As Garotas De Hogwarts

52 Vacas pastando, pratos quebrando


Notas iniciais
Olá! Sim, eu sei que eu demorei. Sim, eu sei que não ando respondendo os comentários. Estive ocupada. Pretendo responder os comentários assim que for possível, pois darei preferência a escrever e não a responder. Muito obrigada Lola Chan, Just a Grindylow e Thay Potter Salvatore pelas lindas recomendações, juro que assim que eu puder irei responder individualmente!!!

A primeira coisa que ela pensou quando seus olhos se abriram foi se já era realmente hora de acordar. A sensação que a atingia era a de que acabara de dormir, mas mesmo assim os raios do sol fraco de inverno incomodavam seus olhos.

Soltou um gemido de insatisfação, cobrindo os olhos com as costas da mão. De forma brusca, ela empurrou seu magro copo até estar completamente fora da grande cama. Caiu de joelhos no chão, inspirando fortemente para forçar seu despertar. Depois, fixou um pé no piso e logo após outro, ajeitando a postura quando se sentiu firme o bastante.

Respirou fundo, checando se havia sobrado alguma lágrima. Se ela tivesse que chorar mais um pouco, aquela era a hora. Não poderia chorar na frente de todos quando o evento começasse.

Não ficou surpresa quando constatou que não havia nenhuma lágrima. Não se sentiu estranha quando percebeu que não estava triste, apenas deu de ombros, não se importando com a falta de sentimentos, e então esfregou os olhos, tentando afastar o sono. Ansiava pela primeira vez em quase um ano que o tempo passasse. Queria tornar tudo ainda mais real.

Quando se sentiu pronta, deu seu primeiro passo em direção à janela. E, após esse primeiro, deu o resto que precisava para chegar até ela com uma rapidez desnecessária. Não queria perder tempo, haviam coisas a serem feitas antes de chegar a hora.

Examinou rapidamente o enorme jardim de sua casa, notando que as folhas secas que estavam ali no dia anterior tinham sumido. A grama continuava no seu estado de sempre, estado esse que Astoria nomeara de “Sra. Greengrass”. Por mais que seja apenas um trocadilho com o sobrenome da família, as folhas realmente aparentavam a perfeição que a mãe tanto tentara alcançar.

Além da grama perfeitamente verde e cortada, havia os arbustos aparados perfeitamente em formas ovaladas e flores com cores vibrantes espalhadas tanto pela grama quanto pelas poucas mesas situadas ao ar livre.

Astoria examinou tudo mais uma vez, ainda escandalizada om a mania de perfeição da mãe. Seus olhos agora pousaram numa construção não muito grande de madeira, situada um tanto afastada da parte do jardim que seria utilizada para festa, porém, mesmo assim, estava enfeitado. Seu rosto se contraiu em repulsa, seus olhos brilharam de ódio e seus dentes rangeram levemente.

Aquele era um lindo coreto, sem sombra de dúvidas. O que não era lindo era quem estava dentro dele.

A loira pode sentir o olhar da irmã sobre ela. Um olhar frio, cheio de nojo e sem nenhum resquício de carinho. Ela tinha certeza que respondia com um igual ou talvez pior. Daphne levantou levemente o canto da boca, mas antes que terminasse, notou que a irmã já estava com um sorriso de escárnio nos lábios. A morena deixou o início do sorriso morrer, se virou e murmurou alguma coisa para alguém que Astoria não se importava em olhar. Quando esse outro alguém a olhou, a loira reconheceu os olhos claros da mãe, cheios de uma dramática preocupação.

A loira esperou para ver o que ia acontecer. Seja o que for que Daphne dissera para a mãe, não fora boa coisa. Só quando viu a mãe, ainda com o olhar na janela de seu quarto, andar em direção a casa, Astoria soltou um sonoro palavrão, se afastando da janela.

Tudo o que ela menos queria era que a mãe viesse invadir seu espaço naquele dia. Não só por estar preparando a mente para quando a hora chegasse, mas por não querer que ela visse como sua pequena filha havia mudado. Tentara esconder no dia anterior, e, mesmo que admitisse que não tivera muito sucesso, sabia que naquele dia ela não saberia colocar camadas de falsa inocência sobre uma que não tinha mais nada de inocente.

Em contrapartida, a presença da mãe a impediria, ou ao menos assim Astoria esperava, de voltar ao estado da noite anterior. E ela sabia que deveria deixar aquele lado dela muito bem guardado naquela noite se planejasse conseguir chegar perto de Bellatrix. Pelo pouco que a loira conhecia dessa perigosa mulher, sabia que ela sentia cheiro de poder. Em Astoria, o poder não seria só sentido, mas como presenciado. Era visível de tão forte, e isso era perigoso.

