As Long As You Love Me
3 #3 - Pensando em você
Notas iniciais
"So can we go (Então podemos ir?)
No left or right (Sem direita ou esquerda)
You go your way (Você vai para o seu caminho)
And I'll go mine (E eu para o meu)" — We Were Born For This (Justin Bieber)
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#3
Pensando em você
– Pessoal, pensei em uma atividade para aquecermos para as nacionais. – Sr. Schue entrou alegre na sala do coral.
Blaine olhava para Kurt de soslaio. Hummel possuía um olhar distante, como se estivesse tão triste a ponto de não conseguir se manter em pé.
– E qual seria? – Quinn perguntou animada.
– Uma competição de duetos. – Sr. Schue disse ainda mais alegre e todos vibraram. – Vocês podem escolher suas duplas, menos Kurt e Blaine, que por serem os donos do dueto das nacionais vão cantar juntos. Uma dupla apresenta por dia.
Todos formaram suas duplas e Blaine foi lentamente sentar ao lado de Kurt. O castanho levantou a cabeça e Blaine tentou encontrar nos olhos de Kurt algum resquício de seu ex, mas tudo que encontrou foi um olhar vazio.
– Você está bem? – Blaine puxou a mão de Kurt para si e o castanho estava dando evidências de que se desmancharia em lágrimas, então o moreno o puxou para fora da sala, o levando até o banheiro. – O que houve?
– Você pode por favor me abraçar? – Kurt pediu encarecidamente e o moreno não tinha como dizer que não. Ele simplesmente não conseguiria negar isso.
Blaine abraçou Kurt de uma maneira amiga e protetora, tentando passar segurança e conforto para o castanho.
– Vai ficar tudo bem. Calma. – Kurt se encolheu mais ainda no pescoço de Blaine.
A porta do banheiro foi aberta e risadas foram escutadas. Sebastian e seu grupo de amigos idiotas riam loucamente de algo que para eles era engraçado, mas que para o resto do mundo provavelmente eram puras besteiras.
– Por qual motivo você está abraçando o meu namorado? – Sebastian perguntou se aproximando de Blaine, que se separou dos braços de Kurt. O castanho tratou de secar logo as lágrimas.
– Eu só estava sendo um bom amigo. – Sebastian deu um leve empurrão em Blaine, que naquele momento nem pensou em revidar. – Kurt, por favor, sai daqui. – Blaine pediu e o Hummel assentiu. Ele não estava bem para ver qualquer briga que fosse.
– Eu não te dei o direito de encostar no meu namorado. – Sebastian disse rude.
– Em primeiro lugar: eu estou pouco me ferrando para a droga da sua opinião. Segundo: eu tenho mais direitos sobre ele do que você. Terceiro: eu ainda sou amigo dele. – Blaine apontava para Sebastian e cuspia as palavras sobre o maior, que deu um sorriso cínico para ele.
– Você pode ser amigo dele, mas é o meu nome que ele geme todas as noites. – Aquilo foi o suficiente para fazer Blaine explodir por dentro e desejar explodir por fora também, desde que ele explodisse Sebastian consigo.
Blaine foi para cima de Sebastian, o derrubando e ficando por cima dele, dando socos e mais socos no belo rosto do maior. Os amigos de Sebastian ficaram paralisados, sem saber o que fazer. Na verdade, eles até sabiam, mas estavam gostando de ver aquela cena.
Sebastian tentava revidar os socos, mas a raiva de Blaine era tanta, que ele poderia matar Sebastian de tanto bater nele. O maior estava com o olho direito completamente vermelho, seu nariz jorrava sangue e sua boca estava cortada. Blaine levantou, vendo que o outro estava paralisado e ainda lhe deu um chute no peito.
– Nunca mais desrespeite o meu Kurt. NUNCA MAIS. – Blaine grifou bem sua frase e saiu do banheiro, indo para o corredor em direção ao seu armário para pegar seu material e ir embora daquela escola. Suas mãos estavam vermelhas devido a força que ele tinha usado ao bater em Sebastian.
Ele queria estar arrependido pelo que fez, mas ele não iria se arrepender. Sebastian merecia, não é mesmo?
Blaine pegou suas coisas e foi para casa com aquele enorme peso nas costas novamente. Ele havia feito aquilo para proteger Kurt, mas protegê-lo de que, afinal? Ele estava com Sebastian porque queria e não por obrigação, não é mesmo?
