As Loucuras com o Uchiha

9 Martini Caprichado.. Alface e Nutella é igual a Biscoito?


Notas iniciais
MDS, MDS, MDS, EU RECEBI MAIS UMA RECOMENDAÇÃO UIA ISSO ME DEIXOU NAS NUVENS DE FELICIDADE... MINHA LINDONA AMEI DE CORAÇÃO MESMO -- kelly uchiha--- ESSE CAPITULO É TDOO SEUUUUUUUUUU O Por favor nao me matem gomenasai pela demora, juro que esse capitulo foi meio complicado de escrever, mais garanto que vao gostar, ele é meio louco como os outros kkk aah antes de mais nada quero agradecer aos comentarios anteriores obrigado, sao voces que fazem a difrenca na minha vida. o boa leitura a todos :D

°.¸¸.·´¯`» As Loucuras com o Uchiha «´¯`·.¸¸.°

Capítulo Nove

SAKURA ON

Olhei ainda perplexa ao que acabei de ouvir do Sasuke, claro isso me pegou desprevenida, como ele pode me dizer que é “submisso” a mim?

Mas espera se analisarmos direito isso pode ser verdade, já que ele sempre esteve ao meu lado, mesmo quando parecíamos dois estranhos, sempre ficamos apostando mesmo que eu sempre perdia pra ele, oh vida injusta essa minha.

– Sasuke espera vamos conversar direito. — Falei vendo ele bagunçar seus fios negros.

O mesmo se virou sem ao menos me dar chance de me explicar melhor sumiu das minhas vistas.

Está certo que eu nunca senti nada de anormal por ninguém ao não ser pelo Naruto, mas era só uma paixonite de adolescente, hoje somos bons amigos, nada mais que isso, tenho que concordar que o emo mexe comigo um pouco, tá legal muito, mas não quer dizer que eu esteja apaixonada ou quer?

E agora o que fazer? Continuo nesse coquetel ou saio daqui? Questão difícil essa.

– Por que eu tenho sempre que estragar tudo? — Me questionei olhando as estrelas da sacada.

Suspirei derrotada nada do que eu falasse agora resolveria então a melhor maneira é deixar o tempo passar. Ou não.

Pra melhor das hipóteses eu vou embora, essa festa já deu o que tinha que dar, assim como tudo, por que depois que ele apareceu minha linda e bela vida está de ponta cabeça?

Caminhei normal, tentando não demonstrar minha frustração, mas foi em vão por que antes mesmo de sair pela porta dei de cara com o Sai todo alegre e bem-vestido, poucas vezes eu o vi assim.

Ele me olhou e franziu o cenho. — Vadia andou chupando muito limão?

Suspirei e revirei meus olhos. – Não, mas bem que eu queria, quem sabe algo azedo posso adoçar essa minha vida.

– Eu hein que bicho te mordeu?

Nessa hora meus olhos começaram a marejar, com certeza daqui a pouco chorarei.

– Eu queria que alguém me entendesse sabe? Alguém pra me apoiar. — Falei colocando a mão no rosto.

Ele me olhou ainda incrédulo com o que eu acabei de dizer, e de repente fui pega de surpresa por um abraço de urso dele.

– Sakura, eu te amo demais pra ver você assim, não sei o que aconteceu, mais faça o favor de trazer a minha vaquinha de volta. — Disse ele me dando um beijo na testa.

Está certo por essa eu não esperava nunca nessa minha vida, não mesmo Sai sendo gentil? Dizendo que me ama? Alguém me belisca por que eu só posso sonhar!

– Obrigado Sai, é bom saber disso, e eu também te amo bicha louca, só toma cuidado pra você não ficar igual ao Félix.

Ele me deu um cascudo. — O que quer dizer com isso vadia?

Comecei a rir. — Oras vender hot-dog por ai. Mas se você resolver eu quero de graça certo?