A presença da mãe também a impediria de pensar sobre o que ocorreu na noite anterior, e, principalmente, sobre o que ela pensara na noite anterior. Nas ideias que teve e que agora pareciam fazer muito sentido, mas simplesmente não podiam fazer. Não tinham esse direito. Se aquilo que pensara for real, as coisas nas quais estava se metendo teriam muito mais significados do que o obvio. Elas não estariam lutando contra, e sim ajudando. Fazendo exatamente como fora previsto. Participando de um terrível jogo que na mente de Astoria era manipulado por uma mente igualmente terrível.

A garota loira se sobressaltou quando ouviu a porta sendo aberta abruptamente, e então pode encontrar o olhar da mãe, dessa vez diretamente e não pela janela. A preocupação continuava transbordando nos olhos daquela senhora, preocupação essa que Astoria não conseguia acreditar. Parecia quase ensaiado.

–Ainda está vestida assim? –A mãe indagou, examinado a filha de cima a baixo, escondendo certa repulsa pelo desleixo que presenciava. Astoria fingiu não ligar.

–Sim. –Respondeu simplesmente, dando de ombros e se jogando de costas na cama, quicando levemente.

–Já está tarde. –Comentou, dando alguns passos para dentro do quarto.

–Pretendo ficar assim até a hora de colocar o vestido. –Disse, tentando mostrar para mãe de uma forma delicada que ela não estava no humor de receber ordens. Ou conversar. Ou olhar para alguém.

–E você já tem um vestido? –Ela se aproximou ainda mais, se apoiando na cama.

–Devo ter alguns guardados no armário.

Astoria tinha a intenção de acabar a conversa naquele ponto, mas a mãe não parecia querer parar. Não queria se afastar ainda mais da filha, porém não imaginava que, se continuasse, iria aumentar ainda mais o espaço que havia entre elas. Astoria tinha vontade de gritar para ela parar, pois sabia exatamente onde aquilo ia terminar. E então, a mãe fez aquilo que a loira já esperava.

–Daphne poderia te ajudar. Ela tem vestidos lindos...

A loira teve que se segurar para não gritar e rosnar. Ela também tinha vestidos lindos. Vestidos muito mais lindos do que qualquer um que a irmã tinha, e um estilo muito melhor. Era horrível notar que Hogwarts inteira notava isso, mas a mãe fazia questão de não ver.

–Acho que posso me virar. –Falou mal humorada. A senhora respirou fundo, se sentando na cama.

–Querida, acho que a ajuda de Daphne pode te colocar no caminho certo. Você logo será adulta, e nós arranjaremos um marido para você. Mas você precisa fazer sua parte.

Ela não podia acreditar no que estava ouvindo. Simplesmente não podia. Estava tão surpresa que se sentou sobressaltada na cama, olhando para a mãe, incrédula.

–Arranjar? –Repetiu. Mais uma vez, a mãe não percebeu o que falava mexia com o emocional da filha.

–Você não precisa se preocupar com isso, minha querida. Logo eu e seu pai arranjaremos alguém para você, você só precisa esperar. –Explicou como se realmente achasse que Astoria ficaria bem com a ideia de ter um marido arranjado.

–Não preciso que arranje nada nem ninguém para mim. –A mulher a olhou como se ela fosse maluca.

–Você quer ver sua irmã se casando e vivendo uma vida em família enquanto você fica para trás?

–Eu não vou ficar para trás, mamãe. –Murmurou para si mesma. Ela não ficaria para trás, ficaria? –E desde quando Daphne está noiva? –Perguntou tentando voltar para a normal pose autoconfiante. Só que aquilo não era mais natural, não naquele momento.

–Bem, ela ainda não está. Mas está próximo, posso sentir isso no meu coração de mãe. E ele será o par dela nesse baile. –Astoria revirou os olhos para o ar sonhador da mãe.

–E quem seria o infeliz?

A Sra. Greengrass estava tão presa no seu pequeno mundo de sonhos que nem percebeu a carga de ódio na pergunta da filha, e nem mesmo notou que Astoria havia insinuado que o marido de Daphne seria infeliz. Isso deixou a loira um tanto apreensiva, quase se arrependendo de ter perguntado.

