As Long As You Love Me
1 #1 - Como tudo começou
Notas iniciais
Espero que gostem! É um drama a fic, e por mais que tenham outros casais, o foco é KLAINE!

#1
Como tudo começou
3 anos atrás...
Kurt sempre foi o tipo de garoto que sonhava com um príncipe encantado, mesmo sabendo que esse talvez não existisse ou que talvez nunca chegasse até ele. Até que, em um belo dia, aos seus quatorze anos, ele conhece Blaine em um parque perto de sua casa.
Era apenas mais um dia de sol em um parque, mas ao ver aquele lindo garoto de cabelos pretos e cacheados junto com aquele lindo par de olhos castanhos, o mundo de Kurt se transformou por completo.
Kurt ficou tão hipnotizado, que nem percebeu que o garoto estava o encarando e estava cada vez mais próximo de si.
- Posso saber por qual motivo você está me encarando? – Perguntou o garoto com uma sobrancelha arqueada.
- Me desculpa, eu... – Kurt se perdeu mais ainda ao ver o garoto sorrir.
- Qual seu nome, moço bonito? – O moreno perguntou, fazendo o jovem Kurt corar.
- Kurt... Hummel. – Kurt quase havia se esquecido de seu próprio nome, aliás, próximo àquele garoto, o pobre Hummel quase esqueceu como se respira.
- Prazer em conhecê-lo. – Kurt sorriu envergonhado. – Eu me chamo Blaine. – Kurt apenas riu. – O que faz por aqui?
- Eu estava apenas caminhando, mas aí... – Blaine o interrompeu.
- Aí você me viu e achou divertido me encarar. – Ele disse rindo.
- Não exatamente. – Kurt estava se complicando ainda mais.
- Então explique-se. – Aquele sorriso de Blaine estava provocando em Kurt sensações que ele não saberia descrever nem com um milhão de palavras, o que estava deixando o castanho ainda mais confuso.
- Olha, eu preciso ir. – Kurt disse e saiu andando depressa, quase correndo. Blaine nem perdeu tempo em ir atrás do castanho, ele também havia sentido coisas inexplicáveis apenas por estar perto de Kurt, então achou melhor ignorar.
Hummel chegou em sua casa, subiu as escadas e se atirou em sua cama, pensativo. Por que aquele garoto havia mexido tanto com ele? Kurt sabia que sua mente o puxava para garotos ao invés de garotas, mas aquele garoto era diferente.
Mas por qual motivo? Por que Kurt sentia que precisava saber mais sobre o moreno? Por que ele precisava sentir todas aquelas sensações por um garoto com o qual conversou por menos de uma hora?
Ele tinha muitas perguntas, mas talvez ele nunca conseguisse as respostas, afinal ele só sabe o nome de Blaine, nada mais.
[...]
No dia seguinte, Kurt levantou preguiçosamente e foi direto para de baixo do chuveiro, onde ficou por, pelo menos, quinze minutos. Ele se enrolou em uma toalha e foi até seu guarda-roupa escolher seu look do dia.
Ele optou por uma calça azul clara completamente colada ao seu corpo, uma blusa branca e um colete preto. Ele arrumou seu cabelo, passou perfume e desceu as escadas, encontrando seu pai já tomando café.
- Kurt, você tem quatorze anos, onde pensa que vai vestido desse jeito? – Perguntou Burt ao ver o filho tão produzido.
- Pai, o primeiro dia de aula é considerado o melhor do ano. Pelo menos hoje eu preciso estar bonito. – Kurt explicou e o pai assentiu, revirando os olhos e deixando para lá.
- Tudo bem. Vamos passar na cada da sua amiga antes de irmos. O pai dela me pediu, já que ele precisava chegar cedo no trabalho. – Kurt sorriu para o pai. Ele adorava ir para a escola junto com sua amiga, Rachel. Os dois se conhecem desde pequenos e sempre se deram muito bem.
