Notas iniciais
Oii, gente! O nome do namorado de Blaine é zoeira, ok? Não me xinguem kkkkkk! Boa leitura! ♥

#2

Novas direções

Quando você termina um relacionamento mais parece que alguém que você ama morreu, pois todos só sabem dizer que sentem muito e coisas do gênero e isso estava começando a incomodar tanto Kurt quanto Blaine.

Mais um dia de aula. O primeiro após as férias, no meio do terceiro ano de ensino médio.

O ano em que a vida de Blaine se destruiu por completo. O ano em que ele e Kurt terminaram e aquele momento o assombrava.

Eles haviam terminado durante as férias e não se viram desde então e Blaine não estava nem um pouco animado com a ideia de voltar a vê-lo.

Naquele dia, Blaine levantou sem vontade e se arrumou lentamente para a escola. Pegou seu celular e viu uma mensagem de sua melhor amiga, Quinn.

Anime-se, é nosso primeiro dia de aula após as férias. Estou com saudades, B. Vejo você na escola, beijo!”

Blaine sorriu com a mensagem, pegou a chave do carro e saiu para a escola. Durante o caminho ele cantarolava a música que tocava no rádio, até começar a tocar músicas que o faziam lembrar de Kurt. Ok, essa era a hora em que ele deveria parar de ouvir música, e foi o que o moreno fez.

Logo ele chegou na escola e foi em direção ao seu armário, que continuava sendo ao lado do de Kurt, mesmo que eles tivessem mudado de prédio.

– B! – Gritou Quinn, vindo e abraçando Blaine. – Que saudade.

– Eu também senti sua falta, Q. – Blaine largou a amiga assim que viu as portas do corredor serem abertas. Não era qualquer um que estava passando, era Sebastian Smythe, o jogador de futebol americano, o garoto mais popular da escola. O pior não era ver Sebastian ali, pois ele normalmente já recebia os olhares de todos, mas agora era diferente. Sebastian estava segurando a mão de Kurt.

Blaine sentiu seus olhos marejarem, mas permaneceu firme e forte ali. O novo casal passou ao lado de Blaine e se despediu com um beijo em frente à Blaine, o que magoou o moreno mais ainda. Kurt começou a mexer em seu armário, ignorando completamente o Anderson, que tentou ser mais forte ainda para segurar suas lágrimas, as quais estavam implorando para serem derramadas.

– Oi, Quinn. – Kurt cumprimentou Quinn, ainda ignorando Blaine. A loira queria fazer algo para ajudar o amigo, mas não sabia o que poderia ser feito. Ela apenas sorriu para Kurt. Um sorriso completamente desconfortável. – Oi...

Blaine percebeu que o cumprimento era para ele, mas agora era a vez dele de ignorar. Ele pegou seus livros e foi em direção à sua aula. Aquele seria um longo dia.

[...]

Algumas aulas chatas e um novo casal grudento foi apenas metade do que Blaine teve que aguentar naquele dia. Após o almoço ele foi direto para a sala do coral, onde eles teriam aula especial de volta às aulas. Todos adoraram, menos Blaine.

Tudo bem, Blaine não podia ser hipócrita, tendo em questão que ele também estava namorando. Era um aluno novo na escola, ele tinha olhos castanhos esverdeados e cabelos em um tom entre o loiro e o castanho e se chamava Truk. O único problema, é que Blaine não fez isso para machucar Kurt ou parecer superior e sim porque ele odeia ficar sozinho.

É como se ele não conseguisse nem pensar só por estar longe de Kurt.

Durante o ensaio do coral, Sr. Schue falava animadamente sobre as nacionais, que aconteceriam em breve, mas Blaine não estava prestando muita atenção no que ele dizia. O moreno estava mais preocupado em ficar olhando para Kurt que, por mais que aparentasse estar feliz, Blaine sabia que o castanho não estava. Eram anos de convivência ao lado de Kurt. Era o suficiente para saber como o castanho estava a cada segundo pelo simples olhar ou sorriso.