E então, após alguns segundos, a mulher respondeu a pergunta. A loira não quis acreditar no que ouviu. Quis fingir que aquelas palavras tinham sido fruto de sua loucura, mas não foram.

Draco Malfoy foi o que a mãe disse.

–É o que?! –Astoria exclamou assustada, sobressaltada, traída e magoada. Sabia que tudo poderia ser apenas uma mentira de Daphne, mas também poderia ser mais uma armação. Foi naquele momento que ela soube que sua vingança não passaria daquela noite. Ela se vingaria da irmã. Se vingaria da família. E se vingaria dele. E ela sabia como faze-lo, e iria adorar cada momento.

Bem longe dali, dois membros da família Weasley e três das quatro garotas de Hogwarts estavam sentados à mesa. Na frente deles, alguns pratos com poucos farelos em cima, indicando que havia presença de comida ali alguns minutos antes.

–Estava fantástico. –O ruivo comentou, sorrindo de lado para a garota de longos cabelos loiros. As outras duas riram, revirando os olhos.

–Acho que você já pode parar de repetir isso, Fred. –Hermione falou, dando um último gole na caneca colorida. O ruivo voltou o sorriso para ela.

–Está com ciúme? –Provocou. Hermione gargalhou debochada, fazendo o sorriso de Fred sumir. Se debruçando levemente, colocou dois dedos na parte de baixo do queixo dele, o que resultou no ruivo engolindo em seco.

–Nos seus sonhos. –Disse em um tom profundo e baixo que ela guardava apenas para ocasiões especiais. Fred sorriu de lado, como se contestasse a veracidade do que a morena dissera. Eles se aproximaram mais um pouco, presos novamente no clima provocante que volta e meia se fixava ao redor dos dois.

–Pode ter certeza que ele sonha com isso. –George comentou, quebrando o que envolvia o irmão e a bonita garota morena. Hermione tirou os dedos do rosto de Fred, se afastando enquanto mordia inconscientemente os lábios. O ruivo, por sua vez, fez uma careta contrariada, fazendo a garota, e todos os outros da mesa, rir.

–Muito obrigado George. –Fred disse para o irmão, que só então se deu conta do que tinha interrompido. Dando de ombros, levou sua caneca, recentemente cheia, à boca.

–Você sabe que é verdade. –Afirmou, afastando ligeiramente a caneca da boca.

Num movimento rápido, Fred bateu na cabeça do irmão, o fazendo derramar o conteúdo que antes bebia em todo o seu pijama e rosto. As gargalhadas estouraram na mesa, se espalhando pela simpática casa e enchendo os ouvidos das pessoas que estavam ali. Os que já estavam acordados foram atraídos pra a cozinha, e o que não estavam foram despertos.

–Bom dia. –Molly falou, entrando na cozinha e olhando para a situação de uma forma que demonstrava sua surpresa. Acordara preparada para fazer as refeições, e não esperava ver seus filhos acordados tão cedo.

–Bom dia. –Falaram juntos.

–Vocês poderiam ter me cha... –Começou, mas parou ao notar os pratos com alguns restos de comida. –Já comeram? –Perguntou surpresa.

–Luna cozinhou. –Gina explicou, sorrindo para a mãe, que ainda estava surpresa.

–Luna? Isso certamente é... Diferente. –Comentou, examinando os filhos a procura de algum sinal de intoxicação. A garota loira, alheia aos pensamentos da senhora Weasley, se levantou e andou na direção de onde colocara as panelas que ainda continham comida suficiente para alimentar os que ainda não haviam comido. Delicadamente, preparou um prato para a senhora, o colocando na frente da mesma.

Molly olhou assustada para os filhos, como se perguntasse se ela realmente pudesse ingerir algo feito por uma garota como Luna. Em meio a risinhos, eles a incentivaram com o olhar. Então, a mulher levou um pouco de comida a boca e mastigou lentamente.

–Bem...

–Já aviso que não gosto de mulheres. –Luna falou antes que Molly pudesse completar a frase, fazendo a senhora ficar boquiaberta e sem reação. O resto da mesa gargalhou, e Luna se virou, mexendo na comida que havia preparado.

–O que ela quis dizer com isso?

–Você não quer saber. –Os gêmeos disseram juntos, e antes que Molly insistisse outra pessoa entrou na cozinha, comentando sobre o maravilhoso cheiro da comida e se sentando na cabeceira.

–Bom dia a todos! –O senhor o Weasley disse, se ajeitando para ficar confortável enquanto Luna colocava o prato na frente dele. –Obrigado.