– Jamais faria isso vadia, isso é coisa de pobre, e outra em uma semana você me levaria à falência, seu estômago é de elefante nunca vi. — Disse ele indignado. — Agora se me der licença tem uma festa me esperando, e você aonde vai?

– A qualquer lugar, só não quero ficar aqui. — Falei indo em direção a porta do Hall.

– Se cuida, e não beba muito, afinal você vira uma peste quando isso acontece. — Disse ele. Sorri de canto, ainda me lembro bem das minhas ressacas, ate no dia da aposta entre eu e o emo, deu no que deu, mesmo que eu não me lembre de nada, eu bebi altas, isso é fato.

Me aproximei da saída, olhei no estacionamento e não avistei o carro do emo, aonde será que ele foi? Alias isso não é da minha conta. Continuei caminhando, assim que pisei meus pês na calçada, fiquei por longos minutos parada igual a um poste, esperando um táxi já que eu vim de carona, agora o jeito é pagar pra voltar... Eu não vi meus amigos aonde será que eles se meteram? Tema e Shika andam muito sumidos, Ino anda muito quieta ultimamente, Hina e Naruto ainda estão naquela guerra sobre arrumar ou não uma empregada, eu hein sou cercada de pessoas anormais, mas isso não quer dizer que eu seja normal também.

Não demorou muito e avistei um táxi, provavelmente alguém vindo ate a festa. Não demorou muito e ele parou em frente ao grande salão, saindo de dentro dele nada mais nada menos que ela. Puta Karin com seus lindos modelitos da moda, cara eu ate fiquei com inveja, alias quase.

– Haruno? Olha só a chiclete rosa foi abandonada pelo Sasukezinho. — Disse ela em um tom debochado.

Olhei pra ela e mostrei o dedo pai de todos.

– Será que a surra que te dei ontem não foi o suficiente? Eu ainda acho que deveria ter quebrado o seu nariz, quem sabe assim ele ficaria mais bonito. — Falei um pouco sarcástica.

Ela me olhou e ajeitou seus óculos. — Está sendo muito amada não?

Cai no deboche. — Isso não é da sua conta querida, mas pelo jeito é você que está sendo muito mal comida. — Falei entrando no táxi sem dar tempo pra ela me responder.

Informei o local que eu queria ir ao moço, e enquanto não chegava fui observando a paisagem, até que Londres é belíssimo quando está de noite.

Uma coisa me chamou a atenção, um jovem casal rindo um pro outro enquanto caminhavam abraçados, será mesmo que o amor existe? Claro eu já namorei e tudo mais, só que essa paixão avassaladora eu não sentia pelo...

– Senhorita chegamos. — Disse o taxista.

Desci do carro, e pela janela lhe entreguei o valor da corrida, e com um sorriso simples me despedi desejando uma ótima noite.

Assim que desci avistei o grande nome escrito em neon Funky Buddha”, sorri é hoje que eu me acabo.

O bom dessa Pubs é que se você não vai bem-vestido os seguranças te barram na porta, mas eu já sou carteirinha nessa, então isso não é problema, lembro quantas vezes eu e a Ino enchemos a cara aqui. Lembranças essas que são as melhores da minha vida.

Sei que não é a melhor maneira de ajudar a esquecer que alguém acabou de se declarar, mas pra mim é o suficiente, pois é eu só acho mesmo.

Assim que minha vez chegou, afinal a fila aqui é das grandes.

– Haruno Sakura. — Falei informando o meu nome ao cara da portaria.

Ele me olhou. — Fazia tempos que a senhorita não aparecia por aqui. — Disse me entregando minha pulseira.

– Trabalho demais meu querido. — Falei entrando pela porta.

Quando entrei senti uma nostalgia enorme me invadir, os grandes sofás de couro, as luzes de LED brilhando no teto, e as bolinhas no chão. As batidas graves do som dão o ar de juventude a esse lugar. Aqui possui três pistas e três bares, eu achoe exagero mas como não sou a dona não tenho que reclamar de nada.