Os dois terminaram seu café e foram em direção à casa de Rachel. A garota já estava esperando na frente de casa, com sua mochila rosa e sua roupa nem um pouco discreta. Ela entrou no carro já sorrindo.
- Oi, Kurtie. Senti sua falta nessa última semana. – Rachel deu um beijo na bochecha do amigo e na de Burt.
- Eu também, Rach. – Kurt disse simpático. – O que mais fiz essa semana foi ler.
- E eu praticar. – Rachel disse e soltou um suspiro. – Eu fico feliz por fazermos parte de um coral, sabe? A maioria das pessoas que eu conheço só participam de corais no ensino médio.
- Nós somos as exceções da regra, Rach. Falta um ano para entrarmos no ensino médio e já somos estrelas. – Kurt disse rindo.
Kurt e Rachel estudavam em uma escola que era dividida em duas partes, dentro de um mesmo “campus”; uma parte era a do ensino fundamental e uma do médio.
- Vai ser legal quando atravessarmos o pátio. – Kurt disse alegre. Mal sabia ele que o ensino médio, naquela escola em particular, não era tão amigável quanto parecia.
O restante do caminho correu tranquilamente, com Rachel falando sobre os musicais que um dia pretende estrelar. Kurt apenas fingia prestar atenção, quando, na verdade, seus pensamentos voltavam para o moreno de cabelos cacheados. Por que ele estava mexendo tanto assim com Kurt?
Quando eles chegaram a escola, foram direto para seus armários, sendo que o de Rachel ficava de um lado do corredor e o de Kurt do outro.
- Oi, moço bonito. – Kurt gelou ao ouvir aquela voz. Todos os pelos de seu corpo se arrepiaram e seu coração simplesmente parou de bater. Será que ele tinha escutado certo? Ele esperava que sim. – Kurt? – O castanho então se virou e viu Blaine ali, parado o encarando.
- Oi, Blaine. – Kurt disse nervoso. – O q-que faz a-aqui?
- Vou estudar aqui daqui para frente. – O moreno disse sorrindo largo.
- Oh. – Kurt disse só isso, quando na verdade, um milhão de palavras passaram por sua cabeça. Ele poderia ter dado um grito histérico ou até mesmo poderia ter abraçado Blaine com a alegria que o contagiou, mas Blaine pensaria que ele era louco, e ele definitivamente não queria que isso acontecesse. O que ele queria, era se aproximar de Blaine e ser amigo dele. Por enquanto ele pensava querer apenas isso.
- Por que eu sinto que roubei o ar de seus pulmões? Você simplesmente fica aí parado me observando, sem saber o que dizer. É estranho, sabe? – Blaine disse abrindo o seu armário, que por um acaso era ao lado do de Kurt.
- Me desculpa por agir estranho. Vou me redimir, ok? – O moreno ficou o observando. – Almoce comigo.
- Todos almoçamos juntos na escola, Kurt. – Blaine disse óbvio.
- Não. Não aqui, não hoje. Sábado, almoce na minha casa. – Kurt disse sorridente. Seu sorriso parecia ter congelado. O que ele falaria para seu pai? Seu pai já suspeitava que Kurt gostava de garotos, principalmente pelos comentários do castanho ao olhar jogos de futebol com seu pai, mas será que ele não iria estranhar o fato de seu filho de quatorze anos ter convidado um garoto para almoçar em sua casa? Kurt só podia estar ficando paranoico, afinal não tinha problema, não é mesmo? Kurt e Blaine eram conhecidos, talvez futuros amigos, mas não iria passar disso. Certo?
- Gostei da ideia. – Blaine disse fechando seu armário. – Você poderia me mostrar a escola?
- Claro. Que aula você tem agora? – Kurt perguntou simpático e Rachel se aproximou dos dois. – Blaine, essa é Rachel, minha melhor amiga. Rach, esse é Blaine...