O moreno atirou suas coisas de qualquer jeito e foi procurar Cooper pela casa. Seu irmão sempre tinha um bom conselho e Blaine esperava que agora não fosse diferente do usual.
– Coop? – Blaine falou um pouco alto e só faltou ouvir eco. Aparentemente não havia ninguém em casa, mas isso logo mudou com Cooper entrando na casa.
– Você está com cara de quem se meteu em encrenca. – Coop deu um beijo na testa do irmão e largou suas coisas, tirando o casaco em seguida.
– Eu esmurrei a cara do Sebastian. – Blaine falou o nome do outro com nojo e desprezo.
– Você o que? – Cooper olhou o irmão incrédulo. – Por que não me chamou? Eu poderia ter te ajudado. – Blaine riu. – Mas por que?
– Ele mexeu com o meu psicológico, Coop. – Blaine disse irritado.
– Tradução: ele falou algo sobre Kurt. – Cooper disse óbvio e Blaine assentiu.
– Mas não simplesmente isso. Ele desonrou a inocência do meu doce Kurt. Isso é inadmissível. – Blaine disse ainda irritado. Aquela raiva não iria passar tão cedo, mesmo que ele tivesse a descontado em Sebastian, parte dela ainda estava ali e se Sebastian estivesse ali... bom, ele não estaria mais ali.
Ninguém seria capaz de sobreviver à raiva que estava possuindo Blaine, principalmente se esse alguém fosse Sebastian.
– Coop, eu senti tanta raiva que eu poderia ter matado ele e ainda por cima me sentir feliz com isso. – A voz de Blaine continuava carregada e seu coração estava acelerado, demonstrando todo seu nervosismo perante à situação.
– Maninho, você ainda vai se encrencar na escola por culpa desse garoto. – Cooper falou calmo. Blaine gostava de poder confiar no irmão, que além de mais velho era também mais inteligente e sensato.
– Por Kurt vale a pena. – Blaine se defendeu. – Eu poderia matar alguém por ele e, para ser bem honesto, sinto vontade de me matar só por não tê-lo comigo.
– Eu sei disso, mas, por que você não tenta esquecer ele? – Blaine negou. – Olha, eu vou sair essa noite. Chame seu namorado para dormir aqui, mas não durma.
– Não me imagino fazendo isso. Não com ele. – Blaine disse, cruzou os braços e continuou a negar, mordendo o lábio inferior.
– Blaine, você precisa amadurecer esse pensamento. Talvez você se sinta melhor. Eu não sei, só quero ver você feliz. – Cooper abraçou o irmão e foi para a cozinha.
Blaine subiu as escadas e se atirou de qualquer jeito na cama. Ele estava sentindo mais nojo ainda de Sebastian e pensar que talvez aquilo não fosse uma brincadeira estava o matando.
E se Sebastian estivesse falando a verdade? E se Kurt tivesse mesmo ido para cama com ele? Faria sentido, afinal eles são namorados, mas Blaine nunca pensou que isso fosse mesmo acontecer. Blaine esperava que sua primeira vez fosse com Kurt e vice-versa. Mas pelo visto isso nunca iria acontecer.
O moreno tirou o celular do bolso e discou o número de Truk.
“Oi meu amor.” – O outro disse carinhoso.
“Hoje à noite a casa é só minha. Não quer aparecer?”
[...]
– Meu Deus, Sebastian. O que houve com você? – Kurt perguntou preocupado ao ver Sebastian sujo de sangue, com os olhos vermelhos, boca cortada, nariz sangrando, respiração fraca e uma raiva inigualável.
– Você ainda sente alguma coisa por Blaine? – Sebastian perguntou frio e Kurt ficou pensativo. – Você está hesitando. Fale logo.
– Não. – Mentiu Kurt. Era óbvio que Kurt ainda sentia algo por Blaine. Algo forte demais para ser esquecido.
– Ótimo. – Sebastian atirou sua mochila no chão e sentou no sofá, fazendo um sinal para Kurt sentar-se em seu colo. – Vamos jantar fora essa noite. – Kurt assentiu.
– Blaine fez isso no seu rosto? – Sebastian assentiu com raiva. – Por que?
– Talvez eu tenha provocado. – Sebastian disse e Kurt segurou o riso. Blaine ainda se preocupava com ele. Isso era um bom sinal, não? – Não quero falar nisso.
