As Loucuras com o Uchiha
10 Uma Rival Aparece.. Reunião? Eu Quero Curti a Vida...
Notas iniciais
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Capítulo Dez
Finalmente meu esboço está quase terminado, ainda me pergunto se irei conseguir entregar no prazo.
Abaixei a cabeça, e comecei e me lembrar dos acontecimentos de mês passado, por Kami o que eu fiz pra merecer isso? Oh vida injusta essa minha, vida desgracenta, vida miserável.
Depois que o emo viu o Neji apenas de toalha na minha porta, tive que me desculpar com o “Perda de tempo”, e explicar a situação, contei que o emo que eu tanto falava era o Sasuke, que naquele exato momento eu não sabia o que deu nele de bater na minha porta, oh maldito momento que eu fui naquele Pub, me arrependo amargamente de ter feito isso, mas fora isso contei ao Neji que o emo tinha aparecido nos últimos dias, que ele se declarou, e que como eu era otária por não ter gritado que eu também sentia o mesmo, mas não podemos chorar pelo leite derramado podemos? Claro que não o jeito é limpar o fogão e colocar outro pra ferver. O Neji me contou que o conheceu em uma das viagens que ele fez, já que o mesmo é lutador de MMA, ele viaja muito e acabou parando em Nova York onde o emo morava. E assim virou um grande amigo dele.
Suspirei derrotada, a Ino me disse que estou parecendo aqueles zumbis do “The Walking Dead”, fala sério eu não acho, mas bem que eu ando me arrumando menos, quase não me maquio, e nisso eu acabo sendo chamada de mal amada, mas nem me importo. Minha relação com o emo, se eu posso chamar isso mesmo de relação está no modo hard de estranho, ele já tomou seu posto aqui na empresa, está cada vez mas difícil conviver com ele, sempre que chega pedidos novos ele prefere chamar a Matsuri do que a mim, e isso está me matando. Quando nos encontramos no corredor, nossos olhos se cruzam, mas ele logo disfarça e passa por mim como se eu fosse um fantasma. Na boa eu cansei disso tudo, cansei de me humilhar pra tentar explicar e ele sequer dar atenção, sequer fala comigo e estou começando a entrar em depressão. Desculpe, mas toda mocinha tem seu momento dramático. Fiquei sabendo que ele se mudou pra casa da dona Mikoto, pelo jeito ele está mesmo me ignorando.
– Droga e agora o que eu faço? – Perguntei me levantando da mesa.
Ouvi algumas batidas na minha porta, fui até a garrafa e peguei uma xícara de café. Ouvi mais batidas.
– Entra caralho. – Falei irritada.
A porta se abriu e nisso eu vi uma morena entrando pela porta, que na boa meu queixo foi lá no chão, se eu já achava a Ino gata, essa aqui então nem se fala.
– Você é Haruno Sakura? – Perguntou ela
Sentei-me na cadeira e fitei os olhos verdes que eram mais claros que o meu. Abri um meio sorriso. – Sim quem é você?
– Posso me sentar?
Revirei os olhos. – Desculpe minha indelicadeza, claro sinta se em casa.
– Eu sou Hatame Shizuka, sou a nova arquiteta daqui, e fiquei sabendo que você também é. Queria saber tudo sobre a empresa do Sasuke. – Disse ela
Será que foi engano meu, ou eu senti um pouco de intimidade na hora que ela disse o nome do Sasuke? É talvez seja apenas coisa da minha cabeça.
– Engraçado ninguém me avisou que teria uma nova arquiteta. Mas eu respondo sua pergunta. Antes do “chefe”, tomar seu lugar de direito aqui era um lugar bom de se trabalhar mas hoje em dia está uma merda, e por causa dessa merda eu não irei mas ficar aqui. – Me levantei. – Fique à vontade Shizuka.
Falei me levantando, sim me senti um lixo por saber que ele contratou outra arquiteta, pois eu nunca precisei de ajuda, e não será agora que irei.
Bati a porta com certa força, o que não passou despercebido pelos outros do lado de fora, mas pouco tô pouco me importando cansei de bancar a boazinha, cansei de ser humilhada. Se esse emo quer guerra é guerra que ele vai ter.
