As Guardiãs - A fada

2 Capitulo 2: Academia de guardiões


O sol fazia sombras no rosto Léo quando estavamos deitados na grama verde e mascia do parque. Nos olhavamos; um segurando o olhar do outro e sorríamos. Tinhamos começado a namorar a duas semana e tudo estava perfeito.

Risos e vozes de crianças ecoavam a fundo. Ao longe, eu as via correndo uma atras das outras brincando. Alguns donos passeavam com seus cachoros e todos estavam felizes, assim com eu.

– Eu te adoro sabia? – Disse Léo sorrindo. Ele ajeito um mecha de meu cabelo atrás da orelha e acariciou minha bochecha.

– Eu também te adoro. – Respondi. Nos beijamos e eu me afastei para olhar em seus olhos cativantes e para o labios convidativos.

Me assustei e me afastei rapidamente. Um figura sombria estava a minha frente. O garoto que eu amva desaparecera da minha frente e o dia lindo também se fora. Agora, as nuvens estavam pesadas e o céu sombrio. O vento soprou meu cabelo para frente tampando minha visão.

Me levantei cambaleando e comecei a correr para longe dele. A silhueta caminha até mim avançando cada vez mais. Equanto eu corri aos tropeços, a sombra me agarrou e me jogou no chão.

– Onde está?! – Gritou uma voz masculina. Eu nunca via o rosto, apenas a voz e o contorno. Ele estava em cima de mim, prendi meus bracos com as pernas e as mãos firmes e pesadas apoiadas na grama seca uma de cada lado da minha cabeça. – Onde está?!

– Eu não sei! – Grito de volto. Lagrimas escorredo.

– Me diga! Eu sei que está com você! Você é um deles! Quero a parte que pertence a você! Vou perguntar mais uma vez, onde está? – Fala ele erguendo a voz ainda mais. Estou soluçando implorando para meu corpo ter forças para me libertar debaixo deste monstro.

– Eu não sei do que está falando! Eu não sei. – Digo soluçando e com a voz rouca.

Fecho os olhos por um instante e quando os abro novamente, minha vista fica embaçada devido ás lagrimas, porém, quase conseigo ver o rosto dele. A silhueta que me persegui desde sempre.

Acordei com um soluço e me sentei rapitamente. Minha respiração estava irregular e quada vez que eu respirava minha gargata doía. Meus pescoço doía e minhas costas estavam molhadas de suor. Sempre o mesmo sonho. Nunca sei o que ele significa.

As lembranças começam a voltar e me sinto oca e com uma ferida aberta dentro de mim. A traição de Léo é insuportavel; ainda mais quado lembro do que sonhei com ele. Aquele lindo passeio no parque. Lagrimas escorrem e eu me encolho no canto da cama onde eu estou. Abraço os joelhos e sinto a angustia, medo, dor e insegurança.

Observo o quarto. Eu estava entre quatro paredes cinzas que me deprimiam ainda mais. Não havia janelas, apenas um saida de ar no teto e uma porta de vidro que levava a um banheiro. Uma porta de madeira polida; provavelmente trancada a sete chaves para eu não conseguir escapar, o que não tem muito sentido por que, não sei onde estou e nem como sair. A porta se abre com um rangido.

Um homen de meia idade entra. Um uniforme roxo com vermelho escuro, o cabelo com fios grisalho e alto. Não era do tipo que davam medo, não tinha musculos enormes, mas ainda assim; na minha situação, me fazia morrer de medo.

– Calma, não vou te machucar. – Disse ele em um tom mais formal e calmo que conseguiu. – Acredite, não é minha intenção.

Eu não conseguia pronunciar uma palavra. Queria fazer milhões de perguntas mas, minha mente não raciocinava, minha boca não se mexia. Eu estava congelado no lugar observando aquele homem estranho sentar-se a meio metro de mim na cama. Me encolhi ainda mais.

– Frederic Horn. – Ele estendeu a mão para mim. Fiquei parada sem consguir se mexer, apenas encarando a mão dele para no ar esperando ansiosamete por um aperto. Frederic arqueou uma sobrancelha. – Não? Ok.

– Por que me sequestrou? – Pergunto finalmente fazendo meus pensamentos processarem. Ele me olha curioso e esperando que eu responda.

– Primeiro, a senhorita não foi sequestrada, foi escolhida. – Responde ele em tom sério. Quando abro a boca para falar e ergue a mão me calando. – Segundo, foi escolhida para receber todos os ensinamentos da academia de guardiãs da Dakota do Sul; a A.G.D.S. Terceiro e último, eu serei seu mentor.

– Se eu fui escolhida não podia ter me mandado uma carta como as faculdades normais fazem? Tinha que me sequestrar e me apagar? – Perguntei com ironia fazendo gestos com as mãos.

– Isso não é uma faculdade! Isso é sério e a partir de agora, você é uma guardiã de nivel inicial. Tem muitas coisas a aperder e sem tempo para perguntas senhorita Forbs. – Repreendeu-me ele com seriedade. Fechei a cara emburrada e fiquei olhando meus pés para fugir do olhar do meu “mentor”.

O quarto fica em silêncio por um minuto enquanto ele pensa em algo. Torço para que não seja uma coisa absurda e que eu nunca fiz na vida. Me perco em minhas idéias; como meus amigos ficaram quando descobriram que eu fui “escolhida” para ser “guardiã” de sei lá o que. E se eles nem sentirem minha falta?

– Beatrice… Preste atenção. – Falou Frederic estralando os dedos na frente de meus olhos. – Aqui estão suas roupas de treinamento. Vista-se; voltarei em cinco minutos.

Eu não havia percebido que ele saíra do quarto e voltara com essas roupas horriveis. Era uma calça justa roxa com uma blusa simples vermelha escura. Um casado pesado roxo e de uma malha que eu nunca tinha visto na vida, as golas eram vermelhas escuras iguais as calças e tinha detalhes nos ombros. Havia iniciais de letras na frente do casaco e da blusa que ficou justa em mim. A iniciais que Frederic falara: A.G.D.S.

Prendi o cabelo em um rabo. Meu cabelo era uma cachoeira de cachos pretos nas pontas e ia até a cintura. Nesta horas, parecia ser dificil ter cabelo comprido, mas não vou corta-lo.

Olho no espelho que está pendurado na parede leste do quarto. A figura que está do outro lado não era eu. A menina de olhos verdes e cabelo preto continha um rosto fino e anguloso. Blolsas roxas claras de olheiras embaixo dos olhos deprimidos e cansados. Avaliei meu corpo inteiro. Magra, altura mediana e transparente. Eu não tinha sucesso para esconder emoções e nem expressões faciais.

Me avaliei outra vez, mas com pontos positivos sobre mim. A menina no espelho era forte, segura de si mesma, mesmo com pessoas machucando-a e magoando-a. A menina do outro lado, era percistente e corasoja. Destemida e determinada a ter tudo o que quiser como sempre teve. Sorri diante do meu reflexo.

Agora, eu sou uma gradiã. Preciso treinar para conseguir proteger algo; seja lá o que for. Só sei que nunca mais voltrei a ver meus amigos e ninguem que eu conheci. Sou uma nova Beatrice Forbs. Uma Beatrice que não foi traída e está inteira por dentro. Se tenho que cuidar de alguma coisa, tenho que conseguir cuidar de mim mesma. Estou pronta.

Sou uma guardiã da A.G.D.S. ( Academia de guradiões da Dakota do Sul). Sou forte. Sou coroja. Sou eu mesma mais que nunca.