– Tudo bem. – Kurt disse assentindo. Sebastian segurou o queixo de Kurt e foi o puxando mais para perto, logo selando seus lábios em um beijo feroz. Ah, como Kurt sentia falta do romantismo de Blaine.
Durante o resto do dia, Kurt ficou lendo e, por volta das sete da noite, começou a se arrumar para sair com Sebastian. O único problema, é que ele queria apenas voltar para sua casa e ficar vendo televisão ou lendo em sua cama. Ele queria que seu pai o aceitasse de volta, mas sabia que isso estava longe de acontecer. Ou não. Quem sabe, não é mesmo?
Kurt preferia não pensar no que Blaine estava fazendo agora, pois provavelmente estava se vangloriando pelo que fez. A curiosidade dominava Kurt. O que Sebastian poderia ter dito para Blaine machucá-lo tanto?
Kurt colocou uma roupa simples. Sebastian não merecia ver o castanho muito produzido. Que tipo de pensamentos eram esses? Kurt tinha que parar de pensar em Blaine e focar em seu namorado atual. Isso era o que importava, mas claro que Kurt não iria respeitar seus pensamentos. Ele tinha o direito de seguir seu coração se quisesse. Mas será mesmo que ele queria?
Ele amar Blaine é um fato que todos sabem e percebem, inclusive Sebastian. Kurt não pode mentir sobre isso para os outros quando não consegue nem enganar a si mesmo ao dizer que não sente mais nada por Blaine.
Kurt desceu as escadas com milhões de pensamentos flutuando por sua mente. Sebastian já o aguardava e logo eles já estavam no carro.
O restaurante não era muito famoso pela cidade e era bonitinho, mas a companhia não era a mais desejada por Kurt.
Jantar rolou tranquilamente, sem muita conversa ou olhares. Apenas os dois jantando.
[...]
Blaine estava deitado na cama por cima de seu namorado o beijando. Eles se beijavam com vontade, porém Blaine não queria estar ali. Pelo menos não com Truk. Ele queria estar ao lado de Kurt, mas sabia que não teria essa oportunidade novamente.
“Comparisons are easily done (Comparações são facilmente feitas)
Once you've had a taste of perfection (Uma vez que você teve o gosto da perfeição)
Like an apple hanging from a tree (Como uma maçã pendurada em uma árvore)
I picked the ripest one (Eu escolhi a mais madura)
I still got the seed (E ainda tenho a semente)”
Kurt e Sebastian chegaram do restaurante e foram se deitar, porém Sebastian não queria dormir. Ele tinha planos de algo a mais. Kurt mal teve tempo de respirar ao entrar no quarto, pois seus lábios foram atacados ferozmente por seu namorado. Sebastian praticamente atirou Kurt na cama e deitou-se por cima dele, distribuindo beijos pelo pescoço do castanho, que estava se sentindo incomodado com a situação.
Ele sabia que se negasse, seu namoro provavelmente teria um fim.
Mas se isso terminasse, ele estaria livre para ficar com Blaine, não estaria?
“You said move on (Você disse ‘siga em frente’)
Where do I go? (Para onde eu vou? )
I guess second best (Eu acho que o segundo melhor)
Is all I will know (É tudo que vou conhecer)”
Truk trocou de lado com Blaine e tirou a camisa do mesmo, tirando a sua logo em seguida. Ele voltou a capturar os lábios do moreno em um beijo que tinha tudo para ser perfeito, exceto pelo fato de que os pensamentos do moreno estavam em outro mundo.
Um mundo chamado Kurt Hummel.
“'Cause when I'm with him (Porque quando eu estou com ele)
I am thinking of you (Eu estou pensando em você)
Thinking of you (Pensando em você)
What you would do if (O que você faria se)
You were the one (Você fosse aquele)
Who was spending the night (Que estivesse passando a noite?)
Oh I wish that I (Oh, eu queria que eu)
Was looking into your eyes (Estivesse olhando em seus olhos)”
Kurt já estava sem blusa e Sebastian estava tirando sua calça. Após tirar a calça de Kurt, Sebastian tirou sua própria, além de tirar sua própria blusa também. Ele parou e ficou observando o corpo de Kurt e praticamente o comeu com os olhos.
Kurt corou com aquela observação toda.