–Você parece animado. –Molly comentou, esquecendo-se do que presenciara minutos antes.

–Tenho quatro filhos em segurança em casa, e os outros estão a caminho. –Arthur disse, parecendo orgulhoso e satisfeito enquanto garfava a comida no prato para leva-la a boca. Gina trocou um olhar desconfiado com Hermione.

–Meus irmãos estão vindo? –Indagou curiosa, se levantando para colocar seu prato na bancada.

–Sim, eles estão. Sei que parece maluquice, mas eles acham que podem não sobreviver, então querem fazer a cerimonia o quanto antes. –Explicou, não parecendo mais tão feliz quanto estava antes.

–Cerimônia de que? –Hermione perguntou.

–Casamento. Gui e Fleur querem se casar logo.

O próximo som que ecoou pela casa foi o prato da mão de Gina se estraçalhando no chão. Ela estava surpresa e paralisada. Chateada também. Não gostava da namorada do irmão. Não gostava de casamentos. Não gostava da ideia de ter aquela bela mulher na mesma casa que ela. Mulher que tiraria o centro das atenções dela e das amigas.

Quando se abaixou para juntar os pedaços de porcelana, outro par de mãos a ajudou. Ela sabia que não poderiam pertencer a uma das amigas, pois sabia reconhecer mãos de homem. Eram mãos bonitas, ela observou. Nunca tinha reparado nas mãos dele.

–Obrigada. –Disse quando terminaram de juntar os pedaços, ainda ajoelhada no chão. Seu tom não fora provocante, mas seu sorriso se tornara quando reparou que os olhos de Harry estavam fixados no decote de seu pijama. Ela esperou que ele percebesse que ela havia notado em que direção ele estava olhando. O moreno subiu o olhar, passando lentamente pelo maxilar, pelos lábios curvados num belo sorriso, pelas bochechas rosadas para então pousarem nos olhos brilhantes, repletos de divertimento.

Gina se levantou, deixando Harry encarando as pernas dela. Ele correu os olhos por elas, sentindo o comum desconforto no meio das pernas que sentia toda vez que sonhava ou pensava em Gina. Eram muito mais bonitas de perto.

O garoto deixou os pedaços do prato que estavam na sua mão caírem novamente. Assustado pelo que fez, juntou tudo rapidamente, se levantando e encarando sem querer o sorriso satisfeito e provocante de Gina. Largou os restos numa pequena sacola que a senhora Weasley correra para pegar, tentando evitar que Gina percebesse o quão animado ele estava. Tarde demais, ela já havia notado.

Quando limpou as mãos, seu olhar encontrou o de Rony. Não era um olhar amigável, não como o que eles estavam acostumados a trocar. O ruivo havia percebido que Harry não tinha apenas ajudado a irmã, mas sim se aproveitado da situação para observa-la detalhadamente. Harry desviou o olhar, incomodado, para se servir da comida disposta na bancada. O ruivo continuou olhando-o por mais alguns minutos, mas logo achou algo mais interessante para olhar. E esse algo era Hermione Granger, vestida no pijama mais fodidamente sensual que ele já tinha visto. Ele poderia ter amado a visão, mas a presença de Fred ao lado dela não o deixava aprecia-la completamente.

–Sabia que você poderia ter apenas reparado o prato, não é? –Hermione perguntou sem olhar para a amiga ruiva sentada ao seu lado. Gina sorriu de forma maldosa.

–E perder aquela cena? Nunca. –Comentou rindo, fazendo a amiga rir também.

–Ele estava te despindo com olhar. –Murmurou, se aproximando do ouvido da amiga. O sorriso da ruiva aumentou e ela se aproximou mais ainda da amiga.

–Eu me senti nua. E acredito que você também. –Indicou Rony, que estava se servindo. Hermione mordeu os lábios.

–Oh, querida Gina, você nunca esteve tão certa. –Piscou para a amiga.

Harry e Rony se sentaram lado a lado, esperando provar o café da manhã que sempre tomavam n’A Toca. E foi com surpresa que provaram aquele estranho e magnífico gosto que era característico das comidas feitas por Luna.

–Nossa... –Ronald tentou.

–Isso está muito bom. –Harry comentou. Luna levantou, aparentemente irritada.

–Eu não vou me casar com ninguém. –Afirmou entredentes, se retirando da cozinha após terminar de demonstrar sua irritação. A mesa ficou em silêncio por um momento, então parte dela começou a gargalhar, e a outra continuou calada.

–O que ela quis dizer com isso? –O moreno perguntou, achando que a garota lira havia perdido de vez a sanidade.