– Blaine, você poderia pelo menos fingir que está prestando atenção em mim, não acha? – Blaine sorriu falso para o professor.

– Eu aceito ser o solista. – Blaine disse, fazendo o professor não ter o que dizer.

– Obrigado. – Disse Sr. Schue. – Mas na verdade...

– Concordo que um dueto é melhor, mas só faço um dueto se for com quem eu quiser que seja. – Blaine havia prestado atenção em tudo que o professor tinha dito, mas nem ele sabia como, já que havia decidido ignorar aquela aula.

– E com quem você quer cantar? – Blaine apenas olhou na direção de Kurt, que revirou os olhos.

– Com Kurt.

– Tudo bem para você, Kurt? – O castanho assentiu. Ele não teria muita escolha mesmo, então por que negar, não é mesmo?

[...]

Após a aula, Blaine foi para sua casa com um peso gigante nas costas. Ele precisava de Kurt, mas nunca admitiria isso em voz alta e ter obrigado o castanho a cantar com ele não havia sido sua ideia mais inteligente. Ele ficou se xingando mentalmente por horas por conta daquilo.

Quando já estava próximo às seis da tarde, resolveu tomar um banho, se jogando no sofá logo depois, vestindo um pijama qualquer e olhando a primeira coisa que encontrasse. Estava dando o filme "Meu Primeiro Amor". Ok, aquela não era a melhor opção. Ele ficou brincando pelos canais, e decidiu olhar um filme qualquer de terror que estava dando.

– Que foi, maninho? – Perguntou Cooper, sentando-se ao lado do irmão.

– Kurt existe, só isso. – Blaine disse com os olhos já marejados.

– Você ainda não o superou? – Blaine negou. – Mas deveria, seu novo namorado parece ser um cara legal.

– Truk é excelente, mas o considero mais amigo do que qualquer outra coisa. – Blaine disse triste.

– É assim que as coisas começam. – Cooper disse sorrindo.

– Eu sinto nojo até de beijá-lo. – Blaine parou de lutar contra suas lágrimas, simplesmente as deixando cair. – Ele é uma boa pessoa, mas ele tem um problema chamado: “ele não é o Kurt”.

– Eu sei, maninho, mas você precisa entender que você e Kurt são passado agora. – Cooper disse e logo a campainha tocou. – Deve ser seu namorado.

– Infelizmente. – Blaine levantou sem vontade alguma do sofá e foi atender a porta, sendo agarrado por Truk em seguida. – Oi.

– Eu vim te fazer companhia, mas preciso fazer uma redação para amanhã, então... – Ah, ele não imaginava, mas Blaine havia ficado imensamente feliz por passar um tempo sem ser agarrado por Truk.

– Sim, entendo. Vamos lá para meu quarto. – Os dois subiram de mãos dadas, Blaine se atirou em sua cama, enquanto Truk se grudava em seu computador (o qual havia levado na mochila) para fazer sua redação.

[...]

Não muito longe dali, estava Kurt, também atirado em sua cama, falando no telefone com seu novo namorado, Sebastian.

"O que você achou de tantos olhares sobre você hoje?" – Perguntou Sebastian.

"Foi estranho, não sou acostumado." – Kurt deu de ombros.

"Acostume-se, pois agora você está no topo." – Kurt sorriu sem graça, agradecendo mentalmente por Sebastian não poder vê-lo naquele momento. – “Preciso ir. Tenho treino agora. Depois nos falamos."

Kurt murmurou um "tudo bem" e continuou a mexer no seu celular, falando com Rachel em seguida. Ele pediu para sua amiga ir até sua casa e a judia aceitou logo, saindo rapidamente de casa e indo para casa de Kurt.

Ao chegar lá, viu seu amigo atirado de qualquer jeito com um balde de pipocas ao seu lado.

– Isso quer dizer que você ainda não superou. – Rachel disse, cumprimentando seu amigo em seguida.