– Por que a vergonha? – Sebastian perguntou rindo. Ele nem esperou por uma resposta e voltou a atacar os lábios de Kurt.
“You're like an Indian summer (Você é como um verão indiano)
In the middle of winter (No meio do inverno)
Like a hard candy (Como um doce)
With a surprise center (Com um recheio surpresa)
How do I get better (Como posso ficar bem)
Once I've had the best? (Quando eu já tive o melhor?)
You said there's (Você disse que tem)
Tons of fish in the water (Toneladas de peixes na água)
So the waters I will test (Então das águas eu vou provar)”
O moreno queria fugir daquele quarto e correr para os braços do seu amor, mas a quem ele queria enganar? Kurt estava em outro agora e a única coisa que Blaine poderia desejar, era a felicidade do castanho.
Quando amamos alguém, abrimos mão da nossa própria alegria desde que isso faça quem nós amamos ficar feliz.
Blaine se sentia mal por estar namorando com alguém pelo qual não sente nada além de amizade, até porque Truk realmente gosta dele e ficar o enganando não é legal.
Mas o moreno sentia que destruiria sua própria vida caso ficasse sozinho.
A solidão era seu pior medo e, infelizmente, seu mais provável caminho.
“He kissed my lips (Ele beijou meus lábios)
I taste your mouth (Eu senti o gosto da sua boca)
He pulled me in (Ele me puxou para perto)
I was disgusted with myself (Eu fiquei com nojo de mim mesmo)”
Kurt se sentia um pouco assustado com aquilo. Ele sempre pensou que sua primeira vez fosse ser romântica, em um lugar bonito e, principalmente, que seria com Blaine.
O Hummel daria sua vida para estar agora com Blaine. Todos pensavam que Kurt estava com Sebastian por popularidade, mas a verdade é que ele estava namorando Sebastian para provocar Blaine, mesmo sabendo que além de provocá-lo estava o machucando; o matando aos poucos.
“'Cause when I'm with him (Porque quando eu estou com ele)
I am thinking of you (Eu estou pensando em você)
Thinking of you (Pensando em você)
What you would do if (O que você faria se)
You were the one (Você fosse aquele)
Who was spending the night (Que estivesse passando a noite?)
Oh I wish that I (Oh, eu queria que eu)
Was looking into... (Estivesse olhando em...)”
Blaine tentava manter a situação apenas em beijos pelo tempo que conseguia. Ele estava quase nu, assim como seu namorado, mas não queria passar disso. Ele queria ficar apenas nisso.
Ele tinha escolha, não tinha? Ele podia dizer que não queria aquilo. Mas talvez isso levantasse alguma suspeita. O que seu namorado faria caso descobrisse que ele ainda sente algo por seu ex? Ele terminaria o namoro, mas pior que isso, a amizade deles não iria sobreviver.
“You're the best (Você é o melhor)
And yes I do regret (E sim, eu me arrependo)
How I could let myself (Como eu pude me permitir)
Let you go (Deixar você ir?)
Now, now the lesson's learned (Agora a lição está aprendida)
I touched it I was burned (Eu toquei e fui queimado)
Oh I think you should know (Oh, eu acho que você deveria saber)”
Sebastian beijava o pescoço de Kurt, tentando deixar alguma marca por ali, com a intenção de mostrar que Kurt tinha um dono e esse dono era ele. O mais alto era viciado em posse. Ele tinha a necessidade de mostrar poder sobre todo mundo que pudesse, fossem seus amigos, sua família ou seu namorado, o qual fazia questão de dizer que era seu.
Mal sabia ele, que Kurt nunca deixou de pertencer à Blaine. O moreno é o primeiro amor de Kurt e isso não é algo que possa ser mudado. Sentimentos não mudam, apenas se fortificam ou enfraquecem. Mas o que inicia sendo paixão, continuará a ser paixão, e o que inicia sendo amor, será eterno.
“'Cause when I'm with him (Porque quando eu estou com ele)
I am thinking of you (Eu estou pensando em você)
Thinking of you (Pensando em você)
What you would do if (O que você faria se)
You were the one (Você fosse aquele)
Who was spending the night (Que estivesse passando a noite?)
Oh I wish that I (Oh, eu queria que eu)
Was looking into your eyes (Estivesse olhando em seus olhos)
Looking into your eyes (Olhando em seus olhos)
Looking into your eyes (Olhando em seus olhos)
Oh won't you walk through (Oh, você não vai vir)
And bust in the door (E arrombar a porta)
And take me away (E me levar embora?)