–Ela que fez a comida. As pessoas costumam a pedi-la em casamento depois de provar. –Hermione explicou com um sorriso bobo, se lembrando de quando descobriu o estranho talento da garota loira.

–O que é plenamente aceitável. –Fred provocou, esperando a reação de Hermione.

–Ainda não sinto ciúmes Fred. –Retrucou, fingindo exaustão com o assunto. Mas, na verdade, estava adorando o pequeno jogo de provocações. Da primeira vez que se encontraram, ela tivera que evitar Fred para não machucar os sentimentos de Elliot. Agora, já que para os sentimentos de Rony ela não ligava, ela tinha liberdade, e pretendia aproveita-la.

–Não pretendo desistir. –A determinação era perceptível na voz dele, e o que ele falara era mais direcionado ao irmão que a Hermione. Ronald não gostou do que ouviu, nem do que viu. Não estava apreciando nem um único minuto desde a chegada de Hermione, tudo por conta de um dos gêmeos. Que ele pensara que seria um paraíso estava mais para um inferno que ele mesmo construíra. Ele nunca se odiara tanto quanto naquele momento.

–Não pedi para desistir. –A morena sorriu docemente, sentindo o olhar de Rony a fuzilando. A mente do ruivo estava presa no momento, mas também estava voando pelos homens com os quais Hermione já se envolveu. Não eram poucos, mas mesmo assim ele desejava ser mais um.

–Fico feliz em saber que ainda há uma chance de Hermione entrar para a família. –Molly falou sem perceber, e então enviou um olhar de desculpas para o filho mais novo.

–Que isso mulher, está tentado arranjar um casamento para mim? –Fred brincou, abraçando Hermione pelos ombros. –Acho que posso gostar disso.

–Eu apoio totalmente. –Gina afirmou animada. Rony parecia que ia vomitar. E se isso acontecesse, ele desejava que fosse em Fred.

Conversas encheram a mesa, e logo quase todos haviam esquecido o que acontecera, como se fosse mesmo uma brincadeira, mas a mente de Rony continuava fixa no aconteceu, o mantendo calado por todos aqueles minutos em que as conversas se sussederam. Harry também estava em silêncio, repetindo milhares de vezes a imagem das pernas de Gina. E Luna... Bem, ela estava por aí, já completamente esquecida de tudo o que falou.

–Fred, temos que trabalhar. –George falou alto, fazendo a mesa inteira prestar atenção nele. O ruivo assentiu, se levantando e olhando para a irmã e para a morena.

–Querem ir com a gente? –Perguntou esperançoso.

–Eu até iria, mas vou deixar para outo dia. – A morena falou. O sorriso de Fred morreu e o de Rony cresceu, e então Gina e Hermione trocaram um olhar cumplice.

–Mas esperamos vocês para o almoço. –Gina falou.

–Eu e Gina iremos cozinhar. –Hermione completou, deixando Fred feliz de uma forma que ele não achara que iria ficar. Ter a morena cozinhando era... Indescritível. E, se Fred se sentia assim, nada se comparava com o que Rony e Harry sentiam. Os dois trocaram um olhar, compartilhando o mesmo pensamento. Aquele era apenas o segundo dia, e as duas já haviam brincado com seus corações várias vezes, mas eles não se incomodavam. Mas se elas continuassem assim, logo não sobraria nada para elas brincarem. Elas estavam os destruindo, sabiam disso e adoravam isso.

Notas finais
Esse capítulo deveria ter sido focado apenas no baile e nos preparativos de Astoria para ele, mas acho que depois o tempo que Hermione e Luna passaram na Toca sozinhas com os Weasley e com o Harry ficaria muito vago, então escolhi colocar essa parte aqui e no próximo fazer o do baile. Me desculpem se não estiver muito bom, estou sem escrever há muito tempo e vai levar um tempinho para eu me acostumar. Mas, de qualquer forma, está aí. Título se referindo a Daphne e a Sra. Greengrass andando na grama. Apenas uma brincadeirinha, não aguentei. E pratos quebrando rimou como início do titulo. Ridiculo? Sim. Eu gostei, achei divertido. Está tarde e eu estou nesse calor absurdo, deitada num sofá há muitas horas, tenho direito de enlouquecer em conjunto com a Astoria. Quem gostou gostou, quem não gostou finge que gostou e vamos todos viver felizes. Gostaram? Amaram? Odiaram? Beijos. Ah, voltarei a postar três vezes por semana, se preparem :)