As Garotas De Hogwarts
31 Dragões
Notas iniciais
Acho que o capítulo passado foi o com menos comentários. É algum tipo de problema comigo?
Agora é assim, sem comentários, sem postagens. Tratem de mexer os dedinhos, queridas leitoras fantasmas e pessoas que sumiram, por que se não eu vou matar a minha história. E acreditem, não tenho pena, já fiz isso antes.
E Mary querida, obrigada pela recomendação. Você é um anjo.
ENTENDERAM O RECADO????????? ah, acho bom...
Aproveitem!!
Não.
Elas não conseguiam acreditar. Não acreditavam que estavam ali.Que estavam tão perto da provável resposta para tudo que estava acontecendo. E, principalmente, não acreditavam no que seus olhos, brilhantes de angústia, enxergavam.
Era um tanto chocante estar ali, inertes e sem utilidade, na podendo fazer absolutamente nada contra aquilo. E se tentassem, talvez só piorassem tudo.
Naquele momento, elas se perguntaram se elas realmente deveriam estar ali, ou se não seria melhor ter deixado Viktor Krum seguir seu caminho. Pelo menos, desta forma, não seriam obrigadas a ver tal cena.
Dumbledore se encontrava na sala. Karkaroff também. Viktor, instalado na frente da capa invisível, tampava parcialmente a visão delas.
A Sala Precisa assumia uma forma particularmente peculiar. Parecia-se ao extremo com a sala de Dumbledore, que se localizava a alguns andares abaixo. Suas paredes eram revestidas de estantes repletas dos mais diversos objetos. De livros a frascos e potes adornados. No centro havia uma mesa, atrás dela uma cadeira encorpada de madeira legítima.
Nesta cadeira, Dumbledore estava preso. Preso por cobras que envolviam seu corpo e o encaravam e que o prendiam firma à estrutura de madeira.
Não era uma coisa bonita de se ver. Não mesmo. Ele tinha feições abaladas e aparência fraca, parecia estar ali já há algum tempo. Porém, ele transmitia calma. Uma coisa tão contrária a o que o diretor de Durmstrang passava. Ódio, puro e simples ódio.
–Igor... –A voz de Albus ecoou pela sala. Astoria fechou os olhos, não conseguindo olhar mais.
–Calado! –Gritou Igor o mais alto que conseguiu, arregalando os olhos escuros. O ódio que ele sentia era quase palpável. –Já é a quinta vez que o mando ficar com a boa fechada, da próxima não hesitarei em sufoca-lo. –Ameaçou e levantou um dos braços fazendo um sinal com a mão. Krum, que até então apenas assistia, moveu os lábios silenciosamente, empunhando a varinha e fazendo pequenos movimentos com ela. Segundos depois as cobras que envolviam Dumbledore começaram a se mover, sibilando, dando um silencioso aviso do que aconteceria se ele falasse. Hermione reconheceu a magia. Inofensiva quando usada por uns, letal quando por outros. Magia negra. Proibida e condenada a uso dos bruxos mais sórdidos. Imperius.
–Viktor, pare! Igor, não é necessário tanto... –Dumbledore nunca chegou a completar a frase.
–Crucio. –Murmurou, sorrindo de lado. Satisfeito. Afinal, era aquilo por aquilo que ele estava esperando tanto tempo. Albus agonizou, com seus movimentos impedidos pelas cobras enroladas em seu corpo. No segundo após isso acontecer, Hermione tinha sua varinha apontada para o pescoço de Karkaroff, e seu corpo desprotegido da capa.
–Pare. Agora. –Sibilou com as mãos tremendo. Igor se virou com um leve sorriso na boca e Albus parou de agonizar. Porém, Karkaroff não soltou a varinha, que estava apontada pra o peito da morena. –Expelliarmus. –Reagiu Hermione antes que fosse tarde demais, desarmando o diretor, que sorriu ainda mais.
–Hermione, não é? Corajosa e enxerida. Hermione... Viktor, cuide dela para mim enquanto estou ocupado. –Falou calmamente, com um certo divertimento na voz, mesmo estando em certa desvantagem. –Viktor, agora! –Falou percebendo que o garoto não o obedecia. Hermione sabia que se o garoto o fizesse ela teria poucas chances de sair viva dali, mas preferiu arriscar.
–Como você ousa maltratar o seu anfitrião? Ele os recebeu dentro do castelo, confiou em vocês. –A morena disse com a voz alterada. A tensão era tanta que ela sentia vontade de chorar.
–Tenho meus motivos, menina. –Igor abriu um dos maiores sorrisos que Hermione já havia visto, ela estranhou o motivo até que sentiu algo em seu pescoço. Krum havia o obedecido e agora tinha sua varinha apoiada na clavícula da morena.
