As Long As You Love Me
4 #4 - É o nosso segredo
Notas iniciais
#4
É o nosso segredo
Algumas semanas se passaram e todos estavam entusiasmados com o baile de formatura. O baile era em especial para os alunos do quarto ano, mas todos foram convidados para a grande festa.
Kurt iria com Sebastian; Blaine com Truk, isso era óbvio.
No dia do baile todos passaram o dia se preparando para a festa, com o intuito de colocar sua melhor roupa para agradar aos olhos de todos os presentes. Blaine era, provavelmente, o único que não estava animado, mas ele iria se apresentar e isso já era motivo o suficiente para fazer com que ele se alegrasse.
Normalmente Kurt já não saía da cabeça do moreno, mas após o beijo do auditório isso só piorou – e muito. Blaine lia e lembrava de Kurt, ouvia música e lembrava de Kurt, comia e lembrava de Kurt. Enfim, era só ele respirar que Kurt já vinha à sua mente e isso já estava começando a irritá-lo.
Kurt pediu para Blaine encontrá-lo no ginásio onde ocorreria o baile logo que o mesmo começasse, porém atrás da arquibancada, onde seria impossível de alguém encontrá-los, tendo em vista de que aquele era o esconderijo deles quando namoravam e ninguém nunca o descobriu.
Blaine se arrumou e foi com Truk para a festa. Ele estava com um terno comum, mas muito bonito. Ele optou por deixar seus cachos livres, pois não viu a necessidade de enchê-los de gel.
Ao chegar no ginásio cumprimentou Quinn e mais alguns colegas do New Directions e foi para o local onde havia marcado com Kurt. Ao chegar lá, Kurt já estava o esperando com um sorriso lindo estampado em seu rosto.
– Uau! – Comentou Blaine.
– Você parece um príncipe, B. – Comentou Kurt, fazendo o moreno corar fortemente.
– Eu digo o mesmo, Senhor Hummel. – Kurt se arrepiou ao ouvir tais palavras pronunciadas por Blaine. – O que queria falar comigo?
– Eu só queria convidar você para irmos ao parque no domingo. O que acha? – Blaine hesitou.
– Seu namorado não vai gostar disso. – Kurt riu.
– Desde quando você está preocupado com ele? – Kurt perguntou achando graça.
– Para o Sebastian eu não ligo nem um pouco. Se ele desaparecer do mundo não vai fazer falta alguma na minha vida. Mas para o meu namorado eu ligo, porque eu estou enrolando ele e isso não é legal. Ele não merece isso. – Kurt revirou os olhos. – Olha, eu vou ser bem honesto com você. Se você largar o Sebastian e quiser voltar comigo eu aceito. Caso contrário, não me procure mais.
– Mas, B. – Kurt tentou argumentar, mas Blaine não deu tempo.
Blaine foi saindo, sem dizer nada, mas parou na saída e voltou, agarrando Kurt e o prensando na parede de trás da arquibancada. Com um pouco mais de força a parede teria quebrado. Era um beijo totalmente desajeitado, mas estava longe de ser ruim. Blaine simplesmente largou Kurt ali e saiu, voltando ao encontro de seu namorado.
– Onde você estava? – Truk perguntou preocupado e Blaine pensou em acabar com tudo aquilo, mas preferiu não estragar a noite de seu namorado.
– Eu só fui dar uma volta e ver se estava tudo certo para minha apresentação. – Truk assentiu e logo os dois estavam dançando.
Uma música lenta começou a tocar e todos os casais se juntaram na pista de dança e Blaine começou a observar Kurt, que fazia o mesmo.
Kurt não era feliz com Sebastian e isso irritava Blaine, pois ele nunca havia maltratado Kurt e a relação dos dois, por mais que fosse escondida, era maravilhosa e cheia de alegria. Era tão difícil assim para Kurt perceber que o amor da vida dele não era Sebastian?
[...]
Blaine foi chamado para subir ao palco para sua apresentação e assim ele fez, pegando o violão em seguida e já se posicionando no local certo.
– Essa música é bem animada, mas vou tocar uma versão acústica. Espero que gostem! – Blaine avisou e todos já se colocaram na pista de dança, novamente em casais.
“What do you mean? (O que você quer dizer?)
Ohh ohh ohh
When you nod your head yes (Quando você diz que sim)
But you wanna say no (Mas quer dizer não?)