Me aproximei do barman, que reconheci na mesma hora. — Nagato. — Falei com um sorriso simples

Ele me olhou e retribuiu o sorriso. — Ora olha quem é vivo sempre aparece, qual é a boa de hoje?

Revirei os olhos, até que ele é gatinho mais não faz meu tipo. — Quero um martini caprichado por favor. — Falei me virando e olhando as pistas.

– É pra já, alias cadê a sua amiga loirinha? — Me perguntou ele.

Virei-me novamente, isso ai mesmo pra quem está pensando a Ino pegou ele, e deu aquele chá de peteca, porque o cara ficou no pé dela quase um ano, mas daí então ficamos sabendo que ele estava prestes a se casar, e acho que ele sossegou o rabo, eu só acho mesmo.

– Se eu te contar que nem eu mesma sei você acredita?

Ele me sorriu e me entregou a minha bebida. — Acredito sim, afinal estamos falando da Ino.

Acabei rindo do comentário dele, realmente ele tem razão, se tratando da loira você pode esperar qualquer coisa dela, nessa hora eu colocaria minha mão no fogo da onde exatamente ela está.

SAKURA OFF

(...)

INO ON

Ainda com a respiração descompassada depois do nosso beijo, acabei fitando os orbes penetrantes dele que estava me encarando de uma forma devoradora, cara esse homem só de me olhar já me faz molhar a calcinha imagina na cama? Oh Jesus me ajuda ai do céu.

Vi ele se aproximar novamente. — Não se aproxima de mim, você é o capeta vestido de anjo. — Falei ainda ofegante.

– Você tem certeza disso? — Me perguntou sussurrando em meu ouvido bem lentamente.

Por Deus como essa peste chegou aqui tão rápido, alguém me diga?

– Tenho, talvez, não. — Falei puxando a gola da sua polo vermelha.

E então novamente e lá vamos nos pro segundo round de beijos. Lentamente ele caminhou comigo ate o sofá da sua sala. Assim que cai ele se deitou sobre mim e começou a beijar meu pescoço lentamente, claro eu Ino Yamanaka, não ficarei por baixo jamais, em um movimento ousado fiquei por cima dele.

– Uau, vejo que gosta de dominar. — Afirmou ele

Passei a língua em sua boca já úmida. — Não imagina o tanto.

Vi que os pelos dele se arrepiaram com a minha ousadia, sorri vitoriosa, finalmente esse cubo de gelo vai derreter.

Antes mesmo que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele apertou minha coxa com uma de suas mãos forte o que me fez arfar com o seu toque.
Antes mesmo de abrir os olhos senti uma pequena dormência na região do meu pescoço, com

certeza ficaria a marca, mas que não seja por isso, aproveitei e dei na mesma moeda.

– Loirinha, você consegue me deixar maluco. — Disse ele entre o seu gemido.

– Direitos iguais meu bem. — Falei enquanto sentava em cima do seu membro, mordi o lábio inferior ao sentir ele vibrando sobre sua calça.

– Se é assim, então é minha vez. — Disse ele se sentando no sofá.

Fiquei olhando atenta pelo que ele faria a seguir. Senti suas mãos ágeis me puxar mais pra perto de si.

– O que você vai fazer?

Ele olhou e sorriu maroto, se ele soubesse que minha sanidade está quase indo dar uma voltinha ele não faria isso.

– Vou te mostrar como um homem de verdade age, perante uma mulher.

As palavras dele, me chocaram claro eu não imaginaria que ele diria isso, muito menos a mim.

E então ele me pegou em seus braços, e começou a caminhar pelo apartamento.

Ele abriu a porta que acho ser a do seu quarto, e então rapidamente me depositou em sua cama, pude sentir a sensação da seda, olhei e abri um sorriso com a cor vermelha, assim como várias pétalas de rosas ao chão.

– Acho que alguém andou armando. — Falei enquanto ele se dirigia ate o banheiro.