- Amigo de Kurt. – Blaine disse simpático, cumprimentando Rachel.
- Oi. Temos que ir para aula. – Rachel disse e os garotos assentiram.
- Minha primeira aula é história. – Disse Blaine olhando em seu armário. – Depois tenho inglês.
- Tudo bem, no terceiro período teremos aula juntos, mas, por enquanto, vou te deixar na sua sala. – Kurt disse e os três saíram andando pela escola, até deixarem Blaine em sua sala. – Te vejo depois.
- Aguardarei ansiosamente por isso. – Blaine disse e entrou em sua sala. Kurt e Rachel foram em direção à sua sala.
- Kurt, impressão minha ou ele estava te cantando? – Rachel perguntou entrando na sala de aula e sentando com Kurt.
- Você está vendo coisas. – Kurt disse envergonhado. – Vamos estudar logo.
Kurt não queria admitir, mas estava contando os minutos para a aula acabar e ele ir para a aula com Blaine. Quando deu o sinal, ele guardou seus materiais mais rápido que o flash e saiu da sala, logo encontrando Blaine no corredor.
- Oi. – Kurt disse animado.
- Cadê sua amiga? – Perguntou o moreno.
- Ela tem outra matéria agora. – Blaine assentiu. – Vamos?
Os dois foram andando tranquilamente pelo corredor, já que tinham um certo tempo.
- Então, Rachel é só sua amiga? – Kurt engasgou com a própria saliva por conta daquela pergunta. Ele continuou em silêncio e só o quebrou ao entrar na sala e sentar-se, com Blaine ao seu lado.
- Sim. – Foi a única coisa que ele conseguiu dizer. – Por que?
- Só por curiosidade. – Blaine disse tranquilo.
[...]
Finalmente o sábado havia chegado. Na opinião de Kurt, a semana havia se arrastado, principalmente pelo fato de que ele estava contando os dias para almoçar com Blaine.
Kurt acordou assustado, com alguém o cutucando. Pela sombra do corpo, Kurt pôde ver que aquele não era seu pai.
- Bom dia. – Rapidamente Kurt reconheceu aquela voz.
- Blaine? O que faz aqui? – Kurt perguntou com a voz rouca por ter acordado agora.
- Você me convidou para almoçar.
- Sim, mas não almoçamos as oito da manhã. – Blaine riu.
- Kurt, já é meio-dia. – Kurt levantou assustado, mostrando seu pijama do Pernalonga, o que Blaine achou uma graça. – Vou te esperar lá em baixo. – Kurt assentiu e foi correndo para o seu banho.
Blaine desceu as escadas e tratou de ajudar Burt a arrumar a mesa.
- Você e Kurt se conhecem desde quando? – Burt perguntou simpático.
- Desde segunda. – Um silêncio se instalou no local e permaneceu até Kurt chegar, já arrumado devidamente.
- Agora estou decente para almoçar com vocês. – Blaine o olhou sorrindo.
- Você já estava lindo antes. – Blaine sussurrou no ouvido de Kurt, que corou na hora.
O almoço correu tranquilamente e, após o mesmo, Burt saiu para trabalhar, deixando a louça para Blaine e Kurt.
- Você namora? – Blaine perguntou enquanto secava um prato.
- Blaine, eu tenho quatorze anos, nem tenho idade para isso. – Blaine sorriu com a ingenuidade de seu novo amigo.
- Não há idade certa.
- Você namora? – Kurt perguntou se virando para Blaine após enxaguar o último prato.
- Até conhecer você eu nunca tive vontade. – Kurt corou fortemente com aquele comentário e secou suas mãos.
- Vamos assistir televisão, vem. – O moreno seguiu Kurt até a sala e os dois sentaram-se e ficaram assistindo um canal de música.
Os dois passaram a tarde em silêncio, e nenhum dos dois estava mais aguentando aquela maldita quietude. Ambos tinham o que dizer, mas não sabiam se era a hora certa.