What do you mean? (O que você quer dizer?)
Hey yeah
When you don't want me to move (Quando você não quer que eu vá)
But you tell me to go (Mas me diz para ir?)
What do you mean? (O que você quer dizer?)
Ohh
What do you mean? (O que você quer dizer?)
Said we're running out of time (Disse que estamos ficando sem tempo)
What do you mean? (O que você quer dizer?)
Ohh ohh ohh
What do you mean? (O que você quer dizer?)
Better make up your mind (Melhor se decidir)
What do you mean? (O que você quer dizer?)”
Blaine começou a tocar e ficava apenas olhando para o chão, pois sabia que quando levantasse a cabeça iria diretamente olhar para Kurt. O pior nem era olhar Kurt, era olhar ele com Sebastian e não poder fazer nada.
A quem ele queria enganar? Ele também estava errado a começar pelo fato de namorar alguém que queria apenas como um bom amigo.
“You're so indecisive of what I'm saying (Você é tão indecisa sobre o que eu digo)
Trying to catch the beat, make up your heart (Tentando pegar a batida, decida seu coração)
Don't know if you're happy or complaining (Não sei se você está feliz ou reclamando)
Don't want for us to end (Não quero que a gente termine)
Where do I start (Onde eu começo?)”
Ele continuou a olhar para baixo, começando a se lembrar de quando estava com Kurt. O castanho sempre foi uma pessoa indecisa e isso inspirou Blaine na hora de escolher o que cantar. Ele queria uma música boa, animada e com uma letra que falasse por ele. Ao ouvir essa, ele soube na hora que era a certa para a ocasião.
Blaine olhou para frente, levantando rapidamente sua cabeça. Ele avistou Truk sorrindo tristemente; Blaine desejava mais que tudo que ele não estivesse imaginando o porquê da música.
“First you wanna go to the left and you want to turn right (Primeiro você quer ir para a esquerda, depois para a direita)
You wanna argue all day, make love all night (Quer brigar o dia todo, fazer amor a noite toda)
First you up then you're down and then between (Primeiro está para cima, depois para baixo e então no meio)
Ohh I really want to know... (Ohh, eu realmente quero saber...)”
Todos os casais – fossem de namorados ou de amigos – estavam na pista dançando alegremente. A música era animada, mesmo que fosse em versão acústica.
Kurt estava abraçado à Sebastian, que reclamava compulsivamente de Blaine.
– Ele não é um bom cantor e pega essas drogas que conseguem chamar de música. Argh! – Kurt revirou os olhos, pois não concordava com Sebastian.
– Ele não é um péssimo cantor. Se ele fosse, não iríamos para as nacionais. – Kurt disse defendendo Blaine. – E eu adoro essa música.
– Você tem mal gosto.
– Tenho mesmo. Eu namoro com você. – Kurt pensou, mas nunca iria falar algo assim.
“What do you mean? (O que você quer dizer?)
When you nod your head yes (Quando você diz que sim)
But you wanna say no (Mas quer dizer não?)
What do you mean? (O que você quer dizer?)
Hey yeah
When you don't want me to move (Quando você não quer que eu vá)
But you tell me to go (Mas me diz para ir?)
What do you mean? (O que você quer dizer?)
Ohh
What do you mean? (O que você quer dizer?)
Said we're running out of time (Disse que estamos ficando sem tempo)
What do you mean? (O que você quer dizer?)
Ohh ohh ohh
What do you mean? (O que você quer dizer?)
Better make up your mind (Melhor se decidir)
What do you mean? (O que você quer dizer?)”
Kurt continuou a dançar ali com Sebastian, mas seus pensamentos estavam em outro mundo. Um mundo que cantava incrivelmente bem, era lindo, amoroso, atencioso e carinhoso. Porém esse mundo tinha um defeito: esse mundo não pertencia à Kurt e talvez continuasse assim para sempre.
Kurt se sentia machucado por tudo que aconteceu. Ele não pode mentir e dizer que não quer Blaine, porque isso é o que ele mais quer no mundo. O único problema é que Kurt tem medo de muitas coisas, principalmente de si mesmo.