– Você merece isso e muito mais, só espere um momento.

Arrumei o meu vestido, era pra nós estarmos no coquetel da amiga do Sasuke, mas por sorte eu o encontrei na entrada do Hall. Sorte ou azar? Vai saber, mas já que estamos aqui não custa nada aproveitar a noite.

Não demorou muito e ele voltou da porta que acho assim de passagem que seja mesmo do banheiro.

– Aonde paramos mesmo? — Perguntou ele

Olhei com malícia. — Eu me lembro bem dessa parte.

INO OFF

(...)

SAI ON

Bebi em uma golada só o copo de vodca que estava em minhas mãos, deixar a Sakura sair assim sozinha sem saber pra onde ela vai, não é coisa de amigo sabe, mas ela já é maior de idade e vacinada, qualquer coisa que acontecer não sou o culpado, mas mesmo assim ela está me preocupando, será que ela não se deu conta que está de quatro pelo delicia do Uchiha, valha me Deus, só a vadia da rosada pra não perceber o que já está embaixo do seu nariz. Eu dou valor nos meus amigos por que com eles eu fiz as maiores loucuras, paguei os maiores micos e tenho na memória os melhores momentos da sua vida, ainda me lembro bem do dia da Ricardino, uma mistura de Ricardo com Ino, cara só ela mesmo pra se envolver com homem casado e ainda colocar os amigos dela na parada.

SAI FLASH BACK ON

Já era a sexta ou sétima taça de sorvete? Já nem sei mais, e ainda me pergunto por que deixei a loira abusada a me convencer a vir ate aqui. Cara ela ainda vai se ferrar, e apanhar com essa história de trepar com homem casado, mas por um lado eu concordo tudo que é mais perigoso e gostoso, mas pra Ino isso já está passando dos limites, já é a quarta vez no mês, que ela pede a ajuda minha e da Sakura, adivinhe só? Isso ai mesmo pra vigiar a casa, se a corna chegar, temos que ligar pra ela e avisar. Por que mesmo que eu tenho que passar por isso? Ah sim só por que não quero ver a minha melhor amiga com o belo rostinho deformado.

– Sai será que ela vai demorar? — Me perguntou Sakura olhando em direção a casa.

– Nem sei viu, mas se ela demorar mais uma hora, eu juro que comerei todos esses biscoitos.

Antes de tudo é isso mesmo, além de vigias, ainda temos que fingir ser vendedores ambulantes de cookies, imagina se a cornuda chega, tenho que ir com a cara e a coragem tentar vender pra ela, mas eu sei bem como é a dona Matilda, ou na melhor das hipóteses ela vai é chamar os cachorros pra nos, mas isso não vem ao caso, o tanto de molecada que já nos parou pra comprar biscoito, se eu tivesse vendido já estaria rico, e teria sumido desse bairro chulé, que porre cara a minha fome até aumentou agora, por que eles são tão saborosos? Hum leite condensado adoro!

– Mesmo assim, já cansei de sorvete, acho que está na hora de ligar pra Ino. — Falou ela

Olhei de relance pra rua e vi a corna se aproximar.

– Boa ideia, olha só aquilo ali. — Falei apontando o meu dedo.

Sakura olhou rapidamente e quase que caiu da cadeira. — Oras não era pra ela estar no balé?

– Sim, mas acho que alguém resolveu sair mais cedo, será que ela desconfiou de alguma coisa?

– Nunca se sabe, mas vamos liga aí pra Ino.

Olhei pra ela. — Por que eu?

Ela me entregou o celular. — Por que você consegue ser assustador quando quer.

Eu ri do comentário dela, até parece sou um “Lord”, pelo menos nos meus sonhos sim.

– Está certo.

Disquei o número da tarada de homens casados, e enquanto lá se ia os segundos sem ela atender pra mim parecia uma eternidade, ainda mais que a Matilda estava bem próxima da casa.