Me aproximei da sala dele, se acham que eu vou bater estão enganados. Abri mesmo e quando ele viu que era eu, adivinhe só o que ele fez? Nossa essa cara feia não me assusta, até parece que vou ter pesadelos à noite.
– Precisamos conversar. – Falei entrando e batendo a porta logo atrás.
Ele me olhou e revirou os olhos, mania essa que ele pegou de mim. – Não tenho tempo pra conversar com você. Volte outra hora. – Disse voltando sua atenção pro notebook.
Andei até ficar centímetros da mesa dele, e bati a tampa do note na frente dele. – EU DISSE QUE PRECISAMOS CONVERSAR UCHIHA. – Sim eu alterei a voz, qual é a minha paciência se esgotou.
– Você é maluca? Se meu notebook estragou eu quero outro. – Falou se levantando.
– Foda-se Sasuke, eu te dou mais cem desses se você quiser agora me escuta caralho. – Falei recuperando o fôlego.
Ele me olhou. – Fala logo, por que acho que não irei me livrar de você se não te escutar. – Disse indiferente coisa que me matou por dentro.
Me sentei na cadeira, mesmo se ele não deu permissão. – Primeiro que negócio é esse de colocar outra arquiteta pra trabalhar aqui? Que eu saiba dou conta do serviço sem ajuda de ninguém.
Ele caiu na risada. – Tem certeza Haruno? Nem o projeto do meu pai você não entregou ainda, e olha que conheço arquitetos muito mais competentes que você, e só não te coloco no olho da rua, por que... Aliás, eu não te devo satisfação de nada, saia da minha sala e vai pra sua. — Disse mais grosso do que o normal jogando tudo na cara de uma vez só.
Meus olhos marejaram mais eu não irei chorar. – O esboço do prédio do seu pai está na etapa final, e outra já que tem pessoas mais competentes do que eu, vai atrás deles por que eu me d-e-m-i-t-o dessa porcaria de empresa. – Falei me levantando
Olhei ele e vi seu olhar surpreso. – O que você disse?
Olhei e sorri de canto. – Isso mesmo que ouviu senhor Uchiha, estou dizendo que irei me ver livre de você, da sua indiferença, e com isso irei tirar um peso das minhas costas, por não ver mais esse olhar seu de pena. – Me virei. – Adeus.
Sai pela porta revigorada. Não preciso desse emprego pra viver. Nunca precisei se hoje eu trabalho aqui é por uma bela razão, eu apenas corri atrás do meu sonho, sem depender de ninguém, sem precisar do meu pai, sem ter que assumir a sua empresa, sim eu fiz o curso que eu sonhava porque desde criança eu gostei de desenhar prédios e casas, e nisso corri atrás, enquanto meu pai está sentado na mesa da presidência, bem que eu queria voltar no tempo e fazer direito pra assumir a “Haruno’s Advocacia”, e nisso estou me humilhando aqui por causa de um salário que eu achei que era justo pelo meu esforço, maldita hora que eu segui o conselho do... Esquece.
Entrei na minha sala e não tinha mais ninguém, suspirei e sentei na minha cadeira. Abri a segunda gaveta, abri um sorriso ao ver a foto que estava no porta retrato, quando nós éramos pequenos eu e o emo, sentados no banco da pracinha, quem diria que isso tudo iria acontecer, que nos dois iríamos ficar como dois estranhos. Ainda me lembro de uma das nossas apostas.
SAKURA FLASH ON
– Qual é Sasuke, você sabe que essa matéria é a que eu mais amo é literatura e eu leio todos os livros pra fazer as provas, e você nuca tirou mais nota que eu. – Falei ainda lembrando da aposta dele.
O mesmo abriu um sorriso metálico, e dessa vez suas pedrinhas eram azuis assim como o céu.
– Haruno está com medo de perder? Eu só acho que você se acha demais. – Disse pegando seu caderno.
– Sakurinha, se você acha que vai ganhar então aposta logo. – Disse Ino tentando me animar.
– Essa é a dúvida, imagine se eu perder? Eu não quero desfilar no colégio vestida de homem.