E se eles voltassem? O que aconteceria? Kurt talvez ficasse na casa de Blaine, pois não tem onde morar. Mas e se não desse certo e eles não aguentassem a pressão de morarem juntos? E se eles começassem a se odiar? Os dois sofreriam e talvez fosse algo ainda pior.
Kurt precisava resolver muitas coisas antes de pensar em voltar com Blaine. Ele só não sabia por onde começar.
“You're overprotective when I'm leaving (Você é muito protetora quando estou saindo)
Trying to compromise but I can't win (Tentando fazer um acordo, mas eu não ganho)
You wanna make a point but you keep preaching (Você quer ter razão, mas só fica ‘reclamando’)
You had me from the start, won't let this end (Você me tem desde o início, não vamos deixar isso acabar)”
Ao cantar a última frase, Blaine levantou a cabeça e encarou Kurt. O castanho o olhava de uma maneira triste. Tudo que eles queriam era poder sair dali e se amar a noite inteira, mas isso não iria acontecer. Isso era óbvio.
Sebastian se irritou ao perceber a troca de olhares, enquanto Truk apenas lamentou por não ser para ele tudo aquilo.
“First you wanna go to the left and you want to turn right (Primeiro você quer ir para a esquerda, depois para a direita)
You wanna argue all day, make love all night (Quer brigar o dia todo, fazer amor a noite toda)
First you up then you're down and then between (Primeiro está para cima, depois para baixo e então no meio)
Ohh I really want to know... (Ohh, eu realmente quero saber...)”
Blaine continuou a olhar para Kurt, o que estava fazendo a raiva de Sebastian praticamente transbordar por seus olhos. Dessa vez o irritado era ele e Blaine estava vulnerável, não teria chance alguma se entrasse em uma briga com o maior.
“What do you mean? (O que você quer dizer?)”
Blaine largou o violão e desceu do palco, levando um soco em seguida. A pancada não havia sido muito forte, mas provavelmente ficaria roxo.
– Mas o que deu em você? – Blaine perguntou incrédulo.
– Você estava de olho no MEU namorado. – Blaine riu.
– Você não ficou com raiva por eu estar olhando para ele, ficou com raiva porque ele estava olhando de volta. – Blaine disse e quase levou outro soco, mas evitou ao segurar a mão de Sebastian. – Encosta mais um dedo em mim e eu não vou poupar minha força contra você. O que eu fiz com o seu rosto não foi nada comparado ao que eu ainda posso e quero fazer.
Blaine pegou a mão de Truk e saiu do ginásio, vitorioso pelo que aconteceu. Todos estavam espantados. Sebastian havia sido ameaçado e não havia feito nada.
[...]
– Eu não gosto de ficar batendo na mesma tecla, mas vou ter que perguntar de novo. – Começou Sebastian, fazendo Kurt tirar os olhos do celular. – O que está acontecendo entre você e Blaine?
– N-nada. – Kurt precisava gaguejar justo agora?
– Olha, eu sei que você não gosta de mim. Não do jeito que gosta dele, mas eu quero pelo menos sua honestidade e se eu descobrir que você me trai, especialmente com ele, eu não me responsabilizo por meus atos. – Ameaçou Sebastian, saindo do quarto e indo dormir.
E agora? O que ele iria fazer? Ele amava Blaine, mas não queria se jogar de volta nos braços dele sem mais nem menos. No meio de tantos pensamentos, Kurt acabou dormindo, mas passou a noite inteira tendo pesadelos. Dentro deles sempre acontecia alguma coisa com Blaine.
Se a ideia de Sebastian era mexer com o psicológico de Kurt, ele estava de parabéns, pois tinha dado certo.
[...]
Não muito longe dali, estava Truk e Blaine assistindo um filme tranquilamente. Após o baile ter acabado naquela briga de mais cedo, Blaine quis ficar junto de Truk.
Os dois estavam abraçados e Blaine finalmente estava gostando disso. Ele finalmente estava abrindo sua mente para novos sentimentos, mas sabia que não seria tão fácil assim, já que seu coração tinha um dono, mesmo que esse dono não quisesse.
– Bee, posso ser sincero com você? – Perguntou Truk, tirando o moreno de seus pensamentos.
– Claro. – Ele disse se endireitando no sofá.