Oh no more mistakes (Oh, sem mais erros)
'Cause in your eyes I'd like to stay... stay (Porque em seus olhos eu gostaria de ficar... ficar)”
– Sebastian, para! – Pediu Kurt. Sebastian ficou confuso ao ver aquela reação do castanho.
– O que houve? – Kurt fingiu que não escutou e levantou, pegando suas roupas pelo chão e as colocando. – Kurt, o que houve? – Sebastian segurou as mãos de Kurt, que se soltou rapidamente.
– Não toca em mim. – Sebastian o olhou incrédulo.
– O que eu fiz? – Kurt revirou os olhos e resolveu admitir o problema.
– Eu não quero que seja desse jeito. – Confessou Kurt.
– Então saia daqui e só volte quando decidir se tornar homem. – Agora quem estava sem acreditar era Kurt, que terminou de se vestir e se aproximou do namorado.
– Eu não preciso de você para me tornar homem. Tenho alguém que pode fazer isso de uma maneira muito melhor que você. – Ele disse e saiu do quarto, descendo as escadas e pegando o carro. Ele havia sido expulso de casa e só não ficou sem carro, porque o carro era herança de sua mãe e estava em seu nome.
[...]
– Para! – Blaine praticamente gritou, fazendo seu namorado se assustar.
– O que houve, amor? – Truk tinha um olhar meigo. Blaine não queria magoá-lo, ele se sentiria mal se fizesse isso.
– Eu... – Blaine respirou fundo e levantou, pegou suas roupas e saiu do quarto ainda sem elas no corpo.
O moreno foi até o banheiro do corredor e colocou suas roupas, que agora estavam amassadas. Ele aproveitou e passou uma água no rosto, se segurando ao máximo para não começar a chorar ali mesmo.
Blaine pegou as chaves do carro e saiu de casa, indo para o único lugar onde não haveria ninguém, e ninguém iria procurar lá por ele.
Ele chegou rapidamente na escola e foi direto para o auditório, onde sentou no palco e começou a chorar. O que ele estava fazendo da vida? Ele amava Kurt então por quais motivos estava com outro?
“I could be obnoxious at times (Eu posso ser desagradável, às vezes)
But try to see my heart (Mas tente ver meu coração)
Cause I need you now (Porque eu preciso de você agora)
So don't let me down (Então não me desaponte)
You're the only thing in this world (Você é a única coisa nesse mundo que)
I would die without (Eu morreria sem)”
– Você continua sendo o melhor cantor que eu conheço. – Blaine tratou de secar logo as lágrimas ao ouvir aquela voz.
Kurt se aproximou do moreno, fazendo o mesmo ver que Kurt também tinha lágrimas nos olhos.
– O que está fazendo aqui? – Blaine perguntou confuso.
– Aparentemente o mesmo que você. – Kurt deu de ombros e um silêncio se instalou no local, até Kurt quebrá-lo. – O que Sebastian disse para você ter batido tanto nele? – Blaine abriu a boca várias vezes, mas nenhum som saiu por ela.
– Olha, ele nem está tão machucado. Na minha cabeça a cena era mais emocionante. – Kurt arqueou a sobrancelha direita e Blaine deu um sorriso sapeca.
– Como era essa cena? – Kurt perguntou sentando ao lado de Blaine no palco.
– Na minha cabeça ele dizia que o coração dele pertencia a você, então eu o arrancava e te entregava. – Blaine deu de ombros e Kurt gargalhou alto. Risadas como essa só aconteciam quando Kurt estava ao lado de Blaine.
– Isso é muito psicopata. – Kurt fez uma pausa. – Mas vindo de você é até fofo.
– Como se isso importasse. – Blaine disse mais para si do que para Kurt. – Mas se você quer saber o que ele disse, bom... eu disse que éramos amigos, aí ele falou que eu e você até podíamos ser amigos, mas que era o nome dele que você... – Blaine não conseguiu terminar sua frase e fechou suas mãos com raiva.
Kurt se aproximou mais do moreno e pegou suas mãos.
– Blaine, você acreditou no que ele disse? – Blaine assentiu. – Você bateu nele por ciúmes?