TELEFONE ON

– Vadia loira corre por que a cobra está se aproximando do galinheiro. — Falei na maior calma do mundo.

Ela gemeu “coloca esse pau, mais pra dentro, ah” do outro lado, eca que nojo. — Calma aí Sai, o que houve?

– Ricardino larga mão de ser lerda, a corna chegou.

– O QUÊ?

Isso é palhaçada meu, alias puralhaço, purirífico, purirívago, purãozudo. WTF? Essas palavras existem? Sei lá meu.

– Isso mesmo, anda logo senão daqui a poucas suas penas vão ser todas escaldadas na água quente.

Ela suspirou. — Que merda só por que eu estava chegando ao meu quinto orgasmo.

– Se vira colega, não estou a fim de ir à sua casa e falar ao tio Inochi que você foi brutalmente assassinada.

– Está certo, me dá dez minutos.

Olhei pra rosada. — NOS NAO TEMOS DEZ MINUTOS PORRA. — Gritei mesmo, pra ver se ela toma vergonha naquela cara, mas bem pouco provável, já até dei óleo de peroba, mas não adiantou.

– Ei relaxa, neném, já estou me arrumando.
Neném? Ela tá me zoando né? Antes mesmo de desligar ouvi aos fundos. “isso rebola mais em cima do meu pau gostosa”

TELEFONE OFF

Depois dessa desliguei na hora, acho que terei pesadelos essa noite.

– Como eu disse você tem cara de psicopata quando quer. — Me falou a vadia rosa se levantando.

Acompanhei ela, e lá vamos nos a forca, assim como o Tiradentes. Imagina se nessas horas me dá uma Caganeira daquelas bem bravas, nossa senhora eu sou capaz de deixar tudo pra trás, e correr ate o banheiro mais próximo, não que isso acontece todo dia, mas vai saber qual é o dia seu de sorte.

Conforme a casa ia se aproximando e a dona Matilda também senti um tuntuntum bem rápido vindo do meu peito, até parece que o meu coração vai sair pela boca.

– É agora ou nunca, e ainda me pergunto se eu corro ou ajudo? — Falou a Haruno olhando em volta.

– A história só acaba, quando o último desiste. — Falei vendo minha querida amiga rir da minha cara.

– Acho que alguém está assistindo desenho demais. — Disse toda debochada.

– Eu tive infância, Shrek é vida meu. Viva lá vida louca. — Falei imitando o gato e o burro.

Nos aproximamos da nossa vitima, coitada dela, se soubesse a encrenca que está se metendo não estaria a essa hora na sua casa.

– Boa tarde. — Falei vendo ela se virar.

Ela fechou a cara. — O que houve?

Mal educada, ha sim é pouco pra essa corna. — Quero saber se a senhora está a fim de comprar biscoitos?

– Não mesmo, odeio comprar coisas de vendedores ambulantes.

Olha só que engraçado, esses dias ela estava comprando uns pés de alface, de um vendedor que bateu à porta dela, como eu sei? Simples essa rua é a da escola, e o cara que a Ricardino trepa é o nosso professor de matemática... Ops acho que disse demais.

Eu penso assim, se você comprou alface, comprasse nutella, e acho que isso resultaria em biscoitos.

– Senhora Matilda, nossos biscoitos são de ótima qualidade posso garantir pra senhora. — Falou Sakura tentando ser educada.

– Eu já disse que não, além do mais estou gastando muito com o natal que está próximo.
Essa mulher já me deu nos nervos, vamos apelar então.

– E aproveitando que o Natal, data em que celebramos o nascimento do Papai Noel e do crediário em 12 vezes sem juros está logo aí, uma frase usada à exaustão e que merece ser comentada é a boa e velha “Se não gosta, é só não comprar”. Como se nada nos guiasse para adquirir um produto. Como se não houvesse tantos elementos que incidem na formação do desejo e na tomada de decisão que eu me pergunto se é possível afirmar, no final das contas, que temos livre-arbítrio. Garanto se a senhora comprar nossos biscoitos não irá se arrepender, eles são deliciosos. — Falei colocando um na boca enquanto percebi a cabeleireira loira descendo pela janela.