Naruto e Shikamaru caíram na risada, fechei a cara emburrada.
– E se você ganhar iremos ver o garanhão ai vestido de princesa, então se esforça e ganha essa merda. – Disse Sai entrando na sala.
Olhei pra todos em volta, e agora dúvida cruel essa minha.
– Uchiha eu aposto então, só por que eu sei que você não vai ganhar dessa vez. – Falei convicta da resposta.
– Relaxa o resultado sai só semana que vem ai iremos saber qual é a maior nota. – Estendeu a mão. – Pra fecharmos a aposta.
Peguei em sua mão. – Só espero que você não trapaceie. – Falei sorrindo de canto.
– De que jeito? Só se ele pedir pra passar uma noite com a professora e nessa mesma noite matar a velha do coração, por que nem mesmo a velhota vai querer o Uchiha. – Disse Sai sentando-se à mesa.
O emo apenas revirou os olhos. – Semana que vem heim? Ainda quero ver você vestido de mulher.
– Tudo bem Haruno. – Disse com um sorriso de canto.
1 semana depois.
– Caros alunos eu estou feliz com as notas dessa prova, mas apenas dois alunos fecharam a prova toda, irei chamar pela ordem que está aqui. – Disse a professora olhando o boletim de notas.
Mordi o lábio e olhei o emo que lia o livro “Os Miseráveis”, por que será? Vai saber.
– E quem é o aluno nota dez professora? – Perguntou Naruto
Ela pegou a prova na mão e ajustou o óculos nos olhos castanhos. – Nara Shikamaru, venha buscar sua prova. – O Shika se levantou e mandou joinha pra nos. – Meus parabéns como sempre você ultrapassou os méritos de melhor aluno da sala. – Disse ela entregando um chocolate pra ele.
Puxa saco demais, olhei pra Ino, e até sei o que ela vai fazer, tadinho do Shika se acha mesmo que vai ficar com o bombom.
– Olha só cambada, dez. Sabe o que é isso?
O emo olhou pra ele — Oras problemático, isso ai é o número um, seguido do zero. – Disse tão calmamente que acabamos rindo do seu comentário.
– Não emo, isso quer dizer que não errei nada, nadinha mesmo, sou foda. – Disse fazendo a dancinha da felicidade.
A professora então pegou mais uma prova na mão e anotou a nota na agenda. – Uzumaki Naruto venha até aqui buscar sua prova.
Naruto se levantou meio desanimado, acho que ele até sabia da nota dele, acabei soltando um riso.
– Obrigado disse pegando a prova. – Vi que ele arregalou os olhos. – Isso e sério? – Perguntou ele
– Sim é sério, parabéns pela nota. – Disse a professora.
Ele saiu de perto da velha e veio em nossa direção. Todo alegre será que ele fechou a prova?
– Eu tirei nove e meio, sou foda, e olha que nem estudei, só fui à base do chute, de cá, de lá e fiz nove gols e meio. – Disse todo contente.
– Parabéns pela nota dobe. – Disse o emo batendo no punho do loiro.
– Agora quero ver a sua nota teme, espero que tenha tirado uma nota boa. – Disse Naruto voltando pra sua mesa.
– Yamanaka Ino sua prova. – Disse a professora.
– Galerinha foi bom conhecer vocês, mais lá vou eu pro inferno de Dante. – Disse ela se levantando da sua mesa.
Se aproximou da professora e abriu um breve sorriso. – Nove, acho que já posso acordar não?
– Parabéns senhorita Yamanaka me surpreendeu dessa vez. – Disse a velha.
Ela apenas acenou e veio em nossa direção. – Eu tirei nove, isso quer dizer que não precisarei mais beijar o carinha da diretoria, pra conseguir as respostas pra mim. – Falou ela colocando a mão no queixo.
– Yamanaka o que disse? – Perguntou a professora.
– Nada, apenas disse o quanto essa cor de cabelo combina com os seus lindos olhos. – Disse ela tentando disfarçar.
Caímos na risada, enquanto a professora ficou vermelha.