– Eu sei o que aquela música significou e sei para quem você cantou ela. – Blaine arregalou os olhos. – E sendo bem honesto, está tudo bem, sabe? Eu só acho que você poderia se abrir comigo e falar sobre essas coisas. Talvez assim você se liberte dele. Eu não vou mentir e dizer que isso não me machuca, pois machuca de verdade. Eu me apaixonei de verdade por você e hoje posso até dizer que eu te amo. – Blaine deixou que algumas lagrimas caíssem. Ele não queria machucar Truk, pois eles eram amigos acima de tudo.
– Me desculpa. – Truk o interrompeu.
– Você não tem motivo algum para se desculpar comigo, meu querido. Só quero que abra seu coração e me conte tudo. – Blaine ainda parecia hesitar. – Me conte, Bee.
– Eu não quero magoar você. – Blaine disse sincero.
– Meu amor, sendo honesto, eu já estou magoado. Só quero entender o que se passa na sua cabeça. – Blaine deu um sorriso triste para ele e assentiu.
– A música realmente foi para Kurt e eu realmente cantei olhando para ele, mas agora aqui com você... eu não sei. Eu acho que nunca te dei uma oportunidade, sabe? Eu sempre tive medo de tentar me apaixonar novamente, porque eu sempre achei que ainda tivesse uma chance com Kurt, mas agora eu percebo que não tenho. Agora eu vejo que acabou. Ele está com Sebastian, o que eu nunca vou aceitar, mas eu quero ver ele feliz. – Ele fez uma breve pausa. – Você sempre foi uma pessoa tão boa comigo. Sempre foi um bom amigo, um bom namorado, e eu nunca consegui retribuir isso. Eu me sinto péssimo com tudo isso. – Ele fez outra pausa e Truk pegou suas mãos.
– Eu já imaginava tudo isso, mas eu consigo lidar. – Truk começou a fazer um carinho bom nas mãos de Blaine. – Eu tenho uma proposta.
– Eu paro de falar sobre ele. – Truk riu.
– Vamos transformar a nossa relação em uma relação aberta. – Blaine arqueou a sobrancelha direita. – Se você quiser ficar com outra pessoa você pode, assim como eu.
– Mas você disse que gosta de mim. – Blaine disse confuso.
– Eu amo e é exatamente por isso que tive essa ideia. Tenha novas experiências, dependendo até descubra um novo amor. Se nada der errado, você pode até sentir algo por mim. – Blaine achou aquelas palavras tão lindas, que, pela primeira vez, sentiu vontade de beijar o namorado. E foi o que ele fez. Um beijo rápido, mas com carinho.
– Eu gosto muito de você. Você tem certeza de que quer fazer isso? – Blaine perguntou ainda preocupado.
– Eu tenho. – Truk disse e os dois voltaram a se escorar.
[...]
Blaine havia tomado uma decisão. Ele iria acabar de vez com Kurt, por isso iria encontrá-lo no parque após o almoço de domingo.
Ele chegou no parque e encontrou Kurt sentado em baixo de uma árvore. A árvore próxima ao local onde se conheceram.
Blaine se aproximou a sentou ao lado de Kurt.
– Oi, B. – Kurt disse sorrindo.
– Precisamos conversar. – Blaine disse ríspido, sem querer.
– Posso falar primeiro? – Blaine assentiu. – Quero propor uma coisa para você.
– Kurt... – O castanho o interrompeu.
– Blaine, eu te amo e não consigo mais viver sem você. Por favor, volte para mim. – Implorou Kurt.
– Você terminou com Sebastian? – Blaine perguntou sério e Kurt pareceu estar em dúvida.
– Não. – Blaine revirou os olhos.
– Então não. – Ele disse decidido.
– Blaine, por favor. Uma relação saudável entre nós vai ser maravilhosa. Considere isso, por favor. – Kurt estava quase chorando, pisando em cima do seu próprio orgulho.
– Olha, eu e Truk agora temos uma relação aberta e isso é tudo que posso oferecer a você. – O sorriso de Kurt abrira novamente ao ouvir essas palavras.
– É mais do que o suficiente. É tudo que eu quero. – Os dois sorriram e ficaram ali escorados na árvore, apenas aproveitando o lindo dia.
– Odeio segredos. – Disse Blaine.
– Esse é o nosso segredo. Eu prometo que valerá a pena. – Kurt disse, dando um selinho em Blaine em seguida.
Após muito tempo de silêncio, Blaine resolveu falar alguma coisa.
