Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOH 30 capítulo *---*
Bea Tribbian, sua linda maravilhosa, este é para você!!!!!!
Marcella Horan e Mila Sena obrigadaaaaaaaa pelas recomendações!!!

Os dias passaram rapidamente. Assim, de uma forma que poucos perceberam, já fazia uma semana que Viktor Krum e Igor Karkaroff estavam nas dependências do castelo.


Era extremamente raro ver o conhecido diretor de Durmstrang andando pelos corredores do local. Aparentemente ele e Dumbledore tinham assuntos importantes a tratar. Porém, um destes momentos tão raros estava acontecendo naquele exato momento, à noite, no corredor externo, próximo ao jardim.


Igor andava lentamente, conservando seu ar severo e imponente. Suas já envelhecidas mãos cruzavam-se em suas costas, às vezes tamborilando uns dedos nos outros. Ele observava a gramínea iluminada pela luz da lua, porém estava atento a tudo ao seu redor.


Ele não era o único a utilizar aquele corredor. Andando a seu encontro estava Hagrid, em todo o seu tamanho e doçura, com as mãos também atrás das costas. Porém ele segurava algo nelas.


O meio gigante sorriu por trás da espessa barba, porém não foi correspondido. Mesmo assim, não deixou o sorriso morrer. Aproximaram-se cada vez mais, até estarem um de frente para o outro. Neste momento os dois pararam de andar.


–Olá Rúbeo. –A voz de Karkaroff ecoou até chegar aos ouvidos de Hagrid.


–Olá Igor. –Respondeu a ele, sem nenhuma animação. O outro homem ficou calado por alguns segundos, até decidir ir direto ao assunto principal.


–Devemos ir?


–É claro. Tenho cuidado muito bem deles, mesmo... –Hagrid começou a divagar, porém foi cortado pelo outro.


–Isso não me interessa. Tenho me encontrado num estado que apenas duvido, e é exatamente isso que estou fazendo agora. –Disse ríspido, fazendo o gigante levantar uma das sobrancelhas peludas.


–Eu sei. E torno a afirmar que não há motivo para tanto...


–Isto só eu posso dizer. Aliás, estou aqui justamente para avaliar e me informar. –Falou olhando para os lados, como se procurasse alguém. Porém logo parou, percebendo que era inútil.


Apesar de pensarem que estavam sozinhos, pois já havia passado há muito o horário de recolhimento dos alunos, a verdade era muito contrária a isso. Estavam acompanhados sim, e não apenas por uma pessoa.


Eles eram observados pelo invisível. Bem de perto. Tão perto que, se prestassem atenção, poderiam talvez ouvir o som de suas respirações. Porém, nenhum dos dois fez isso, deixando tudo passar despercebido. Ou talvez aparentemente despercebido.


–Acredito que todas as suas dúvidas serão esclarecidas amanhã neste mesmo horário. Espero que pense bem a respeito. –Hagrid tentava manter sua fala formal, por mais que encontrasse certa dificuldade nisso.


–Eu espero mesmo que elas sejam esclarecidas. Não sabe o que eu posso fazer se não forem.


Não demorou muito para Igor e Hagrid se retirarem, andando em passos rápidos para pessoas não mais tão novas. Desta vez não foram acompanhados.



Por um momento, tudo ficou em silêncio. Ele foi quebrado por pequenos barulhinhos parecidos com risadas. Houve então um grande barulho, e um pedaço de pano foi jogado longe. Uma capa.



–Sai Hermione! Seu cotovelo está quase furando o meu estômago. –A ruiva sussurrou, empurrando a outra garota para longe.



–Não seja tão dramática Gina. –Hermione sorriu, pegando a capa que estava no chão.



–Não estou sendo. –Disse tentando arrumar o emaranhado ruivo que era o seu cabelo. A morena a fitou estreitando os olhos.



–Fala baixo! Se nos pegarem aqui é nosso fim. E ainda teremos que explicar como conseguimos uma capa da invisibilidade. –Hermione ralhou, dobrando da capa em seus braços.



–É só falarmos a verdade. –Falou simplesmente.



–Ah, como se fosse... –A morena começou, porém foi interrompida por barulhos de passos. Em um momento que a adrenalina estava correndo em seu sangue, Hermione puxou Gina para o seu lado e as cobriu com a capa, encostando-se na parede e consequentemente levando a garota também. Prenderam a respiração, esperando pelo pior.



Porém, para a surpresa das duas, não era Severus Snape. Nem nenhum outro professor. Luna Lovegood andava por ali aquela hora como se andasse ao meio-dia. Parecia não se importar com a possibilidade de se encrencar. Na verdade, ela parecia até bem feliz por estar fazendo aquilo. Luna adorava olhar a lua, e passou a gostar mais ainda após as férias.



Hermione olhou para Gina por debaixo da capa, dando um leve sorriso perverso. Com a agilidade adquirida pela adrenalina que ainda não deixara seu sangue, suas finas mãos agarraram o braço da loira que andava distraída.