– Hamiro Sai, pode vir buscar a sua prova. – Chamou o Sai
Olhamos atentos até ele se levantar e pegar a sua prova, o mesmo virou e mostrou um nove e meio igual ao loiro, tem alguma coisa de errado, ou essas pestes andaram estudando? Não pode ser pra arrastar o Naruto pra estudar tem que ter algo que ele queira assim como o Sai e o Shika? Ai tem coisa e como tem.
– Eu consegui, consegui, ah moleque, sou foda demais. – Disse sentando-se à mesa.
Vi que o emo cochichou alguma coisa em seu ouvido, como eu queria ouvir.
E assim se passou uns vinte minutos, entre várias notas e vários parabéns suspirei emburrada na mesa. Nem prestei muita atenção nas notas, eu queria mesmo é que a minha chegasse logo.
– Senhorita Haruno Sakura. – Me chamou ela.
– Até que enfim, achei que a sua aula ia acabar e minha prova iria sumir daí. – Falei olhando o emo que estava ainda lendo o livro.
Fui até a professora e peguei a minha prova, claro eu quero saber se tirei mais nota que o emo.
Peguei a folha e suspirei, é amanhã que vou ver um emo vestido de mulher com batom na boca e tudo mais.
– Cambada eu tirei nove ponto nove, sou demais, eu disse que minha nota era uma das melhores. Chupa essa manga Uchiha. – Falei indo em direção a minha mesa.
Ele me olhou e abriu um sorriso. – Que eu saiba ainda falta um dez não é professora? – Ela confirmou com a cabeça. – Então senta ai e chora por que só falta eu buscar a prova.
– Pode vir Uchiha Sasuke. – Chamou a professora.
– Mentira? – Perguntei olhando a careta dos meus amigos.
– Me desculpe vaquinha mas amanhã é o dia da zuação. – Falou Sai comendo balas.
Abaixei a cabeça, não pode ser, será que nunca irei ganhar uma aposta desse Uchiha?
– Parabéns Uchiha. – Disse entregando um bombom ao emo, ah como eu queria esse chocolate.
Sorriu pra professora e se aproximou da minha mesa. — Olha como sou um poço de bondade, você paga meu almoço hoje que daí eu te livro da aposta. – Disse ele me mostrando seu dez bem grande na prova.
– Por mim tanto faz. – Falei dando de ombros.
Ele sorriu e depositou o bombom na minha mesa. – Te vejo na hora do almoço, e aqui está pela sua nota. – Falou indo em direção a sua mesa.
Olhei pra trás e lá estava ele lendo o livro novamente, acho que não será tão fácil ganhar uma aposta do emo, mas um dia eu ganho pode ter certeza.
SAKURA FLASH OFF
Sorri ao me lembrar, acho que ainda tenho o papel do chocolate em uma caixa lá no meu apê. Bons tempos esses, enxuguei minhas lagrimas que insistiam em cair, e terminei de arrumar algumas coisas minhas, assim como desconectei o meu notebook dos cabos e desliguei, guardei os esboços na pasta pra não estragar. Agora eu sei o real motivo daquela aposta, assim como de todas as outras, como eu fui idiota de não perceber que ele queria apenas ficar do meu lado? Eu deveria ter percebido e ter dado valor antes, mas não? Preferi ficar interessada em qualquer um e não olhei pra quem sempre estava do meu lado, e agora quanto mais eu tento alcançar ele, mais ele está longe de mim.
Ouvi a minha porta sendo aberta. Nem preciso olhar pra saber quem é.
– Parabéns pela educação, vejo que a dona Mikoto te educou muito bem. – Falei na ironia.
– Hunf, do mesmo modo que você invadiu a minha sala, eu também vim até a sua. – Falou ele fechando a porta.
Olhei pra ele, provavelmente ainda estou com os olhos vermelhos. – O que você acha que está fazendo?
Ele abriu um meio sorriso. – Por que você se demitiu? É apenas isso que quero saber.
Terminei de colocar algumas coisas na caixa. – Eu cansei de trabalhar, acho que vou viver à custa do meu pai, sabe como é? Afinal você sempre fez isso. — Falei dando de ombros.