–E eu tenho os meus para impedi-los. –Hermione pronunciou utilizando o resto de coragem que tinha. Se iria perder, ao menos seria com dignidade. Aflita, olhou para os lados. Dumbledore parecia estar desmaiado, e não tinha nem sinais das amigas. Era melhor assim, desta forma elas poderiam delatar os acontecimentos.
–Faça-me o favor e vá embora.
–Não. –Falou com convicção, levantando ainda mais a varinha e depois sentindo o pressionar em seu pescoço. Ela sabia que se ela fosse embora, ela seria morta logo depois.
–Dumbledore tem uma bela defensora. Viktor, tire-na daqui. Não vale a pena machucar este rostinho tão bonito. Pelo menos, desta forma, as pessoas a reconhecerão depois de morta.
–Mas... –Ele murmurou. Era Hermione ali.
–Não discuta. Estou lhe ordenando. Trouxe-lhe comigo para fazer o que eu não poderia enquanto estivesse ocupado, e eu estou ocupado agora.
–Desculpe Hermione. –Viktor disse pesaroso e se preparou para levar Hermione para fora, mesmo que essa dificultasse. Porém, ele não seria capaz de leva-la, pois tinha alguém ali para impedi-lo.
–Nem tão rápido Krum! Vamos, abaixe sua varinha. Sabe que não tenho ligação nenhuma com você, e não terei pena de machucar-lo e machucar o seu querido diretor. –A garota alta, loira e esbelta falou fazendo Krum se virar para ela. Porém, sua varinha não estava apontada para o garoto e sim para o diretor, o que deu a deixa para Hermione se virar e desarmar o assustado Viktor. Ironicamente, Hermione selou seus lábios com os dele, e depois sorriu de lado. Agradeceria eternamente por Astoria ter aparecido. –O que pensa que está fazendo Karkaroff? –Perguntou, percebendo que o senhor aproveitou-se do momento que olhava a pequena cena de Hermione e Viktor para lentamente andar para o lado, seus passos tampados pelas suas longas vestes.
–Greengrass... Você cresceu desde a última vez que a vi. Está arriscando a vida por uma grifinória? Seus pais adorariam saber disso. –Riu insolente, dando mais um passo. A loira contraiu o maxilar.
–Sem chantagens, se quiser conte, não fará diferença. –Deu de ombros. Hermione, ao olhar para a amiga, observando pela primeira vez seu lado sonserino, percebeu que a loira oscilava o olhar entre o senhor e um outro ponto. E, quando seguiu seu olhar, teve uma surpresa. Luna e Gina, fora da capa, tentavam retirar as cobras, que se encontravam assustadas, do corpo do diretor antes que elas o apertassem até morrer. Sim, Hermione sentiu vontade de rir com a cena.
Felizmente, Gina se irritou e terminou matando as cobras, mesmo correndo risco de seu feitiço ir em Dumbledore. Coube a Luna a tarefa de despertá-lo, por sorte, esta também foi rápida. Logo, o diretor estava de pé observando a cena em sua frente com um singelo sorriso. Karkaroff nem imaginava o que estava acontecendo atrás dele, entretido demais com a discussão que levava com a loira. E Krum...Bem, ele estava de cabeça baixa enquanto recebia o olhar fuzilante da morena.
–Agora que eu estou solto Igor, vamos resolver isto de uma vez por todas. –Quando a voz de Dumbledore chegou aos ouvidos de Viktor o mesmo ficou pálido.
–Não ouvirei uma única palavra sua, não depositarei minha confiança num caluniador novamente. –Sibilou. –E nós temos mais uma para a extensa lista. Achei que seria uma conversa particular a que nós teríamos.
–Chama isto de conversa? Tem visões completamente errôneas de coisas simples. E eu não as chamei, embora as pudesse ter expulsado assim que entraram com a minha capa da invisibilidade. Mas duvido que elas iriam após me ver do jeito que eu estava. –Hermione franziu a testa ao ouvir o que Albus falou, porém não poderia nunca subestimar o tão poderoso bruxo.
–Uma mentira a menos ou a mais, não importa. O que importa é que você estava querendo me passar para trás. Acha mesmo que eu não iria perceber?
–Acho que ponderou tanto a situação que terminou entendendo tudo de forma errada. Eu não os chamei aqui para lhes fazer algum mal e nem para culpar vocês de nada, nem inventei tudo aquilo para poder atrai-los para o castelo. Além do mais, sempre estive ao seu lado, ou não se lembra que eu fui o único a te ajudar após a primeira guerra? –O diretor falou e as garotas se entreolharam. Não estavam entendendo nada, e sabiam que não poderiam perguntar agora. Elas sabiam que havia sido Dumbledore a solta-lo da prisão, mas não entendiam sua repentina revolta. Uma situação que deveria ser secreta estava sendo resolvida na frente de seus olhos. Como se lesse suas mentes, Igor as olhou e levantou uma sobrancelha para o diretor. –Podemos falar na frente delas, Igor. São de confiança e precisarão saber da mesma coisa que irei lhe contar. Vou direto ao ponto, para não gastar muito o tempo de todos, pois já está tarde. Preciso de ajuda.