A loira se deixou levar, sem reclamar. Parecia até estar acostumada a isso. Mesmo Hermione estando surpresa com a falta de reação da garota, apenas sorriu. Afinal, ela sabia com quem estava lidando. A ruiva tirou uma parte da capa, ficando apenas com a cabeça de fora. Luna sorriu para ela.



–Olá Gina. Você está invisível. –Comentou, levando uma das mãos até o rosto de Gina e o cutucando.



–Eu sei. –Falou rindo enquanto sentia sua bochecha ser amassada pelos dedos da loira, que sorria ligeiramente. Hermione, que ria observando tudo, também saiu de baixo da capa e recebeu um olhar impressionado da loira.



–Hermione! Você também está invisível. Eu também quero ficar invisível. –Disse animada. Hermione e Gina trocaram um sorriso, tirando a capa do corpo e entregando a Luna.



–É só coloca-la. –Hermione explicou e a loira fez o que ela mandou, quase rindo quando viu que deu certo.



–Eu estou invisível. Que coisa estranha, mas é divertido. Estou com sono, boa noite. –Luna falou rapidamente, devolvendo a capa para as garotas e voltando a andar. Hermione trocou outro olhar com a ruiva, e as duas tiveram que se segurar para não rirem alto.



–Ela consegue ser ainda mais diferente quando está com sono. –Comentou Gina, voltando a andar. As duas retornaram aos seus dormitórios, caindo logo num sono profundo.



O dia seguinte chegou da mesma forma que os outros, rapidamente. No horário das aulas, como de costume, o tempo pareceu se arrastar lentamente. Foi um dia relativamente calmo, sem intrigas nem confusões. Talvez olhares perversos tenham sido trocados e algumas ameaças pensadas, mas nada foi concretizado.



Quando chegou o fim das aulas, Hermione Granger seguiu para a biblioteca, assim como fazia todos os dias. Aparentemente, Viktor mantinha a peculiar mania de olha-la estudando. E esse era o único momento do dia que os dois se encontravam, pois ele parecia realmente ocupado desde que chegara. Porém, hoje ela não teria a sua companhia. Nem a de Blaise e Cormac.



Quando chegou, sentou-se no mesmo local onde duas de suas amigas já estavam. Gina e Luna discutiam algo sobre transfiguração, e pareciam bem entretidas naquilo. Hermione, percebendo que aquela não seria uma boa hora para conversar, levantou-se e começou a procurar algo para ler.



Logo a morena já estava bem longe de onde se encontravam Gina e Luna. Era um corredor de estantes relativamente escuro, pois os raios solares do final da tarde não o alcançavam. Seus olhos miraram cada livro, separando os que ela já havia lido e os que não interessavam. Terminaram sobrando apenas três, e ela se comprometeu em lê-los.



–Granger. –Hermione ouviu a voz que ela tanto conhecia e que aprendera a repudiar.



–O que foi desta vez Malfoy? –Perguntou já irritada, o que arrancou um sorrisinho do loiro. Draco levantou as mãos em sinal de rendimento, porém sorriu de lado.



–Estou apenas te cumprimentando, não posso?



–Não. Mas de qualquer jeito não é o que você veio fazer. –Falou segurando os livros contra o abdome.



–Por que eu sempre tenho que estar fazendo algo desagradável na sua concepção? –Perguntou falsamente ofendido, se deliciando com a situação.



–Por que você é o Malfoy. –Hermione revirou os olhos.



–E se eu dissesse que eu estou aqui para participar de uma de suas aulinhas? –Draco sorriu e Hermione estreitou os olhos, perguntando-se como ele sabia daquilo. Blaise.



–Faça-me rir! De qualquer forma, hoje não teria uma das minhas aulinhas. –Falou rindo, preparando-se para sair do corredor.



–É verdade. –Disse arqueando uma das sobrancelhas.



–Ah é? Aposto três caixas de feijõezinhos de todos os sabores como não é. –Falou da boca para fora. Hermione voltou para a mesa das amigas onde sentou e ficou lendo um dos livros. Porém, seus olhos notaram o momento que Draco Malfoy saiu da biblioteca.



Algumas horas depois, quando já estava escuro do lado fora, as garotas ainda estavam ali. Desta vez em número par, pois Astoria havia se juntado a elas. Estavam todas caladas, algumas estudavam e outras apenas viajavam em seus pensamentos.



–O Krum não veio hoje? –Astoria perguntou.



–Ele tinha alguma coisa para resolver. –Hermione explicou. –Ele sempre tem alguma coisa para fazer.



–Vocês estão tendo algo? –Desta vez foi a Gina que falou, abaixando o livro que segurava.



–Não. Não é que eu não queira, é mais por falta de tempo mesmo. Não sei nem se ia rolar alguma coisa, mas eu esperava que sim.



–Olha o que a falta do Alan faz... –Astoria riu alto, depois tampou a boca, tentando ver se alguém a tinha ouvido.



–Se não fosse verdade eu negaria, mas é verdade, tenho apenas que admitir. Ele faz falta. –Hermione se conservava séria, porém era possível ver um pouco de sua tristeza.