Ele me olhou e cerrou os punhos. – Quem te disse isso? Eu subi essa empresa, eu fiz tudo isso sem ajuda do meu pai, se hoje sou conhecido mundialmente é por que tenho mais de dez empresas espalhadas por todo mundo, e olha enquanto eu estava na sede em Nova York, minha vida estava ótima, mas por causa de um pedido infame do meu pai, fui obrigado a voltar, e quando resolvi fazer algo referente a esse pedido, acabo percebendo que eu não preciso de nada mais que meu próprio suor pra manter todas ativas. – Disse ele com a voz furiosa.
Claro isso eu não sabia, ninguém nunca me diz nada, por isso acabo pagando micos assim, melhor dizendo foi um King Kong mesmo.
– Se você está dizendo, com certeza não vai ser a minha pessoa que vai discutir, se agora me der licença, tenho que ir até o RH, assinar os papeis. – Falei colocando meu porta-retrato na caixa.
Ele abriu caminho, e abaixou a cabeça. – Já que você quer ir não serei eu que impedirei. – Disse indiferente mais do que de costume.
Senti um aperto no meu peito, mas nem olhei pra ele, quero mais que ele se dane, tenho consolos melhores, como a Ino disse, nada que uma boa pinga e vodka não cure.
Sai da sala, e alguns olhares vieram em minha direção, dei de ombros e sai em direção ao RH, irei assinar esses papeis logo. Encontrei com a Matsuri no meio do caminho.
– Sakura o que houve?
Olhei pra ela e dei um sorriso fraco. – Nada demais, resolvi virar autônoma, sabe acho que irei ganhar mais dinheiro assim. Ou quem sabe irei virar garimpeira, ouro e diamante estão em alta não?
Ela me olhou curiosa. – Isso não é hora pra se brincar. Me diz logo o que aconteceu? E essas caixas?
Suspirei. – Nada demais, apenas me demiti só isso. – Falei como se isso não fosse nada grave.
Ela me olhou assustada. – Mas você é a melhor arquiteta daqui e é a única. – Disse ela
Sorri ainda mais. – Não é isso que seu chefe acha, e outra ele já contratou outra, pelo que vejo não sirvo pra mais nada. – Falei ainda parada.
– Mas Sakura... – Cortei ela.
– Mas nada, eu já me decidi, irei tirar férias e sair de cena por um tempo. – Respondi saindo de perto dela.
Ela sorriu. – Se você quer assim, espero que tudo dê certo pra você daqui pra frente. – Disse ela me dando um dos seus melhores sorrisos.
– Obrigada, agradeço mesmo. – Falei andando.
(...)
1 MÊS DEPOIS.
– Vadia que estado deplorável esse seu. – Disse Sai saindo da minha cozinha com o mamão e mel.
Olhei pra ele e revirei os olhos. – Estou aproveitando a minha vida, nada demais.
– Isso tudo por causa daquele emo filha de uma pamonha. – Disse ele colocando a colher na fruta.
– Animo Sakurinha, hoje é quinta. – Disse Ino mexendo no seu celular.
Me levantei do sofá, ainda só de pijama, olhei no relógio e já era mais de 15h, suspirei e voltei a me sentar.
– Será que vocês poderiam me deixar em paz? – Perguntei colocando a minha cabeça entre as minhas pernas.
Sai colocou a mão no meu cabelo. – Vadia seu cabelo precisa de uma boa máscara de hidratação, e outra sorria, a Sakura que eu conheço não é assim.
– E o que vocês sugerem pra sexta feira? – Falei olhando os dois.
– Balada, o que você acha? – Perguntou Ino.
– Seria uma boa ideia, menos mal, pelo menos irei beber. – Falei me levantando.
– Então está combinado, amanhã à noite na mesma balada de sempre. –Falou Sai ainda comendo o mamão.
Ainda me pergunto pra onde vai tanta comida?
Ouvi minha campainha sendo tocada, me levantei. – Eu vou me trocar, seja quem for, peça pra esperar. – Falei pedindo a Ino.
– Está certo. – Disse indo em direção a porta.
Entrei no meu quarto e tranquei a porta. Fui diretamente pro meu banheiro e tomei um banho rápido. Enrolei-me apenas na toalha e segui até o guarda-roupa.