–E o que leva a pensar que irei ajuda-lo novamente? Isso é muita... –Igor começou, mas foi interrompido.
–Deixe-me explicar. É claro que todos têm o conhecimento de que Hogwarts vem sendo invadida. E Igor, acredito que seja por isso que você esteja desconfiado. Acha que eu irei culpar-lhe por algo, ou entrega-lo a Azkaban novamente. Alias, eu não deveria me arriscar tanto numa época como essa. Sim, eu o prenderia em outras circunstâncias. Porém, a verdade é muito contrária isso.
–Não entendo o motivo de não me prender. –Perguntou Karkaroff, impaciente.
–Além do que fez por mim? Você confiou em mim meses atrás, e desde então vem ajudando. Peço calma, o que eu desejo que faça não será revelado neste momento. Meninas, estou me dirigindo a vocês agora. Sei que andam por aí juntando informações e se metendo em situações perigosas, e que querem saber o por que de tudo tanto quanto eu. Preciso que vocês descubram quem é que está fazendo tudo isso e, principalmente, o porquê. Esse porquê talvez nos salve. –Falou, fazendo as garotas engolirem em seco. Era realmente importante para Dumbledore as colocar em risco. Hermione suspirou, lembrando-se da conversa que teve com ele há dias atrás, e de como ele falou que a ideia de um aluno estar causando tudo isso não saia de sua cabeça. Se fosse verdade, não estaria agindo sozinho. Estava a mando de alguém. Mas quem?
–Como faremos isso? –Perguntou, empenhada em ajudar.
–Ajudando a Harry Potter vocês ajudarão a mim. Ele está envolvido até o pescoço nesta história toda. –O diretor sentiu-se culpado ao ver a feição das garotas a sua frente, mas era necessário. Extremamente necessário.
–Não... –Começou Hermione, incrédula, porém parou de falar. Não estava conseguindo digerir o que acabara de ouvir. Nem ela, nem Gina.
–Ele não consegue se virar sem você, Hermione. Tenho plena noção do que ele fez a você e a Gina, mas se você não quer que ele acabe sofrendo terríveis consequências você deve se aproximar novamente. -Ao falar isso Dumbledore alisou a barba, observando a expressão de desprezo das garotas. A ruiva se segurava para não se descontrolar, não sabia se ria de sua má sorte ou se chorava.
–Eu tentei. Eu juro que tentei. Eu ofereci a minha ajuda, pedi para que ele me contasse para eu poder ajuda-lo. Ele deve achar que pode se virar sem mim. -Falou magoada. Sem contar que Harry foi idiota a ponto de não defende-la do amigo ruivo. E isso era imperdoável.
–Então o faça mudar de ideia. Eu não posso ajuda-lo, não como você pode.
–O que está pedindo é uma coisa muito difícil para mim. Difícil para nós. -Disse séria, entrelaçando sua mão a da amiga ruiva.
–Se não querem fazer por eles, façam por todos. Suas amigas, família, os garotos da Londres trouxa, por vocês mesmas. Sinto que há mais coisas entrelaçadas do que nós podemos ter ideia. -Disse se levantando e andando até ela. Hermione franziu ainda mais a testa. Não estava entendendo exatamente o que ele estava falando. Sua mente era um turbilhão de pensamentos, ela tentava chegar a uma conclusão plausível. Porém, alguém foi mais rápida.
–Você está dizendo que estamos todos correndo risco, não apenas pelas invasões? Há mais coisa. –Foi Luna que falou desta vez, estreitando os olhos. -E o senhor sabe que coisas são essas.
–São apenas palpites que não podem ser compartilhados. É uma pena que eu não possa me meter pelos cantos pra procurar por pistas. Mas vocês podem. -Disse misterioso. Como se num estalo, tudo se encaixou na mente de Hermione quando ele pronunciou tais palavras. –E vocês querem. É a sede pela sabedoria, glória e honra que não as deixa apenas observar. Principalmente você, Hermione. Você quer saber, é uma necessidade. –Apontou para a morena.
–Então foi por isso que você nos disse para ir até a Sala Precisa, você sabia que eu iria ficar curiosa. Você sabe que já tentaram invadir mais de três vezes aqui. Devem tentar todo dia. Invadir não, pois a pessoa já está aqui. –A morena falou, juntando a conclusão que tirara junto a Luna e o que havia acabado de saber. Dumbledore sabia. Ele armou o tempo todo. Armou para que ela se aproximasse de tudo que estava acontecendo. E, consequentemente, levasse as amigas juntas. Separadas elas eram fortes, juntas, mais ainda.