Sorte dela que tem uma árvore logo ali imagine se ela estivesse de vestido, acho que uma pomba voaria.

Ela parou e analisou. — Mesmo assim eu não quero, agradeço desde já.

– Ou seja, a escolha é inteiramente da senhora, mas para quem tem dinheiro para fazer uma escolha e pagar mais pelo melhor se for tomate sem agrotóxico e biscoito livre de transgênicos, então… Ou tempo para preparar algo não-industrializado. E, portanto, mais dinheiro disponível concorda comigo? — Disse a rosada.

Nessa hora minha cara foi la no chão e voltou, menina prendada essa gente. Ela olhou a Sakura mais boquiaberta do que eu.

– Bom menina eu não sei, mas eu não sou fã de doces. — Disse ela

Ai valha-me Deus essa corna merece uma lição isso sim. — Você precisa colocar o dedo na tomada para levar um choque? Também não então não custa nada a senhora experimentar, senão gostar sai distribuindo pelo bairro, garanto que tem muitas crianças que adorariam um biscoito nessa época do ano.

Sakura me olhou e fez sinal de joinha, será que vamos descongelar esse iglu? E a Ricardino cadê ela?

– Tudo bem, vocês me convenceram eu quero todas as caixas. — Disse ela mais calma.

Eu arregalei os olhos, nos tínhamos umas dez caixas, mas tudo bem o dinheiro é dela mesmo.

Olhei e vi a loira do outro lado da rua, e assim conseguimos concluir nossa missão, e mais uma vez a Ino foi salva graças ao Chapolin Colorado. Ops ao Sai e a Sakura, realmente acho que estou vendo desenhos demais.

SAI FLASH OFF

Tempos bons aqueles que não irão mais voltar. Me sentei na mesa enquanto tomava outro copo de vodca.

– Sai cadê o resto do pessoal?

Olhei a figura a minha frente, e suspirei. — Não sei, ainda não vi ninguém além de você.

– E a Haruno onde ela está? — Me perguntou o Uchiha

– Essa eu sei muito menos, mas já vou te avisando se você fizer alguma coisa pra magoá-la eu te castro, e adeus família feliz.

Vi que ele estreitou os olhos. — Jamais faria isso, agora ela? Bom isso é um caso a pensar.

Ele até que tem razão, mas defenderei a vadia ate o fim. — Ela só está confusa, e pelo jeito muito, tente conversar com ela, eu sei que vocês dois se amam.

Acho que o efeito da bebida está me deixando meio melancólico e isso não é bom.

– A Haruno me ama? Essa piada foi boa, mas não sinto vontade de rir. — Respondeu ele irônico.

Minha vontade era de dar uns socos nesse cara qual é?

– Olha aqui Uchiha, eu convivo com ela desde que a mesma nasceu, enquanto você foi embora, quem esteve ao seu lado, foram os seus amigos, mesmo que ela teve alguns deslizes, ela continua sendo a mesma de sempre, e nisso você pode ficar ciente, ninguém além, de mim e da Ino conhece tão bem aquela louca. Quantas noites eu a vi chorar por causa de quem? Ah sim por causa de um amigo que sequer dava a mínima, que de uma hora pra outra passou a ignorar todos, que simplesmente sumiu do mapa e apareceu anos depois, se toca e cresce, porque antes de abrir a boca pra falar qualquer coisa da Sakura, cuide do seu nariz primeiro.

Falei tudo que estava engasgado, claro ele merecia cada palavra.

– Eu a amo, sempre amei. Só que eu disse isso pra ela hoje, e simplesmente ela não me disse nada, me deixou sair porta afora, e o que eu recebo em troca? Nada só comida de rabo.

Essa eu já sabia, mas escutar isso da boca dele se torna tão emocionante.