– Também. – Confessou o moreno. – Mas a questão é que ele me irritou.
– Ele queria provocar uma reação agressiva da sua parte para poder ferrar com você e você caiu como um patinho. – Blaine voltou a derrubar suas lágrimas. – São essas coisas que me fazem lembrar o motivo de eu te amar tanto. – Blaine gelou ao ouvir aquelas palavras. Ele sentia como se estivesse sonhando.
– Por que você namora com aquele idiota? – Kurt riu com a pergunta.
– Não importa com quem eu namore, você nunca vai aprovar. – Kurt disse secando as lágrimas de Blaine.
– Mentira. – Se defendeu Blaine. – Se você namorasse com um tal de Blaine Anderson eu iria apoiar completamente. Iria até querer comparecer no casamento de vocês. – Kurt gargalhou novamente.
– Bom, se esse tal de Blaine Anderson quisesse casar com um tal de Kurt Hummel talvez desse certo. – Blaine sorriu de uma maneira muito meiga para Kurt, que sorriu sem mostrar os dentes. – O que te trouxe aqui, afinal?
– Minha vontade me trouxe aqui. A vontade de estar em algum lugar que me lembrasse você. – Kurt corou com o comentário. – Eu teria ido para o parque onde nos conhecemos, mas são duas horas da manhã.
– Por que você tem a necessidade de ser assim? – Kurt perguntou levantando do palco e indo para o centro do mesmo. Blaine o acompanhou.
– Isso não importa. – Blaine disse rindo. – Mas e você? Por que veio até aqui?
– Algumas coisas quase aconteceram e eu precisava pensar no rumo que minha vida está levando. Agora eu sei para onde eu tenho que ir. Eu não sei o caminho que preciso pegar, mas sei o que quero encontrar no final. – Kurt segurou as mãos de Blaine novamente.
– Se eu sou o que você quer encontrar, espero que esse não seja o final do seu caminho. – Blaine disse doce.
Blaine aproveitou que havia apenas uma pequena distância entre ele e Kurt, e puxou o castanho devagar, até que os lábios dos dois se tocaram e ambos sentiram turbilhões de sensações dentro de si. Milhares de fogos de artificio explodiam dentro deles e eles queriam tornar aquele momento infinito. Eles queriam se tornar infinitos.
O beijo era calmo, cheio de saudade, amor e carinho. O beijo foi quebrado com vários selinhos apaixonados.
– Quando nós paramos de dar certo? Eu não entendo. – Kurt disse desolado e Blaine riu triste.
– Na parte em que nosso namoro precisava ser segredo. O que mais me machuca é ver que com Sebastian você anda de mãos dadas e nem liga para o que os outros vão pensar. Isso é porque ele é popular? – Kurt riu sem graça.
– Você acha que se eu gostasse dele eu estaria aqui agora? – Blaine assentiu. – Eu não vim aqui para pensar, ok? Eu segui você. Como eu disse, algumas coisas quase aconteceram, então eu decidi procurar por você, mas quando estacionei próximo à sua casa eu vi uma movimentação. A luz do seu quarto estava acesa e eu vi você saindo depressa de casa. Então você entrou no carro e eu segui você.
– Se você não gosta dele, por que está com ele? Kurt, eu sinceramente não entendo você. – Kurt revirou os olhos.
– Você também está namorando, então... – Blaine interrompeu o castanho.
– Então nada, porque eu não estou com Truk para magoar você e sim porque como eu já te disse eu tenho medo de não conseguir sobreviver sem você. Vou repetir para ver se essa frase entra bem na sua cabeça: ENQUANTO VOCÊ NAMORA AQUELE IDIOTA DO SEBASTIAN, EU TENTO APRENDER A RESPIRAR SEM VOCÊ. – Blaine gritou a última parte e Kurt se afastou um pouco, caminhando pelo palco. – Eu encarecidamente te pergunto: você dormiu com ele?
– Acho que isso não é da sua conta. – Kurt disse na defensiva e Blaine revirou os olhos. – Você deveria cuidar da sua vida. – Blaine foi até Kurt e segurou as mãos do mesmo, que ficou sem entender. Blaine começou a fazer um carinho na mão do castanho, que ficou mais confuso ainda. – O que está fazendo?
– Estou fazendo o que você disse. – Blaine sorriu para o castanho.
– Como assim?
– Você é a minha vida, Kurt.
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