– Você deveria falar com seu pai. – Incentivou Blaine.
– Ele não vai nem abrir a porta quando souber que eu estou lá. – Kurt disse triste.
– E se eu falar com ele? – Sugeriu Anderson.
– Não é uma boa ideia. – Kurt queria prender Blaine ali, apenas para evitar mais uma briga.
– Por que não? – Blaine se ajoelhou na frente de Kurt e pegou suas mãos para si.
– Ele deixou bem claro que não me criou "para isso". – Kurt fez aspas com as mãos.
*FLASHBACK ON*
Kurt saiu do banho se sentindo regenerado. A sensação da água quente caindo sobre seu corpo era capaz de mudar completamente seu humor. O castanho pegou uma roupa confortável, a vestiu e se jogou em sua cama para mexer no celular. O único problema é que o celular não estava no local onde sempre ficava.
Kurt começou a revirar as cobertas, mas nada de encontrar.
– Onde eu enfiei aquela porcaria? – Murmurou Kurt para si mesmo, então ele lembrou de estar na cozinha antes do banho e foi para lá que ele tratou de ir.
Ao chegar na cozinha, Kurt viu seu pai, Burt, sentado à mesa com o seu celular em sua frente.
– Eu estava procurando isso. – Kurt disse tentando não mostrar o nervosismo no qual havia ficado após ver a expressão séria de seu pai.
– Eu confiei em você quando você disse que Blaine era apenas seu amigo. – Kurt gelou ao ouvir as palavras de seu pai. O que será que ele havia visto?
– Sobre o que você está falando? – Burt levantou bravo, chegando até a estar com os olhos vermelhos de raiva.
– ESTÁ TUDO NA DROGA DO SEU CELULAR! VOCÊ E ELE NÃO SÃO APENAS AMIGOS, KURT. – Burt gritou as palavras, as jogando rudemente para cima de Kurt. O pobre Hummel começou a chorar desesperadamente. Por que seu pai estava tão bravo se aquilo era tão inocente?
– Pai, calma! – Pediu Kurt.
– Eu quero ouvir isso da sua boca. – Kurt permaneceu em silêncio. – EU QUERO OUVIR ISSO DA SUA BOCA. FALA, KURT.
– Blaine era meu namorado, pai. – Confessou o castanho.
– EU NÃO ACREDITO NISSO. Você precisa de um médico para se curar dessa sua doença. – Kurt chorava cada vez mais. O homem que ele sempre admirou estava mesmo o tratando daquela maneira?
Bom, até os quatorze anos de Kurt, a relação entre os dois era ótima, mas após Burt flagrar seu doce filho beijando um garoto no sofá da sua sala, tudo mudou e nunca mais voltou ao normal. Mas agora, dizer que ele era doente? Isso ia além de um desentendimento. Isso era desumano.
– Ser gay não é uma doença e ao contrário do que muitos dizem também não é uma opção. Eu nasci assim, pai. Eu gosto de garotos, o que eu posso fazer? Nada! – Kurt disse quase sem forças.
– EU NÃO CRIEI VOCÊ PARA ISSO! – Burt voltara a gritar, deixando Kurt ainda mais triste.
– Pai, os melhores anos da minha vida foram ao lado de Blaine. Eu sofri por muito tempo com o nosso término e tudo que eu queria era que você fosse um amigo para mim, mas é claro que você não conseguiria. Eu sei que você tem nojo de mim, mas isso não vai mudar quem eu sou. – Burt fechou suas mãos em punho e Kurt estava preparado para apanhar, mas nada aconteceu.
– EU QUERO VOCÊ FORA. DA. MINHA. CASA. – Burt gritou o final da frase pausadamente e Kurt se atirou no chão, voltando a chorar. – Não quero vê-lo aqui quando eu voltar do trabalho.
*FLASHBACK OFF*
– Kurt, as pessoas costumam ter medo daquilo que não têm conhecimento. Se você sentar ao lado dele e conversar, talvez ele entenda. Não custa nada tentar. – Kurt ainda não estava gostando da ideia. – Então eu vou falar com ele.
– Não faça isso. – Pediu Kurt.
– Já fiz. – Blaine disse e saiu do parque, deixando um Kurt preocupado para trás.
Será que Blaine estava certo? Será que Burt iria mesmo aceitar Kurt?
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