- Blaine, você... – Kurt começou a falar, mas uma boca estava cada vez mais próxima da sua e, de certa forma, aquilo estava o assustando, mas ele queria saber onde aquilo o levaria.
Blaine foi lentamente se aproximando, até que ele encostou seus lábios nos de Kurt, mas e agora? O que ele deveria fazer após isso? O moreno era todo confiante, mas nunca havia beijado alguém. Ele não queria que o momento acabasse, então continuou com seus lábios nos de Kurt.
- POSSO SABER O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? – Tanto Kurt quanto Blaine gelaram ao abrir os olhos e ver Burt ali parado os observando.
- Pai, calma. – Kurt tentou falar, mas não foi permitido.
2 anos atrás...
- Meu amor, não estou afim de ir para casa, quero passar o dia aqui com você. – Kurt disse abraçado ao seu namorado, Blaine. Eles estavam juntos há onze meses.
- Kurt, eu odeio que nosso namoro seja segredo. – Blaine disse triste.
- Eu também, mas teremos que passar por isso se queremos ficar juntos. – Blaine assentiu, dando um selinho no namorado.
2 meses atrás...
- CHEGA, KURT. – Blaine gritou irritado. – Chega de esconder essa droga de namoro.
- Então agora é uma droga de namoro? Bom saber. – Kurt disse também irritado.
- Kurt, nós estamos juntos há dois anos, temos dezessete anos. Seu pai precisa aceitar o fato d que você gosta de garotos. – Blaine argumentou, mas Kurt não ligava, pois achava estar certo.
- Não interessa. Ele não me aceita. Você viu o que aconteceu da última vez. – Kurt começou e lágrimas brotaram em seus olhos. – Ele me chamou de aberração e disse que se eu namorasse um garoto ele me expulsaria de casa.
- Kurt, se isso acontecer você vem morar comigo. Eu só quero que as pessoas saibam sobre nós. Eu quero poder te beijar em público, ou pelo menos andar de mãos dadas com você, ou até mesmo apenas te chamar de apelidos carinhosos. – Blaine pegou a mão do namorado e a acariciou. – Eu sei que você tem medo do que isso pode fazer, mas eu estou ao seu lado.
- Você não me entende. – Blaine levantou irritado.
- Eu cansei, Kurt.
- Depois de tudo que passamos, não pensei que isso fosse acontecer. – Kurt disse triste.
- Eu amo você, mas isso está me machucando.
- Você acha que em mim não dói?
- EM MIM ESTÁ DOENDO JUSTAMENTE POR VER QUE VOCÊ NÃO ESTÁ BEM, E ME MACHUCA MAIS AINDA PENSAR QUE TALVEZ EU NÃO ESTEJA TE FAZENDO FELIZ O SUFICIENTE. – Blaine colocou as palavras para fora e foi como se ele mesmo tivesse levado um tiro após dizer aquilo.
- Sendo assim eu acho que deveríamos terminar. – Blaine o olhou incrédulo.
- Esse é o sentimento que você sente por mim? – Kurt revirou os olhos.
- Vamos fazer isso como dois adultos, ok? – Blaine cruzou os braços e encarou o castanho sério. – Eu amo você, Blaine, mas eu não posso continuar com algo que meu pai é contra.
- Você vai se impedir de ser feliz só porque ele é contra isso? Ele é contra o que te faz bem. A não ser que você esteja cansado de mim e esteja dando desculpas. – Kurt revirou novamente os olhos. – Você quer tratar isso de uma maneira adulta e fica revirando os olhos para mim?
- Olha, Blaine, isso está sendo cansativo.
- Tudo bem, Kurt. Eu sabia que era só uma questão de tempo. – Blaine já ia saindo, mas foi impedido.
- Eu não terminei de falar.
- Mas eu terminei. Terminei de falar... e terminei com você.
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