Peguei uma regata roxa, e um short preto jeans assim como uma sapatilha, prendi o cabelo em um rabo de cavalo, e passei apenas um lápis no olho, não que eu esteja esperando ele, mas nunca se sabe.
Sai do meu quarto com a esperança a mil. Mas que logo foi quebrado ao ver quem era.
– Senhor Fugaku? – Perguntei assustada
O mesmo se levantou e abriu um breve sorriso, me lembrei na hora do emo.
– Boa tarde Sakura, eu sei que poderia ter ligado só que é muito importante então resolvi vir até aqui pessoalmente. – Disse sem muito rodeio.
– Aceita um café, uma água? – Perguntei sendo educada
– Não obrigado, mas podemos conversar?
– Claro, o que aconteceu?
Suspirou. – Segunda-feira tem uma reunião, e sua presença é mais do que importante então espero que essa “briga” com meu filho esteja fora disso. – Disse dando aspas na palavra briga.
Encarei ele. – O que quer dizer com isso? Eu te entreguei os esboços. – Falei confusa
Ele sorriu. – Realmente é sobre o esboço, mais isso não vem ao caso, espero você na sala de reunião do Sasuke na segunda. – Disse ele se levantando. – Agora tenho que ir.
Ai tem coisa, e a Ino mais o Sai me olharam desconfiado, o que eu aprontei dessa vez? Oh vida iludida essa minha.
– Tudo bem, obrigado estarei sem falta na segunda-feira. – Falei indo com ele até a porta.
Quando fechei a mesma vi os olhares da Ino e do Sai sobre mim.
– O que você fez dessa vez vadia? – Perguntou meu querido amigo Sai
Suspirei. – Bom eu não fiz nada, mas não custa ir lá ver o que aconteceu.
– Saky não sei se seria uma boa ideia. – Falou Ino
Apenas dei de ombros e fui até a cozinha, não me preocupo com que seja, o problema é ter que encarar o emo depois de quase um mês sem ver ele.
(...)
– Vadia está atrasada, por acaso foi fabricar roupas? – Perguntou Sai batendo na minha porta.
Dei um último retoque no batom vermelho, olhei no espelho estou mais diva do que nunca e acho que a época de ficar deprimida já acabou, já deu minha quota de sorvetes e chocolates agora eu quero dançar beber e encontrar um novo amor.
– Já estou indo Sai. – Falei pegando minha bolsa e saindo pela porta.
Ele me olhou dos pés à cabeça. – Uau, está a fim de fisgar algum peixe hoje?
Dei um sorriso. – Peixe é pros fracos querido, eu vou fisgar é um tubarão. – Disse indo em direção a porta de entrada. – Agora vamos por que a noite está apenas começando.
SAKURA OFF
(...)
SASUKE ON
Me deitei na cama, mesmo que eu ache injusto o modo em que tratei a Sakura, não estou fazendo nada demais, pelo menos ela já fez coisas piores comigo e eu nunca me queixei ou questionei os motivos, eu ainda me acho um babaca por lembrar do olhar dela as vezes e até mesmo do seu sorriso, esse que consegue me fazer querer beijá-la todo momento.
Em plena sexta-feira à noite eu estou aqui deitado na minha cama no meu novo apartamento, quem diria eu Uchiha Sasuke me lamentando por causa de uma paixão de adolescente.
Retirei minha calça ficando apenas de cueca boxer. E deitei na minha cama, sem lençol, olhei pela janela e a noite estava realmente linda, então por que eu vou ficar frustrado só por que não consegui que a rosada me amasse do jeito que eu queria.
– Quer saber? Que se dane eu vou sair hoje, irei beijar muito e esquecer dela nos braços de outra, afinal sou solteiro.
Fui diretamente pro banheiro, tomei uma ducha gelada, só pra animar os ânimos. Abri meu closet, e escolhi a roupa perfeita pra noite. Olhei no espelho e minha imagem me refletiu gostei do que vi. Coloquei uma calça jeans azul, uma camisa vermelha, um blazer preto e um sapa tênis preto, arrepiei meu cabelo como de costume.
Sai pela porta do meu quarto, fui até o Paçoca e lhe dei um pedaço de bife.