–Nós sabemos. Eu não gosto nem de pensar no Charlie, me deixa triste. E eu não gosto de ficar triste. –Luna falou, fazendo menção de ficar cabisbaixa, porém lembrou de algo que fez ficar animada instantaneamente. –Quando eu estava indo para o dormitório ontem eu vi o Viktor. Não sei o porque de eu ter me lembrado disso, deve ser porque estávamos falando dele.



–Parece que ele tem alguma satisfação secreta em andar à noite. Eu já o encontrei fazendo a mesma coisa que você viu. –Astoria comentou, fazendo Hermione franzir o cenho.



–Eu já estava desconfiava que havia alguma coisa errada nessa história. Agora eu tenho certeza. Ontem eu arrastei Gina comigo para seguir Karkaroff de madrugada, ele estava conversando com Hagrid sobre alguma coisa muito estranha.



–E o que tem demais nisso? –Asty perguntou.



–Será que a visita dos dois à Hogwarts não é apenas uma camuflagem? Que se eles não conseguiram invadir com sucesso o castelo eles arranjaram uma forma de entrar? Estaria mais fácil para pegar o que eles querem. –Hermione falou se empolgando.



–Mas tudo aponta para alguém de dentro de Hogwarts. Algum aluno. Talvez um professor. –Falou Luna, apoiando a cabeça nas mãos.



–Então temos dois mistérios nas mãos. Pois eles não vieram aqui apenas para uma visitinha. Talvez os dois lados estejam procurando a mesma coisa. Coisa que nós devíamos procurar também. –Concluiu, deixando um ar pesado entre elas, que apenas foi quebrado por Gina.



–Tudo bem senhorita detetive, vamos deixar tudo isso para amanhã. Estou com sono, tive um péssimo treino de quadribol. Acredita que o Harry vai treinar a Cho? E ela nem é da casa dele. Um absurdo.



Mesmo não querendo, hermione foi obrigada a deixar isto para depois. Não podia negar que também estava cansada. As quatro saíram juntas da biblioteca, e concordaram em levar Astoria até seu dormitório.



Elas andavam caladas, olhando para baixo. Imersas em pensamentos. Todas tentando descobrir o que estava causando tanta confusão. Ninguém conseguia montar ao menos uma teoria, muito menos achar a resposta.



Quando estavam prestes a virar num corredor, perceberam que não estavam mais sozinhas. Como se fosse um gole do destino, uma forma de deixa-las ainda mais sedentas por respostas. Viktor Krum estava ali.



As meninas conseguiram parar e voltar para um local fora da vista dele antes que fossem pegas no momento que ele se virou, provavelmente ouvindo alguma barulho. As quatro tinham as respirações alteradas e corações batendo fortes.



–Acho que vai ter que deixar o seu sono de lado Gina. –Hermione comentou, procurando algo na bolsa que trazia consigo. A ruiva franziu a testa.



–Não está querendo dizer que... –Parou de falar propositalmente.



–Exatamente. –Falou, finalmente achando o que queria. Segurando o panos preto nas mãos, desdobrou-o.



–Você é doida. –Disse Astoria ao sentir a capa bater em suas costas. –Tem certeza que nós quatro damos aí dentro?



–Vai ter que dar. –Hermione sorria agradecida por ter a oportunidade de alcançar suas tão amadas respostas.



–Como vocês conseguiram essa capa? –Luna perguntou, mesmo estando fora de hora, passando os dedos no tecido.



–Cormac. Ele a pegou de Dumbledore e a Gina o convenceu a dar para ela. –Hermione falou sorrindo para a amiga, sabendo que não ia adiantar ficar calada.



–Como? –Hermione revirou os olhos.



–Tenho meus modos de convence-lo. –Gina sorriu de lado. Luna calou-se.



Quando Krum estava longe o bastante para não percebe-las e perto o bastante para elas poderem segui-lo elas começaram a andar com certa dificuldade. Por sorte, a capa era feita para um homem grande.



Elas o seguiram por vários corredores. E, com o passar dos minutos a animação do perigo foi se perdendo. Talvez andar a noite fosse mesmo uma forma de se dar prazer que ele tinha. Várias vezes chegaram a pensar em desistir.



Porém, quando Viktor entrou em um novo corredor diminuiu o ritmo dos passos. As meninas estranharam, se entreolhando. E, na parede que antes não havia nada, agora tinha algo. Algo bem conhecido para elas.



A Sala Precisa.



Viktor olhou para os dois lados, depois agarrou a maçaneta e abriu a porta, adentrando a sala. As garotas, se sentindo tão perto de alguns dos segredos que permeavam a mente delas há meses, não precisaram de palavras para saber o que fazer.



Antes que a porta se fechasse completamente, elas entraram.



Notas finais
EITA CAPÍTULO TENSO HAHAHHAHA E DECISIVO!!!
Gostara? Amaram? Odiaram?
GENTE, ESCLARECENDO MAIS UMA VEZ. A CAPA NÃO É A DOS IRMÃOS PEVERELL!!!
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