– Eu nunca vou superar ele, Rach. – Kurt disse triste.

– Mas você precisa. Até onde eu me lembre ele terminou com você e se fez isso é porque não te queria mais. – Disse Rachel.

– Não foi bem assim. Ele só estava cansado de esconder nosso namoro, ele agiu por impulso e pediu para voltar, mas eu fui burro e não quis.

*FLASHBACK ON*

Kurt estava atirado no sofá, chorando sem conseguir parar por conta do término. Por mais que fosse por sua culpa ele estava triste e não seria fácil animá-lo. Lá pelas tantas, a campainha tocou e Kurt foi abri-la sem vontade alguma. Ao abrir teve a alegria de ver que era Blaine.

– Será que podemos conversar? – Perguntou o moreno. Kurt assentiu, dando passagem para Blaine entrar em sua casa.

– Olha, eu sei que ainda está com raiva, mas... – Blaine interrompeu o castanho com um beijo. Um beijo de pura saudade, como se eles não se vissem há anos. – O que isso significa?

– Que eu te amo e te quero de volta. – Blaine disse com um sorriso brilhante nos lábios.

– Ah, então agora você quer voltar? Pensasse nisso antes de terminar comigo. – Blaine o olhou incrédulo.

– Você iria terminar comigo de qualquer maneira, eu só acabei de uma vez com aquele sofrimento. Kurt, eu odeio ter que esconder nosso relacionamento, mas eu odeio mais ainda a sensação de não te ter. – Blaine expôs seus mais sinceros sentimentos naquele momento. Ele havia engolido todo seu orgulho, mas imaginava que Kurt não faria o mesmo.

– Vou resumir para você. – Kurt fez uma pausa e foi em direção a porta. – Não.

*FLASHBACK OFF*

– Por que você nunca me contou isso? – Rachel perguntou com lágrimas nos olhos.

– Ao término de um relacionamento sempre tem alguém que sai por cima e eu queria que esse fosse eu. – Kurt não aguentava mais chorar. – Eu agi por impulso, sou orgulhoso demais e está me doendo admitir isso, mas sinto que se eu não o fizer irei me sufocar.

– Calma, Kurtie! Vai ficar tudo bem. – A garota abraçou o amigo da maneira mais forte que conseguiu.

– Não vai ficar tudo bem. Ele está namorando agora e eu também. – Kurt disse ainda sem parar de chorar.

– E eu sei que se você pedir ele volta correndo para você. O único problema é que eu sei que você não vai pedir. – Ela piscou para o amigo, que no instante parou de chorar. Será que poderia ser fácil assim?

[...]

Blaine continuava mexendo em seu celular, enquanto seu namorado escrevia sem parar. O moreno estava entediado, e sabia que ainda ficaria assim por um bom tempo.

Durante o jogo chato que Blaine jogava, uma mensagem chegou e o coração do moreno disparou, pois na tela dizia: “Amor”.

Já decidiu que música iremos cantar?” – Amor.

Blaine digitou rapidamente sua resposta.

Ainda não. E você? Pensou em alguma?” – B.

Para ser sincero, pensei.” – Amor.

“Pode me dizer qual é?” – B.

Meio óbvio, né, B.” – Amor.

O coração de Blaine simplesmente parou ao ler aquilo. Kurt havia o chamado pelo apelido.

De qualquer maneira, pensei em cantarmos It Must Have Been Love.” – Amor.

Acho uma ótima ideia.” – B.

Longos minutos se passaram sem mais nenhuma mensagem, o que havia deixado Blaine apreensivo, então ele resolveu “quebrar o silêncio”.

Não gostaria de tomar um café comigo alguma hora dessas?” – B.

Estou sozinho em casa, se quiser pode vir aqui.” – Amor.

E agora? Blaine ia ou não? Seu cérebro gritava para que ele não fosse, mas era inútil sendo que seu coração o implorava para ir.