– Fique aqui até a hora que eu voltar, e se eu aparecer com alguém, por favor, não me faça passar vergonha. – Falei passando a mão em sua cabeça.
Me levantei e peguei a chave do meu carro. Dirigi-me até o elevador e desci até o térreo.
Não coloquei nenhuma música no rádio, vai que está passando alguma melosa, eu não estou a fim de ouvir nenhuma e muito menos de me lembrar do passado.
Estacionei o carro em frente a balada, suspirei ainda com a mão no volante, já que eu estou aqui irei entrar. Desci e apertei o alarme. Fui em direção a porta de entrada e me identifiquei, logo entrei no lugar e vi que estava lotado, melhor assim. E agora, bebida ou dançar primeiro?
– Irei dançar pra esquecer da vida. – Falei indo em direção à pista que estava lotada.
Fui em direção à pista, sozinho eu não fico essa noite posso garantir, o que mais tem nesse mundo é mulher. Ouvi o toque de uma das músicas que mais adoro. (Pitbull — Give Me Everything ft. Ne-Yo, Afrojack, Nayer), é hoje que eu me acabo dançando.
Me not working hard?
Yea right picture that with a kodak
And better yet, go to times square
Take a picture of me with a kodak
Took my life from negative to positive
And I just want y'all know that
And tonight, let's enjoy life
Pitbull, Nayer, Ne-Yo!
Entrei na pista sem olhar pros lados, quero me divertir quero me sentir livre. E com isso abrir meu coração, virar a página.
Senti uma mão no meu ombro me virei, e sorri ao ver a linda morena me olhando.
– Está sozinho? – Perguntou ela
Abri um sorriso. – Hun, não mais. – Falei vendo o sorriso dela aumentar. – Vamos dançar?
Ela me deu a mão. – Adoraria.
Tonight I want all of you tonight
Give me everything tonight
For all we know we might not get tomorrow
Let's do it tonight
Enquanto estávamos dançando vi ela mordendo o lábio aquilo me encheu de tesão, claro depois de muito tempo sem sexo ficamos assim com qualquer aproximação ou até mesmo insinuação.
Coloquei a mão na sua cintura e ela colou nossos corpos, gostei essa tem atitude diferente da Sakura, revirei meus olhos por que mesmo tenho que pensar nela?
– Qual seu nome? – Perguntei afinal se eu fosse mesmo beijá-la eu tinha que pelo menos chamá-la pelo nome.
Ela colocou a mão em minha nuca e puxou meu cabelo de leve. – Me chamo Rose. – Disse sussurrando sensualmente em meu ouvido. – Se eu te beijasse agora o que faria?
Olhei em seus olhos avelã e mordi o lábio inferior. – Nada, por que eu também quero te beijar. – Falei colocando a mão em sua nuca.
O perfume dela já estava me deixando louco, a como eu queria sentir o gosto dos lábios dela logo, então em um impulso selei nossos lábios um no outro, começamos bem de leve apenas pra nos conhecermos melhor, mas não demorou muito e aprofundamos o beijo, era uma mistura de urgência com desejo, uma adrenalina subiu pelo meu corpo, e quando vi o beijo já estava selvagem a ponto se tivesse uma cama aqui com certeza já estaríamos deitado embaixo dos lençóis. Peguei em sua cintura e colei ainda mais nossos corpos um no outro. Dei uma leve mordida no seu lábio e voltei a beijá-la com mais vontade.
Ficamos assim alguns minutos, até que nos separamos pra buscar ar, abri meus olhos ainda com as nossas testas coladas. Abri um sorriso ao qual ela me retribuiu na mesma hora. Peguei em sua cintura e a virei de costas, nessa hora meu mundo caiu.
Sim era ela, e estava tão linda, acho que uma das poucas vezes que a vi tão perfeita. Um vestido vermelho decotado acima do joelho, um salto fino preto, o cabelo preso em um coque, a maquiagem normal apenas o batom vermelho que destacava, e em seu pescoço a gargantilha que eu havia dado. Ela nos olhava com os olhos marejados, provavelmente estava se segurando pra não chorar.
To be continued...
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