– Se você a ama como diz, vai atrás dela, toma um banho fica cheiroso e gotoso, e joga ela na cama, a Sakura é alguém que deseja ser amada antes de tudo.

Falei a verdade, afinal ela é sensível ainda me lembro de quando eu matei o peixinho dela, claro o burro aqui achou que estava frio demais e colocou água quente no aquário, e nessa noite tivemos peixe cozido. Me lembro bem que ela chorou oras, mas que depois estava degustando da carne branca do peixe, história lamentável eu sei.

– Obrigado pelas palavras, mas tenho que pensar. — Disse ele

– Não há razão pra você pensar tanto se a ama. A única é ela ter atravessado o seu caminho. — Falei me levantando. — Preciso ir embora amanha eu trabalho, foi bom falar com você Uchiha.

Acenei deixando pra trás um emo pensativo, tem horas que nem eu mesmo me reconheço, mas é isso que me faz ser único, e claro aqueles livros de autoajuda que eu leio.

SAI OFF

(...)

SAKURA ON

Bom eu nem sei mais que horas são, mas nem dou a mínima também. Já bebi todas, já dancei muito e minha vontade nesse exato momento é de subir na mesa e fazer strip-tease, até que não seria uma má ideia.

Subi na mesa, e comecei a subir a minha roupa bem lentamente, recebendo vários assobios de satisfação é hoje que a cobra vai fumar, eu sempre quis ser despojada igual a Ino, mas nunca tive coragem, mas hoje as coisas mudam...

Estava com o vestido já no meio da minha coxa, mais um pouquinho e todos irão ver a minha calcinha preta de renda. Isso é por que eu nem estou bêbada.

– Sakura por Deus o que você está fazendo?

Senti alguém me puxar da mesa, fiquei irritada, e comecei a socar as costas, que cheiro gostoso que vem do cabelo dele.

– Me coloca no chão, eu estou bem.

Ele então me colocou no chão. Quase que cai do salto quando vi de quem se tratava.

– Nossa eu tô vendo um anjo bem na minha frente. — Falei pulando em seu pescoço.
Ele se afastou de mim. — Eu sabia que estava bêbada, jamais faria esse papelão sóbria.

– Me deixa ser feliz porra. Eu estou perdida sabe, eu perdi a chance de ser feliz ao lado de quem me ama, e não sei como resolver isso, alias concertar isso.

Ele colocou a mão em meu queixo. — Meu doce de coco, vamos levarei você pro seu apê, e então conversaremos melhor.

– Eu estou bem... — Ele me cortou

– Não, com certeza não, faça um quatro pra mim.

Tentei fazer, mas não deu certo, tive que me apoiar no braço dele. — Viu só agora vamos, esta tarde.

(...)

Entreguei a minha chave, e assim que ele abriu a porta, me virei.

– Eu te fiz feliz?

Ele estanhou a minha pergunta. — Sim Sakura, mas por que a pergunta?

– Por que você terminou então?

Ele suspirou. — Eu fui muito feliz com o nosso namoro, nossas loucuras, mas eu sempre soube da sua paixão de adolescente, por mais que isso me deixasse triste eu tentava de todas as maneiras fazer você gostar de mim um pouquinho que seja, eu sei que você chegou a me amar, mas pra mim não era o suficiente. Por isso te deixei livre.

Acabei sorrindo. — Por que logo eu, tinha que amar aquele emo dos infernos? Eu já tinha sufocado o que eu sentia por ele dentro de mim, mas por que ele teve que voltar? Por quê?

Realmente eu só podia estar bêbada, por que jamais falaria assim tão abertamente com meu ex-namorado, sobre o cara que eu supostamente amo.

– Nos não mandamos no coração, agora vamos você tem que tomar um banho, e depois eu faço um café, aí amanhã quando estiver melhor, procure esse emo e diga o que sente, se ele te ama também ele entenderá.

Está certo, meu ex me dando conselhos amorosos? Em que eu me meti dessa vez?