Te vejo em vinte minutos.” – B.

– An, eu preciso dar uma saidinha. – Blaine disse distraindo o namorado.

– Por que? – Truk perguntou confuso.

– Quinn está com alguns problemas e precisa de um amigo. – Essa era a melhor desculpa que ele tinha? Provavelmente não. – Pode continuar aí. Prometo que não vou demorar.

– Tudo bem, amor, eu entendo. – Ele disse dando um selinho em Blaine, que saiu apressado e só parou porque Cooper se enfiou em sua frente.

– Onde vai com tanta pressa? – Cooper perguntou de braços cruzados, parado em frente a porta.

– Por favor, Coop, apenas me deixe ir. – Blaine implorou e o irmão riu.

– Eu sei onde vai, eu só peço que não traia aquele garoto. Ele parece gostar mesmo de você. – Blaine assentiu, pegou as chaves e saiu.

Ele dirigiu o mais rápido que conseguiu para a casa de Kurt, mas chegou após os vinte minutos que havia marcado.

Ele tocou a campainha e logo foi atendido. Kurt estava com os olhos inchados e agarrou Blaine em um abraço apertado.

– Calma, K, vai ficar tudo bem. Estou aqui. Calma. – Blaine afagava os cabelos de Kurt enquanto o garoto chorava, chorava e chorava. – O que houve?

– Meu pai me expulsou de casa. – Blaine entrou na casa e foi puxando Kurt até entrarem no quarto do castanho.

– Por que ele fez isso? – Os dois sentaram na cama, e Kurt escorou sua cabeça nas pernas de Blaine.

– Ele pegou meu celular e viu nossas fotos. – Kurt tentava controlar sua respiração, enquanto Blaine tentava secar as lágrimas de seu amado.

– Com nossas você... – Kurt sentou, interrompendo Blaine.

– Sim, B, fotos com você e eu. – Kurt disse tranquilo, com sua respiração já normalizada. – Ele me expulsou de casa, sem nem pensar que eu não tenho para onde ir. Agora eu já arrumei um lugar, mas ainda assim.

– Certeza? – Kurt assentiu. – Caso precise, pode ficar lá em casa.

– Vou ficar com Sebastian. – Aquelas palavras machucaram Blaine profundamente.

– O engraçado, é que você está mal e ao invés de chamar seu querido namorado, chamou a mim. – Blaine disse se levantando e saindo do quarto, pronto para ir embora. Kurt o puxou pelo braço, impedindo que ele terminasse de descer as escadas.

– Eu chamei você porque, acima de tudo, somos amigos. Não somos? – Kurt perguntou já pronto para chorar novamente.

– Você só lembra disso quando lhe convém. Você fica o tempo todo me ignorando, finge que eu não existo, só falta dizer que me odeia. – Blaine disse descendo o resto da escada, e quando foi abrir a porta, Kurt o puxou novamente e o prensou contra a parede. – Nem pense em me beijar.

– Não vou, porque sei que a cada beijo mais difícil será de dizer adeus. Eu estou namorando agora, assim como você. – Kurt disse soltando Blaine.

– Um namorado o qual você claramente não ama. – Blaine disse sarcástico.

– Você não pode dizer isso.

– Você deve amá-lo mesmo, por isso está aqui comigo. Você provavelmente ainda me ama. – Blaine disse cheio de ironia.

– Diferente de você. – Blaine virou de lado, prendendo Kurt contra a parede.

– Eu NUNCA deixei de te amar e enquanto você namora com Sebastian eu tento aprender a respirar sem você. – Kurt parou de raciocinar e puxou Blaine para um beijo, o qual não foi correspondido. – Adeus, Kurt.

Notas finais
Acharam que eles iam voltar, né? Enganei vocês, ueheuhee! Calmem, é um drama, mas terá muitas partes felizes ♥ Klaine será feliz ainda e não odeiem o Burt, o coitado ainda vai mudar de pensamento! Bjo ♥