esse presente, senhorita D’alboquerque — E Pedro lhe tirou uma rosa do casaco e a entregou.
Liana, profundamente encantada, recebeu-a e disse:
— Liana. Pode me chamar de Liana.
— Então, me chame de Pedro. — Sorriram.
Frederico e Emília observavam a situação, perplexos com o desembaraço dos dois. Dois impulsivos. Mas também conversaram bastante sobre os badalados eventos que elas nunca participavam. Riram bastante. Falaram sobre questões sociais e políticas. Frederico estava encantado com a perspicácia e inteligência de Emília. Descobriu que se davam muito bem e tinham personalidades parecidas.
Assim, tal como esse reencontro, vários outros ocorreram por meses. Não podiam despertar curiosidade nas pessoas, mas era bom estarem juntos, aproveitando cada ensejo. Conversavam, jogavam xadrez ou cartas, dançavam, riam, trocavam olhares, sorrisos... era um mundo paralelo que elas viviam naquele refúgio, e em nenhum outro lugar.
Os quatro sabiam que se tratava de algo maior do que um simples encantamento, e compreendiam que não estariam livres para amar.
Esse tipo de encontro às escondidas não poderia perdurar; não havia uma solução viável para eles. Fred e Emília, apesar de serem os mais sensatos, não sabiam mais viver sem a companhia um do outro. Queriam mais, queriam arriscar. Não como Pedro e Liana, que pensavam em revelar toda a situação de ímpeto e causar um escândalo, mas tentar, pouco a pouco, uma aproximação por parte de alguns da família, fazendo-os entender que seria possível deixar toda a rivalidade para trás e permiti-los viver o amor. Seria possível?
Foi então que Frederico sugeriu a Pedro, conversarem com o pai.
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