– Tá legal, rumo ao banheiro, aproveita e pega meu patinho e coloca dentro da banheira tá?

Ele acabou rindo de mim. — Sim senhora.

Retirei minha sandália, e fui em direção ao banheiro com a ajuda do “Perda de tempo”, enquanto ele ficou no meu quarto eu tentei entrar na banheira coisa que não deu muito certo.

– Aiii. — Gritei ao cair de bunda no chão.

– Sakura você está bem? — Me perguntou ele entrando no banheiro.

Ainda bem que estou de roupa íntima, senão eu morreria de vergonha, mas grandes coisas, ele já viu isso tudo e um pouco mais.

– Não, me ajuda?

Ele então me ajudou a levantar e quando entrei na banheira ele acabou deslizando no meu tapete e lá fomos nós dois pra debaixo da água.

– Me desculpe foi sem querer. — Falei ficando vermelha.

– Eu que peço desculpas. — Falou cocando a nuca.

Tao fofo ele, mas onde eu estou com a cabeça?

– Tem toalhas no meu guarda-roupa, mas eu acho que você ainda se lembra disso.

– Sim espera, eu já volto.

Vi ele saindo de perto de mim, quando foi que nosso namoro decaiu? Ah é mesmo quando ele quis noivar comigo.

Ouvi de relance a campainha ser tocada, provavelmente é um dos meus amigos loucos.

– Atende lá pra mim, por favor. — Falei ainda dentro da banheira.


SAKURA OFF

(...)

SASUKE ON.

Será que o Sai tem razão? Será que aquela desmiolada me ama? Nunca saberei se ela não disser isso pra mim. Então lá vou eu deixar mais uma vez meu orgulho de lado por causa dela.

Toquei a sua campainha já com as palavras ensaiadas em minha mente. Quando ouvi a porta sendo destrancada, meu coração acelerou.

– Sakura eu só quero que você saiba... Neji? — Perguntei ainda surpreso com a recepção, do meu velho amigo.

– Sasuke? É você mesmo? — Disse me abraçando. — Quanto tempo cara.

Só então percebi que ele estava apenas de toalha, espera ai não pode ser? Ou pode? Eu não sou mais nenhuma criança pra tentar adivinhar o que está acontecendo.

– Perda de tempo, você disse que prepararia o meu café. E quem está na porta. — Ouvi a voz da Sakura ao fundo.

– Meu anjo, e meu grande amigo venha ate aqui pra mim te apresentar. — Disse ele eufórico como se tivesse ganhado na mega-sena

Então ele que é o ex dela, quem diria hein?

– Que amigo? — Falou se aproximando da porta. — Sasuke. — Pronunciou meu nome assustada.

Com os cabelos molhados e apenas de roupão, ela apareceu na porta, acho que ninguém precisa me dizer mais nada, eu que fui muito burro por achar que ela gostava de mim, burro mil vezes burro.

Dei as costas, minha noite foi das piores da minha vida.

– Ei Sasuke não é nada disso que está pensando. — Disse ela

Me virei. — Não? Meus olhos estão vendo isso então não precisa me dizer mais nada. Até mais Neji. — Falei batendo a minha porta.

Merda como sou otário, mas agora está declarado, eu vou tirar essa mulher da minha cabeça ou não me chamo Uchiha Sasuke.

Notas finais
e ai mina o que acharam? QUEM VAI FAZER UMA AUTORA FELIZ? COM MAIS UMA RECOMENDAÇÃO?? Sakura por que voce so faz coisas erradas? Quem sera que estava com a Ino? e o FLASH do Sai, esse foi pra caba mesmo, Ricardino? eu ri demais nessa hora kk Ele mitou leeegaal e as palavras fiquei de cara o.O Boom o Sasuke esta imaginando coisa aonde nao tem, e pelo visto a Haruno ainda vai sambar demais nessa bateria kkk Ate o proximo :D Kisssus :*