–O que eu quero que descubram é quem está fazendo toda essa bagunça. Isso é mais das coisas que eu não sei. E também quero que descubra se esta pessoa tem algo haver com ele. Sim, Você-Sabe-Quem está por aí, e por mais que eu não ache que ele esteja ligado aos acontecimentos de agora, ele tem dado sinais, recrutando novos aliados. Tenho informantes espalhados pelo mundo que têm me dito que ele está sim acordado, sedento de vingança e sangue, à espreita e que está procurando por algo. E se está pessoa não está ligada a ele quero saber o por que de estar se arriscando deste modo. Qualquer informação é preciosa. –Explicou, sorrindo calmamente ao ver todos os presentes pensando sobre o que ele falara. E, por alguns minutos, a sala ficou em silêncio.
–Entendi... –Gina foi a única que conseguiu falar, e mesmo assim não conseguiu falar muito. O que queria no momento era estar em seu dormitório, dormindo um sono profundo.
–Agora o que isso tem haver comigo? –Perguntou Karkaroff, temendo pelo que ouviu. Se ele está de volta, logo iria atrás de seus antigos seguidores. E ele era um deles. Ex-comensal da morte.
–Neste caso, eu que irei ajuda-lo em recompensa pelo que fez. Se o que eu penso for verdade, logo estarão prendendo você. A não ser que você esteja visivelmente do meu lado. E eu ainda precisarei de sua ajuda para o assunto dos dragões. São uma bela proteção, belíssima. –Ao ouvi-lo falar, Krum e Karkaroff se sentiram um tanto culpados por terem duvidado do velho diretor, a ajuda que lhes seria concedida seria extremamente útil.
–Desculpe-me de verdade Albus. Realmente não pensei que seria isso. Primeiramente pensava que estava me pedindo dragões para o uso em sala de aula, mas depois de um tempo aqui percebi que não era isso. Assim achei que era apenas uma isca para me colocar no castelo. Agora digo com convicção que eu estava errado. –As garotas se entreolharam, até que uma decidiu verbalizar a duvida de todas.
–Dragões? –Hermione perguntou. Dragões eram uma coisa familiar a ela nos últimos meses.
–Vocês sabem que dragões são extremamente caros e raros, principalmente os filhotes, como acham que Hagrid conseguiu todos aqueles? Igor tinha os contatos necessários e eu a necessidade de tê-los na dependência do castelo. –Dumbledore explicou, fazendo Luna ficar confusa.
–Eles não tinham fugido? Lembro-me bem de que Hagrid falou para mim e eu disse que o pequeno animal deveria viver sua vida de dragão. –Falou alto, porém estava indagando a si mesma.
–Os filhotes necessitam de atenção constante, e por isso ficavam na cabana de Hagrid. Quando eles atingiam uma idade um pouco mais avançada eles já podiam ser escondidos na Floresta Proibida. Acredito que Rúbeo se apegava a eles, e mesmo indo uma vez ao dia lá não era a mesma coisa do que estar constantemente com eles, por isso a quase depressão. –Chocante era o mínimo a se dizer daquela informação. Elas nunca deram atenção para o fato dos dragões, mas se houvessem dado talvez tivessem indagado Dumbledore antes. Mas a grande carga de informações adquirida nos últimos minutos não as deixavam pensar direito, tendo que perguntar mais uma vez.
–Nós entendemos. Mas... Porque ter dragões aqui? –Astoria perguntou.
–Proteção... –Hermione murmurou. –Pode ser tão grave assim? –Falou aumentando o tom de voz.
–Todo o cuidado é pouco, estou apenas cuidando das milhares de vidas a mim confiadas. Agora, se me dêem licença meninas, preciso falar a sós com Igor. Qualquer dúvida é só me procurarem depois.
Desta forma, as quatro saíram da Sala Precisa. Sem falar nada, cada uma se direcionou ao seu dormitório. Muitas informações rodeando suas mentes. Muitos problemas sendo formados.
Mentes pensando no futuro provável sangue derramado. Apenas desejavam que não fossem os dela, nem os de ninguém que pela vida elas prezavam.
Notas finais
Gente, e aí? Gostaram? Amaram? Odiaram?
PRESTEM ATENÇÃO!!! NÃO PODEREI ENVIAR MAIS OS MP's COMO EU FAZIA ANTES (NA VERDADE DE UM TEMPO PRA CÁ EU NEM TENHO FEITO MAIS), O NYAH DEU UMA COMPLICADA LEGAL N MINHA VIDA PROIBINDO OS MP's REPETITIVOS...
beijinhos
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